Tensão nos Andes

Nesta semana, três das principais nações dos Andes - Equador, Colômbia e Venezuela - enfrentam uma crise diplomática, por conta de um ataque militar colombiano em território equatoriano na madrugada do sábado (1/3). Qual a sua visão sobre a crise?

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Hã?? Não entendi nada dessas letras, Gabiru. Direito internacional (ou seja, a lei) tem como base a territorialidade.

abs


Gravatar A ofende B no território de C: e D com isso? Lembram de tal questão, que suscitou várias respostas em diversos blogues? A solução que achei mais simpática dizia que D ajudaria C ao interpelar contra um crime cometido em sua propriedade, embora, a priori, não estivesse obrigado a ajudar nem C, nem A. Cabe a mesma resposta no atrito entre Colombia e Equador? O Equador terá de ficar satisfeito por Uribe entrar em seu território para ‘caçar’ ofensores?

Acho que sim, pois se supõe não só que o Equador seja ‘justo’ e também se ofenda com o acampamento em seu território, mas que esteja aa disposição para agir. Ou serão as leis equatorianas favoráveis a grupos armados paramilitares em atalaia? Além disso, a Colômbia é interessada por estar sendo ofendida, ou seja, não se trata de uso arbitrário de força, embora, na questão, se D decidir por ajudar a A ou a C – contra B, sem esquecer a flagrância [por flagrare,fogo] – sua decisão, embora arbitrária, não ofende aa lei.


Gravatar A intromissão(invasão)dos EUA na América Latina se torna cada dia mais visível. Eu gostaria de saber dos investimentos do meu país em armamentos... tipo submarino nuclear brasileiro(o Brasil é um dos poucos países a deter a tecnologia) porta aviões(modernos, não aquela banheira), e um força aérea digna do tamanho continental de nosso país. Sem uma força bélica a diplomacia é ineficaz.


Gravatar Pois é. Como nada mais é surpresa neste bélico mundo do século XXI, nossos vizinhos amazônicos andam às turras. Parece que o presidente colombiano Álvaro Uribe está se tornando uma espécie de Tony Blair latino. Já senta, dá a patinha e finge de morto, magistralmente adestrado pelos falcões do Bushinho. Depois de repetir como papagaio a ladainha estadunidense, resolveu agir como seus patrocinadores, invadindo território equatoriano. A justificativa já estava na ponta da língua: "guerra ao terrorismo"! Lendo a cobertura (acobertura?) da imprensa, parece absolutamente normal que um país simplesmente invada o outro. Soberania nacional é apenas um detalhe... O enfoque recorrente na maioria dos textos é o êxito das ações. Pouquíssimas linhas sobre o perigoso precedente aberto pelo exército colombiano, que como todos nós sabemos, há muito tempo é literalmente bombado por grande quantidade de verdinhas. Aliás, Bushinho não tardou em "agradecer" Uribe por sua ação "forte" no combate aos terroristas. O mais estranho é que a investida contra as FARC (uma das várias e abomináveis milícias colombianas) se dá justamente no período em que vislumbrava-se alguma luz nesta história obscura. Concordando-se ou não com esta perspectiva, pela primeira vez víamos alguns reféns serem libertados, com o presidente/mico de circo venezuelano Hugo Chavez se destacando como interlocutor. Alguns dos reféns libertados inclusive afirmaram que a ação de Chavez era válida e deveria continuar. Parece que esta imagem positiva do presidente venezuelano nos noticiários não agradou o pessoal lá do norte. E tome movimentação militar nas fronteiras. O Equador, mais do que corretamente, exige providências na OEA. Se a moda pega, a Venezuela é a bola da vez, e Chavez terá orgasmos múltiplos. E a Colômbia? Bem, continua de quatro, esperando que entrem mais dólares. Está fazendo direitinho a lição. Já alardea aos quatro ventos que o Equador "dá abrigo a terroristas" e que Chaves "financia o terrorismo". Talvez seja na densa floresta amazônica que finalmente encontraremos Osama Bin Laden e as armas de destruição em massa.


Gravatar Para mim está claro: Uribe não quer negociar com as Farc porque seu governo é baseado justamente na guerra civil. Ele foi, desde o início, o maior opositor (velado) da libertação dos reféns da guerrilha. Estava morrendo de inveja do papel de Hugo Chavez no processo de negociação. E matou Raul Reys, o homem que estava negociando a libertação de seqüestrados importantes, como Ingrid Betancourt. Para a familia dela, a morte de Reyes representa o fim das esperanças em vê-la liberta. A Colômbia violou a soberania de um país livre. Imagine se fosse com a gente. Imagine, por exemplo, Hugo Chavez invadindo o espaço aéreo brasileiro para bombardear guerrilheiros anti-chavistas escondidos em Roraima. O que diriam os jornalistas, hein?


Gravatar Notas sobre a crise, visite a seção Café da Manhã: http://cafe-da-manha.blogspot.co...l/ americalatina

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