Presidente do Mercosul repudia investimentos em armas no bloco

Agência Informes - O presidente do Parlamento do Mercosul, deputado uruguaio Roberto Conde, condenou ontem (22/11) pressões feitas pela indústria bélica mundial que estariam levando os países da América do Sul a uma corrida armamentista. Conde defendeu um debate amplo sobre o assunto com técnicos militares, parlamentares e representantes dos governos. Em sua opinião, a idéia de uma corrida armamentista é "extremamente perigosa". Conde participou de seminário na Câmara para discutir as questões de direitos humanos no Mercosul.

Roberto Conde disse ainda que o Mercosul tem que se impor em relação a seus países integrantes, inclusive a Venezuela, que ainda está em processo de ingresso no bloco, para evitar que a lógica bélica prevaleça na região. "É verdade ou não que esta corrida está acontecendo? Vamos debater o assunto. O que não podemos é deixar que isso se instale como uma coisa verdadeira", afirmou Conde.

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), integrante da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, negou a suposta corrida armamentista na América do Sul e disse que a Venezuela não é líder em investimento bélico. Segundo Rosinha, os dois países que mais investem em material bélico são o Chile e o Peru (e não a Venezuela), por problemas antigos relacionados à fronteira. O deputado sugeriu a discussão de um plano de defesa para o Mercosul.

De acordo com o deputado Luiz Couto (PT-PB), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o crescimento econômico esperado para a América do Sul deve ser pautado primordialmente pelas questões de direitos humanos. "O Mercosul não pode ser pensado somente do ponto de vista do crescimento econômico. Temos que colocar como questões centrais as questões de direitos humanos e do meio ambiente", ressaltou.

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