Juan Blanco, Portal Pravda em português
A cooperação militar entre a Rússia e a Venezuela é uma das principais avenidas de diversificar a ordem estabelecida e formar um mundo multipolar, disse aos jornalistas hoje o ex-ministro da Defesa da Venezuela, Orlando Manigilia.
A visita do presidente russo e os navios da Rússia à Venezuela é a prova de que o mundo está a operar mudanças, disse ele.
Os exercícios conjuntos, a serem realizados em breve com os marinheiros russos, irão contribuir para o reforço da luta para a prontidão das Forças Armadas da Venezuela, que desempenham um importante papel na manutenção da paz e da democracia no país, disse Manigilia.
Nos exercícios navais conjuntos, que vão começar em 1º de Dezembro, irão participar na Venezuela 12 navios e aeronaves, incluindo caças SU-30MK2, e os russos, os mísseis cruzadores nuclear "Pedro, o Grande" e "Admiral Chabanenko".
ONU pede a Colômbia para esclarecer série de assassinatos
Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York - O escritório da Alta-Comissária da ONU para os Direitos Humanos pediu a autoridades na Colômbia que esclareçam uma série de assassinatos e atentados contra ativistas e líderes de associações comunitárias no país. De acordo com o comunicado, as vítimas teriam participado de uma marcha no iníco deste mês contra grupos paramilitares.
A ONU lembrou que todas as vítimas têm o direito à justiça. Segundo a nota, o escritório da alta-comissária recebeu a notícia sobre os assassinatos de líderes comunitários, nas últimas semanas. A nota pede ainda a investigação urgente dos atentados além da proteção, por parte do governo colombiano, de defensores e ativistas de direitos humanos no país. A Colômbia vive um conflito civil de mais de quatro décadas entre rebeldes, grupos paramilitares e tropas do governo.
A ONU lembrou que todas as vítimas têm o direito à justiça. Segundo a nota, o escritório da alta-comissária recebeu a notícia sobre os assassinatos de líderes comunitários, nas últimas semanas. A nota pede ainda a investigação urgente dos atentados além da proteção, por parte do governo colombiano, de defensores e ativistas de direitos humanos no país. A Colômbia vive um conflito civil de mais de quatro décadas entre rebeldes, grupos paramilitares e tropas do governo.
Ataque às Farc impediu libertação de Betancourt, diz Correa
Claudia Jardim, de Caracas, para a BBC Brasil - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que as gestões que mantinha com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para a libertação de mais 12 reféns, entre os quais estaria a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, foram frustradas pelo governo da Colômbia com o ataque à guerrilha em território equatoriano. “Lamento comunicar-lhes que as conversas estavam bastante avançadas para libertar 12 reféns, entre eles Ingrid Betancourt. Tudo foi frustrado pelas mãos belicistas e autoritárias”, afirmou Correa, na noite desta segunda-feira, no Palácio de Governo, em Quito.
Correa, que rompeu relações diplomáticas com a Colômbia, afirmou que a libertação de Betancourt e de outros 11 reféns poderia ter motivado os ataques que resultaram na morte de Raúl Reyes, o número 2 das Farc e responsável pelas negociações de libertação dos seqüestrados. “Não podemos descartar que essa foi uma das motivações para o ataque por parte dos inimigos da paz”, disse o presidente equatoriano, em referência ao governo da Colômbia.
Classificando de "mentira" a explicação de seu colega colombiano Álvaro Uribe, que apresentou a operação realizada no sábado como de auto-defesa "em um suposto combate que não houve", Correa acusou neste domingo os militares colombianos de "assassinato". Na operação realizada dentro do território equatoriano, 19 guerrilheiros foram mortos. Leia mais na BBC Brasil.
Correa, que rompeu relações diplomáticas com a Colômbia, afirmou que a libertação de Betancourt e de outros 11 reféns poderia ter motivado os ataques que resultaram na morte de Raúl Reyes, o número 2 das Farc e responsável pelas negociações de libertação dos seqüestrados. “Não podemos descartar que essa foi uma das motivações para o ataque por parte dos inimigos da paz”, disse o presidente equatoriano, em referência ao governo da Colômbia.
Classificando de "mentira" a explicação de seu colega colombiano Álvaro Uribe, que apresentou a operação realizada no sábado como de auto-defesa "em um suposto combate que não houve", Correa acusou neste domingo os militares colombianos de "assassinato". Na operação realizada dentro do território equatoriano, 19 guerrilheiros foram mortos. Leia mais na BBC Brasil.
Embaixador do Equador qualifica ataque colombiano de "ato de guerra"
Folha Online - O embaixador do Equador na Colômbia, Francisco Suéscum, qualificou neste domingo de "ato de guerra" o ataque militar colombiano em território equatoriano na madrugada do sábado, no qual morreu o porta-voz internacional e número dois das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes. Suéscum deu as declarações ao chegar a Quito, após ser chamado para consultas pelo presidente equatoriano, Rafael Correa.
Em seu programa dominical "Alô, presidente!", o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aliado de Correa, ordenou o fechamento da embaixada em Bogotá, sem titular desde o final de novembro do ano passado, e disse ainda ter enviado dez tropas à fronteira com a Colômbia. Conversando com jornalistas no aeroporto, o embaixador equatoriano disse que "o massacre é um fato bárbaro, um fato de guerra, um fato contra a paz, a vida e aos direitos humanos". "As relações (entre Equador e Colômbia) ficam muito afetadas por um ato desta natureza, que não esperávamos desde nenhum ponto de vista", acrescentou Suéscum. Leia mais na Folha Online, aqui.
Em seu programa dominical "Alô, presidente!", o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aliado de Correa, ordenou o fechamento da embaixada em Bogotá, sem titular desde o final de novembro do ano passado, e disse ainda ter enviado dez tropas à fronteira com a Colômbia. Conversando com jornalistas no aeroporto, o embaixador equatoriano disse que "o massacre é um fato bárbaro, um fato de guerra, um fato contra a paz, a vida e aos direitos humanos". "As relações (entre Equador e Colômbia) ficam muito afetadas por um ato desta natureza, que não esperávamos desde nenhum ponto de vista", acrescentou Suéscum. Leia mais na Folha Online, aqui.
Equador retira embaixador em Bogotá por ação contra Farc
AFP - O Equador retirou neste domingo seu embaixador em Bogotá, ao considerar como "transgressão" a operação colombiana que matou, em território equatoriano, 17 guerrilheiros das Farc, e ameaçou "ir até as últimas conseqüências" no que considerou um ultraje a sua soberania. O presidente Rafael Correa reduziu ao mínimo a relação diplomática com Bogotá devido à operação em que neste sábado teriam sido "massacrados" no Equador, além do comandante Raúl Reyes, outros 16 membros das Farc e feridas duas guerrilheiras.
"O Equador resolver retirar, de imediato, seu embaixador em Bogotá frente aos graves fatos ocorridos na zona fronteiriça, que constituem uma transgressão dos princípios de soberania e integridade territorial", afirmou o ministério em um comunicado. Uma fonte da chancelaria informou à AFP que Quito não está "rompendo relações" com Bogotá, apenas reduzindo-as para um nível mínimo. Leia mais aqui.
"O Equador resolver retirar, de imediato, seu embaixador em Bogotá frente aos graves fatos ocorridos na zona fronteiriça, que constituem uma transgressão dos princípios de soberania e integridade territorial", afirmou o ministério em um comunicado. Uma fonte da chancelaria informou à AFP que Quito não está "rompendo relações" com Bogotá, apenas reduzindo-as para um nível mínimo. Leia mais aqui.
O mandato de sangue de Uribe
Não há solução militar, só solução política para a Colômbia. É a linha dura de Uribe, que precisa dos enfrentamentos militares para manter sua popularidade interna e conseguir reformar de novo a Constituição e poder obter um terceiro mandato. Por Emir Sader (clique no título).
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Presidente do Mercosul repudia investimentos em armas no bloco
Agência Informes - O presidente do Parlamento do Mercosul, deputado uruguaio Roberto Conde, condenou ontem (22/11) pressões feitas pela indústria bélica mundial que estariam levando os países da América do Sul a uma corrida armamentista. Conde defendeu um debate amplo sobre o assunto com técnicos militares, parlamentares e representantes dos governos. Em sua opinião, a idéia de uma corrida armamentista é "extremamente perigosa". Conde participou de seminário na Câmara para discutir as questões de direitos humanos no Mercosul.
Roberto Conde disse ainda que o Mercosul tem que se impor em relação a seus países integrantes, inclusive a Venezuela, que ainda está em processo de ingresso no bloco, para evitar que a lógica bélica prevaleça na região. "É verdade ou não que esta corrida está acontecendo? Vamos debater o assunto. O que não podemos é deixar que isso se instale como uma coisa verdadeira", afirmou Conde.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), integrante da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, negou a suposta corrida armamentista na América do Sul e disse que a Venezuela não é líder em investimento bélico. Segundo Rosinha, os dois países que mais investem em material bélico são o Chile e o Peru (e não a Venezuela), por problemas antigos relacionados à fronteira. O deputado sugeriu a discussão de um plano de defesa para o Mercosul.
De acordo com o deputado Luiz Couto (PT-PB), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o crescimento econômico esperado para a América do Sul deve ser pautado primordialmente pelas questões de direitos humanos. "O Mercosul não pode ser pensado somente do ponto de vista do crescimento econômico. Temos que colocar como questões centrais as questões de direitos humanos e do meio ambiente", ressaltou.
Roberto Conde disse ainda que o Mercosul tem que se impor em relação a seus países integrantes, inclusive a Venezuela, que ainda está em processo de ingresso no bloco, para evitar que a lógica bélica prevaleça na região. "É verdade ou não que esta corrida está acontecendo? Vamos debater o assunto. O que não podemos é deixar que isso se instale como uma coisa verdadeira", afirmou Conde.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), integrante da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, negou a suposta corrida armamentista na América do Sul e disse que a Venezuela não é líder em investimento bélico. Segundo Rosinha, os dois países que mais investem em material bélico são o Chile e o Peru (e não a Venezuela), por problemas antigos relacionados à fronteira. O deputado sugeriu a discussão de um plano de defesa para o Mercosul.
De acordo com o deputado Luiz Couto (PT-PB), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o crescimento econômico esperado para a América do Sul deve ser pautado primordialmente pelas questões de direitos humanos. "O Mercosul não pode ser pensado somente do ponto de vista do crescimento econômico. Temos que colocar como questões centrais as questões de direitos humanos e do meio ambiente", ressaltou.
Países ricos mantêm guerra permanente no Congo
Na imprensa internacional, a República Democrática do Congo, em raras aparições televisivas, é retratada como um país de bárbaros e de mulheres atordoadas, enquanto a China é rotineiramente retratada como um país do futuro, com uma economia mista e cada vez mais integrada ao “mercado”. Nada sobre as armas que patrocinam o genocídio na África Central. Estados Unidos, Rússia e outros país fazem aliança tática pelo livre comércio de armas, motor do moderno genocídio globalizado. Por Gustavo Barreto. Leia aqui.
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