Venezuela: Los trabajadores de INVEVAL ante el ataque fascista contra la empresa

Ante los gravísimos hechos acaecidos el día jueves 4 de junio del presente año en las instalaciones de la empresa del Estado, INVEVAL, los trabajadores revolucionarios de de la misma queremos denunciar ante el pueblo venezolano el ataque de corte fascista (...) >>

Controle ou ameaça?

Por Gustavo Barreto

O jornal O Globo de hoje (18/5) vem com mais uma contra o Governo Chávez, o acusando de querer impedir ONGs de trabalharem. Real motivo está nas últimas quatro linhas, quando admite que Chávez está questionando o oligopólio da mídia. Matéria confusa, mistura as coisas. As "fontes jornalísticas", na verdade, são os jornalões com quem tem parceria por lá, o oligopólio-espelho venezuelano.

Venezuela e Rússia rumo a um mundo multipolar

Juan Blanco, Portal Pravda em português

A cooperação militar entre a Rússia e a Venezuela é uma das principais avenidas de diversificar a ordem estabelecida e formar um mundo multipolar, disse aos jornalistas hoje o ex-ministro da Defesa da Venezuela, Orlando Manigilia.

A visita do presidente russo e os navios da Rússia à Venezuela é a prova de que o mundo está a operar mudanças, disse ele.

Os exercícios conjuntos, a serem realizados em breve com os marinheiros russos, irão contribuir para o reforço da luta para a prontidão das Forças Armadas da Venezuela, que desempenham um importante papel na manutenção da paz e da democracia no país, disse Manigilia.

Nos exercícios navais conjuntos, que vão começar em 1º de Dezembro, irão participar na Venezuela 12 navios e aeronaves, incluindo caças SU-30MK2, e os russos, os mísseis cruzadores nuclear "Pedro, o Grande" e "Admiral Chabanenko".

RJ: Avanço da organização dos trabalhadores na Venezuela é tema de debate neste sábado (26)

A Venezuela é tema de debate neste sábado (26/4), no Centro Cultural Octavio Brandão, em Maria da Graça (Zona Norte), com a presença do presidente do Partido Comunista Brasileiro (PCB) Ivan Pinheiro. Segundo os organizadores, o processo em curso na Venezuela chama a atenção de todos aqueles que lutam por transformações na América Latina.

As recentes mobilizações dos metalúrgicos da SIDOR, que acabaram por forçar a sua nacionalização, indicam que os trabalhadores venezuelanos avançam na sua organização e capacidade de luta. Ivan Pinheiro fez diversas visitas ao país e acompanha de perto este processo. O evento será na CCOB, que fica à Rua Miguel Ângelo, 120, esquina com a Rua Domingos Magalhães, em Maria da Graça, Zona Norte do Rio de Janeiro. Sábado, dia 26 de abril, às 16h. Informações adicionais: ramez1995@gmail.com

Escândalo "esquecido" já levou 29 congressistas colombianos à cadeia

Você sabia que há 29 congressistas colombianos presos por causa do chamado escândalo da parapolítica? Por Luiz Carlos Azenha (*).

Eu gostaria de ter tempo, dinheiro e paciência para medir quantos centímetros e minutos foram gastos tratando da Venezuela na mídia brasileira nos últimos meses e comparar com os mesmos dados relativos à Colômbia. Você sabia que há 29 congressistas colombianos presos por causa do chamado escândalo da parapolítica?

Diz o jornal conservador colombiano El Tiempo, a respeito: O que se descobriu, depois das investigações da Justiça, nas quais se obtiveram confissões dos responsáveis, é que o fenômeno paramilitar permeou a classe dirigente da maioria dos partidos. E que muitos deles, uns mais que os outros, fizeram acordos com os criminosos e consentiram suas ações, em troca de votos para permanecer ativos na arena política.

Um leitor desavisado corre o risco de concluir, a partir da cobertura da mídia brasileira, que:

-- as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) surgiram incentivadas por Hugo Chávez. Não é verdade. Ele assumiu a presidência em 1998 e as FARC foram formadas em 1966, quando Chávez tinha 12 anos de idade.

-- as FARC têm o monopólio da violência na Colômbia. Não é verdade. Os grupos paramilitares, ligados a integrantes do exército e da polícia, se organizaram nos anos 80 e 90 para fazer a guerra suja contra o cartel de Medellin, dar apoio a narcotraficantes e proteger interesses políticos e econômicos de empresários e políticos.

-- os seqüestros são monopólio das FARC. Não é verdade. Eles foram praticados pela guerrilha, por paramilitares e por bandidos comuns.

-- os narcotraficantes fizeram acordos apenas com as FARC. Não é verdade. Eles também atuaram em parceria com grupos paramilitares, como as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Em resumo, as raízes históricas da violência na Colômbia são complexas e não é possível uma saída militar para a guerra civil. Se fosse possível, já teria sido obtida pelo governo de Álvaro Uribe, que além da assessoria dos Estados Unidos e de bilhões de dólares de ajuda tem à sua disposição o equipamento militar mais moderno e tropas bem treinadas.

Uribe quer regionalizar a crise, flexibilizar as fronteiras e, ao mesmo tempo, faturar politicamente para prorrogar sua permanência no poder. A violência e o narcotráfico são problemas que a Colômbia exportou para os seus vizinhos - e não o inverso.

A pressão para que a Colômbia finalmente lidasse com os paramilitares partiu do Congresso dos Estados Unidos, sem o qual é impossível aprovar o Tratado de Livre Comércio entre os dois países.

O escândalo abalou especialmente a base de apoio do presidente Álvaro Uribe no Congresso. Um dos partidos, o Colômbia Democrática, teve três de seus senadores presos e o quarto, Mario Uribe, primo do presidente, renunciou e aguarda uma decisão da Procuradoria Geral. Ele recebeu ajuda dos paramilitares na campanha eleitoral de 2002. Ainda não se descobriu nada contra o Polo Democratico, principal partido de oposição, o que o fortalece para as eleições presidenciais de 2010.

Com o Congresso paralisado por prisões de senadores e deputados, a oposição fala em reforma política, mas os aliados de Uribe rejeitam a idéia.

Yes, nós temos bananas

Em outra frente da mesma crise, um grupo de 173 parentes de vítimas dos paramilitares move ação de indenização na Justiça dos Estados Unidos contra a Chiquita Brands International. A empresa, sucessora da famosa United Fruit, é acusada de ter usado os serviços dos paramilitares para se livrar de sindicalistas, militantes e trabalhadores na região de produção de banana da Colômbia.

Em 2007, a Chiquita fez um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pelo qual pagou 25 milhões de dólares em multa. A empresa admitiu ter feito pagamentos para as AUC no valor de cerca de U$ 1,7 milhão entre 1997 e 2004 em troca de proteção na área de colheita. A empresa também admitiu ter feito pagamentos às FARC e a outro grupo guerrilheiro, o Exército de Libertação Nacional (ELN).

Tecnicamente, a Chiquita violou a lei antiterrorista dos Estados Unidos, já que os três grupos estão na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras do Departamento de Estado. Pelo acordo, a empresa ficou livre de identificar os seus executivos que aprovaram os pagamentos. Ou seja, quando um americano admite ter ajudado um grupo terrorista, conforme definido pelos próprios Estados Unidos, paga multa. Quando um estrangeiro é suspeito disso pode ser seqüestrado em seu país de origem, permanecer preso em Guantánamo sem acusação formal ou levar uma bomba na cabeça.

(*) Publicado em 09 de abril de 2008 no site Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha.


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Escândalo "esquecido" já levou 29 congressistas colombianos à cadeia

Você sabia que há 29 congressistas colombianos presos por causa do chamado escândalo da parapolítica? Por Luiz Carlos Azenha (*).

Eu gostaria de ter tempo, dinheiro e paciência para medir quantos centímetros e minutos foram gastos tratando da Venezuela na mídia brasileira nos últimos meses e comparar com os mesmos dados relativos à Colômbia. Você sabia que há 29 congressistas colombianos presos por causa do chamado escândalo da parapolítica?

Diz o jornal conservador colombiano El Tiempo, a respeito: O que se descobriu, depois das investigações da Justiça, nas quais se obtiveram confissões dos responsáveis, é que o fenômeno paramilitar permeou a classe dirigente da maioria dos partidos. E que muitos deles, uns mais que os outros, fizeram acordos com os criminosos e consentiram suas ações, em troca de votos para permanecer ativos na arena política.

Um leitor desavisado corre o risco de concluir, a partir da cobertura da mídia brasileira, que:

-- as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) surgiram incentivadas por Hugo Chávez. Não é verdade. Ele assumiu a presidência em 1998 e as FARC foram formadas em 1966, quando Chávez tinha 12 anos de idade.

-- as FARC têm o monopólio da violência na Colômbia. Não é verdade. Os grupos paramilitares, ligados a integrantes do exército e da polícia, se organizaram nos anos 80 e 90 para fazer a guerra suja contra o cartel de Medellin, dar apoio a narcotraficantes e proteger interesses políticos e econômicos de empresários e políticos.

-- os seqüestros são monopólio das FARC. Não é verdade. Eles foram praticados pela guerrilha, por paramilitares e por bandidos comuns.

-- os narcotraficantes fizeram acordos apenas com as FARC. Não é verdade. Eles também atuaram em parceria com grupos paramilitares, como as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Em resumo, as raízes históricas da violência na Colômbia são complexas e não é possível uma saída militar para a guerra civil. Se fosse possível, já teria sido obtida pelo governo de Álvaro Uribe, que além da assessoria dos Estados Unidos e de bilhões de dólares de ajuda tem à sua disposição o equipamento militar mais moderno e tropas bem treinadas.

Uribe quer regionalizar a crise, flexibilizar as fronteiras e, ao mesmo tempo, faturar politicamente para prorrogar sua permanência no poder. A violência e o narcotráfico são problemas que a Colômbia exportou para os seus vizinhos - e não o inverso.

A pressão para que a Colômbia finalmente lidasse com os paramilitares partiu do Congresso dos Estados Unidos, sem o qual é impossível aprovar o Tratado de Livre Comércio entre os dois países.

O escândalo abalou especialmente a base de apoio do presidente Álvaro Uribe no Congresso. Um dos partidos, o Colômbia Democrática, teve três de seus senadores presos e o quarto, Mario Uribe, primo do presidente, renunciou e aguarda uma decisão da Procuradoria Geral. Ele recebeu ajuda dos paramilitares na campanha eleitoral de 2002. Ainda não se descobriu nada contra o Polo Democratico, principal partido de oposição, o que o fortalece para as eleições presidenciais de 2010.

Com o Congresso paralisado por prisões de senadores e deputados, a oposição fala em reforma política, mas os aliados de Uribe rejeitam a idéia.

Yes, nós temos bananas

Em outra frente da mesma crise, um grupo de 173 parentes de vítimas dos paramilitares move ação de indenização na Justiça dos Estados Unidos contra a Chiquita Brands International. A empresa, sucessora da famosa United Fruit, é acusada de ter usado os serviços dos paramilitares para se livrar de sindicalistas, militantes e trabalhadores na região de produção de banana da Colômbia.

Em 2007, a Chiquita fez um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pelo qual pagou 25 milhões de dólares em multa. A empresa admitiu ter feito pagamentos para as AUC no valor de cerca de U$ 1,7 milhão entre 1997 e 2004 em troca de proteção na área de colheita. A empresa também admitiu ter feito pagamentos às FARC e a outro grupo guerrilheiro, o Exército de Libertação Nacional (ELN).

Tecnicamente, a Chiquita violou a lei antiterrorista dos Estados Unidos, já que os três grupos estão na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras do Departamento de Estado. Pelo acordo, a empresa ficou livre de identificar os seus executivos que aprovaram os pagamentos. Ou seja, quando um americano admite ter ajudado um grupo terrorista, conforme definido pelos próprios Estados Unidos, paga multa. Quando um estrangeiro é suspeito disso pode ser seqüestrado em seu país de origem, permanecer preso em Guantánamo sem acusação formal ou levar uma bomba na cabeça.

(*) Publicado em 09 de abril de 2008 no site Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha.


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Escândalo "esquecido" já levou 29 congressistas colombianos à cadeia

Você sabia que há 29 congressistas colombianos presos por causa do chamado escândalo da parapolítica? Por Luiz Carlos Azenha (*), clique no título para ler.

Banco da Alba será lançado no final de abril

Jornal Brasil de Fato - O banco da Alternativa Bolivariana para a América (Alba) entrará em funcionamento a partir do próximo dia 25. O anúncio foi feito pelo ministro venezuelano de Indústria Básica e Mineração, Rodolfo Sanz, durante reunião da Comissão de Mesas Técnicas da Alba, realizada no último final de semana em Caracas. A Alba é um instrumento de integração firmado entre Bolívia, Cuba, Nicarágua, República Dominicana e Venezuela. Segundo seus idealizadores, o bloco distingue-se de outras propostas do gênero – como o Mercosul ou mesmo a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) por não visar apenas os interesses comerciais e contemplar também ações que reduzam os contrastes sociais na América Latina.

Na Constituição da Alba, há ainda três esferas de poder: a dos presidentes e Chefes de Estado; outras de políticos regionais ou municipais; e uma última com representantes de movimentos sociais latino-americanos.De acordo com Sanz, os primeiros projetos a serem financiados pelo banco serão nas áreas de telecomunicações, agricultura e indústria de alimentos e medicamentos. Já está prevista a criação de cinco empresas da Alba, chamadas de gran-nacionais, e dez projetos de caráter social. Clique no título para ler mais.

Venezuela derrota maior empresa de energia do mundo em Tribunal de Londres

Venezuela ganha batalha judicial contra maior empresa de energia do mundo e comemora decisão que anula o bloqueio de 12 bilhões de dólares em ativos mundiais da PDVSA. Sentença contra ExxonMobil beneficia decisões soberanas das Nações. Cabe recurso. Por Gustavo Barreto, da redação.

Uma decisão inédita do Tribunal em Londres vai chamar pouca atenção da grande imprensa internacional, por sua importância para a soberania dos países produtores de petróleo e, principalmente, por envolver o governo popular de Hugo Chávez. O juiz britânico Paul Walker, do Tribunal Superior da Inglaterra e Gales, anulou na última terça-feira (18/3) o congelamento (bloqueio), por parte da transnacional estadunidense ExxonMobil, de 12 bilhões de dólares em ativos mundiais da empresa estatal venezuelana Petróleos de Venezuela (PDVSA).

A decisão anulou a decisão anterior, de 24 de janeiro, que havia ordenado o congelamento. O objetivo da ExxonMobil era garantir o pagamento de uma eventual indenização pela nacionalização de seu projeto na Venezuela. O embaixador da Venezuela no Reino Unido, Samuel Moncada, afirmou que a resolução judicial é uma "vitória total para a PDVSA e para a Venezuela" e significa que "a Exxon foi derrotada plenamente". Ainda não se sabe se a empresa estadunidense, que opera as marcas Esso, Exxon e Mobil, irá recorrer da decisão. Segundo diversos analistas de mercado, a ExxonMobil é atualmente a maior empresa do mundo em faturamento e em valor de mercado.

"A Exxon abusou das táticas legais, que na Venezuela chamamos de terrorismo judicial, e perdeu", afirmou Moncada durante a saída do Tribunal em Londres. O diplomata declarou ainda que "este é o princípio do fim da campanha de assédio da ExxonMobil contra a PDVSA e contra a Venezuela.

Entidades manifestaram apoio a país andino

Este último processo começou dia 28 de fevereiro e se estendeu até 6 de março. O advogado da PDVSA, Gordon Pollock, argumentou que o Tribunal Superior não tem jurisdição para bloquear ativos mundiais da companhia venezuelana, devido à pouca presença da PDVSA e da ExxonMobil na Inglaterra, pedindo a anulação da ordem judicial. No dia 5 de março, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) manifestara oficialmente seu apoio à Venezuela. "A conferência expressa seu apoio à República Bolivariana da Venezuela e à sua companhia nacional de petróleo, a PDVSA, no exercício de seus direitos soberanos sobre seus recursos naturais", afirmou o comunicado final da reunião ministerial da Organização.

A Attac France, movimento internacional que luta pela democratização dos mercados financeiros, também liberou comunicado em que critica fortemente a ExxonMobil e o apoio do governo Bush à empresa no litígio. O grupo francês afirma que o apoio da Casa Branca é parte de uma troca de favores, pelo fato de a maior empresa do mundo apoiar continuamente os atuais governantes estadunidenses durante as eleições. O grupo também acusa a ExxonMobil, "assim como a maioria do resto das companhias petrolíferas", de financiar instituições e "pesquisadores" que negam o aquecimento global e se opõem à aplicação do Protocolo de Kyoto.

A disputa começou em 1997, quando a Mobil (adquirida depois pela Exxon) e a PDVSA definiram uma associação estratégica para operar em Cerro Negro, zona situada na Faixa do Orinoco, na Venezuela, uma das jazidas petrolíferas mais ricas do mundo. No entanto, o presidente venezuelano Hugo Chávez emitiu em 2007 um decreto que concedia à firma estatal e suas filiais uma participação de pelo menos 60% nas novas empresas mistas que exploram Orinoco. Segundo informações da agência EFE, algumas companhias estrangeiras aceitaram essas condições, mas a ExxonMobil negou e agora quer uma indenização pela suposta ruptura de obrigações contratuais por parte da PDVSA.

Decisão favorece soberania dos povos

A sentença a favor do povo venezuelano representa, na opinião do ministro da Energia e Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, uma jurisprudência "muito importante, para toda vez que qualquer empresa transnacional tentar levar aos tribunais um país que está utilizando soberanamente seus recursos naturais". Para Ramírez, esta decisão é importante pois, "amanhã, esta batalha pode ser de qualquer país da América do Sul" que tenha "recursos e queira administrá-los de forma soberana". A jurisprudência é o conjunto das decisões e interpretações das leis feitas pelos tribunais superiores, adaptando as normas às situações de fato.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a maior petroleira do mundo já demonstrava, em setembro de 2007, interesse em vender seus ativos no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e no Chile. As informações, no entanto, não foram confirmadas pela empresa à época. Para quem quiser acompanhar o caso Venezuela X ExxonMobil, a Rádio Nacional da Venezuela preparou um especial sobre o tema (clique aqui).

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Venezuela derrota maior empresa de energia do mundo em Tribunal de Londres

Venezuela ganha batalha judicial contra maior empresa de energia do mundo e comemora decisão que anula o bloqueio de 12 bilhões de dólares em ativos mundiais da PDVSA. Sentença contra ExxonMobil beneficia decisões soberanas das Nações. Cabe recurso. Por Gustavo Barreto, da redação.

Uma decisão inédita do Tribunal em Londres vai chamar pouca atenção da grande imprensa internacional, por sua importância para a soberania dos países produtores de petróleo e, principalmente, por envolver o governo popular de Hugo Chávez. O juiz britânico Paul Walker, do Tribunal Superior da Inglaterra e Gales, anulou na última terça-feira (18/3) o congelamento (bloqueio), por parte da transnacional estadunidense ExxonMobil, de 12 bilhões de dólares em ativos mundiais da empresa estatal venezuelana Petróleos de Venezuela (PDVSA).

A decisão anulou a decisão anterior, de 24 de janeiro, que havia ordenado o congelamento. O objetivo da ExxonMobil era garantir o pagamento de uma eventual indenização pela nacionalização de seu projeto na Venezuela. O embaixador da Venezuela no Reino Unido, Samuel Moncada, afirmou que a resolução judicial é uma "vitória total para a PDVSA e para a Venezuela" e significa que "a Exxon foi derrotada plenamente". Ainda não se sabe se a empresa estadunidense, que opera as marcas Esso, Exxon e Mobil, irá recorrer da decisão. Segundo diversos analistas de mercado, a ExxonMobil é atualmente a maior empresa do mundo em faturamento e em valor de mercado.

"A Exxon abusou das táticas legais, que na Venezuela chamamos de terrorismo judicial, e perdeu", afirmou Moncada durante a saída do Tribunal em Londres. O diplomata declarou ainda que "este é o princípio do fim da campanha de assédio da ExxonMobil contra a PDVSA e contra a Venezuela.

Entidades manifestaram apoio a país andino

Este último processo começou dia 28 de fevereiro e se estendeu até 6 de março. O advogado da PDVSA, Gordon Pollock, argumentou que o Tribunal Superior não tem jurisdição para bloquear ativos mundiais da companhia venezuelana, devido à pouca presença da PDVSA e da ExxonMobil na Inglaterra, pedindo a anulação da ordem judicial. No dia 5 de março, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) manifestara oficialmente seu apoio à Venezuela. "A conferência expressa seu apoio à República Bolivariana da Venezuela e à sua companhia nacional de petróleo, a PDVSA, no exercício de seus direitos soberanos sobre seus recursos naturais", afirmou o comunicado final da reunião ministerial da Organização.

A Attac France, movimento internacional que luta pela democratização dos mercados financeiros, também liberou comunicado em que critica fortemente a ExxonMobil e o apoio do governo Bush à empresa no litígio. O grupo francês afirma que o apoio da Casa Branca é parte de uma troca de favores, pelo fato de a maior empresa do mundo apoiar continuamente os atuais governantes estadunidenses durante as eleições. O grupo também acusa a ExxonMobil, "assim como a maioria do resto das companhias petrolíferas", de financiar instituições e "pesquisadores" que negam o aquecimento global e se opõem à aplicação do Protocolo de Kyoto.

A disputa começou em 1997, quando a Mobil (adquirida depois pela Exxon) e a PDVSA definiram uma associação estratégica para operar em Cerro Negro, zona situada na Faixa do Orinoco, na Venezuela, uma das jazidas petrolíferas mais ricas do mundo. No entanto, o presidente venezuelano Hugo Chávez emitiu em 2007 um decreto que concedia à firma estatal e suas filiais uma participação de pelo menos 60% nas novas empresas mistas que exploram Orinoco. Segundo informações da agência EFE, algumas companhias estrangeiras aceitaram essas condições, mas a ExxonMobil negou e agora quer uma indenização pela suposta ruptura de obrigações contratuais por parte da PDVSA.

Decisão favorece soberania dos povos

A sentença a favor do povo venezuelano representa, na opinião do ministro da Energia e Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, uma jurisprudência "muito importante, para toda vez que qualquer empresa transnacional tentar levar aos tribunais um país que está utilizando soberanamente seus recursos naturais". Para Ramírez, esta decisão é importante pois, "amanhã, esta batalha pode ser de qualquer país da América do Sul" que tenha "recursos e queira administrá-los de forma soberana". A jurisprudência é o conjunto das decisões e interpretações das leis feitas pelos tribunais superiores, adaptando as normas às situações de fato.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a maior petroleira do mundo já demonstrava, em setembro de 2007, interesse em vender seus ativos no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e no Chile. As informações, no entanto, não foram confirmadas pela empresa à época. Para quem quiser acompanhar o caso Venezuela X ExxonMobil, a Rádio Nacional da Venezuela preparou um especial sobre o tema (clique aqui).

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Venezuela derrota maior empresa de energia do mundo em Tribunal de Londres

Venezuela ganha batalha judicial contra maior empresa de energia do mundo e comemora decisão que anula o bloqueio de 12 bilhões de dólares em ativos mundiais da PDVSA. Sentença contra ExxonMobil beneficia decisões soberanas das Nações. Cabe recurso. Por Gustavo Barreto, da redação (clique no título).

Israel decreta boicote à emissora Al Jazeera

Guila Flint, de Tel Aviv, para a BBC Brasil - O Ministério das Relações Exteriores de Israel decretou nesta quarta-feira um boicote à emissora de TV Al Jazeera, do Catar, o canal com a maior audiência no mundo árabe. De acordo com as autoridades israelenses, a emissora “incita o terrorismo”. O vice-ministro das Relações Exteriores de Israel, Majali Wahabe, afirmou que a Al Jazeera “é inconfiável, prejudica Israel e incita as pessoas a atividades terroristas”. “Israel não vai mais prestar serviços a um canal que pode nos causar sérios danos”, disse Wahabe. O ministério também afirma que a Al Jazeera é “tendenciosa em favor do Hamas”.

(...) O diretor da Al Jazeera em Israel, Walid El Omari, disse “estar espantado” com a decisão do governo israelense. “É surpreendente que um país que fala tanto de democracia persiga jornalistas e tente reduzir a liberdade de expressão e de movimentação”, disse El Omari. A crise entre a emissora e o governo israelense se agravou depois da cobertura do canal aos últimos choques na Faixa de Gaza, que deixaram mais de 120 palestinos mortos. De acordo com as autoridades israelenses, a cobertura foi “propaganda do Hamas”. O boicote à Al Jazeera foi criticado por especialistas em mídia de Israel. Leia matéria da BBC Brasil clicando no título.

Acordei com o vizinho atirando no meu quintal

Apesar das propostas esquerdistas, Correa está muito longe de ser uma liderança que tenha alguma proximidade com a guerrilha colombiana. Ele é um economista muito mais próximo do terceiro setor e do ambiente acadêmico e fica difícil imaginar qualquer ligação com grupos que defendem a luta armada. Por Alexandre Sammogini (*), clique no título para ler.

Acordei com o vizinho atirando no meu quintal

Apesar das propostas esquerdistas, Correa está muito longe de ser uma liderança que tenha alguma proximidade com a guerrilha colombiana. Ele é um economista muito mais próximo do terceiro setor e do ambiente acadêmico e fica difícil imaginar qualquer ligação com grupos que defendem a luta armada. Por Alexandre Sammogini (*).

Imagine se o seu vizinho começa uma briga com um desafeto dentro da casa dele. Você ouve discussões e sente que a situação vai ficando cada vez mais tensa. Logo, escuta alguns tiros e fica apreensivo. O desafeto do vizinho resolve fugir justamente para o seu quintal. Ele pula o muro para se esconder no seu jardim. De repente vem o seu vizinho armado até os dentes e começa a disparar em direção ao seu quintal. Certamente você não iria gostar nada disso. E ainda por cima, para justificar a invasão de sua casa, ele ainda te acusa de dar cobertura para o desafeto dele. Aí já é demais.

Guardadas as proporções, é o que ocorreu com a incursão militar do exército colombiano em território equatoriano na semana passada. Com a justificativa de matar os guerrilheiros das FARC, o exército do governo Uribe invadiu o território do Equador para realizar um sanguinário bombardeio, em que morreram quase duas dezenas de pessoas, entre elas, Raul Reyes, o principal articulador das Farc. Segundo informações de organizações sociais, o dirigente estava no país vizinho justamente para negociar a libertação de Ingrid Betancourt, a prisioneira mais ilustre da guerrilha. Prestes a ocorrer a libertação, o governo Uribe se apressou em matar o líder das Farc para provocar um incidente militar com repercussão mundial.

Se você ainda não está convencido da gravidade do fato, vamos então jogar um pouco mais com as imagens. Pense então o que aconteceria se o exército argentino bombardeasse o sul do Brasil para atacar e matar algum grupo que estivessem perseguindo. Imagine um bombardeio no Rio Grande do Sul ou no Paraná. O que nós brasileiros iríamos achar disso. Não, definitivamente, é uma situação muito complicada, ainda mais se considerarmos que o governo da Colômbia tem o apoio financeiro e militar do governo Bush. Através do Plano Colômbia, teoricamente para reprimir o narco-tráfico, o país recebe armamentos e apoio do governo dos EUA.

Para piorar a situação, o governo Uribe ainda tentou forjar provas que o governo equatoriano do presidente Rafael Correa está apoiando as Farc. Tive a oportunidade de cobrir como jornalista, para a agência de notícias Carta Maior, as eleições presidenciais no Equador no final de 2006. Conversei com várias pessoas que iriam compor o governo Correa e tive contato com o próprio candidato no primeiro turno das eleições. Na época houve denúncias de fraude, quando o candidato Álvaro Noboa, milionário magnata da banana, ganhou o primeiro turno apesar de todas as pesquisas de opinião darem a vitória para o oponente.

Diante das denúncias de fraude, o segundo turno ocorreu normalmente e Correa ganhou com larga vantagem. Apesar das propostas esquerdistas, Correa está muito longe de ser uma liderança que tenha alguma proximidade com a guerrilha colombiana. Ele é um economista muito mais próximo do terceiro setor e do ambiente acadêmico e fica difícil imaginar qualquer ligação com grupos que defendem a luta armada, a não ser que seja para intermediar negociações para a libertação dos sequestrados da própria guerrilha. A negociação estava bem avançada, com a participação do governo da França, mas a ação do exército colombiano provocou novamente a tensão máxima na região.

É tudo muito preocupante. Sabemos que George W. Bush invadiu o Iraque com a justificativa de uma ação preventiva contra as armas de destruição de Sadam. Apesar da resolução contrária da ONU, o exército norte-americano invadiu o Iraque mesmo sem motivos comprovados. E apesar de não encontrar nunca as tais armas, a ocupação do Iraque persiste até hoje, cinco anos depois. No dia 19 de março, é o aniversário da fatídica invasão e nesta data, no mundo inteiro, os povos e movimentos saem às ruas e praças para protestar e exigir a desocupação do território iraquiano.

Neste ano, a manifestação incluirá mais um ponto de reivindicação e protesto: contra a ameaça da política militar do governo colombiano, apoiado pelos EUA, contra seus vizinhos do Equador e da Venezuela. Mais além de uma guerra da informação e de posturas ideológicas, os povos da América Latina pedem que o continente continue sem conflitos bélicos e sem guerras entre países. Apesar da violência urbana e no campo e da desigualdade social, o continente latino-americano não sabe o que é uma guerra há mais de um século.

(*) Alexandre Sammogini é jornalista, cobriu a eleição presidencial no Equador em 2006. Membro da organização internacional Mundo Sem Guerras e do Movimento Humanista. E-mail: alexandre.sammogini@gmail.com

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Acordei com o vizinho atirando no meu quintal

Apesar das propostas esquerdistas, Correa está muito longe de ser uma liderança que tenha alguma proximidade com a guerrilha colombiana. Ele é um economista muito mais próximo do terceiro setor e do ambiente acadêmico e fica difícil imaginar qualquer ligação com grupos que defendem a luta armada. Por Alexandre Sammogini (*).

Imagine se o seu vizinho começa uma briga com um desafeto dentro da casa dele. Você ouve discussões e sente que a situação vai ficando cada vez mais tensa. Logo, escuta alguns tiros e fica apreensivo. O desafeto do vizinho resolve fugir justamente para o seu quintal. Ele pula o muro para se esconder no seu jardim. De repente vem o seu vizinho armado até os dentes e começa a disparar em direção ao seu quintal. Certamente você não iria gostar nada disso. E ainda por cima, para justificar a invasão de sua casa, ele ainda te acusa de dar cobertura para o desafeto dele. Aí já é demais.

Guardadas as proporções, é o que ocorreu com a incursão militar do exército colombiano em território equatoriano na semana passada. Com a justificativa de matar os guerrilheiros das FARC, o exército do governo Uribe invadiu o território do Equador para realizar um sanguinário bombardeio, em que morreram quase duas dezenas de pessoas, entre elas, Raul Reyes, o principal articulador das Farc. Segundo informações de organizações sociais, o dirigente estava no país vizinho justamente para negociar a libertação de Ingrid Betancourt, a prisioneira mais ilustre da guerrilha. Prestes a ocorrer a libertação, o governo Uribe se apressou em matar o líder das Farc para provocar um incidente militar com repercussão mundial.

Se você ainda não está convencido da gravidade do fato, vamos então jogar um pouco mais com as imagens. Pense então o que aconteceria se o exército argentino bombardeasse o sul do Brasil para atacar e matar algum grupo que estivessem perseguindo. Imagine um bombardeio no Rio Grande do Sul ou no Paraná. O que nós brasileiros iríamos achar disso. Não, definitivamente, é uma situação muito complicada, ainda mais se considerarmos que o governo da Colômbia tem o apoio financeiro e militar do governo Bush. Através do Plano Colômbia, teoricamente para reprimir o narco-tráfico, o país recebe armamentos e apoio do governo dos EUA.

Para piorar a situação, o governo Uribe ainda tentou forjar provas que o governo equatoriano do presidente Rafael Correa está apoiando as Farc. Tive a oportunidade de cobrir como jornalista, para a agência de notícias Carta Maior, as eleições presidenciais no Equador no final de 2006. Conversei com várias pessoas que iriam compor o governo Correa e tive contato com o próprio candidato no primeiro turno das eleições. Na época houve denúncias de fraude, quando o candidato Álvaro Noboa, milionário magnata da banana, ganhou o primeiro turno apesar de todas as pesquisas de opinião darem a vitória para o oponente.

Diante das denúncias de fraude, o segundo turno ocorreu normalmente e Correa ganhou com larga vantagem. Apesar das propostas esquerdistas, Correa está muito longe de ser uma liderança que tenha alguma proximidade com a guerrilha colombiana. Ele é um economista muito mais próximo do terceiro setor e do ambiente acadêmico e fica difícil imaginar qualquer ligação com grupos que defendem a luta armada, a não ser que seja para intermediar negociações para a libertação dos sequestrados da própria guerrilha. A negociação estava bem avançada, com a participação do governo da França, mas a ação do exército colombiano provocou novamente a tensão máxima na região.

É tudo muito preocupante. Sabemos que George W. Bush invadiu o Iraque com a justificativa de uma ação preventiva contra as armas de destruição de Sadam. Apesar da resolução contrária da ONU, o exército norte-americano invadiu o Iraque mesmo sem motivos comprovados. E apesar de não encontrar nunca as tais armas, a ocupação do Iraque persiste até hoje, cinco anos depois. No dia 19 de março, é o aniversário da fatídica invasão e nesta data, no mundo inteiro, os povos e movimentos saem às ruas e praças para protestar e exigir a desocupação do território iraquiano.

Neste ano, a manifestação incluirá mais um ponto de reivindicação e protesto: contra a ameaça da política militar do governo colombiano, apoiado pelos EUA, contra seus vizinhos do Equador e da Venezuela. Mais além de uma guerra da informação e de posturas ideológicas, os povos da América Latina pedem que o continente continue sem conflitos bélicos e sem guerras entre países. Apesar da violência urbana e no campo e da desigualdade social, o continente latino-americano não sabe o que é uma guerra há mais de um século.

(*) Alexandre Sammogini é jornalista, cobriu a eleição presidencial no Equador em 2006. Membro da organização internacional Mundo Sem Guerras e do Movimento Humanista. E-mail: alexandre.sammogini@gmail.com

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Veja a repercussão da crise entre Colômbia, Equador e Venezuela na imprensa internacional

Folha Online - A crise entre Equador, Colômbia e Venezuela, desencadeada pela morte de Raúl Reyes, um dos principais líderes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), no último sábado (1º), em ataque colombiano em território do Equador, provocou repercussão mundial com a possibilidade de um conflito armado na região. Veja a repercussão da crise na imprensa internacional (clique no título).

Colômbia expande atividades terroristas e invade Equador

Meios de comunicação de grande circulação no Brasil têm apontado, seja por meio de programas de “humor”, seja por meio de reportagens “sérias” e “fundamentadas”, que a Venezuela se arma com o objetivo de invadir nações vizinhas – incluindo, claro, a Amazônia brasileira.

É extremamente curioso, para não dizer patético, que quando um outro país, armado com milhões de dólares pelos Estados Unidos [leia abaixo os números], decide invadir a Amazônia e declarar que o fez sem nenhum sentimento de culpa, todos os programas jornalísticos ou humorísticos se calem. Exatamente o que se passou na atual crise nos Andes.

A Colômbia, que recebe o maior financiamento militar dos Estados Unidos em toda a América Latina e Caribe, invadiu – e admitiu que o fez – a Amazônia pelo lado equatoriano. Não contente, fez uma investida militar e bombardeou um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), assassinando um dos líderes que mais buscava o diálogo com as potências militaristas do Norte e de seu país. Outras 16 pessoas foram mortas enquanto estavam dormindo. “Não são boas as notícias”, sentenciou o insuspeito ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, que compõe um governo de direita em seu país. Leia aqui.

Raul Reyes, o herói assassinado pelo fascismo colombiano

O fascismo colombiano assassinou em território equatoriano o comandante Raul Reyes (foto), das FARC, numa operação de terrorismo de Estado que contou com a cumplicidade dos EUA. Miguel Urbano Rodrigues escreve sobre o atentado e o herói revolucionário que conhecia pessoalmente. Clique aqui para ler.

Colômbia anuncia que pedirá desculpas ao Equador em comunicado

O Globo Online - O porta-voz da presidência da Colômbia, César Mauricio Velásquez, anunciou neste domingo (2/3) que seu país vai pedir desculpas formais ao Equador pela incursão em seu território, informa o site do jornal "El Tiempo". Uma operação militar colombiana na região da fronteira na madrugada de sábado (1/3) resultou na morte do Raúl Reyes, porta-voz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e outros 16 guerrilheiros. O Equador e a Venezuela interpretaram a invasão do território como uma grave violação das leis internacionais. O pedido de desculpas de Bogotá deve ser emitido em um comunicado, em três partes.

Embaixador do Equador qualifica ataque colombiano de "ato de guerra"

Folha Online - O embaixador do Equador na Colômbia, Francisco Suéscum, qualificou neste domingo de "ato de guerra" o ataque militar colombiano em território equatoriano na madrugada do sábado, no qual morreu o porta-voz internacional e número dois das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes. Suéscum deu as declarações ao chegar a Quito, após ser chamado para consultas pelo presidente equatoriano, Rafael Correa.

Em seu programa dominical "Alô, presidente!", o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aliado de Correa, ordenou o fechamento da embaixada em Bogotá, sem titular desde o final de novembro do ano passado, e disse ainda ter enviado dez tropas à fronteira com a Colômbia. Conversando com jornalistas no aeroporto, o embaixador equatoriano disse que "o massacre é um fato bárbaro, um fato de guerra, um fato contra a paz, a vida e aos direitos humanos". "As relações (entre Equador e Colômbia) ficam muito afetadas por um ato desta natureza, que não esperávamos desde nenhum ponto de vista", acrescentou Suéscum. Leia mais na Folha Online, aqui.