Tomás Hirsch lança livro na UFRJ

De 27 de junho a 01 de julho, Rio e São Paulo recebem a visita de Tomás Hirsch, candidato a presidência do Chile e porta-voz do humanismo para a América Latina. Na foto ele aparece com Noam Chomsky, considerado um dos maiores intelectuais do século XX. Texto de Rubens Turci (original aqui).

Após ter lançado o seu livro pelas Américas e Europa, agora é a vez do Brasil receber "O Fim da Pré-História". O prefácio da edição em espanhol foi escrito por ninguém menos que Evo Morales, Presidente da Bolívia. O autor estará autografando "O Fim da Pré-História" (prefácio de Jõao Pedro Stédile), livro obrigatório para os ativistas socioambientais interessados em compreender o momento político atual da América Latina, na terça-feira, dia 01 de julho, a partir das 15h00, na UFRJ, no SALÃO NOBRE DO CENTRO CULTURAL HORÁCIO MACEDO, localizado em frente ao Bloco A do Centro de Tecnologia, no Fundão (leia aqui o convite).

O título é uma referência direta a “O Fim da História”, de Francis Fukuyama, texto que Tomás Hirsch alfineta. Segundo Tomás Hirsch, o próximo capítulo da história da humanidade nos levará a compreender a via da não-violência como o caminho libertário que porá um fim à pré-história caracterizada pela violência em todas as formas.

Destaques da visita no eixo Rio-São Paulo

Dentre as diversas atividades agendadas para essa visita, destacamos a participação no debate "O Papel das Esquerdas no Momento Atual da América Latina", a ser realizado nesta sexta-feira, dia 27 de junho, a partir das 15h no SALÃO NOBRE DO INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS (Largo de São Francisco de Paula, n. 1, no centro do Rio), gentilmente cedido pela diretora, Profa. Jessie Jane, a pedido do Prof. Franklin Trein, do Programa de Pós-Graduação em Filosofia Política (leia aqui o convite).

Destaque também para a participação de Tomás Hirsch na "Homenagem a Salvador Allende", em São Paulo, na segunda-feira, dia 30 de Junho, às 19h, no Auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, na Rua Genebra, 25, Anhangabaú. O evento contará ainda com a presença dos seguintes palestrantes: Aldo Rebelo, João Pedro Stédile e Ivan Valente. Na ocasião, Tomás Hirsch estará também lançando o seu livro para o público paulista. Maiores informações no site www.centenarioallende.org.

Candidato da coligação “Juntos Podemos”

Tomás Hirsch concorreu à presidência do Chile duas vezes: a primeira em 1999 e a segunda em 2005, pela coligação de esquerda “Juntos Podemos”. Agora candidato pela terceira vez, Tomás Hirsch confirma a trajetória impressionante de alguém que ressurge mais forte após a derrota. Pouco após as eleições, iniciara um longo ciclo de viagens pela América Latina e Europa, denunciando a violência estrutural existente na América Latina, sob a forma da concentração de renda e da exclusão social e étnica, com os povos nativos sendo cada vez mais ameaçados de perderem as suas terras.

O vídeo disponível aqui registra os principais momentos do giro de Tomás Hirsch pela América Latina em 2006: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, México, Panamá e Paraguai. Por essa ocasião, na qualidade de membro da Internacional Humanista, ajuda na formação da Regional Latinoamericana de Partidos Humanistas e de Organizações Sociais.

Esteve em São Paulo em julho de 2006, quando se reuniu com autoridades governamentais, lideranças do PCB e representantes dos humanistas. Nesse mesmo mês ainda participou, no Rio, do “Forum Brasileiro: Rumo à Nação Humana Latinoamericana”.

De acordo com as suas idéias, a construção de uma democracia real depende não apenas do sistema eleitoral e instituições como o Congresso, mas principalmente de iniciativas populares onde cada indivíduo se torne um protagonista dentro do processo social. Isso implicaria criar, de imediato, mecanismos para o desenvolvimento do midiativismo e da redistribuição da riqueza, um pouco no sentido pretendido também por Evo Morales.

Considerando as suas preocupações com o meio ambiente, com os povos indígenas e também com a condição das mulheres, Tomás Hirsch não pode ser considerado de esquerda no sentido tradicional do termo. Ele se alinha com aqueles que estão sincronizando a experiência no mundo exterior com a interior, mais psicológica, para, a partir daí, construir novos caminhos.

Num sentido abrangente do termo “humanismo”, tanto quanto Tomás Hirsch, como também outros governos da América Latina, estariam em busca dessa via humanista - os governos de Equador, Bolívia, Venezuela e Paraguai, por exemplo. O que Tomás Hirsch nos ajuda a compreender é que a expressão “humanista” agora define um novo tipo de esquerda, não necessariamente marxista, conforme se dá com Evo Morales, por exemplo, para quem o termo "humanista" se liga à essa vontade política de integração latino-americana.

Descendente de judeus-alemães, Tomás Hirsch, 50 anos, participa do movimento humanista desde a sua juventude, quando se interessou pela obra do escritor Silo, espécie de patrono do Partido Humanista.

Sobre Tomás Hirsch, diz Evo Morales no prefácio de seu livro: “Conocí a Tomás Hirsch en Mar del Plata mientras caminábamos encabezando una gran marcha. Era noviembre de 2005 y ambos habíamos dejado por un breve periodo nuestros países y las respectivas campañas presidenciales en las que participábamos (...) Hoy tengo su libro en mis manos. Su lectura me ha servido para constatar que a pesar de las diferencias en nuestros orígenes y en nuestros contextos culturales, nos une una profunda valoración por el ser humano y por su destino. También nos une la aspiración común de ver a los pueblos de nuestro continente erguirse libres y dignos. Ésa es, sin lugar a dudas, la mayor motivación de nuestras luchas cotidianas.”

Leia também:

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Tomás Hirsch lança livro na UFRJ

De 27 de junho a 01 de julho, Rio e São Paulo recebem a visita de Tomás Hirsch, candidato a presidência do Chile e porta-voz do humanismo para a América Latina. Na foto ele aparece com Noam Chomsky, considerado um dos maiores intelectuais do século XX. Texto de Rubens Turci (original aqui).

Após ter lançado o seu livro pelas Américas e Europa, agora é a vez do Brasil receber "O Fim da Pré-História". O prefácio da edição em espanhol foi escrito por ninguém menos que Evo Morales, Presidente da Bolívia. O autor estará autografando "O Fim da Pré-História" (prefácio de Jõao Pedro Stédile), livro obrigatório para os ativistas socioambientais interessados em compreender o momento político atual da América Latina, na terça-feira, dia 01 de julho, a partir das 15h00, na UFRJ, no SALÃO NOBRE DO CENTRO CULTURAL HORÁCIO MACEDO, localizado em frente ao Bloco A do Centro de Tecnologia, no Fundão (leia aqui o convite).

O título é uma referência direta a “O Fim da História”, de Francis Fukuyama, texto que Tomás Hirsch alfineta. Segundo Tomás Hirsch, o próximo capítulo da história da humanidade nos levará a compreender a via da não-violência como o caminho libertário que porá um fim à pré-história caracterizada pela violência em todas as formas.

Destaques da visita no eixo Rio-São Paulo

Dentre as diversas atividades agendadas para essa visita, destacamos a participação no debate "O Papel das Esquerdas no Momento Atual da América Latina", a ser realizado nesta sexta-feira, dia 27 de junho, a partir das 15h no SALÃO NOBRE DO INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS (Largo de São Francisco de Paula, n. 1, no centro do Rio), gentilmente cedido pela diretora, Profa. Jessie Jane, a pedido do Prof. Franklin Trein, do Programa de Pós-Graduação em Filosofia Política (leia aqui o convite).

Destaque também para a participação de Tomás Hirsch na "Homenagem a Salvador Allende", em São Paulo, na segunda-feira, dia 30 de Junho, às 19h, no Auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, na Rua Genebra, 25, Anhangabaú. O evento contará ainda com a presença dos seguintes palestrantes: Aldo Rebelo, João Pedro Stédile e Ivan Valente. Na ocasião, Tomás Hirsch estará também lançando o seu livro para o público paulista. Maiores informações no site www.centenarioallende.org.

Candidato da coligação “Juntos Podemos”

Tomás Hirsch concorreu à presidência do Chile duas vezes: a primeira em 1999 e a segunda em 2005, pela coligação de esquerda “Juntos Podemos”. Agora candidato pela terceira vez, Tomás Hirsch confirma a trajetória impressionante de alguém que ressurge mais forte após a derrota. Pouco após as eleições, iniciara um longo ciclo de viagens pela América Latina e Europa, denunciando a violência estrutural existente na América Latina, sob a forma da concentração de renda e da exclusão social e étnica, com os povos nativos sendo cada vez mais ameaçados de perderem as suas terras.

O vídeo disponível aqui registra os principais momentos do giro de Tomás Hirsch pela América Latina em 2006: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, México, Panamá e Paraguai. Por essa ocasião, na qualidade de membro da Internacional Humanista, ajuda na formação da Regional Latinoamericana de Partidos Humanistas e de Organizações Sociais.

Esteve em São Paulo em julho de 2006, quando se reuniu com autoridades governamentais, lideranças do PCB e representantes dos humanistas. Nesse mesmo mês ainda participou, no Rio, do “Forum Brasileiro: Rumo à Nação Humana Latinoamericana”.

De acordo com as suas idéias, a construção de uma democracia real depende não apenas do sistema eleitoral e instituições como o Congresso, mas principalmente de iniciativas populares onde cada indivíduo se torne um protagonista dentro do processo social. Isso implicaria criar, de imediato, mecanismos para o desenvolvimento do midiativismo e da redistribuição da riqueza, um pouco no sentido pretendido também por Evo Morales.

Considerando as suas preocupações com o meio ambiente, com os povos indígenas e também com a condição das mulheres, Tomás Hirsch não pode ser considerado de esquerda no sentido tradicional do termo. Ele se alinha com aqueles que estão sincronizando a experiência no mundo exterior com a interior, mais psicológica, para, a partir daí, construir novos caminhos.

Num sentido abrangente do termo “humanismo”, tanto quanto Tomás Hirsch, como também outros governos da América Latina, estariam em busca dessa via humanista - os governos de Equador, Bolívia, Venezuela e Paraguai, por exemplo. O que Tomás Hirsch nos ajuda a compreender é que a expressão “humanista” agora define um novo tipo de esquerda, não necessariamente marxista, conforme se dá com Evo Morales, por exemplo, para quem o termo "humanista" se liga à essa vontade política de integração latino-americana.

Descendente de judeus-alemães, Tomás Hirsch, 50 anos, participa do movimento humanista desde a sua juventude, quando se interessou pela obra do escritor Silo, espécie de patrono do Partido Humanista.

Sobre Tomás Hirsch, diz Evo Morales no prefácio de seu livro: “Conocí a Tomás Hirsch en Mar del Plata mientras caminábamos encabezando una gran marcha. Era noviembre de 2005 y ambos habíamos dejado por un breve periodo nuestros países y las respectivas campañas presidenciales en las que participábamos (...) Hoy tengo su libro en mis manos. Su lectura me ha servido para constatar que a pesar de las diferencias en nuestros orígenes y en nuestros contextos culturales, nos une una profunda valoración por el ser humano y por su destino. También nos une la aspiración común de ver a los pueblos de nuestro continente erguirse libres y dignos. Ésa es, sin lugar a dudas, la mayor motivación de nuestras luchas cotidianas.”

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Evo afirma que CIA tinha escritório dentro do Palácio Presidencial

Igor Ojeda, enviado especial de La Paz (Bolívia), Jornal Brasil de Fato - O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou que seu governo, no começo da gestão, em 2006, eliminou um escritório que a CIA (agência de inteligência dos EUA) mantinha dentro do Palacio Quemado, como é conhecido o edifício da presidência, em La Paz. “Depois de dois ou três meses, nos demos conta de que no Palácio havia um escritório da CIA. Um ex-general da polícia dava informes [à agência estadunidense] sob o pretexto de luta contra o terrorismo”, denunciou, na quinta-feira (10), durante discurso de entrega de terras para comunidades afetadas pelas inundações.

Segundo o presidente, o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, foi o responsável pelo desmantelamento do escritório. Procurada pelo Brasil de Fato, a assessoria de imprensa do Palácio Presidencial afirmou não ter mais detalhes sobre o assunto. A Agência Boliviana de Informação (ABI), vinculada ao governo, divulgou em fevereiro que o diretor da CIA, Michael McConnel, fez duras críticas à Bolívia diante da Câmara de Deputados dos EUA, e advertiu sobre a suposta a influência dos governos da Venezuela e de Cuba para desestabilizar as democracias na Bolívia, Equador e Nicarágua.

Outras denúncias

Também no começo de 2008, duas denúncias de espionagem por parte dos EUA vieram à tona. Primeiro, o Ministério de Governo boliviano comprovou que grupos ilegais de inteligência, financiados pela embaixada estadunidense do país, funcionavam dentro da polícia nacional (veja reportagem). Em seguida, um bolsista dos EUA na Bolívia denunciou que um funcionário do serviço diplomático de seu país teria lhe pedido que fornecesse informações sobre venezuelanos e cubanos que realizam trabalhos humanitários em solo boliviano (leia reportagem).

A embaixada estadunidense não negou as duas denúncias. No caso do bolsista, os diplomatas afirmaram que o funcionário citado havia feito uma “sugestão inapropriada” e que teria sido “imediatamente corrigido” por superiores. O governo boliviano também acusa a Usaid (Agência Estadunidense para o Desenvolvimento Internacional, na sigla em inglês) de patrocinar grupos opositores ao presidente Evo Morales.

Banco da Alba será lançado no final de abril

Jornal Brasil de Fato - O banco da Alternativa Bolivariana para a América (Alba) entrará em funcionamento a partir do próximo dia 25. O anúncio foi feito pelo ministro venezuelano de Indústria Básica e Mineração, Rodolfo Sanz, durante reunião da Comissão de Mesas Técnicas da Alba, realizada no último final de semana em Caracas. A Alba é um instrumento de integração firmado entre Bolívia, Cuba, Nicarágua, República Dominicana e Venezuela. Segundo seus idealizadores, o bloco distingue-se de outras propostas do gênero – como o Mercosul ou mesmo a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) por não visar apenas os interesses comerciais e contemplar também ações que reduzam os contrastes sociais na América Latina.

Na Constituição da Alba, há ainda três esferas de poder: a dos presidentes e Chefes de Estado; outras de políticos regionais ou municipais; e uma última com representantes de movimentos sociais latino-americanos.De acordo com Sanz, os primeiros projetos a serem financiados pelo banco serão nas áreas de telecomunicações, agricultura e indústria de alimentos e medicamentos. Já está prevista a criação de cinco empresas da Alba, chamadas de gran-nacionais, e dez projetos de caráter social. Clique no título para ler mais.

La independencia de Kosovo y sus efectos en Santa Cruz de Bolivia

Isaac Bigio, www.bigio.org

La ONU está compuesta por países y reinos antiguos y por colonias y repúblicas que se independizaron. Sin embargo, hoy que Kosovo quiere convertirse en la primera provincia del mundo que se constituya como un miembro soberano de ésta, Santa Cruz quiere ser el primer departamento que imponga un agrado de autonomía similar al de un nuevo Estado.

La democracia boliviana siempre tuvo el bemol que sus autoridades departamentales no eran electas sino nombradas por el presidente. Empero, ahora se busca pasar de un gran centralismo a un extremo des-centralismo. La autonomía camba no solo busca la elección de su propio gobierno local sino dividir a la policía nacional, emitir su propia moneda y controlar la inmigración interna, medida a la que muchos quechuas y aimaras acusan de racista.

Esto último es algo inédito en cualquier república donde se supone que todos sus ciudadanos son libres de trasladarse a cualquier rincón de ésta. Esto, a su vez, va en contramarcha de la tendencia continental de ir aminorando visas y restricciones inmigratorias.

Bolívia: arquivo 2006

uma afronta!

Charge do Angeli, 4/5/2006, na FSP.

brasil-bolívia
Nota da AEPET sobre o gás da Bolívia

A Associação dos Engenheiros da Petrobrás, com a autoridade de ter sido a maior voz que se manifestou, com veemência, contra o projeto e o contrato do gasoduto Bolívia-Brasil da forma como foi concebido, vem a público se posicionar sobre a recente atitude do governo boliviano na nacionalização do gás e demais instalações petrolíferas naquele país (8/5/2006)..[+]

brasil-bolívia
Pior seria se a política externa fosse outra, diz Amorim

“Tem sempre alguém esperando que alguma coisa aconteça para retomar os ataques”, desabafou o chanceler brasileiro Celso Amorim. “Se a política externa fosse outra, a situação brasileira hoje seria muito pior”; E mais: Críticas tentam conter avanço da união sul-americana; Leia também a análise de Emir Sader. Da Agência Carta Maior, maio de 2006..[+]

análise da notícia
Lei boliviana desmente cobertura mídia brasileira

A imprensa brasileira, em sua maior parte, saiu atirando antes de examinar a legislação boliviana. Não há nenhuma desapropriação ou arresto de bens da Petrobras. Existe é uma luta para garantir maiores ganhos ao Estado de um país pobre. Por Gilberto Maringoni, na Agência Carta Maior, 3/5/2006..[+]

Um país livre

Presidente boliviano, em visita a Belo Horizonte, em 2006. Por Wilson Dias/Arquivo Radiobras; Clique na imagem
A Bolívia é finalmente um país livre da exploração internacional e deixa claro que não pretende confiscar bens
integração regional
Decreto boliviano não deve abalar economia brasileira

A análise do consumo de gás natural no Brasil, principal foco da atuação da Petrobras na Bolívia, sugere que o governo tem condições de administrar com tranqüilidade os reflexos econômicos da decisão de Evo Morales. Matéria de André Barrocal na Agência Carta Maior, em 3/5/2006.

análise
El país que quiere existir

Una inmensa explosión de gas: eso fue el alzamiento popular que sacudió a toda Bolivia y culminó con la renuncia del presidente Sánchez de Lozada, que se fugó dejando tras sí un tendal de muertos. El gas iba a ser enviado a California, a precio ruin y a cambio de mezquinas regalías, a través de tierras chilenas que en otros tiempos habían sido bolivianas. La salida del gas por un puerto de Chile echó sal a la herida, en un país que desde hace más de un siglo viene exigiendo, en vano, la recuperación del camino hacia el mar que perdió en 1883, en la guerra que Chile ganó. (...) Por Eduardo Galeano, feb/2006..[+]

mobilização
Movimentos sociais exigem Constituinte para refundar país

Debate sobre o processo constituinte na Bolívia esquenta com pressão dos movimentos sociais e resistência da ala mais conservadora do país. Indígenas e apoiadores populares de Evo Morales querem garantir a nacionalização dos recursos naturais e maior participação política. Por Fabiana Vezzali e Marina Gonzalez, especial para a Agência Carta Maior, em 18/2/2006.

ameaça
Evo pede unidade e adverte: há um plano de desestabilização em marcha

Novo presidente da Bolívia, Evo Morales, e ministro da Defesa, Walker San Miguel, confirmam existência de informações que apontam para o início de uma tentativa de desestabilização do governo, com a participação de multinacionais do petróleo. Matéria de Marco Aurélio Weissheimer na Agência Carta Maior, em 8/2/2006.

Os primeiros dias

As primeiras 72 horas de governo não foram fáceis para Evo Morales Ayma, primeiro indígena a assumir a presidencia de um país com maioria indígena. Por Marcelo Salles, de La Paz, para o Fazendo Media, 26/1/2006.


Amigos, amigos, negócios à parte. É o recado a Evo Morales

A eleição de Evo Morales na Bolívia é um dos temas mais marcantes neste Fórum Social em Caracas. A vitória do líder do MAS é comemorada como um passo a mais na “oposição regional ao imperialismo”, mas lideranças sociais bolivianas avisam: Evo terá que cumprir os compromissos. Reportagem de Verena Glass, na Agência Carta Maior, em 26/1/2006.

Evo cortará salário... presidencial

Uma das primeiras medidas confirmadas pelo governo do novo presidente da Bolívia, Evo Morales, é a redução do salário pago ao chefe de Estado, que cairia de US$ 3.452 para US$ 1.732, informou o deputado do Movimento ao Socialismo (MAS) Gustavo Torrico, importante colaborador de Morales. Trata-se de uma das iniciativas previstas no plano de austeridade que o novo governo pretende implementar nos próximos meses. Do jornal O Globo, 26/1/2006.

A posse de Evo

No próximo domingo, 22 de janeiro, a Bolívia terá um novo presidente. Evo Morales será o primeiro indígena a liderar o país. A transmissão do mandato será o encontro internacional mais importante que já se realizou no país desde a recuperação da democracia, devido ao número de presidentes, vice-presidentes, ministros, delegados de governo, embaixadores e delegações oficiais que assistirão ao evento. Matéria da Agência ADITAL, em 20/1/2006.

isaac bigio
La nueva polarización boliviana

La masiva elección de Evo Morales como presidente boliviano afectará a toda la región. Es el único gobernante de su país que obtiene una mayoría absoluta desde la época en que el Movimiento Nacionalista Revolucionario (1952-64) actuaba como virtual partido único institucional con un formidable control del aparato estatal. El 54% que ha obtenido es superior al que cualquier partido de izquierda de oposición haya obtenido en Sudamérica. El primer gobernante indígena, campesino y sindicalista de la cuenca del Titicaca puede hacer el gobierno más izquierdista del subcontinente. (...) Por Isaac Bigio, analista internacional, 5/1/2006..[+]

Bolívia quer dobrar preço do gás natural fornecido ao Brasil

Folha Online - O encarregado de negócios da Bolívia no Brasil, Pedro Gumucio, disse hoje, em Brasília, que o seu país não abre mão de aumentar o preço do gás. Gumucio sinalizou que o valor pode chegar ao pago pelos Estados Unidos, de US$ 7 por milhar de metros cúbicos, oque representaria mais que o dobro dos US$ 3,13 pago atualmente pelo Brasil. "Nós esperamos um incremento do custo do gás que hoje está defasado. Nos Estados Unidos o preço é de US$ 4, US$ 6, US$ 7 por milhar de metros cúbicos", disse.

Segundo Pedro Gumucio, se a medida vai significar aumento de preços para os consumidores brasileiros, não é de responsabilidade do governo da Bolívia. Ele recomendou que o presidente Lula siga o que fazem os seus colegas da Bolívia e Venezuela e reduza os impostos cobrados sobre o gás para evitar aumento de preços.

"É errado dizer que inevitavelmente haverá aumento de preços do gás no Brasil. Essa é uma decisão que caberá ao governo brasileiro. A Bolívia e a Venezuela, por exemplo, cobram impostos mínimos sobre o combustível para que os consumidores tenham acesso ao petróleo", afirmou. "A gasolina na Bolívia é três vezes mais barata do que a cobrado no Brasil", continuou. Leia mais no MídiaMax.

Bolívia: arquivo 2005


“Morir antes que esclavos vivir”

A revolução democrática na Bolívia

A Bolívia é um dos países mais sofridos de todo o continente, junto com o Haiti. Além do massacre da colonização - de que todos os países fomos vítimas -, a Bolívia sofreu dois golpes complementares: a Guerra do Pacífico, em 1879, em que perdeu a saída ao mar para o Chile e a Guerra do Chaco, nos anos 30 do século passado, em que perdeu territórios para o Paraguai. A análise é de Emir Sader, a Agência ADITAL, em 26/12/2005.

Governo ordena tomada de campos petrolíferos

LA PAZ. O governo boliviano ordenou que as Forças Armadas tomem os campos petrolíferos do país, baseando-se em uma lei aprovada em maio pelo Congresso e considerada um confisco pelas empresas multinacionais de hidrocarbonetos que operam no país. O presidente interino, Eduardo Rodríguez, determinou, por meio de decretos, que os Ministérios de Recursos Energéticos, Governo (Interior) e Defesa "coordenem as tarefas e as ações com a finalidade de garantir o controle do Estado sobre as jazidas de recursos energéticos". Da AFP, 28/5/2005..[+]

Greve nos transportes agrava caos social em La Paz

Uma greve nos transportes públicos agravou o quadro de caos social na Bolívia, onde os movimentos sociais pedem a nacionalização das empresas de petróleo e gás e a renúncia do presidente. Governo dos EUA alertou cidadãos norte-americanos sobre situação no país. Da Agência Carta Maior, 26/5/2005..[+]

Em risco, a unidade nacional

LA PAZ. Após 18 meses de ingovernabilidade, cujo responsável direto é o presidente Carlos Mesa, a Bolívia ingressou em uma etapa de definições com base em uma agenda que se arrasta desde outubro de 2003 quando bolivianas e bolivianos expulsaram da Presidência Gonzalo Sánchez de Lozada. As demandas que buscam soluções estruturais para o país são: a Assembléia Constituinte, uma nova Lei de Hidrocarbonetos (petróleo, gás), a eleição de prefeitos e a convocação de um Referendo Autônomo. Do Brasil de Fato, 19/5/2005..[+]

“Carlos Mesa quer aprovar uma lei que favoreça as empresas transnacionais, cobrando-lhes royalties de apenas 18%, e lhes dando o direito de explorar por mais 40 anos os únicos recursos naturais que nos restam.

Manuel Morales Dávila, deputado do partido Movimento ao Socialismo (MAS), março de 2005


Câmara aprova projeto de lei de hidrocarbonetos

A Câmara dos Deputados da Bolívia aprovou, no dia 16, o projeto de lei de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural) que estabelece em 18% os royalties que devem ser pagos pelas empresas petrolíferas, além de fixar 32% de impostos não deduzíveis nem compensáveis. A lei deverá ainda ser referendada pelo Senado e depois pelo presidente, que não apoiou a iniciativa e defendia que os impostos de 32% pudessem sofrer deduções ou compensações. O Movimento ao Socialismo (MAS), por meio de seu líder e principal opositor do governo, Evo Morales, aprovou a iniciativa, apesar de ela não contemplar todas as reivindicações do partido. "Não é um êxito, mas em grande parte, nos pontos centrais, o povo boliviano ganhou". Do Brasil de Fato, 24/3/2005..[+]

água
Bolívia e Uruguai: resistência popular

A luta mundial contra a privatização das águas tem dois exemplos recentes de inspiração. As mobilizações populares na Bolívia contra as transnacionais e o plebiscito popular no Uruguai são referências na defesa dos recursos hídricos. Do Brasil de Fato, 24/3..[+]

La nueva crisis boliviana

LONDRES. Bolivia se encuentra en medio de una aguda crisis. El domingo 6 el presidente Carlos Mesa puso su cargo a disposición y dos días después el parlamento lo ratifica. Mientras él ha logrado conformar una amplia coalición de los partidos tradicionales, la izquierda y los sindicatos han respondido lanzando una ‘alianza anti-oligárquica’. Paralelamente se acrecientan los bloqueos que están semi-paralizado al país y afectando al comercio terrestre entre sus 3 principales ciudades (La Paz, Cochabamba y Santa Cruz). La república sudamericana más pobre puede estar al borde de una fuerte confrontación social. Por Isaac Bigio, marzo/2005

Crise uniu oposição, diz deputado

Segundo os termos aprovados por um referendo popular realizado em 18 de julho último, as empresas petrolíferas deveriam pagar 50% sobre seu faturamento para o Estado, "além de impostos normais que todas as pessoas pagam sobre produtos e serviços na Bolívia", disse o deputado boliviano Manuel Morales Dávila, do partido Movimento ao Socialismo (MAS). Nesta semana, partidos de oposição e movimentos sociais assinaram o chamado "Pacto Revolucionário", que deverá instensificar as manifestações contra o governo de Mesa. Da Agência Brasil, 12/3..[+]

''Crise na Bolívia foi apenas adiada''

Para o professor Emir Sader, da UERJ, presidente Carlos Mesa sai fortalecido com a rejeição, pelo Congresso, do pedido de renúncia, mas decisão não resolve problemas de fundo e adia crise. Da Agência Brasil, 9/3..[+]

Bolívia: o centro do Arco Indígena

A crise boliviana traduz a negativa das elites tradicionais, brancas e oligárquicas em reconhecer o avanço de movimentos sociais autônomos, à margem dos partidos tradicionais. Presidente Carlos Mesa e a tradição política local exigem eleições presidenciais apenas em 2007. Por.Francisco Teixeira, da Agência Carta Maior, 8/3. [+]

Com partido forte, movimento popular luta pela hegemonia política na Bolívia

Se há alguma posição golpista na Bolívia, ela não vem do movimento opositor, que reúne os povos historicamente excluídos, mas sim do atual presidente Carlos Mesa. Ele, que descumpriu a promessa de realizar novas eleições, usa a renúncia para conquistar mais poderes. Por.Emir Sader, 8/3, na Agência Carta Maior

Mesa desafia adversários a governar

O presidente da Bolívia, Carlos Mesa, entregou ontem de manhã ao Congresso sua renúncia, anunciada na noite de domingo. Segundo ele, protestos contra as multinacionais do petróleo e pedidos de autonomia da rica província de Santa Cruz impedem a governabilidade do país mais pobre da América do Sul. Do Jornal do Brasil, 8/3..[+]

"ajuda" externa
O Banco Mundial na África

Jeffrey Sachs, professor na Universidade Harvard, foi o arquiteto da “terapia de choque” aplicada na década de 80 pelo ministro da Economia boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada, o Goni, que derrubou a hiperinflação e, de quebra, destruiu a economia formal do país baseada na mineração. Goni presidiria a Bolívia entre 1993 e 1997 e, novamente, de 2002 até revolta popular de outubro de 2003, quando renunciou e fugiu para os EUA. Sachs qualificou Goni como “um gênio” e “uma figura política brilhante”. A Bolívia reinventada pelos experimentos ultraliberais da dupla dinâmica é um caldeirão de turbulência política e exclusão social, no qual 70% da população vive abaixo da linha de pobreza. Por Demétrio Magnoli, 21/2/2005, no Clube Mundo..[+]

Bolivianos expulsam multinacional

Milhares de indígenas da cidade de El Alto se reuniram ontem no centro de La Paz, a poucas quadras da sede do governo boliviano, para comemorar a expulsão da empresa francesa ''Águas de Illimani'' e questionar a presença de uma operadora espanhola de energia que atua no país. Do Jornal do Brasil, 14/1..[+]

Carlos Mesa: Modifica su política, adelanta elecciones o se va

"Como el principal enemigo del país" fue calificado el presidente Carlos Mesa por el diputado y jefe del Movimiento al Socialismo (MAS), Evo Morales, quien además le conminó a modificar su política socio-económica o adelantar las elecciones generales en Bolivia. Por Alex Contreras Baspineiro, 13/1/2005..[+]

Bibliografia
• CartaCapital n.255, 27/8/2003, pág. 3;

Bolívia: arquivo 2004

Retrospectiva 2004: América andina em movimento

Vitória de Hugo Chávez na Venezuela; pendências com a comercialização do gás na Bolívia; rechaço aos presidentes Lucio Gutierrez, no Equador, e Alejandro Toledo, no Peru. Colômbia intensifica investimento contra-guerrilha. Estes foram alguns dos principais destaques dos países andinos em 2004. Da Agência ADITAL, 30/12/2004..[+]

Uruguai e Bolívia endurecem relações com os Estados Unidos

Governo eleito no Uruguai quer rever acordo que protege investimentos dos EUA. Na Bolívia, Congresso recusa pedido do governo de ratificar um convênio de imunidade para militares norte-americanos. Da Agência Carta Maior, 27/12/2004..[+]

Eleição na Bolívia amplia peso político de indígenas

As eleições municipais na Bolívia são históricas para mais de meia centena de agrupamentos de povos indígenas que pela primeira vez participam com candidatos próprios em grande parte dos 327 municípios do país, e rompem assim uma longa exclusão que até agora não lhes permitiu se aproximar do poder político. A Bolívia tem quase 9 milhões de habitantes e cerca de 80% são indígenas, principalmente quechuas e aimaras..—.El País, 7/12

Bolívia / Chile
Tensões a cem anos do “Tratado de Paz”

Bolívia e Chile cumpriram 100 anos do tratado limítrofe de 1904 no meio de um agravamento de tensões. Segundo esse acordo, o primeiro aceitou a anexação mapochina feita 25 anos atrás sobre seus 400 quilômetros de costa, enquanto o segundo ofereceu acesso ao porto de Arica e construir um trem até La Paz. Hoje, La Paz acusa Santiago de estar violando o dito tratado e pede que este seja reformulado. Por Isaac Bigio, 24/11/2004..[+]

Clima anormal traz seca e fome para a América Latina

Bolívia, Guatemala e Honduras padecem com a seca e a perda da colheita causada por alterações climáticas. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas solicita ajuda internacional imediata para estes países.—.Adital, 23/11

Rumsfeld elogia ação no Haiti

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, tendo apoiado o golpe de Estado local, elogiou ontem, em Quito, no Equador, a missão de paz da ONU liderada pelo Brasil no Haiti. Rumsfeld citou-a como um "exemplo de cooperação regional" uma vez que, além de militares brasileiros, dela participam argentinos, chilenos, uruguaios, peruanos, bolivianos e equatorianos. Leia matéria de O GLOBO de 18/11/2004 com a saudação do assassino norte-americano Rumsfeld.

MAS boliviano denuncia conspiração desestabilizadora

O Movimento ao Socialismo (MAS) da Bolívia denunciou ontem uma conspiração desestabilizadora, e manifestou que diante dessa ameaça o movimento está do lado do governo na defesa da democracia. Essa posição foi fixada pelo líder do MAS, o deputado Evo Morales, depois de se reunir a noite com o presidente Carlos Mesa. No encontro, ele avalia que a situação política é difícil e, segundo ele, o presidente também está preocupado..—.Diário Vermelho, 13/11

Relações turbulentas

Pablo Jofré Leal para Adital. Círculos do Ministério das Relações Exteriores chileno e declarações alarmantes de parlamentares do país apontam que os governos de Peru e Bolívia coordenam estratégias diplomáticas belicosas contra o Chile, que consideram um vizinho soberbo e com perigosas tendências de expansionistas..—.Adital, 10/11

Relações entre Chile e Bolívia começam a ser retomadas

As relações diplomáticas entre Chile e Bolívia, depois que o primeiro país privatizou seu porto de Arica, impedindo a livre passagem dos produtos bolivianos, prevista no Tratado de 1904 – quando a Bolívia perdeu sua saída ao mar para o Chile -, parecem estar sendo retomadas.—.Adital, 9/11

400 famílias camponesas aguardam ação violenta de despejo

Camponeses do Movimento Sem Terra de Santa Cruz enfrentam risco de vida por denunciar atividades paramilitares e narcotráfico em propriedade ocupada em agosto.—.Adital, 4/10/2004

O Movimento Sem Terra da Bolívia

Juana Chambi, jovem dirigente e responsável do trabalho com as mulheres no Movimento Sem Terra (MST) fala sobre o problema da "falta" de terras, um paradoxo que não tem fronteiras na América Latina.—.Adital, 14/9/2004

Jornalista é ameaçada por denunciar tráfico de animais

Uma repórter de televisão disse que foi ameaçada de morte por um grupo ambientalista que ela denunciou por um suposto tráfico de animais selvagens, informou o jornal La Patria..—.Centro Knight Américas, 3/9

Indígenas guaranis da Bolívia vivem sob regime de escravidão

A situação dos índios guaranis que vivem no oriente da Bolívia é muito preocupante. Em sua maioria vivem na condição de escravos. Exigem do governo, terras para que possam ganhar sua liberdade.—.Adital, 1/9

Após referendo, bolivianos enfrentam a Petrobrás

Após o tendencioso referendo imposto pelo governo sobre a comercialização do gás, que teve uma abstenção de 40% e 20% de votos nulos como formas de protesto, o povo boliviano enfrenta a multinacional brasileira PETROBRÁS na disputa pelas reservas de gás da comunidade de San Alberto, localizada no Gran Chaco. Um voto resolutivo da comunidade ameaça fechar as válvulas da PETROBRÁS caso o governo boliviano não revise o contrato de risco firmado com a empresa. Já são 70 dias de greve de fome e resistência do povo Chaqueño. Do CMI Brasil, 28/7..[+]

Bolívia responde a descaso chileno com corte de gás

O Chile, que afirma "não necessitar de gás boliviano", deixará de receber gás liquefeito (de cozinha) do país vizinho a partir do próximo dia 30 de junho, em resposta ao descaso do Governo de Santiago em relação à demanda marítima da Bolívia..—.Adital, 28/06

FMI condiciona ajuda à venda de gás

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou o governo boliviano que seu acordo de ajuda só será ampliado se o país ceder na questão da venda do gás para o estrangeiro, enquanto se sucedem em todo o território da Bolívia manifestações de protesto contra a privatização do gás. A subdiretora-gerente do FMI, Anne Krueger, disse que “o governo boliviano está comprometido com o cumprimento dos objetivos fiscais, a fim de preservar a estabilidade financeira”..—.Brasil de Fato, 17/06

Bolívia: Moradores matam prefeito acusado de corrupção

Moradores de Ayo Ayo queimaram o prefeito, acusado de corrupção, e arrastaram o corpo pela cidade, elevando a tensão no país, que enfrenta protestos contra o governo. Benjamin Altamirano foi seqüestrado em La Paz e levado até a comunidade indígena..—.Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil, 16/06/2004

Bolívia: Referendo do gás divide o país

Acuado pelos movimentos sociais de seu país, o presidente Carlos Mesa, da Bolívia, resolveu apostar todas suas fichas no referendo sobre o gás, marcado para 18 de julho. A votação visa definir uma política de hidrocarbonetos a longo prazo e, segundo ameaça Mesa, se o projeto não for aprovado, ele poderá renunciar..—.Brasil de Fato, 27/05/2004

Ingovernabilidade na Bolívia?

Evo Morales, um dos líderes dos movimentos populares bolivianos, denunciou a existência de um plano de invasão do país por tropas do Chile. Por trás, o interesse dos EUA pelo gás do país. Por Emir Sader, Agência Carta Maior, 27/04

Bolívia pode estar se rendendo aos Estados Unidos

Finalmente, caiu a cortina da breve representação de um governo participativo e independente que, por seis meses, encenouo presidente Carlos Mesa para o povo boliviano e a comunidade latino-americana. Com uma arbitrária e impopular decisão de vender gás sem valor agregado pela Argentina e uma intervenção militar nos vales dos Yungas, Mesa definiu, na terça, dia 06, a oscilante política de sua administração como abertamente alinhada a Washington..—.Adital, 07/04/2004

Bolívia: arquivo 2003

Oposição boliviana denuncia intervenção dos EUA na crise

Marco Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior, 17 de outubro, 2003. Sindicalistas e o líder da oposição, Evo Morales, acusam embaixador norte-americano de interferir na crise para evitar queda do presidente Sánchez de Lozada. Assessores militares dos EUA ajudariam a coordenar repressão à rebelião popular. Leia mais

Bolívia: 'Valor Econômico' vacilou
Gustavo Barreto, Consciência.Net, 16 de outubro, 2003. Quando um jornal se permite o direito de fazer reportagens sobre outro país, ele deve ter no mínimo respeito pelos grupos políticos legítimos que formam a conjuntura local. No caso da Bolívia, o jornal paulista Valor Econômico(...) relatou a situação na Bolívia da forma mais superficial possível. Leia mais

Bolívia: presidente propõe 'plebiscito do gás'

16/10/2003. O presidente boliviano, Gonzalo Sánchez de Lozada, propôs a realização de um plebiscito sobre o plano de novas exportações de gás natural, que provocou uma violenta série de protestos pelo país. Lozada disse que, se a violência continuar, "vai ficar claro que os manifestantes têm o objetivo de subverter a ordem constitucional".

No entanto, líderes da oposição já rejeitaram a proposta e voltaram a pedir a renúncia do presidente. Os manifestantes protestam contra a venda de gás aos Estados Unidos, intermediada pelo Chile, que tem uma rivalidade histórica com a Bolívia. A crise no país continua tão séria que, na noite desta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o envio de dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar cerca de 50 brasileiros que estavam de passagem pela capital boliviana, La Paz, e não conseguiram deixar o país por causa dos protestos. bbc aqui

Bolívia: greve geral por tempo indeterminado

Verena Glass, Agência Carta Maior, 14/10/2003. Setores como educação, transportes, saúde, distribuição de combustível e até as padarias estão parados em La Paz, Cochabamba, Oruro e Santa Cruz, em protesto contra a sangrenta repressão do governo aos movimentos sociais nos últimos dias. Leia aqui

Laura Cassano, Agência Carta Maior, 14/10/2003. A Soberania dos Povos, organização popular liderada por Evo Morales, foi convidada a tomar parte de uma tentativa de golpe de Estado na Bolívia, mas se negou a participar, diz Astério Romero, vice-presidente de entidade de cocaleiros. Leia aqui

Bolívia: protestos na continuam a todo gás

CMI Brasil, 12/10/2003. Os protestos na Bolívia contra a privatização dos recursos naturais e pela renúncia do Presidente Sanchez Losada, que começaram no mês passado, continuam e têm se intensificado. Uma greve geral já dura mais de 10 dias e mobilizações constantes em várias cidades do país crescem cada vez mais. Leia aqui

Bolívia abre mercado de compras públicas e antecipa Alca

13/8/2003. O governo boliviano decidiu abrir o disputado mercado de compras governamentais a empresas internacionais, antecipando um dos principais itens propostos pelo governo dos Estados Unidos no projeto de criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). O decreto 27040, promulgado no dia 16 de maio pelo presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, estabelece a realização de licitações internacionais para todas as compras de produtos e serviços feitas pelo Estado.

O Movimento Boliviano de Luta contra a ALCA diz que a medida significa a aplicação antecipada da área de livre comércio no país, prejudicando os produtores nacionais. Com o decreto, todas as compras de uniformes escolares, alimentação escolar, medicamentos, construções, serviços profissionais e transportes, entre outros setores, estarão abertas ao mercado internacional. (Marco Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior, aqui)

Brasil e Bolívia, ação do Exército

6/8/2003. O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS) pediu ontem ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a presença do Exército brasileiro na fronteira do Mato Grosso com a Bolívia. O Estado tem 720 quilômetros de fronteira seca com o país vizinho por onde passariam drogas, armas e carros roubados nos dois países. "Se combatermos o tráfico na fronteira, diminuiremos muito a criminalidade em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo", disse Maggi.

O Mato Grosso é o 21ª Estado a aderir ao Sistema Único de Segurança Públcia. Maggi disse ao ministro que está preocupado com o combate ao crime organizado em Mato Grosso. Segundo ele, o trabalho dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, bem como das polícias e do Poder Judiciário, tem sido bem feito e surtido grandes efeitos. (Tribuna da Imprensa)

Grupo indígena armado surge na Bolívia para luta anti-repressão

Reuters, 29 de janeiro, 2003. Camponeses quíchuas de uma belicosa zona "cocalera" do centro da Bolívia anunciaram o surgimento de um grupo armado para a defesa das causas indígenas frente à repressão militar e policial.