Tomás Hirsch lança livro na UFRJ

De 27 de junho a 01 de julho, Rio e São Paulo recebem a visita de Tomás Hirsch, candidato a presidência do Chile e porta-voz do humanismo para a América Latina. Na foto ele aparece com Noam Chomsky, considerado um dos maiores intelectuais do século XX. Texto de Rubens Turci (original aqui).

Após ter lançado o seu livro pelas Américas e Europa, agora é a vez do Brasil receber "O Fim da Pré-História". O prefácio da edição em espanhol foi escrito por ninguém menos que Evo Morales, Presidente da Bolívia. O autor estará autografando "O Fim da Pré-História" (prefácio de Jõao Pedro Stédile), livro obrigatório para os ativistas socioambientais interessados em compreender o momento político atual da América Latina, na terça-feira, dia 01 de julho, a partir das 15h00, na UFRJ, no SALÃO NOBRE DO CENTRO CULTURAL HORÁCIO MACEDO, localizado em frente ao Bloco A do Centro de Tecnologia, no Fundão (leia aqui o convite).

O título é uma referência direta a “O Fim da História”, de Francis Fukuyama, texto que Tomás Hirsch alfineta. Segundo Tomás Hirsch, o próximo capítulo da história da humanidade nos levará a compreender a via da não-violência como o caminho libertário que porá um fim à pré-história caracterizada pela violência em todas as formas.

Destaques da visita no eixo Rio-São Paulo

Dentre as diversas atividades agendadas para essa visita, destacamos a participação no debate "O Papel das Esquerdas no Momento Atual da América Latina", a ser realizado nesta sexta-feira, dia 27 de junho, a partir das 15h no SALÃO NOBRE DO INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS (Largo de São Francisco de Paula, n. 1, no centro do Rio), gentilmente cedido pela diretora, Profa. Jessie Jane, a pedido do Prof. Franklin Trein, do Programa de Pós-Graduação em Filosofia Política (leia aqui o convite).

Destaque também para a participação de Tomás Hirsch na "Homenagem a Salvador Allende", em São Paulo, na segunda-feira, dia 30 de Junho, às 19h, no Auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, na Rua Genebra, 25, Anhangabaú. O evento contará ainda com a presença dos seguintes palestrantes: Aldo Rebelo, João Pedro Stédile e Ivan Valente. Na ocasião, Tomás Hirsch estará também lançando o seu livro para o público paulista. Maiores informações no site www.centenarioallende.org.

Candidato da coligação “Juntos Podemos”

Tomás Hirsch concorreu à presidência do Chile duas vezes: a primeira em 1999 e a segunda em 2005, pela coligação de esquerda “Juntos Podemos”. Agora candidato pela terceira vez, Tomás Hirsch confirma a trajetória impressionante de alguém que ressurge mais forte após a derrota. Pouco após as eleições, iniciara um longo ciclo de viagens pela América Latina e Europa, denunciando a violência estrutural existente na América Latina, sob a forma da concentração de renda e da exclusão social e étnica, com os povos nativos sendo cada vez mais ameaçados de perderem as suas terras.

O vídeo disponível aqui registra os principais momentos do giro de Tomás Hirsch pela América Latina em 2006: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, México, Panamá e Paraguai. Por essa ocasião, na qualidade de membro da Internacional Humanista, ajuda na formação da Regional Latinoamericana de Partidos Humanistas e de Organizações Sociais.

Esteve em São Paulo em julho de 2006, quando se reuniu com autoridades governamentais, lideranças do PCB e representantes dos humanistas. Nesse mesmo mês ainda participou, no Rio, do “Forum Brasileiro: Rumo à Nação Humana Latinoamericana”.

De acordo com as suas idéias, a construção de uma democracia real depende não apenas do sistema eleitoral e instituições como o Congresso, mas principalmente de iniciativas populares onde cada indivíduo se torne um protagonista dentro do processo social. Isso implicaria criar, de imediato, mecanismos para o desenvolvimento do midiativismo e da redistribuição da riqueza, um pouco no sentido pretendido também por Evo Morales.

Considerando as suas preocupações com o meio ambiente, com os povos indígenas e também com a condição das mulheres, Tomás Hirsch não pode ser considerado de esquerda no sentido tradicional do termo. Ele se alinha com aqueles que estão sincronizando a experiência no mundo exterior com a interior, mais psicológica, para, a partir daí, construir novos caminhos.

Num sentido abrangente do termo “humanismo”, tanto quanto Tomás Hirsch, como também outros governos da América Latina, estariam em busca dessa via humanista - os governos de Equador, Bolívia, Venezuela e Paraguai, por exemplo. O que Tomás Hirsch nos ajuda a compreender é que a expressão “humanista” agora define um novo tipo de esquerda, não necessariamente marxista, conforme se dá com Evo Morales, por exemplo, para quem o termo "humanista" se liga à essa vontade política de integração latino-americana.

Descendente de judeus-alemães, Tomás Hirsch, 50 anos, participa do movimento humanista desde a sua juventude, quando se interessou pela obra do escritor Silo, espécie de patrono do Partido Humanista.

Sobre Tomás Hirsch, diz Evo Morales no prefácio de seu livro: “Conocí a Tomás Hirsch en Mar del Plata mientras caminábamos encabezando una gran marcha. Era noviembre de 2005 y ambos habíamos dejado por un breve periodo nuestros países y las respectivas campañas presidenciales en las que participábamos (...) Hoy tengo su libro en mis manos. Su lectura me ha servido para constatar que a pesar de las diferencias en nuestros orígenes y en nuestros contextos culturales, nos une una profunda valoración por el ser humano y por su destino. También nos une la aspiración común de ver a los pueblos de nuestro continente erguirse libres y dignos. Ésa es, sin lugar a dudas, la mayor motivación de nuestras luchas cotidianas.”

Leia também:

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Tomás Hirsch lança livro na UFRJ

De 27 de junho a 01 de julho, Rio e São Paulo recebem a visita de Tomás Hirsch, candidato a presidência do Chile e porta-voz do humanismo para a América Latina. Na foto ele aparece com Noam Chomsky, considerado um dos maiores intelectuais do século XX. Texto de Rubens Turci (original aqui).

Após ter lançado o seu livro pelas Américas e Europa, agora é a vez do Brasil receber "O Fim da Pré-História". O prefácio da edição em espanhol foi escrito por ninguém menos que Evo Morales, Presidente da Bolívia. O autor estará autografando "O Fim da Pré-História" (prefácio de Jõao Pedro Stédile), livro obrigatório para os ativistas socioambientais interessados em compreender o momento político atual da América Latina, na terça-feira, dia 01 de julho, a partir das 15h00, na UFRJ, no SALÃO NOBRE DO CENTRO CULTURAL HORÁCIO MACEDO, localizado em frente ao Bloco A do Centro de Tecnologia, no Fundão (leia aqui o convite).

O título é uma referência direta a “O Fim da História”, de Francis Fukuyama, texto que Tomás Hirsch alfineta. Segundo Tomás Hirsch, o próximo capítulo da história da humanidade nos levará a compreender a via da não-violência como o caminho libertário que porá um fim à pré-história caracterizada pela violência em todas as formas.

Destaques da visita no eixo Rio-São Paulo

Dentre as diversas atividades agendadas para essa visita, destacamos a participação no debate "O Papel das Esquerdas no Momento Atual da América Latina", a ser realizado nesta sexta-feira, dia 27 de junho, a partir das 15h no SALÃO NOBRE DO INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS (Largo de São Francisco de Paula, n. 1, no centro do Rio), gentilmente cedido pela diretora, Profa. Jessie Jane, a pedido do Prof. Franklin Trein, do Programa de Pós-Graduação em Filosofia Política (leia aqui o convite).

Destaque também para a participação de Tomás Hirsch na "Homenagem a Salvador Allende", em São Paulo, na segunda-feira, dia 30 de Junho, às 19h, no Auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, na Rua Genebra, 25, Anhangabaú. O evento contará ainda com a presença dos seguintes palestrantes: Aldo Rebelo, João Pedro Stédile e Ivan Valente. Na ocasião, Tomás Hirsch estará também lançando o seu livro para o público paulista. Maiores informações no site www.centenarioallende.org.

Candidato da coligação “Juntos Podemos”

Tomás Hirsch concorreu à presidência do Chile duas vezes: a primeira em 1999 e a segunda em 2005, pela coligação de esquerda “Juntos Podemos”. Agora candidato pela terceira vez, Tomás Hirsch confirma a trajetória impressionante de alguém que ressurge mais forte após a derrota. Pouco após as eleições, iniciara um longo ciclo de viagens pela América Latina e Europa, denunciando a violência estrutural existente na América Latina, sob a forma da concentração de renda e da exclusão social e étnica, com os povos nativos sendo cada vez mais ameaçados de perderem as suas terras.

O vídeo disponível aqui registra os principais momentos do giro de Tomás Hirsch pela América Latina em 2006: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, México, Panamá e Paraguai. Por essa ocasião, na qualidade de membro da Internacional Humanista, ajuda na formação da Regional Latinoamericana de Partidos Humanistas e de Organizações Sociais.

Esteve em São Paulo em julho de 2006, quando se reuniu com autoridades governamentais, lideranças do PCB e representantes dos humanistas. Nesse mesmo mês ainda participou, no Rio, do “Forum Brasileiro: Rumo à Nação Humana Latinoamericana”.

De acordo com as suas idéias, a construção de uma democracia real depende não apenas do sistema eleitoral e instituições como o Congresso, mas principalmente de iniciativas populares onde cada indivíduo se torne um protagonista dentro do processo social. Isso implicaria criar, de imediato, mecanismos para o desenvolvimento do midiativismo e da redistribuição da riqueza, um pouco no sentido pretendido também por Evo Morales.

Considerando as suas preocupações com o meio ambiente, com os povos indígenas e também com a condição das mulheres, Tomás Hirsch não pode ser considerado de esquerda no sentido tradicional do termo. Ele se alinha com aqueles que estão sincronizando a experiência no mundo exterior com a interior, mais psicológica, para, a partir daí, construir novos caminhos.

Num sentido abrangente do termo “humanismo”, tanto quanto Tomás Hirsch, como também outros governos da América Latina, estariam em busca dessa via humanista - os governos de Equador, Bolívia, Venezuela e Paraguai, por exemplo. O que Tomás Hirsch nos ajuda a compreender é que a expressão “humanista” agora define um novo tipo de esquerda, não necessariamente marxista, conforme se dá com Evo Morales, por exemplo, para quem o termo "humanista" se liga à essa vontade política de integração latino-americana.

Descendente de judeus-alemães, Tomás Hirsch, 50 anos, participa do movimento humanista desde a sua juventude, quando se interessou pela obra do escritor Silo, espécie de patrono do Partido Humanista.

Sobre Tomás Hirsch, diz Evo Morales no prefácio de seu livro: “Conocí a Tomás Hirsch en Mar del Plata mientras caminábamos encabezando una gran marcha. Era noviembre de 2005 y ambos habíamos dejado por un breve periodo nuestros países y las respectivas campañas presidenciales en las que participábamos (...) Hoy tengo su libro en mis manos. Su lectura me ha servido para constatar que a pesar de las diferencias en nuestros orígenes y en nuestros contextos culturales, nos une una profunda valoración por el ser humano y por su destino. También nos une la aspiración común de ver a los pueblos de nuestro continente erguirse libres y dignos. Ésa es, sin lugar a dudas, la mayor motivación de nuestras luchas cotidianas.”

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Tomás Hirsch lança livro no Brasil

Humanista chileno faz visita ao país e lança na UFRJ, dia 1 de julho, o livro "O Fim da Pré-História", com prefácios de Evo Morales e João Pedro Stédile. Hirsch foi candidato à Presidência da República do Chile em 1999 e em 2005. Nesta última, representou o pacto "Juntos Podemos", surpreendendo até os analistas políticos mais céticos, ao formar a frente de esquerda mais ampla dos últimos 30 anos desde o governo Salvador Allende.
Agência Consciência.Net; clique aqui

Informações adicionais: claudio.mh@gmail.com ou (21) 9250-9594


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Tomás Hirsch lança livro no Brasil

Humanista chileno faz visita ao país e lança na UFRJ, dia 1 de julho, o livro "O Fim da Pré-História", com prefácios de Evo Morales e João Pedro Stédile. Hirsch foi candidato à Presidência da República do Chile em 1999 e em 2005. Nesta última, representou o pacto "Juntos Podemos", surpreendendo até os analistas políticos mais céticos, ao formar a frente de esquerda mais ampla dos últimos 30 anos desde o governo Salvador Allende.
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Morte de jovem indígena gera tensão com a polícia no Chile

A morte de um jovem indígena mapuche baleado nesta madrugada policiais em uma fazenda sob proteção policial elevou a tensão na região de Araucanía, a 700 de Santiago. Matias Catrileo, de 22 anos, estudante de agronomia da Universidade da Fronteira de Temuco, morreu quando participava junto a outros 30 indígenas de uma ação, como parte da chamada "recuperação de terras ancestrais", promovida pela Coordenadora Arauco Malleco. Matéria da agência ANSA América Latina. Leia aqui.

Morte de jovem indígena gera tensão com a polícia no Chile

A morte de um jovem indígena mapuche baleado nesta madrugada policiais em uma fazenda sob proteção policial elevou a tensão na região de Araucanía, a 700 de Santiago. Matias Catrileo, de 22 anos, estudante de agronomia da Universidade da Fronteira de Temuco, morreu quando participava junto a outros 30 indígenas de uma ação, como parte da chamada "recuperação de terras ancestrais", promovida pela Coordenadora Arauco Malleco. Matéria da agência ANSA América Latina.

O grupo mapuche conseguiu fugir do lugar, evitou o cerco policial e levou consigo o cadáver de Catrileo, que durante quatro horas se negaram a entregar às autoridades. Durante esse tempo, Sixto Parsinger, bispo de Araucanía, iniciou uma mediação para conseguir a entrega dos restos do rapaz. Para isso, reuniu-se com líderes da comunidade Yupeco Vilcún, à qual pertencia a vítima.

"De minha parte, o trabalho consistiu em acompanhar, foi uma ajuda humanitária. Em minha presença os mapuches estavam tranqüilos, entregaram toda a informação necessária e tiveram boa vontade", contou Parsinger à radio Bio Bio.

O bispo enfatizou a confiança que os indígenas depositam na Igreja Católica. Enquanto isso, o porta-voz do governo, Francisco Vidal, reiterou que cabe ao Ministério do Interior tratar o acontecimento. "O Chile é um Estado de direito e as pessoas têm todo o direito de se manifestarem, sempre que o façam com métodos pacíficos, sem alterar nem violentar o direito dos outros", afirmou Vidal.

Um dos integrantes do grupo mapuche, identificado como "Rodrigo", disse à Radio Bio Bio que não queriam entregar o corpo à polícia por medo que alterassem as evidências da causa de sua morte. "Rodrigo", que solicitou a mediação da Igreja Católica, disse que a morte de seu "irmão" se deu quando tentavam "fazer uma recuperação pacífica" da fazenda Santa Margarita, pertencente a Jorge Luchsinger. Segundo "Rodrigo", os policiais começaram a atirar com submetralhadoras. O dono da fazenda contou que os policiais estão todo o tempo em sua propriedade, "a proteção é permanente".

O senador Roberto Muñoz, do situacionista Partido pela Democracia, pediu às autoridades para "adotarem todas as medidas que sejam necessárias para que não se crie uma situação de perigo ou anarquia", que nessa época de colheitas agrícolas poderia significar "situações gravíssimas para a economia regional".

Greve de fome de líder mapuche já dura 82 dias

A morte de Catrileo ocorre ao mesmo tempo em que a presa mapuche Patricia Troncoso realiza greve de fome - há 82 dias sem comer - reivindicando melhores condições carcerárias e que os presos mapuches não sejam submetidos à lei antiterrorista.

Nos últimos dias foram registrados um ataque incendiário contra um caminhão, o bloqueio de uma estrada e um incêndio intencional em um acampamento da companhia florestal Mininco.

Kart Boehmer, presidente da Anistia Internacional (AI) no Chile, condenou o uso excessivo de força e lamentou a morte de Matias Catrileo: "Para nós é lamentável a morte ou violação dos direitos humanos de qualquer pessoa, de qualquer idade, condição ou etnia", assegurou Boehmer, enfatizando que "nos preocupa há bastante tempo o uso excessivo da força pública na repressão de certas manifestações políticas de mapuches". (ANSA)

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Morte de jovem indígena gera tensão com a polícia no Chile

A morte de um jovem indígena mapuche baleado nesta madrugada policiais em uma fazenda sob proteção policial elevou a tensão na região de Araucanía, a 700 de Santiago. Matias Catrileo, de 22 anos, estudante de agronomia da Universidade da Fronteira de Temuco, morreu quando participava junto a outros 30 indígenas de uma ação, como parte da chamada "recuperação de terras ancestrais", promovida pela Coordenadora Arauco Malleco. Matéria da agência ANSA América Latina.

O grupo mapuche conseguiu fugir do lugar, evitou o cerco policial e levou consigo o cadáver de Catrileo, que durante quatro horas se negaram a entregar às autoridades. Durante esse tempo, Sixto Parsinger, bispo de Araucanía, iniciou uma mediação para conseguir a entrega dos restos do rapaz. Para isso, reuniu-se com líderes da comunidade Yupeco Vilcún, à qual pertencia a vítima.

"De minha parte, o trabalho consistiu em acompanhar, foi uma ajuda humanitária. Em minha presença os mapuches estavam tranqüilos, entregaram toda a informação necessária e tiveram boa vontade", contou Parsinger à radio Bio Bio.

O bispo enfatizou a confiança que os indígenas depositam na Igreja Católica. Enquanto isso, o porta-voz do governo, Francisco Vidal, reiterou que cabe ao Ministério do Interior tratar o acontecimento. "O Chile é um Estado de direito e as pessoas têm todo o direito de se manifestarem, sempre que o façam com métodos pacíficos, sem alterar nem violentar o direito dos outros", afirmou Vidal.

Um dos integrantes do grupo mapuche, identificado como "Rodrigo", disse à Radio Bio Bio que não queriam entregar o corpo à polícia por medo que alterassem as evidências da causa de sua morte. "Rodrigo", que solicitou a mediação da Igreja Católica, disse que a morte de seu "irmão" se deu quando tentavam "fazer uma recuperação pacífica" da fazenda Santa Margarita, pertencente a Jorge Luchsinger. Segundo "Rodrigo", os policiais começaram a atirar com submetralhadoras. O dono da fazenda contou que os policiais estão todo o tempo em sua propriedade, "a proteção é permanente".

O senador Roberto Muñoz, do situacionista Partido pela Democracia, pediu às autoridades para "adotarem todas as medidas que sejam necessárias para que não se crie uma situação de perigo ou anarquia", que nessa época de colheitas agrícolas poderia significar "situações gravíssimas para a economia regional".

Greve de fome de líder mapuche já dura 82 dias

A morte de Catrileo ocorre ao mesmo tempo em que a presa mapuche Patricia Troncoso realiza greve de fome - há 82 dias sem comer - reivindicando melhores condições carcerárias e que os presos mapuches não sejam submetidos à lei antiterrorista.

Nos últimos dias foram registrados um ataque incendiário contra um caminhão, o bloqueio de uma estrada e um incêndio intencional em um acampamento da companhia florestal Mininco.

Kart Boehmer, presidente da Anistia Internacional (AI) no Chile, condenou o uso excessivo de força e lamentou a morte de Matias Catrileo: "Para nós é lamentável a morte ou violação dos direitos humanos de qualquer pessoa, de qualquer idade, condição ou etnia", assegurou Boehmer, enfatizando que "nos preocupa há bastante tempo o uso excessivo da força pública na repressão de certas manifestações políticas de mapuches". (ANSA)

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Pinochet não foi um monstro

A morte de Augusto Pinochet, aos 91 anos, em Santiago, vai ensejar que se escreva gatos e sapatos sobre o comandante do movimento cívico-militar que derrubou Salvador Allende. Porém, o finado não foi o monstro inventor da maldade. Por Mário Maestri.

“Urge a América Latina nueva izquierda”

Tomás Hirsch, ex candidato presidencial chileno, aboga por integración regional; "creo que ninguno de los dos aislado sirve ni completa su objetivo", dice. Eduardo Mora Tavares, El Universal, 07 de octubre de 2006.

Brasil receberá nova liderança da esquerda latinoamericana

O humanista Tomás Hirsch, que disputou a presidência chilena pela frente Juntos Podemos Más, falará de integração latino-americana com dirigentes de partidos de esquerda e movimentos sociais entre 21 e 23 de julho, e participará do Fórum Brasileiro e do encontro nacional do Partido Humanista do Brasil, no Rio de Janeiro.

Chile dá continuidade a modelo neoliberal, diz sociólogo

De Brasília, da Agência Notícias do Planalto, Marina Mendes

Dois meses após ter tomado posse, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, apresenta um índice de aprovação de cerca de 52% - dois pontos a menos do que quando foi eleita, segundo pesquisa do centro de estudos chileno Adimak. O sociólogo e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Emir Sader, explica que o Chile não poderá se incluir no processo de integração no continente latino-americano e que o modelo econômico neoliberal está sendo mantido.

"A assinatura do Tratado de Livre Comércio impede o Chile de participar ativamente do processo de integração regional e condena a política de livre comércio no continente. Além do mais uma economia basicamente exportadora, com mais de 50% do Produto Interno Bruto [PIB] ligado à exportação, acaba não tendo possibilidade de participar do processo de integração. Bachelet tem mais sensibilidade social, então em vários pontos ela deve fazer políticas sociais compensatórias, mas na realidade o referencial, que é a continuidade do modelo econômico neoliberal, está garantido".

Segundo a presidente, mais de 30% das 36 medidas prometidas no período eleitoral foram cumpridas. O rebaixamento da idade para receber atendimento hospitalar gratuito para 60 anos e os projetos que aumentam as pensões, ampliam a cobertura das assistências e outros foram enviados ao Congresso. Michelle foi a primeira mulher eleita presidente na América do Sul e também a primeira ministra da Defesa do país, entre 2002 e 2004. (Para ouvir a matéria em MP3 clique aqui)

Chile: arquivo 2005

Acesso à informação pública

Ter acesso à informação pública não é uma tarefa fácil no Chile. Pese que somente cinco de cada 100 solicitações de informação foram negadas por escrito, esta cifra poderia ser uma nota positiva, se não fosse o fato de que 69% dos pedidos de antecedentes que chegaram aos escritórios públicos não foram nem sequer respondidos. Esta realidade atribuiu ao Chile um novo e triste recorde em matéria de falta de transparência, segundo constatado em um estudo divulgado, recentemente, pela Corporação Participa e o Open Society Intitute, no qual o Chile aparece em último lugar entre 10 países em matéria de acesso à informação pública. Da Agência ADITAL, 20/5/2005..[+]

Chefe da repressão chilena assume crimes e responsabiliza Pinochet

SANTIAGO. Depois de mais de 30 anos de silêncio, o ex-chefe da Dina, a polícia política da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), confessou ontem que comandou cerca de 580 assassinatos de opositores do regime. O general Manuel Contreras, que liderou o órgão repressor entre 1973 e 1977, divulgou ontem, por meio de seu advogado, um documento de 30 páginas em que reconhece seu papel na perseguição de opositores e acusa o ex-ditador de ter se escondido atrás de um nefasto silêncio para se eximir da responsabilidade pela morte de mais de três mil pessoas, que teriam ocorrido sob ordens de Pinochet e com seu conhecimento. Do jornal O Globo, 14/5/2005..[+]

Prisão de nazista é festejada

SANTIAGO. Os habitantes da Colônia Dignidade comemoraram a detenção de seu ex-líder, Paul Schaefer, que converteu o lugar em um enclave onde opositores de Augusto Pinochet foram torturados e dezenas de crianças sofreram abusos. "Sentimos alívio com essa captura", afirmou Michael Müller, porta-voz da agora chamada Villa Baviera, cujo acesso está pela primeira vez aberto e seus habitantes já não fogem dos estranhos. Segundo Müller, o ex-suboficial nazista que em 1961 fundou a Colônia em Parral, a 380 km ao Sul de Santiago, ''trouxe conflitos à comunidade''. Do Jornal do Brasil, 12/3..[+]

Pinochet livre

A Corte de Apelações do Chile confirmou ontem a liberdade do ex-ditador Augusto Pinochet, mediante o pagamento de uma fiança de cerca de US$ 3,5 mil. Pinochet, de 89 anos, permaneceu apenas sete dias em prisão domiciliar. Ele é acusado de crimes da Operação Condor. A corte recusou ainda o pedido de uma juíza argentina para interrogá-lo sobre o assassinato do general Carlos Prats em Buenos Aires. Do jornal O Globo, 13/1..[+]

Pinochet: Justiça pode acusá-lo de mais três crimes

SANTIAGO. A Justiça do Chile deve acusar o ex-ditador Augusto Pinochet por pelo menos três crimes diferentes por causa das contas secretas que mantinha no banco americano Riggs. A informação foi divulgada em reportagem ontem no jornal “El Mercurio”. Uma carta em que o juiz Sergio Muñoz, responsável pelas investigações, declara a intenção de indiciar Pinochet por diferentes crimes foi divulgada pelo periódico. “Tenho suspeitas fundamentadas da participação de Pinochet em três crimes: desvio de dinheiro público, negociações incompatíveis e (reiteradas), e declarações maliciosamente incompletas ao sonegar impostos”, diz um trecho da carta. Do jornal O Globo, 10/1..[+]

A detenção de Pinochet

O processo a Pinochet se junta com o pedido de extradição de Fujimori e possíveis julgamentos a outros ditadores. A democratização na América Latina e o mundo ganhariam muito se estas investigações chegassem até as empresas e figuras estadunidenses, tais como Henry Kissinger, que lhes alentaram, armaram e deram apoio logístico e financeiro. A análise é de Isaac Bigio, em janeiro de 2005..[+]

Pinochet ficará em prisão domiciliar no Chile

Iván Pavez, representante do juiz chileno Juan Guzmán, foi nesta quarta-feira (5) à residência do ex-ditador Augusto Pinochet localizada em Los Boldos, a 100 quilômetros ao sul de Santiago, para notificá-lo sobre sua prisão domiciliar. Ele é acusado por 9 seqüestros e um homicídio durante a ditadura militar chilena (1973-1990). Da Agência Ansa, 5/1..[+]

Chile: arquivo 2004

Justiça chilena condena torturadores

Militares condenados pelas violações aos direitos humanos durante a ditadura chilena se negaram a responder com seu patrimônio, após a inédita sentença de um juiz em primeira instância que ordenou que indenizassem economicamente os familiares das vítimas...MST.org.br, 27/12

A morte dos cisnes

Excesso de confiança em tecnologia expôs santuário chileno ao envenenamento por uma fábrica de celulose apresentada ao país como modelo. Na vizinhança, sucubem as aves que habitavam o paraíso..Outras Palavras, 22/12

Justiça processa Pinochet por assassinato e seqüestro

Um juiz chileno anunciou nesta segunda-feira a abertura de um processo por assassinato e seqüestro contra ex-presidente do Chile Augusto Pinochet. Juan Guzmán também decretou a prisão domiciliar do ex-ditador. O general será processado pelo seqüestro de nove dissidentes políticos e a morte de um deles durante seu governo...BBC Brasil, 13/12

Governo Lagos pretende indenizar 28 mil pessoas torturadas no regime de Pinochet

A prisão política e a tortura constituíram uma prática institucional do Estado que é absolutamente inadmissível e alheia à tradição histórica do Chile. Foi o que disse o presidente Ricardo Lagos depois de analisar um relatório elaborado pela Comissão Nacional sobre Prisão Política e Tortura, criada em novembro de 2003. Lagos anunciou ontem a decisão de seu governo de propor ao Congresso o pagamento de uma indenização mensal a cerca de 28 mil pessoas que, segundo o documento, foram torturadas durante a ditadura comandada pelo general Augusto Pinochet (1973-1990)...O Globo, 30/11

Ex-prisioneiros pedem reparações por torturas sofridas durante ditadura

Ex-prisioneiros do campo de concentração de Chacabuco pedem reparações reais e não simbólica diante do relatório sobre Tortura desenvolvido pela Comissão Nacional de Prisão Política e Tortura..Adital, 26/11

O exemplo que não seguimos

Emir Sader. Em um país da América do Sul, o principal comandante do Exército assumiu oficialmente, em público, as barbaridades cometidas pelo Estado durante recente ditadura militar. Enquanto isso, no Brasil.....Agência Carta Maior, 25/11

Bolívia / Chile
Tensões a cem anos do “Tratado de Paz”

Bolívia e Chile cumpriram 100 anos do tratado limítrofe de 1904 no meio de um agravamento de tensões. Segundo esse acordo, o primeiro aceitou a anexação mapochina feita 25 anos atrás sobre seus 400 quilômetros de costa, enquanto o segundo ofereceu acesso ao porto de Arica e construir um trem até La Paz. Hoje, La Paz acusa Santiago de estar violando o dito tratado e pede que este seja reformulado. Por Isaac Bigio, 24/11/2004..[+]

Pinochet: novas acusações de fraude

O ex-ditador do Chile Augusto Pinochet desviava dinheiro para o banco americano Riggs desde 1985, quase 10 anos antes do que apontaram inicialmente investigações do Senado dos EUA. A informação é resultado de uma investigação interna do banco, que contratou ex-agentes do serviço secreto americano para rastrear as operações chilenas...Washington Post, 21/11

Policiais são acionados durante marcha do Fórum Social Chileno

Marcha inaugural do Fórum Social Chileno, que contou com mais de 20 mil participantes, começou de forma pacífica e terminou com vários distúrbios violentos e 100 pessoas detidas..Adital, 19/11

Começa amanhã o Fórum Social Chileno

Contra Bush, contra a Alca e pelo respeito ao povo chileno começa amanhã, em Santiago, o Fórum Social do Chile. Patrício Lopez, um dos organizadores, fala sobre as perspectivas do encontro que vai reunir mais de 200 organizações civis...Adital, 18/11

Marcha marcará início do Fórum Social Chileno

Com rechaço à presença do presidente estadunidense George W. Bush no Chile, começa amanhã, em Santiago, o Fórum Social Chileno, com uma grande marcha inaugural. O Fórum segue até o dia 21...Adital, 18/11

Rumsfeld elogia ação no Haiti

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, tendo apoiado o golpe de Estado local, elogiou ontem, em Quito, no Equador, a missão de paz da ONU liderada pelo Brasil no Haiti. Rumsfeld citou-a como um "exemplo de cooperação regional" uma vez que, além de militares brasileiros, dela participam argentinos, chilenos, uruguaios, peruanos, bolivianos e equatorianos. Leia matéria de O GLOBO de 18/11/2004 com a saudação do assassino norte-americano Rumsfeld.

Mudanças na lei podem dificultar acesso a medicamentos

As mudanças nas regras sobre propriedade intelectual dos medicamentos no Chile poderão prejudicar a oferta e o acesso do país aos remédios mais básicos. A preocupação maior é que sejam estabelecidos novos e elevados limites de proteção para a propriedade intelectual..Adital, 12/11

Chile abre porões de Pinochet

O presidente do Chile, o socialista Ricardo Lagos, recebeu ontem um documento histórico elaborado pela Comissão Nacional sobre a Prisão Política e a Tortura, criada pelo Poder Executivo há um ano, no qual cerca de 35 mil pessoas revelam como, quando e onde foram torturadas na repressão desencadeada após o golpe de Estado de setembro de 1973, comandado pelo general Augusto Pinochet...O Globo, 11/11

Relações turbulentas

Pablo Jofré Leal para Adital. Círculos do Ministério das Relações Exteriores chileno e declarações alarmantes de parlamentares do país apontam que os governos de Peru e Bolívia coordenam estratégias diplomáticas belicosas contra o Chile, que consideram um vizinho soberbo e com perigosas tendências de expansionistas...Adital, 10/11

Relações entre Chile e Bolívia começam a ser retomadas

As relações diplomáticas entre Chile e Bolívia, depois que o primeiro país privatizou seu porto de Arica, impedindo a livre passagem dos produtos bolivianos, prevista no Tratado de 1904 – quando a Bolívia perdeu sua saída ao mar para o Chile -, parecem estar sendo retomadas..Adital, 9/11

Chile libera substância perigosa por pressão transnacional

Depois de um ano da proibição da presença do hidrocarboneto tolueno em produtos vendidos no país, o Ministério da Saúde do Chile decidiu permitir outra vez a utilização da substância. As entidades ambientalistas denunciam que a decisão do governo foi motivada por pressões das multinacionais..Adital, 8/11

Rede chilena em defesa dos bosques nativos é fortalecida

Em defesa das matas nativas, os pequenos proprietários de terra chilenos estão cada vez mais unidos para fortalecer o movimento. Agora, posicionaram a Rede de Proprietários de Bosque Nativo da Nona Região de Araucanía como uma organização camponesa..Adital, 8/11

Chilevisión: um novo manda-chuva

Queda após queda, o Ave Fênix da política chilena, Sebastián Piñera Echeñique, volta às midiáticas andanças empresariais, com claros sinais políticos. Desta vez, para temor de seus adversários, vem armado da mais poderosa arma da modernidade: um canal de televisão próprio e de credibilidade...Adital, 15/10

Democracia chilena ainda não conta com plebiscito

Os mecanismos do regime democrático não estão generalizados na vida pública chilena, conforme demonstra o Movimento pela Consulta e os Direitos Cidadãos, que escolheu o dia de hoje para empreender uma campanha pela implementação da figura do plebiscito no país...Adital, 5/10

Lei de Anistia chilena continua favorecendo impunidade

Lei de Anistia chilena deve ser aplicada para livrar militares de prisão pelo seqüestro e desaparecimento de militante de esquerda durante a ditadura de Pinochet. A norma é criticada porque tem permitido a impunidade no país..Adital, 1/10

Assassinam jovem Weichafe Mapuche em penitenciária de Santiago do Chile

Em 26 de setembro passado foi assassinado a punhaladas na penitenciária de Santiago do Chile o jovem mapuche Julio Huentecura Llancaleo, preso político de 28 anos..Adital, 30/9

TLC resulta em falsa promessa de empregos para chilenos

População chilena enfrenta aumento do desemprego enquanto o desempenho econômico do país bate cifras recordes, mostrando que os efeitos esperados com a assinatura de acordo bilateral com Estados Unidos dificilmente se traduzem em vantagens diretas para o trabalhador..Adital, 29/9

Escritora diz que democracia no Chile não está ameaçada

Conhecida pela militância feminista, a escritora chilena faz um desabafo otimista. Ainda que a direita vença as eleições em 2005 no país, “as estruturas democráticas não estarão em perigo, porque ninguém, salvo quatro loucos, quer voltar à ditadura". Nas últimas semanas, o Parlamento chileno alterou leis que permitiam a “tutela militar” sobre o sistema político...Agência Carta Maior, 24/9

Chile propõe imposto sobre transações para combater a fome

Chile propõe a aplicação de um imposto para as transações financeiras mundiais para que se possa pôr fim ao problema que causa a morte de 24 mil pessoas a cada 24 horas no planeta..Adital, 20/9

Manifestação lembra casos de feminicídio que continuam impunes

Uma marcha formada por ativistas em defesa dos direitos humanos e pela comunidade guatemalteca que mora no Chile será realizada amanhã, Dia Nacional da Guatemala. A manifestação lembra os 383 casos de mulheres assassinadas no país e a concentração será na sede da Embaixada da Guatemala, em Santiago, às 11h30min...Adital, 14/9

Brasil e Chile: uma parceria Social resgatando a cidadania

Além dos pontos em comum entre o Programa Fome Zero e Chile Solidário, Brasil e Chile ainda dispõem de várias iniciativas da sociedade civil que contribuem de forma incontestável para resgatar a cidadania de milhares de pessoas que vivem em situação de pobreza..Adital, 13/9

Acusado, Pinochet perde apoio da direita chilena

Ex-ditador é responsabilizado por assassinatos políticos e corrupção..El País, 9/9

Faltam muitos no banco dos réus

Se o general Augusto Pinochet for afinal julgado por sua participação na Operação Condor, será um enorme avanço no combate à impunidade de crimes relativos a direitos humanos. Mas faltará muita gente no banco dos réus...Clóvis Rossi, Folha de S. Paulo, 27/8

Ex-ditador Pinochet será julgado pelos crimes da Operação Condor

Quando teve posse da presidência do Chile, o general determinou a tortura e a morte de seus inimigos políticos...Le Monde Diplomatique, O Globo, Folha, Correio, Jornal do Brasil, O Dia, 27/8

Nova acusação contra Pinochet

Um advogado defensor dos direitos humanos entrou com ação na Justiça chilena contra o ex-ditador Augusto Pinochet, acusando-o de ter mandado desenterrar e queimar corpos de presos políticos assassinados em seu governo (1973-1990). Pinochet estaria querendo apagar as provas de atrocidades da ditadura. O ex-ditador, de 88 anos, escapou de ser julgado no país por alegar demência parcial e por ter imunidade como ex-chefe de Estado...O Globo, 19/8

Chilenos se mobilizam em defesa da nacionalização do cobre

Desde julho deste ano, os chilenos estão empenhados em uma campanha pela nacionalização do cobre, o minério mais importante do país. Eles demandam que as empresas privadas que exploram este bem, passem a pagar mais impostos e royalties...Adital, 17/8

Bolívia responde a descaso chileno com corte de gás

O Chile, que afirma "não necessitar de gás boliviano", deixará de receber gás liquefeito (de cozinha) do país vizinho a partir do próximo dia 30 de junho, em resposta ao descaso do Governo de Santiago em relação à demanda marítima da Bolívia...Adital, 28/06

Justiça retira imunidade de Pinochet

Ex-ditador poderá ser julgado no Chile por participar da Operação Condor...O Globo, 29/05

Kissinger e Nixon comentaram ajuda ao golpe no Chile

Transcrição de telefonema, liberado após 30 anos, confirma participação dos EUA na deposição de Allende...Folha de S. Paulo, O Globo, 28/05

Dia 10/02: Ligações chilenas na ONU foram grampedas, diz embaixador

Chile: arquivo 2003

Chile tem primeira greve geral em duas décadas

14/8/2003. A maior central sindical do Chile realizou a primeira greve geral do país em quase duas décadas. A polícia chilena usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar manifestantes que bloqueavam as ruas da capital do país, Santiago, na quarta-feira.

Os organizadores, da Central Única dos Tabalhadores (CUT) chilena, declararam que a greve havia sido um sucesso. Por sua vez, o governo do presidente Ricardo Lagos considerou que a paralisação não havia tido grande repercussão. A greve foi convocada pela CUT, que agrupa mais de 640 mil trabalhadores, para reivindicar melhores condições de trabalho e mais benefícios trabalhistas. bbc brasil aqui

Brasil patrocinou golpe de Pinochet em 1973, diz jornal

4/8/2003. Às vésperas dos 30 anos do golpe militar no Chile, que derrubou Salvador Allende e colocou o general Augusto Pinochet no poder, uma investigação do jornal chileno La Tercera mostra porque o embaixador brasileiro era chamado de o quinto membro da Junta Militar chilena. (Emir Sader, Agência Carta Maior, aqui)

Chile e Cingapura, 'livre comércio' com EUA

1/8/2003. O Senado dos Estados Unidos aprovou na quinta-feira os tratados de livre comércio do país com o Chile e com Cingapura. Os dois acordos - que já haviam recebido o aval da Câmara dos Representantes há uma semana - foram os primeiros a ser fechados pela administração Bush usando o conjunto de leis conhecido como "Fast Track", que tem o objetivo de facilitar acordos comerciais.

Apesar de ser denominado livre, é visível a superioridade de empresas norte-americanas em relação a de outros países, o que torna a concorrência extremamente desigual. No âmbito das Américas, cerca de 75% do comércio é dominado por empresas dos Estados Unidos. (Gustavo Barreto, com BBC Brasil, aqui)