Por Ivson Alves
Pronto! Aconteceu. O pessoal das antigas do jornalismo brasileiro não agüentou e pirou com a pressão da internet. A gota d´água foi a ideia da Petrobras de criar um blog (...) >>
Nova lambança da "Folha": não dá pra não rir...
Celso Lungaretti
A Folha de S. Paulo é um jornal que perdeu o rumo. Embora não se veja nenhum interesse nas ruas pela concessão de um terceiro mandato consecutivo ao presidente Lula, a Folha se ao trabalho de realizar pesquisa sobre essa possibilidade quase inexistente (...)
A Folha de S. Paulo é um jornal que perdeu o rumo. Embora não se veja nenhum interesse nas ruas pela concessão de um terceiro mandato consecutivo ao presidente Lula, a Folha se ao trabalho de realizar pesquisa sobre essa possibilidade quase inexistente (...)
Indústria farmacêutica incentiva "memória fraca" na mídia
Por Gustavo Barreto (*), da redação
O jornal Folha de S. Paulo está selecionando projetos de pesquisa sobre a história do jornalismo brasileiro, com patrocínio da maior transnacional farmacêutica do planeta, a Pfizer (...)
O jornal Folha de S. Paulo está selecionando projetos de pesquisa sobre a história do jornalismo brasileiro, com patrocínio da maior transnacional farmacêutica do planeta, a Pfizer (...)
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ABRAÇO denuncia tráfico de influência no Maranhão
Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO) repudia tráfico de influência e desrespeito à Lei mínima 9.612/98, por parte do deputado Roberto Rocha, proprietário da rádio Capital (de São Luis) e de outras no interior do Maranhão.
Controle ou ameaça?
Por Gustavo Barreto
O jornal O Globo de hoje (18/5) vem com mais uma contra o Governo Chávez, o acusando de querer impedir ONGs de trabalharem. Real motivo está nas últimas quatro linhas, quando admite que Chávez está questionando o oligopólio da mídia. Matéria confusa, mistura as coisas. As "fontes jornalísticas", na verdade, são os jornalões com quem tem parceria por lá, o oligopólio-espelho venezuelano.
O jornal O Globo de hoje (18/5) vem com mais uma contra o Governo Chávez, o acusando de querer impedir ONGs de trabalharem. Real motivo está nas últimas quatro linhas, quando admite que Chávez está questionando o oligopólio da mídia. Matéria confusa, mistura as coisas. As "fontes jornalísticas", na verdade, são os jornalões com quem tem parceria por lá, o oligopólio-espelho venezuelano.
"Folha" é condenada a indenizar militante que caluniou
Acaba de ter desfecho exemplar o episódio algoz e vítima, o primeiro em que um contingente mais amplo de leitores contestou as versões deturpadas da Folha de S. Paulo sobre acontecimentos dos anos de chumbo: a Justiça de São Paulo condenou a empresa Folha da Manhã a pagar R$ 18 mil de indenização a Dulce Maia, falsamente acusada pela coluna do Élio Gaspari de haver participado de um atentado ao consulado estadunidense em 1968. Leia no texto de Celso Lungaretti clicando no título.
Transporte urbano no 'Globo'
O comentador Elpydio Phragoso (pseudônimo, óbvio) fez o segundo comentário do post "Feijão, arroz e bom tempero" da Coleguinhas, Uni-vos, que trata de matéria do Globo sobre transportes urbanos no Rio, publicada domingo passado. Por considerá-lo pertinente publico aqui, com permissão do autor (...) Dica de Ivson Alves, clique no título.
'Folha': Quando o "erramos" pretende encobrir a fraude
Jornal Folha de S. Paulo sabia sobre falsidade de documento que atacava ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, mas preferiu fraudar reportagem. O documento, inicialmente vinculado ao DOPS, eram spam. Análise da professora Sylvia Moretzsohn, publicada no Observatório da Imprensa. Leia mais.
Carajás: a luta pela terra, "otoridades" e a mídia
Gilmar Mendes, fazendeiro no Mato Grosso e chefe maior do STF ao lado da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), baluarte da robusta bancada ruralista foram a coqueluche, - como se dizia antigamente - do noticiário local na semana que passou.
......Ambos incitaram a repressão aos sem terra que ocupam entre outras terras, fazendas da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, no sudeste do Pará.
......A Santa Bárbara integra o portfólio do banco Opportunity, do investigado banqueiro Daniel Dantas e que foi solto por Mendes. Leia a análise de Rogério Almeida, de Belém.Leia mais.
......Ambos incitaram a repressão aos sem terra que ocupam entre outras terras, fazendas da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, no sudeste do Pará.
......A Santa Bárbara integra o portfólio do banco Opportunity, do investigado banqueiro Daniel Dantas e que foi solto por Mendes. Leia a análise de Rogério Almeida, de Belém.Leia mais.
Ambos, além da representação do setor agropecuário local, exigiram da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), o despejo imediato dos sem terra de mais de cem áreas ocupadas.
O coro contra os sem terra teve sonoro amparo na mídia local, caracterizada em sua maioria pela parcialidade quando a temática é o MST e seus apoiadores.
Nem mesmo o fato inédito da condenação pela Justiça Federal de Marabá, sudeste do Estado, no dia 05 de março, quarta-feira, de 28 fazendeiros pelo uso de mão de obra escrava em fazendas que controlam fez arrefecer o ânimo dos meios de comunicação.
Aliás, o noticiário prima em não contextualizar a complexa situação que é a questão da terra na região que lidera o ranking de trabalho escravo no país, desmatamento e de assassinatos de camponeses/as e dirigentes sociais que defendem a reforma agrária.
A parcialidade da cobertura tem a sua apoteose na capa do Liberal de domingo (08/03), com a manchete: MST arrasa terra e economia. Registre-se que o segundo diário do estado foi flagrado pelo Instituto de Verificação de Circulação (IVC) super dimensionando a tiragem.
Desde o ano passado o diário mobiliza oposição ao MST em sua agenda. Matérias, charges e editoriais primam no processo de satanização do movimento. Pecadores e criminosos, editorial de agosto do ano passado, foi o mais notório produto.
A inspiração do editorial foi uma reunião pública de setores populares organizados no coletivo Justiça nos Trilhos, que agrupa agentes sociais do Pará, Maranhão e Tocantins afetados pelos empreendimentos da Vale.
No mesmo período uma matéria com ares apocalípticos anunciou uma ocupação da ferrovia de Carajás em outubro do ano passado. Fato que nunca veio a ocorrer.
Quanto ao coletivo Justiça nos Trilhos, realizou várias oficinas e seminários durante o Fórum Social Mundial, onde foram apresentados estudos produzidos por professores de universidades públicas.
A maior parte da mídia local omite ainda que parcela significativa de terras ocupadas é alvo de investigação pelo Estado por apropriação indevida.
Fazendas como a Maria Bonita, no município de Eldorado dos Carajás, e a fazenda Cedro, localizada no município de Marabá, propriedades hoje em nome da Santa Bárbara e ocupadas pelo MST, foram cedidas aos Mutran pelo estado em regime de aforamento para extrativismo da Castanha do Pará, quando em tempo distante a frondosa árvore lá predominava.
O coro contra os sem terra teve sonoro amparo na mídia local, caracterizada em sua maioria pela parcialidade quando a temática é o MST e seus apoiadores.
Nem mesmo o fato inédito da condenação pela Justiça Federal de Marabá, sudeste do Estado, no dia 05 de março, quarta-feira, de 28 fazendeiros pelo uso de mão de obra escrava em fazendas que controlam fez arrefecer o ânimo dos meios de comunicação.
Aliás, o noticiário prima em não contextualizar a complexa situação que é a questão da terra na região que lidera o ranking de trabalho escravo no país, desmatamento e de assassinatos de camponeses/as e dirigentes sociais que defendem a reforma agrária.
A parcialidade da cobertura tem a sua apoteose na capa do Liberal de domingo (08/03), com a manchete: MST arrasa terra e economia. Registre-se que o segundo diário do estado foi flagrado pelo Instituto de Verificação de Circulação (IVC) super dimensionando a tiragem.
Desde o ano passado o diário mobiliza oposição ao MST em sua agenda. Matérias, charges e editoriais primam no processo de satanização do movimento. Pecadores e criminosos, editorial de agosto do ano passado, foi o mais notório produto.
A inspiração do editorial foi uma reunião pública de setores populares organizados no coletivo Justiça nos Trilhos, que agrupa agentes sociais do Pará, Maranhão e Tocantins afetados pelos empreendimentos da Vale.
No mesmo período uma matéria com ares apocalípticos anunciou uma ocupação da ferrovia de Carajás em outubro do ano passado. Fato que nunca veio a ocorrer.
Quanto ao coletivo Justiça nos Trilhos, realizou várias oficinas e seminários durante o Fórum Social Mundial, onde foram apresentados estudos produzidos por professores de universidades públicas.
A maior parte da mídia local omite ainda que parcela significativa de terras ocupadas é alvo de investigação pelo Estado por apropriação indevida.
Fazendas como a Maria Bonita, no município de Eldorado dos Carajás, e a fazenda Cedro, localizada no município de Marabá, propriedades hoje em nome da Santa Bárbara e ocupadas pelo MST, foram cedidas aos Mutran pelo estado em regime de aforamento para extrativismo da Castanha do Pará, quando em tempo distante a frondosa árvore lá predominava.
(*) Rogério Almeida nasceu em São Luís (MA) e mora no Pará desde 1999. Em 2006 lançou o livro Araguaia-Tocantins: fios de uma História camponesa. A região o encanta. É colaborador da rede Fórum Carajás, articulista do IBASE e Ecodebate. Nutre afeição pelo samba, choro, maracatu, tambor de crioula, jongo, lundu e outros sons. Visite seu blog: http://rogerioalmeidafuro.blogspot.com/
Vídeo circula pela rede com denúncias de racismo na TV Globo; emissora desmente
Um suposto diretor do Programa do Faustão, que passa orientações ao apresentador, dispara comentários racistas e se refere de forma depreciativa, o tempo todo, a um senhor idoso, convidado do programa, como criolo. A Globo afirmou, por meio de sua assessoria, tratar-se de uma informação falsa: "Trata-se de uma montagem grotesca. Inclusive, o Fausto sequer usa ponto eletrônico". Leia mais.
Um suposto diretor do Programa do Faustão, que passa orientações ao apresentador, dispara comentários racistas e se refere de forma depreciativa, o tempo todo, a um senhor idoso, convidado do programa, como criolo. "Que que esse criolo tá pulando aí?", inicia a intervenção no ponto do Fausto. "Faz o criolo usar o microfone", continua.
A Globo afirmou, por meio de sua assessoria, tratar-se de uma informação falsa: "Trata-se de uma montagem grotesca. Inclusive, o Fausto sequer usa ponto eletrônico. Sobre este ocorrido, tomaremos as medidas cabíveis para retirá-lo do ar". A resposta da emissora foi registrado na coluna Zapping da Folha de S. Paulo do dia 13 de fevereiro último.
A fala do suposto diretor continua: "Faz esse cara parar de pular, tá foda", repete. "O cara não fica parado. Ô filho da puta, segura ele, amarra essa porra, tá foda", diz o diretor, que só se refere ao aposentado como criolo. "Vai, vai, expulsa essa merda", diz ao final.
Francisco José Paulino, de Dourados (MS), tem 89 anos e é um exemplo de vida. Correu cinco vezes a São Silvestre. Tem 86 medalhas de atletismo, corre de 8 a 10 quilômetros em dias alternados, joga capoeira e completa a renda vendendo ervas medicinais, como o próprio Fausto aponta.
A Globo retirou o vídeo do YouTube, alegando violação de direitos autorais, veja na imagem abaixo (clique para ampliar).
Onde deveria estar o vídeo, aparece apenas a seguinte mensagem: "Este vídeo não está mais disponível devido à reclamação de contra a violação de direitos autorais GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES SA."
No entanto, foi republicado no Videolog. Assista abaixo.
A Lei 9459/1997, que altera os artigos 1º e 20 da Lei 7.716/1989, pune, com penas de até cinco anos de reclusão, além das multas, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, de cor, etnia, religião ou procedência nacional. O crime de racismo é inafiançável (a prisão não será relaxada em favor do criminoso) e imprescritível (a pena é perene, não ficando Estado impedido de punir a qualquer tempo o autor do delito).
Já o crime de falsidade ideológica, caso seja comprovada alteração do áudio, é figura tipificada no artigo 299 do Código Penal Brasileiro, e prevê reclusão de um a três anos, e multa, pelo documento ser particular.
Informações que possam subsidiar esta matéria e outros comentários podem ser feitos neste mesmo espaço, no sistema de comentários logo abaixo.
A Globo afirmou, por meio de sua assessoria, tratar-se de uma informação falsa: "Trata-se de uma montagem grotesca. Inclusive, o Fausto sequer usa ponto eletrônico. Sobre este ocorrido, tomaremos as medidas cabíveis para retirá-lo do ar". A resposta da emissora foi registrado na coluna Zapping da Folha de S. Paulo do dia 13 de fevereiro último.
A fala do suposto diretor continua: "Faz esse cara parar de pular, tá foda", repete. "O cara não fica parado. Ô filho da puta, segura ele, amarra essa porra, tá foda", diz o diretor, que só se refere ao aposentado como criolo. "Vai, vai, expulsa essa merda", diz ao final.
Francisco José Paulino, de Dourados (MS), tem 89 anos e é um exemplo de vida. Correu cinco vezes a São Silvestre. Tem 86 medalhas de atletismo, corre de 8 a 10 quilômetros em dias alternados, joga capoeira e completa a renda vendendo ervas medicinais, como o próprio Fausto aponta.
A Globo retirou o vídeo do YouTube, alegando violação de direitos autorais, veja na imagem abaixo (clique para ampliar).
Onde deveria estar o vídeo, aparece apenas a seguinte mensagem: "Este vídeo não está mais disponível devido à reclamação de contra a violação de direitos autorais GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES SA."
No entanto, foi republicado no Videolog. Assista abaixo.
A Lei 9459/1997, que altera os artigos 1º e 20 da Lei 7.716/1989, pune, com penas de até cinco anos de reclusão, além das multas, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, de cor, etnia, religião ou procedência nacional. O crime de racismo é inafiançável (a prisão não será relaxada em favor do criminoso) e imprescritível (a pena é perene, não ficando Estado impedido de punir a qualquer tempo o autor do delito).
Já o crime de falsidade ideológica, caso seja comprovada alteração do áudio, é figura tipificada no artigo 299 do Código Penal Brasileiro, e prevê reclusão de um a três anos, e multa, pelo documento ser particular.
Informações que possam subsidiar esta matéria e outros comentários podem ser feitos neste mesmo espaço, no sistema de comentários logo abaixo.
Consciência.Net presente no FSM Amazônia 2009
A Revista Consciência.Net está com uma rede de colaboradores no Fórum Social Mundial e já começa a publicar a partir desta sexta (30), até o final do mês de fevereiro, as reportagens produzidas durante o FSM Amazônia 2009.Como a quantidade de atividades interessantes é enorme, estaremos publicando pouco a pouco, ao longo do mês, um resumo das nossas impressões – até porque a infra em Belém não é lá das melhores.
Destaque para os textos da nova colaboradora Mariana Borgerth sobre a luta dos povos indígenas da região, a questão do desmatamento e o que os povos brasileiros e indígenas têm feito, bem como a visita à Ilha de Marajó - supostamente um “lugar paradisíaco” -, feita pelo repórter Gustavo Barreto, expondo a sofrida situação do povo local por conta da alta concentração fundiária.
Isso e muito mais clicando aqui!
Rodrigo Amarante dá uma aula de jornalismo
O músico Rodrigo Amarante, da extinta banda Los Hermanos, dá uma aula de jornalismo, frente a um repórter desinformado e pouco interessado em fazer jornalismo cultural de verdade. Não identificamos a data da entrevista, quem souber complementa a informação nos comentários. Assista clicando aqui.
Doze regras de redação da grande mídia internacional quando a noticia é do Oriente
A cobertura parcial da imprensa possui doze preceitos, segundo texto enviado por leitor ao Blog da Carta Maior. Vale a pena conferir. Leia aqui.
1) No Oriente Médio são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.
2) Os árabes, palestinos ou libaneses não tem o direito de matar civis. Isso se chama “terrorismo”.
3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama “legitima defesa”.
4) Quando Israel mata civis em massa, as potencias ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama “Reação da Comunidade Internacional”.
5) Os palestinos e os libaneses não tem o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isto se chama “Sequestro de pessoas indefesas.”
6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isto se chama “Prisão de terroristas”.
7) Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatória a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.
8) Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos EUA”. Isto pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.
9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões “Territórios ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violações dos Direitos Humanos” ou “Convenção de Genebra”.
10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre “covardes”, que se escondem entre a população civil, que “não os quer”. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de “Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama “Ação Cirúrgica de Alta Precisão”.
11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama “Neutralidade jornalística” ou “Imparcialidade jornalística”.
12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade”.
2) Os árabes, palestinos ou libaneses não tem o direito de matar civis. Isso se chama “terrorismo”.
3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama “legitima defesa”.
4) Quando Israel mata civis em massa, as potencias ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama “Reação da Comunidade Internacional”.
5) Os palestinos e os libaneses não tem o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isto se chama “Sequestro de pessoas indefesas.”
6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isto se chama “Prisão de terroristas”.
7) Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatória a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.
8) Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos EUA”. Isto pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.
9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões “Territórios ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violações dos Direitos Humanos” ou “Convenção de Genebra”.
10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre “covardes”, que se escondem entre a população civil, que “não os quer”. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de “Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama “Ação Cirúrgica de Alta Precisão”.
11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama “Neutralidade jornalística” ou “Imparcialidade jornalística”.
12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade”.
(Texto francês anônimo, enviado por leitor ao Blog da Carta Maior, visualizado no site do Pravda em português aqui)
Dane-se o ser humano
A mídia supostamente denuncia os atentados (aos olhos de alguns), mas continua com pressupostos absolutamente estranhos. Rotulam de “radicais” o Hamas, mas não Israel, que já assassinou 500 pessoas em dez dias. Por Gustavo Barreto (*), da redação. Leia mais.
A mídia supostamente denuncia os atentados (aos olhos de alguns), mas continua com pressupostos absolutamente estranhos. Rotulam de “radicais” o Hamas, mas não Israel, que já assassinou 500 pessoas em dez dias, segundo dados conservadores oficiais. Muitas crianças. Muitas mulheres. Muitos inocentes.
Por fazer isso – uma política equivocada, que não resolve conforme demonstram as lições “esquecidas” História, e uma política neonazista, de extermínio étnico –, Israel não é tachado de “radical” pelos telejornais.
Uma pena que até na GloboNews (por exemplo), em que sempre aparecem historiadores e sociólogos um pouco mais inteligentes, principalmente no programa Milênio e em documentários comprados de emissoras estrangeiras, eles dêem este tratamento vergonhoso à informação, bem tão precioso em tempos de guerra.
Pelo contrário. A apresentadora do noticiário econômico quase sorri ao informar que os conflitos em Israel fizeram a Bovespa fechar em alta. O economista ouvido por este canal nesta segunda (5/9) – sempre um neoliberal – confirma taxativamente: as ações da Petrobras estão “bombando” no mercado financeiro. É como se dissessem: “Dane-se o ser humano”.
Os comentários são feitos de forma totalmente descomprometida: não se tratam de seres humanos. Existem apenas variações de commodities devido à variação de “fatores externos”, entre eles o extermínio étnico de um povo. A apresentadora não acha isso anormal: ela comemora o ano de 2009, que “surpreendeu” com todos estes “indicadores positivos”.
Diante deste cenário sombrio na imprensa brasileira, conforme qualquer cidadão um pouco mais humanista pode acompanhar diariamente, a partir do seu senso crítico, só resta protestarmos e retomarmos o pensamento de Sófocles (495 a.C.–406 a.C), dramaturgo grego: “Onde convocar forças para derrubar a injustiça e a tirania quando cidadãos respeitáveis se calam?”
Por fazer isso – uma política equivocada, que não resolve conforme demonstram as lições “esquecidas” História, e uma política neonazista, de extermínio étnico –, Israel não é tachado de “radical” pelos telejornais.
Uma pena que até na GloboNews (por exemplo), em que sempre aparecem historiadores e sociólogos um pouco mais inteligentes, principalmente no programa Milênio e em documentários comprados de emissoras estrangeiras, eles dêem este tratamento vergonhoso à informação, bem tão precioso em tempos de guerra.
Pelo contrário. A apresentadora do noticiário econômico quase sorri ao informar que os conflitos em Israel fizeram a Bovespa fechar em alta. O economista ouvido por este canal nesta segunda (5/9) – sempre um neoliberal – confirma taxativamente: as ações da Petrobras estão “bombando” no mercado financeiro. É como se dissessem: “Dane-se o ser humano”.
Os comentários são feitos de forma totalmente descomprometida: não se tratam de seres humanos. Existem apenas variações de commodities devido à variação de “fatores externos”, entre eles o extermínio étnico de um povo. A apresentadora não acha isso anormal: ela comemora o ano de 2009, que “surpreendeu” com todos estes “indicadores positivos”.
Diante deste cenário sombrio na imprensa brasileira, conforme qualquer cidadão um pouco mais humanista pode acompanhar diariamente, a partir do seu senso crítico, só resta protestarmos e retomarmos o pensamento de Sófocles (495 a.C.–406 a.C), dramaturgo grego: “Onde convocar forças para derrubar a injustiça e a tirania quando cidadãos respeitáveis se calam?”
(*) Outros textos sobre os ataques à Faixa de Gaza em www.consciencia.net
Israel monta campanha na mídia
Israel montou ampla campanha de mídia – que ingleses e norte-americanos chamam de "public relations (PR) campaign" – para convencer corações e mentes em todo o planeta, de que o Hamás é culpado pela morte e destruição que o mundo está assistindo pelos noticiários de televisão. Matéria do Jornal The Guardian (*), leia aqui.
Israel montou ampla campanha de mídia – que ingleses e norte-americanos chamam de public relations (PR) campaign – para convencer corações e mentes em todo o planeta, de que o Hamás é culpado pela morte e destruição que o mundo está assistindo pelos noticiários de televisão.
Para evitar que se repetisse a onda de crítica, em todo o mundo, que atingiu Israel no início de 2008, quando Israel invadiu Gaza para prender militantes que lançavam foguetes de quintal – brincadeira de criança, comparada ao brutal ataque hoje em curso –, Israel decidiu precaver-se.
“No passado, nosso primeiro-ministro recebia telefonemas de funcionários e políticos. Quando dizíamos a eles ‘Vocês entendem nossa reação, não é? Não podemos admitir aqueles foguetes que...’ eles respondiam ‘Que foguetes?!’ Não tinham qualquer informação sobre nossos problemas”, disse o porta-voz do governo israelense, Yigal Palmor.
Então, enquanto os chefes-da-guerra armavam seus aviões-bombardeiros, o ministério do Exterior preparava ampla campanha de divulgação, para conter as críticas contra o assalto à Palestina, que viria no sábado.
Todos os diplomatas israelenses tiveram o fim-de-semana suspenso e foram chamados às embaixadas. E foi montado em Sderot, junto à fronteira norte de Gaza, um centro de imprensa, multilíngue, para o qual foram convocados jornalistas do mundo inteiro.
Em Telavive, a ministra do Exterior telefonou a David Miliband, secretário de Relações Exteriores da Inglaterra; a Condoleezza Rice, secretária de Estado dos EUA; a Ban-ki-Moon, secretário-geral da ONU; a Javier Solana, chefe de política internacional da União Européia, e aos ministros do Exterior da Rússia, da China, França e Alemanha.
Ontem [27/12], no centro de imprensa de Sderot, Tzipi Livni falou a 80 representantes de países e a altos funcionários de suas embaixadas.
“Concluímos que é essencial divulgar o contexto no qual estamos tomando as necessárias decisões em Israel, e que os acontecimentos seguem uma sequência lógica”, disse Palmor.
Para Israel, a “seqüência lógica” que levou ao brutal bombardeio da Faixa de Gaza não começa pela ocupação de território palestino, em 1967 – única seqüência lógica que os palestinos bombardeados conhecem.
Para Israel, a “seqüência lógica” começa há três anos, com a decisão de retirar os acampamentos militares e as colônias de civis da área da Faixa de Gaza.
“Poderíamos começar por 1948 [ano em que a Palestina foi dividida, para criar Israel], mas queremos concentrar-nos na situação atual. Comecemos, então, pela retirada, em 2005” - prosseguiu o porta-voz. “Palestinos militantes chegaram a dizer que a evacuação seria vitória sua, resultado dos ataques de foguetes e fogo continuado, sobre cidades do sul de Israel.”
Depois de cercar Gaza – o chamado “Muro da Vergonha”, na Palestina – antes de retirar-se da Faixa, Israel passou a impor um bloqueio cada vez mais forte, que impedia, no final de 2005, que quem trabalhasse em Gaza entrasse em território israelense; em 2006, foi bloqueado todo o tráfego de caminhões e o abastecimento; finalmente, em meados de 2007, foram bloqueados até os caminhões de ajuda humanitária.
Perguntado sobre se a campanha de propaganda internacional estaria dando resultado, o porta-voz respondeu que ainda é cedo para avaliar.
Seja como for, os ataques começaram no sábado, no mesmo momento em que matérias que repetiam a fala ouvida no centro de imprensa de Sderot e passavam a ser repetidas, sem alteração, em todo o mundo.
Condoleezza Rice culpou o Hamás “por quebrar o pacto de cessar-fogo e pelo reinício da violência”. Máhmude Abbas, presidente da Autoridade Palestina, disse que os bombardeios poderiam ter sido evitados.
“Sabíamos que havia esse perigo e que teríamos de evitar qualquer pretexto que Israel pudesse usar”, disse Abbas ontem [27/12], enquanto prosseguia o bombardeio sobre Gaza.
(*) Fonte: Jornal The Guardian, 28/12/2008, original aqui.
Para evitar que se repetisse a onda de crítica, em todo o mundo, que atingiu Israel no início de 2008, quando Israel invadiu Gaza para prender militantes que lançavam foguetes de quintal – brincadeira de criança, comparada ao brutal ataque hoje em curso –, Israel decidiu precaver-se.
“No passado, nosso primeiro-ministro recebia telefonemas de funcionários e políticos. Quando dizíamos a eles ‘Vocês entendem nossa reação, não é? Não podemos admitir aqueles foguetes que...’ eles respondiam ‘Que foguetes?!’ Não tinham qualquer informação sobre nossos problemas”, disse o porta-voz do governo israelense, Yigal Palmor.
Então, enquanto os chefes-da-guerra armavam seus aviões-bombardeiros, o ministério do Exterior preparava ampla campanha de divulgação, para conter as críticas contra o assalto à Palestina, que viria no sábado.
Todos os diplomatas israelenses tiveram o fim-de-semana suspenso e foram chamados às embaixadas. E foi montado em Sderot, junto à fronteira norte de Gaza, um centro de imprensa, multilíngue, para o qual foram convocados jornalistas do mundo inteiro.
Em Telavive, a ministra do Exterior telefonou a David Miliband, secretário de Relações Exteriores da Inglaterra; a Condoleezza Rice, secretária de Estado dos EUA; a Ban-ki-Moon, secretário-geral da ONU; a Javier Solana, chefe de política internacional da União Européia, e aos ministros do Exterior da Rússia, da China, França e Alemanha.
Ontem [27/12], no centro de imprensa de Sderot, Tzipi Livni falou a 80 representantes de países e a altos funcionários de suas embaixadas.
“Concluímos que é essencial divulgar o contexto no qual estamos tomando as necessárias decisões em Israel, e que os acontecimentos seguem uma sequência lógica”, disse Palmor.
Para Israel, a “seqüência lógica” que levou ao brutal bombardeio da Faixa de Gaza não começa pela ocupação de território palestino, em 1967 – única seqüência lógica que os palestinos bombardeados conhecem.
Para Israel, a “seqüência lógica” começa há três anos, com a decisão de retirar os acampamentos militares e as colônias de civis da área da Faixa de Gaza.
“Poderíamos começar por 1948 [ano em que a Palestina foi dividida, para criar Israel], mas queremos concentrar-nos na situação atual. Comecemos, então, pela retirada, em 2005” - prosseguiu o porta-voz. “Palestinos militantes chegaram a dizer que a evacuação seria vitória sua, resultado dos ataques de foguetes e fogo continuado, sobre cidades do sul de Israel.”
Depois de cercar Gaza – o chamado “Muro da Vergonha”, na Palestina – antes de retirar-se da Faixa, Israel passou a impor um bloqueio cada vez mais forte, que impedia, no final de 2005, que quem trabalhasse em Gaza entrasse em território israelense; em 2006, foi bloqueado todo o tráfego de caminhões e o abastecimento; finalmente, em meados de 2007, foram bloqueados até os caminhões de ajuda humanitária.
Perguntado sobre se a campanha de propaganda internacional estaria dando resultado, o porta-voz respondeu que ainda é cedo para avaliar.
Seja como for, os ataques começaram no sábado, no mesmo momento em que matérias que repetiam a fala ouvida no centro de imprensa de Sderot e passavam a ser repetidas, sem alteração, em todo o mundo.
Condoleezza Rice culpou o Hamás “por quebrar o pacto de cessar-fogo e pelo reinício da violência”. Máhmude Abbas, presidente da Autoridade Palestina, disse que os bombardeios poderiam ter sido evitados.
“Sabíamos que havia esse perigo e que teríamos de evitar qualquer pretexto que Israel pudesse usar”, disse Abbas ontem [27/12], enquanto prosseguia o bombardeio sobre Gaza.
(*) Fonte: Jornal The Guardian, 28/12/2008, original aqui.
MP Federal patrocina inédita ação contra oligopólio midiático
No dia 10 de dezembro, o Ministério Público Federal de Santa Catarina entrou com uma Ação Civil Pública (processo nº. 2008.72.00.014043-5) contra o oligopólio da empresa Rede Brasil Sul (RBS) no Sul do Brasil. Do Jornal Fazendo Media. Leia mais.
O MPF requer, entre outras providências, a diminuição do número de emissoras da empresa em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, de acordo com a lei; e a anulação da compra do jornal A Notícia, de Joinville, consumada em 2006 – que resultou no virtual monopólio da empresa em jornais de relevância no estado de Santa Catarina.
O quadro geral da situação pode ser conferido na entrevista realizada em novembro com Celso Tres, um dos procuradores que elaborou a medida judicial. Clique no título para ler.
O quadro geral da situação pode ser conferido na entrevista realizada em novembro com Celso Tres, um dos procuradores que elaborou a medida judicial. Clique no título para ler.
ECO/UFRJ sedia Fórum Livre de Direito Autoral
A Escola de Comunicação da UFRJ promoverá, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro, o "Fórum Livre de Direito Autoral - O Domínio do Comum", em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e Rede Universidade Nômade.O Fórum se propõe a ampliar as discussões sobre os impasses da atual legislação de propriedade intelectual, buscando compatibilizar a proteção legal dos direitos com o acesso a cultura, num cenário de mudanças sociais e tecnológicas que subverte as relações tradicionais com o direito autoral. Inscrições estão abertas pelo site.
PE: Centro de Cultura Luiz Freire debate experiência de análise de mídia na Unicap
A experiência de análise da mídia pernambucana a partir do olhar dos direitos humanos. Esse é o foco do debate que acontece hoje (quarta 12), em torno do projeto OmbudsPE, do Centro de Cultura Luiz Freire (www.cclf.org.br). O encontro acontece, às 16h30, na sala 510, Bloco A, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
O evento marca os quatro anos de atuação do OmbudsPE, que tem como proposta ser um fórum democrático de discussão e contribuir com o tratamento dado aos direitos humanos pelos veículos de comunicação do Estado. A iniciativa conta com apoio da Fundação Ford. Informações adicionais, clique no título.
O evento marca os quatro anos de atuação do OmbudsPE, que tem como proposta ser um fórum democrático de discussão e contribuir com o tratamento dado aos direitos humanos pelos veículos de comunicação do Estado. A iniciativa conta com apoio da Fundação Ford. Informações adicionais, clique no título.
PE: Centro de Cultura Luiz Freire debate experiência de análise de mídia na Unicap
A experiência de análise da mídia pernambucana a partir do olhar dos direitos humanos. Esse é o foco do debate que acontece hoje (quarta 12), em torno do projeto OmbudsPE, do Centro de Cultura Luiz Freire (www.cclf.org.br). O encontro acontece, às 16h30, na sala 510, Bloco A, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
O evento marca os quatro anos de atuação do OmbudsPE, que tem como proposta ser um fórum democrático de discussão e contribuir com o tratamento dado aos direitos humanos pelos veículos de comunicação do Estado. A iniciativa conta com apoio da Fundação Ford.
No debate na Unicap, a jornalista integrante do CCLF Rosário de Pompéia apresentará a experiência de monitoramento de mídia e publicação das análises através do site www.ombudspe.org.br em formato de blog, que permite comentários dos visitantes a cada texto publicado. Também haverá momento para debate.
Este ano, o CCLF deu início a um ciclo de debates intitulado Rodas de Diálogo – Mídia e Movimentos Sociais, como atividade complementar do OmbudsPE. No debate na Unicap, esse processo de diálogo entre a mídia e representantes dos movimentos sociais também será abordado. De acordo com Rosário de Pompéia, “nas rodas de diálogo vem sendo explicitados os desafios, avanços e retrocessos de processos, e acima de tudo, vontade de ambas as partes de dialogar”.
Outra novidade deste ano foi a mudança visual e ampliação de espaços no site, permitindo também a divulgação de análises dos movimentos sociais, educadores e acadêmicos, e uma agenda de eventos sobre políticas de comunicação no Recife.
A trajetória do OmbudsPE já contou com espaço na TV através de bloco semanal do programa Sopa Diário, da TV Universitária, na época produzido pela produtora do CCLF – TV Viva – em parceria com a Remo Produções.
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www.consciencia.net
O evento marca os quatro anos de atuação do OmbudsPE, que tem como proposta ser um fórum democrático de discussão e contribuir com o tratamento dado aos direitos humanos pelos veículos de comunicação do Estado. A iniciativa conta com apoio da Fundação Ford.
No debate na Unicap, a jornalista integrante do CCLF Rosário de Pompéia apresentará a experiência de monitoramento de mídia e publicação das análises através do site www.ombudspe.org.br em formato de blog, que permite comentários dos visitantes a cada texto publicado. Também haverá momento para debate.
Este ano, o CCLF deu início a um ciclo de debates intitulado Rodas de Diálogo – Mídia e Movimentos Sociais, como atividade complementar do OmbudsPE. No debate na Unicap, esse processo de diálogo entre a mídia e representantes dos movimentos sociais também será abordado. De acordo com Rosário de Pompéia, “nas rodas de diálogo vem sendo explicitados os desafios, avanços e retrocessos de processos, e acima de tudo, vontade de ambas as partes de dialogar”.
Outra novidade deste ano foi a mudança visual e ampliação de espaços no site, permitindo também a divulgação de análises dos movimentos sociais, educadores e acadêmicos, e uma agenda de eventos sobre políticas de comunicação no Recife.
A trajetória do OmbudsPE já contou com espaço na TV através de bloco semanal do programa Sopa Diário, da TV Universitária, na época produzido pela produtora do CCLF – TV Viva – em parceria com a Remo Produções.
Serviço:
Debate sobre análise da mídia pernambucana – OmbudsPE
Quando: 12 de novembro (quarta-feira)
Horário: 16h30
Onde: Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) - Bloco A, 510 - Rua do Príncipe, Santo Amaro
Importante: Não é necessário fazer inscrição
Informações: (81) 2119 – 4145 | 2119-4000 | comunicacao@cclf.org.br
Contato para entrevistas: Rosário de Pompéia - (81) 9959-1357
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PE: Centro de Cultura Luiz Freire debate experiência de análise de mídia na Unicap
A experiência de análise da mídia pernambucana a partir do olhar dos direitos humanos. Esse é o foco do debate que acontece hoje (quarta 12), em torno do projeto OmbudsPE, do Centro de Cultura Luiz Freire (www.cclf.org.br). O encontro acontece, às 16h30, na sala 510, Bloco A, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
O evento marca os quatro anos de atuação do OmbudsPE, que tem como proposta ser um fórum democrático de discussão e contribuir com o tratamento dado aos direitos humanos pelos veículos de comunicação do Estado. A iniciativa conta com apoio da Fundação Ford.
No debate na Unicap, a jornalista integrante do CCLF Rosário de Pompéia apresentará a experiência de monitoramento de mídia e publicação das análises através do site www.ombudspe.org.br em formato de blog, que permite comentários dos visitantes a cada texto publicado. Também haverá momento para debate.
Este ano, o CCLF deu início a um ciclo de debates intitulado Rodas de Diálogo – Mídia e Movimentos Sociais, como atividade complementar do OmbudsPE. No debate na Unicap, esse processo de diálogo entre a mídia e representantes dos movimentos sociais também será abordado. De acordo com Rosário de Pompéia, “nas rodas de diálogo vem sendo explicitados os desafios, avanços e retrocessos de processos, e acima de tudo, vontade de ambas as partes de dialogar”.
Outra novidade deste ano foi a mudança visual e ampliação de espaços no site, permitindo também a divulgação de análises dos movimentos sociais, educadores e acadêmicos, e uma agenda de eventos sobre políticas de comunicação no Recife.
A trajetória do OmbudsPE já contou com espaço na TV através de bloco semanal do programa Sopa Diário, da TV Universitária, na época produzido pela produtora do CCLF – TV Viva – em parceria com a Remo Produções.
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No debate na Unicap, a jornalista integrante do CCLF Rosário de Pompéia apresentará a experiência de monitoramento de mídia e publicação das análises através do site www.ombudspe.org.br em formato de blog, que permite comentários dos visitantes a cada texto publicado. Também haverá momento para debate.
Este ano, o CCLF deu início a um ciclo de debates intitulado Rodas de Diálogo – Mídia e Movimentos Sociais, como atividade complementar do OmbudsPE. No debate na Unicap, esse processo de diálogo entre a mídia e representantes dos movimentos sociais também será abordado. De acordo com Rosário de Pompéia, “nas rodas de diálogo vem sendo explicitados os desafios, avanços e retrocessos de processos, e acima de tudo, vontade de ambas as partes de dialogar”.
Outra novidade deste ano foi a mudança visual e ampliação de espaços no site, permitindo também a divulgação de análises dos movimentos sociais, educadores e acadêmicos, e uma agenda de eventos sobre políticas de comunicação no Recife.
A trajetória do OmbudsPE já contou com espaço na TV através de bloco semanal do programa Sopa Diário, da TV Universitária, na época produzido pela produtora do CCLF – TV Viva – em parceria com a Remo Produções.
Serviço:
Debate sobre análise da mídia pernambucana – OmbudsPE
Quando: 12 de novembro (quarta-feira)
Horário: 16h30
Onde: Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) - Bloco A, 510 - Rua do Príncipe, Santo Amaro
Importante: Não é necessário fazer inscrição
Informações: (81) 2119 – 4145 | 2119-4000 | comunicacao@cclf.org.br
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A controvérsia iniciada pela Folha de S.Paulo em 5 de abril, com a extensa matéria que vinculava a atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao planejamento do sequestro do então ministro Delfim Netto, em 1969, atingiu um novo patamar com o texto publicado sábado (25/4). O título, oblíquo, dissimula: "Autenticidade de ficha de Dilma não é provada". Ali o jornal – em matéria enviada pela sucursal do Rio, e não produzida na sede – reconhece dois "erros": o crédito, como "Arquivo [do] Dops", dado à reprodução de um documento que, na verdade, fora enviado por e-mail à repórter, e o fato de haver tratado como autêntica uma ficha cuja origem não podia comprovar.
Este Observatório reagiu com agilidade à matéria, acusando no dia seguinte o "erramos envergonhado" e afirmando: "Folha publicou ficha falsa de Dilma". No entanto, errou, também, duplamente: primeiro, ao dizer que o jornal havia reconhecido ser "falsa" a tal ficha; segundo, e mais importante, ao tratar como "erro" algo que é evidentemente uma fraude. Delimitar com clareza a distinção entre uma coisa e outra é fundamental para uma crítica justa, dadas as implicações – jurídicas, inclusive – que cada uma dessas práticas importa.
As diferenças entre erro e fraude
Erro, como se sabe, é algo casual, involuntário, que "acontece". Pode ser banal e irrelevante, pode ser grave, gravíssimo e produzir consequências catastróficas, pode resultar de incompetência ou de informações insuficientes, mas será sempre um acidente. É, como se costuma dizer, uma característica da espécie humana. No caso do jornalismo, o ritmo sempre acelerado de produção, aliado ao irracionalismo que domina a competitividade na era do "tempo real", costumam ser a principal justificativa – quando não a desculpa – para os erros que se multiplicam no noticiário cotidiano. Foi um erro, por exemplo, o anúncio da queda do avião da Pantanal em São Paulo, em maio do ano passado; foi um erro assumir como verdadeira a denúncia da brasileira que teria sido torturada por skinheads na Suíça.Não é o caso dessa história sobre a ficha da ministra: desde sempre, a Folha sabia da origem do documento e também sabia que não havia confirmado sua autenticidade. No entanto, vendeu-o como fidedigno e falseou a fonte. Não apenas no minúsculo "Arquivo Dops" que aparece como crédito, mas no escancarado FICHA DE DILMA ROUSSEFF NO DOPS, menor apenas que o título da chamada de capa da edição de 5 de abril.
Obrigada a recuar, diante das investigações realizadas por iniciativa da própria Casa Civil, que demonstraram a inexistência daquele modelo de ficha no Arquivo Público de São Paulo, e da carta que a ministra escreveu ao ombudsman, a Folha optou pelo contorcionismo verbal – para não dizer ético – e acusou um singelo "erro técnico" na classificação dos documentos utilizados para a reportagem, que teria originado a identificação equivocada da fonte.
É verossímil que uma reportagem que custou quatro meses de pesquisa – segundo artigo neste mesmo Observatório ["Uma releitura da Folha e da fonte", em 8/4] – possa descurar de algo tão elementar como a catalogação correta daquela ficha?
Pérola de cinismo
Já muito se especulou sobre as intenções dessa reportagem. É muito óbvio que, se o jornal estivesse comprometido com o nobre propósito de zelar pela "memória da ditadura", não teria qualquer motivo para explorar a figura da ministra: afinal, todas as informações sobre o planejamento do sequestro-que-não-houve foram dadas por Antonio Espinosa, o comandante militar da organização guerrilheira. Como argumentou o ombudsman em sua primeira crítica sobre a matéria, o correto seria utilizar como ilustração a ficha de Espinosa.Mas quem conhece Espinosa?
Por outro lado, quem desconhece Dilma?
Então é muito óbvio: a título de "memória da ditadura", o jornal alardeia, jogando com o tamanho das letras: "Grupo de DILMA planejou sequestro de DELFIM NETTO". E "ilustra" a chamada com a reprodução da tal ficha policial.
É óbvio demais: a publicação de fotos ou cópias de documentos só se justifica como comprovação de fatos. Por isso, precisam ser fidedignos. Porém a Folha decidiu publicar um documento cuja origem desconhece e que "está circulando há mais de um ano pela internet". Entretanto, só nos diz isso agora, desculpando-se pelo "erro", que nem foi tão grave assim: afinal, a autenticidade "não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada".
Esta pérola de cinismo – esse cinismo que campeia nas redações e que exige de todos os que vivem ou passaram por essa experiência um estômago de avestruz para discutir a sério tais argumentos –, esta pérola de cinismo tem, no entanto, efeito oposto ao pretendido: só ajuda a escancarar a fraude, que induz o público a erro e o leva a duvidar do jornal que lê.
Testando hipóteses
Todo mundo sabe que o principal capital de um jornal é a sua credibilidade. Todo mundo sabe que vender gato por lebre é fraude. Nem se fale do ponto de vista ético, mas dos interesses mais comezinhos de sobrevivência, que orientam qualquer comerciante em seus cálculos. Por isso, o espanto: sabendo que seria inevitável a descoberta da fraude, como foi possível tamanha irresponsabilidade?Talvez a resposta esteja na já famosa teoria do teste de hipóteses, como observaram aqui mesmo, em comentário, o professor Samuel Lima e, em seu blog, o jornalista Luiz Carlos Azenha: a Folha estaria apenas testando a hipótese da autenticidade do documento – bem de acordo, aliás, com outra hipótese, tão cara ao "jornalismo colaborativo", de publicar primeiro e confirmar depois. De minha parte, sugiro outras duas. A primeira (da matéria original): a principal fonte implicada, uma ministra de Estado, não iria correr atrás da informação; a segunda (do atual "erramos"): o público é idiota.
Tão idiota que nem deve ter notado a ausência de um mísero registro desse "erramos" na capa, como seria compatível com um mínimo critério de proporcionalidade. Tão idiota que pode, por isso mesmo, ser convencido de que a autorregulação é mesmo o melhor caminho para a garantia de uma imprensa livre, democrática e responsável. Tão idiota que não deve achar necessário o esclarecimento cabal desse escândalo.
Publicado originalmente no Observatório da Imprensa, clique aqui para acessar.