Um suposto diretor do Programa do Faustão, que passa orientações ao apresentador, dispara comentários racistas e se refere de forma depreciativa, o tempo todo, a um senhor idoso, convidado do programa, como criolo. A Globo afirmou, por meio de sua assessoria, tratar-se de uma informação falsa: "Trata-se de uma montagem grotesca. Inclusive, o Fausto sequer usa ponto eletrônico". Leia mais.
TV Globo perde ação trabalhista movida por ex-apresentadora do "Jornal Hoje"
Do Portal Imprensa - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) obrigou a TV Globo a reconhecer o vínculo de emprego da jornalista Cláudia Cordeiro Cruz, que trabalhou entre 1989 e 2001, sem carteira assinada, como repórter e apresentadora do "Jornal Nacional", "Jornal da Globo", "Bom Dia Rio", "Jornal Hoje", "RJ TV" e "Fantástico".
Segundo o site do Tribunal Superior do Trabalho, a jornalista informou que, para prestar serviços à TV Globo, ela teve que formar uma empresa - a C3 Produções Artísticas e Jornalísticas - para fornecer sua própria mão-de-obra. Em julho de 2000, após vários contratos de "locação de serviços", a emissora informou que o acordo com Cláudia não seria renovado. Pouco tempo antes, ela havia sofrido de uma faringite, considerada doença ocupacional. Clique no título para ler a íntegra.
Segundo o site do Tribunal Superior do Trabalho, a jornalista informou que, para prestar serviços à TV Globo, ela teve que formar uma empresa - a C3 Produções Artísticas e Jornalísticas - para fornecer sua própria mão-de-obra. Em julho de 2000, após vários contratos de "locação de serviços", a emissora informou que o acordo com Cláudia não seria renovado. Pouco tempo antes, ela havia sofrido de uma faringite, considerada doença ocupacional. Clique no título para ler a íntegra.
Ato em frente ao Globo
Paulo Ramos (PDT) afirma que o "Sistema Globo está liderando um golpe nessas eleições. Já escolheram os candidatos que podem vencer e os candidatos que serão derrotados". Num primeiro momento, o escolhido era Fernando Gabeira (PSDB-PV-PPS). Mas quando Eduardo Paes (PMDB) entrou na disputa, a aliança do governo estadual com a empresa de comunicação falou mais alto. Por Marcelo Salles (*), do Fazendo Media.
A campanha de Paulo Ramos (PDT) à prefeito do Rio convoca todos e todas para um ato público em frente ao jornal O Globo, que fica à Rua Irineu Marinho 35 - Cidade Nova. Paulo vem afirmando durante a campanha que o "Sistema Globo está liderando um golpe nessas eleições. Já escolheram os candidatos que podem vencer e os candidatos que serão derrotados".
Num primeiro momento, o escolhido pelas Organizações Globo era Fernando Gabeira (PSDB-PV-PPS). Mas quando Eduardo Paes (PMDB) entrou na disputa, a aliança do governo estadual com a empresa de comunicação falou mais alto. Nas entrevistas concecidas ao RJTV, Paes foi o único a não ser incomodado por perguntas difíceis. A equipe da TV Globo omitiu, por exemplo, uma entrevista de Eduardo Paes concedida ao próprio RJTV, há dois anos, quando concorria ao governo do estado pelo PSDB.
Na ocasião, o agora peemedebista (que também já foi subprefeito no governo César Maia, do DEM/PFL) defendeu o crime organizado conduzido por policiais e outros agentes de segurança: "Jacarepaguá, no Rio de Janeiro [Zona Oeste], é um bairro que a tal da polícia mineira, formada por policiais, por bombeiros, trouxe tranquilidade para a população. O morro do S. José Operário era um dos morros mais violentos desse estado, e agora é um dos lugares mais tranquilos". Veja o vídeo abaixo:
Enquanto preserva os candidatos de sua predileção, as Organizações Globo atacam aqueles que sustentam um programa político independente do esquema que mantém o Rio de Janeiro violento e desigual. Foi o caso da reportagem contra Chico Alencar (PSOL-PSTU), que teve chamada de capa nesta sexta-feira, 5 de setembro. Debaixo da rubrica "Propaganda enganosa", o texto acusa: "Chico promete o que não pode fazer: O candidato a prefeito Chico Alencar (PSOL) promete impedir que o Rio seja 'vítima da insensatez do caveirão'. Cuidar da polícia é atribuição do governador do estado".
O jornalão sequer anota que o caveirão é o símbolo máximo de um modelo de segurança insano, baseado no tiroteio, que faz da polícia do Rio a que mais mata e a que mais morre. Não. O Globo vai buscar justo o mais truculento dos comandantes da PM fluminense para sustentar sua opinião. Marcus Jardim, o homem que declarou que "a PM é o melhor inseticida social" e que "2007 será o ano de três pês: PAN, PAC e pau" após operações que resultaram em mortes de moradores de favelas.
Marcus Jardim foi comandante do 16o Batalhão (Olaria), considerado um dos mais violentos do estado. Como recompensa, foi promovido pelo governo Sérgio Cabral (PMDB) a comandante do 1° Comando de Policiamento de Área (CPA), responsável por 14 batalhões na capital. Irônico, ele afirma ao Globo que "O Estado tem regras próprias para o emprego dos blindados, que servem para transportar policiais civis e militares", como se fosse esse o alvo da crítica de Chico Alencar.
Em sua página, o candidato da Frente Rio Socialista rebateu: "O Globo afirma que o prefeito do Rio não pode se meter em segurança pública nem criticar o tal 'caveirão'. Representante de uma cidade de 6 milhões de habitantes, o prefeito do Rio deve, sim, exigir assento no Gabinete Integrado de Segurança Pública e afirmar sua concepção de polícia inteligente, investigativa, preventiva, além de fazer o que lhe cabe diretamente, como braço social dessa política: creches, escola pública de qualidade, atendimento básico de saúde".
Disputa do poder simbólico
Aos poucos a esquerda do Rio vai descobrindo a importância de entrar na disputa das representações. A mídia, hoje, é a instituição com maior poder de produção de subjetividades, ou seja, de determinar formas de sentir, agir, pensar e viver. Em função de seu desenvolvimento tecnológico, a mídia é capaz de atravessar todas as demais instituições produtoras de subjetividades: Igreja, Escola, Família, Hospital, Exército, entre outras.
Os meios de comunicação de massa são capazes de moldar percepções, forjar consensos e, assim, alterar a própria realidade. No Brasil, esse quadro se agrava devido à brutal concentração do setor. Existem apenas 7 emissoras abertas de televisão, isso num país com 190 milhões de habitantes. Dessas sete, seis são ideologicamente afinadas - a serviço da exploração do povo brasileiro - e a outra apenas agora começa a procurar uma nova narrativa. Das seis comerciais, uma única possui 40% da audiência e detém 60% das verbas publicitárias.
Segundo Roméro Machado, que trabalhou durante 10 anos na Fundação Roberto Marinho, a televisão brasileira foi criada com o objetivo de consolidar "um suporte de mídia que visava apoiar, dar base, sustentação e consolidar a ditadura no Brasil, apoiada e supervisionada pela CIA, por exigência dos Estados Unidos, comandado por terroristas da CIA, como Vernon Walters e Joe Walach, sendo este último com emprego fixo na Globo, como 'representante' do grupo Time-Life".
A construção de uma nova cidade, de um novo estado, de um novo país passa, necessariamente, pela construção de um outro suporte de mídia. Um suporte que seja capaz de transmitir outros valores que não o consumismo desenfreado, o individualismo, o egoísmo e o ódio de classe. Para tanto, é necessário um sistema público de comunicação robusto e bem consolidado.
Neste documento - clique aqui - preparado pelo Coletivo Intervozes há uma série de propostas que, se adotadas pelos governantes, podem resultar numa efetiva democratização dos meios de comunicação e, conseqüentemente, na democratização da sociedade. Baixe o arquivo e exija que os parlamentares de sua cidade ou estado, além dos prefeitos e governadores, assinem este compromisso. Lembre-se que eles são nossos funcionários, pagos com o dinheiro dos nossos impostos, e devem atender às nossas demandas.
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www.consciencia.net
A campanha de Paulo Ramos (PDT) à prefeito do Rio convoca todos e todas para um ato público em frente ao jornal O Globo, que fica à Rua Irineu Marinho 35 - Cidade Nova. Paulo vem afirmando durante a campanha que o "Sistema Globo está liderando um golpe nessas eleições. Já escolheram os candidatos que podem vencer e os candidatos que serão derrotados".
Num primeiro momento, o escolhido pelas Organizações Globo era Fernando Gabeira (PSDB-PV-PPS). Mas quando Eduardo Paes (PMDB) entrou na disputa, a aliança do governo estadual com a empresa de comunicação falou mais alto. Nas entrevistas concecidas ao RJTV, Paes foi o único a não ser incomodado por perguntas difíceis. A equipe da TV Globo omitiu, por exemplo, uma entrevista de Eduardo Paes concedida ao próprio RJTV, há dois anos, quando concorria ao governo do estado pelo PSDB.
Na ocasião, o agora peemedebista (que também já foi subprefeito no governo César Maia, do DEM/PFL) defendeu o crime organizado conduzido por policiais e outros agentes de segurança: "Jacarepaguá, no Rio de Janeiro [Zona Oeste], é um bairro que a tal da polícia mineira, formada por policiais, por bombeiros, trouxe tranquilidade para a população. O morro do S. José Operário era um dos morros mais violentos desse estado, e agora é um dos lugares mais tranquilos". Veja o vídeo abaixo:
Enquanto preserva os candidatos de sua predileção, as Organizações Globo atacam aqueles que sustentam um programa político independente do esquema que mantém o Rio de Janeiro violento e desigual. Foi o caso da reportagem contra Chico Alencar (PSOL-PSTU), que teve chamada de capa nesta sexta-feira, 5 de setembro. Debaixo da rubrica "Propaganda enganosa", o texto acusa: "Chico promete o que não pode fazer: O candidato a prefeito Chico Alencar (PSOL) promete impedir que o Rio seja 'vítima da insensatez do caveirão'. Cuidar da polícia é atribuição do governador do estado".
O jornalão sequer anota que o caveirão é o símbolo máximo de um modelo de segurança insano, baseado no tiroteio, que faz da polícia do Rio a que mais mata e a que mais morre. Não. O Globo vai buscar justo o mais truculento dos comandantes da PM fluminense para sustentar sua opinião. Marcus Jardim, o homem que declarou que "a PM é o melhor inseticida social" e que "2007 será o ano de três pês: PAN, PAC e pau" após operações que resultaram em mortes de moradores de favelas.
Marcus Jardim foi comandante do 16o Batalhão (Olaria), considerado um dos mais violentos do estado. Como recompensa, foi promovido pelo governo Sérgio Cabral (PMDB) a comandante do 1° Comando de Policiamento de Área (CPA), responsável por 14 batalhões na capital. Irônico, ele afirma ao Globo que "O Estado tem regras próprias para o emprego dos blindados, que servem para transportar policiais civis e militares", como se fosse esse o alvo da crítica de Chico Alencar.
Em sua página, o candidato da Frente Rio Socialista rebateu: "O Globo afirma que o prefeito do Rio não pode se meter em segurança pública nem criticar o tal 'caveirão'. Representante de uma cidade de 6 milhões de habitantes, o prefeito do Rio deve, sim, exigir assento no Gabinete Integrado de Segurança Pública e afirmar sua concepção de polícia inteligente, investigativa, preventiva, além de fazer o que lhe cabe diretamente, como braço social dessa política: creches, escola pública de qualidade, atendimento básico de saúde".
Disputa do poder simbólico
Aos poucos a esquerda do Rio vai descobrindo a importância de entrar na disputa das representações. A mídia, hoje, é a instituição com maior poder de produção de subjetividades, ou seja, de determinar formas de sentir, agir, pensar e viver. Em função de seu desenvolvimento tecnológico, a mídia é capaz de atravessar todas as demais instituições produtoras de subjetividades: Igreja, Escola, Família, Hospital, Exército, entre outras.
Os meios de comunicação de massa são capazes de moldar percepções, forjar consensos e, assim, alterar a própria realidade. No Brasil, esse quadro se agrava devido à brutal concentração do setor. Existem apenas 7 emissoras abertas de televisão, isso num país com 190 milhões de habitantes. Dessas sete, seis são ideologicamente afinadas - a serviço da exploração do povo brasileiro - e a outra apenas agora começa a procurar uma nova narrativa. Das seis comerciais, uma única possui 40% da audiência e detém 60% das verbas publicitárias.
Segundo Roméro Machado, que trabalhou durante 10 anos na Fundação Roberto Marinho, a televisão brasileira foi criada com o objetivo de consolidar "um suporte de mídia que visava apoiar, dar base, sustentação e consolidar a ditadura no Brasil, apoiada e supervisionada pela CIA, por exigência dos Estados Unidos, comandado por terroristas da CIA, como Vernon Walters e Joe Walach, sendo este último com emprego fixo na Globo, como 'representante' do grupo Time-Life".
A construção de uma nova cidade, de um novo estado, de um novo país passa, necessariamente, pela construção de um outro suporte de mídia. Um suporte que seja capaz de transmitir outros valores que não o consumismo desenfreado, o individualismo, o egoísmo e o ódio de classe. Para tanto, é necessário um sistema público de comunicação robusto e bem consolidado.
Neste documento - clique aqui - preparado pelo Coletivo Intervozes há uma série de propostas que, se adotadas pelos governantes, podem resultar numa efetiva democratização dos meios de comunicação e, conseqüentemente, na democratização da sociedade. Baixe o arquivo e exija que os parlamentares de sua cidade ou estado, além dos prefeitos e governadores, assinem este compromisso. Lembre-se que eles são nossos funcionários, pagos com o dinheiro dos nossos impostos, e devem atender às nossas demandas.
(*) Marcelo Salles é jornalista e editor do Jornal Fazendo Media. Publicado em seu blog em 07/09/2008, clique aqui para acessá-lo.
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Ato em frente ao Globo
Paulo Ramos (PDT) afirma que o "Sistema Globo está liderando um golpe nessas eleições. Já escolheram os candidatos que podem vencer e os candidatos que serão derrotados". Num primeiro momento, o escolhido era Fernando Gabeira (PSDB-PV-PPS). Mas quando Eduardo Paes (PMDB) entrou na disputa, a aliança do governo estadual com a empresa de comunicação falou mais alto. Por Marcelo Salles (*), do Fazendo Media.
A campanha de Paulo Ramos (PDT) à prefeito do Rio convoca todos e todas para um ato público em frente ao jornal O Globo, que fica à Rua Irineu Marinho 35 - Cidade Nova. Paulo vem afirmando durante a campanha que o "Sistema Globo está liderando um golpe nessas eleições. Já escolheram os candidatos que podem vencer e os candidatos que serão derrotados".
Num primeiro momento, o escolhido pelas Organizações Globo era Fernando Gabeira (PSDB-PV-PPS). Mas quando Eduardo Paes (PMDB) entrou na disputa, a aliança do governo estadual com a empresa de comunicação falou mais alto. Nas entrevistas concecidas ao RJTV, Paes foi o único a não ser incomodado por perguntas difíceis. A equipe da TV Globo omitiu, por exemplo, uma entrevista de Eduardo Paes concedida ao próprio RJTV, há dois anos, quando concorria ao governo do estado pelo PSDB.
Na ocasião, o agora peemedebista (que também já foi subprefeito no governo César Maia, do DEM/PFL) defendeu o crime organizado conduzido por policiais e outros agentes de segurança: "Jacarepaguá, no Rio de Janeiro [Zona Oeste], é um bairro que a tal da polícia mineira, formada por policiais, por bombeiros, trouxe tranquilidade para a população. O morro do S. José Operário era um dos morros mais violentos desse estado, e agora é um dos lugares mais tranquilos". Veja o vídeo abaixo:
Enquanto preserva os candidatos de sua predileção, as Organizações Globo atacam aqueles que sustentam um programa político independente do esquema que mantém o Rio de Janeiro violento e desigual. Foi o caso da reportagem contra Chico Alencar (PSOL-PSTU), que teve chamada de capa nesta sexta-feira, 5 de setembro. Debaixo da rubrica "Propaganda enganosa", o texto acusa: "Chico promete o que não pode fazer: O candidato a prefeito Chico Alencar (PSOL) promete impedir que o Rio seja 'vítima da insensatez do caveirão'. Cuidar da polícia é atribuição do governador do estado".
O jornalão sequer anota que o caveirão é o símbolo máximo de um modelo de segurança insano, baseado no tiroteio, que faz da polícia do Rio a que mais mata e a que mais morre. Não. O Globo vai buscar justo o mais truculento dos comandantes da PM fluminense para sustentar sua opinião. Marcus Jardim, o homem que declarou que "a PM é o melhor inseticida social" e que "2007 será o ano de três pês: PAN, PAC e pau" após operações que resultaram em mortes de moradores de favelas.
Marcus Jardim foi comandante do 16o Batalhão (Olaria), considerado um dos mais violentos do estado. Como recompensa, foi promovido pelo governo Sérgio Cabral (PMDB) a comandante do 1° Comando de Policiamento de Área (CPA), responsável por 14 batalhões na capital. Irônico, ele afirma ao Globo que "O Estado tem regras próprias para o emprego dos blindados, que servem para transportar policiais civis e militares", como se fosse esse o alvo da crítica de Chico Alencar.
Em sua página, o candidato da Frente Rio Socialista rebateu: "O Globo afirma que o prefeito do Rio não pode se meter em segurança pública nem criticar o tal 'caveirão'. Representante de uma cidade de 6 milhões de habitantes, o prefeito do Rio deve, sim, exigir assento no Gabinete Integrado de Segurança Pública e afirmar sua concepção de polícia inteligente, investigativa, preventiva, além de fazer o que lhe cabe diretamente, como braço social dessa política: creches, escola pública de qualidade, atendimento básico de saúde".
Disputa do poder simbólico
Aos poucos a esquerda do Rio vai descobrindo a importância de entrar na disputa das representações. A mídia, hoje, é a instituição com maior poder de produção de subjetividades, ou seja, de determinar formas de sentir, agir, pensar e viver. Em função de seu desenvolvimento tecnológico, a mídia é capaz de atravessar todas as demais instituições produtoras de subjetividades: Igreja, Escola, Família, Hospital, Exército, entre outras.
Os meios de comunicação de massa são capazes de moldar percepções, forjar consensos e, assim, alterar a própria realidade. No Brasil, esse quadro se agrava devido à brutal concentração do setor. Existem apenas 7 emissoras abertas de televisão, isso num país com 190 milhões de habitantes. Dessas sete, seis são ideologicamente afinadas - a serviço da exploração do povo brasileiro - e a outra apenas agora começa a procurar uma nova narrativa. Das seis comerciais, uma única possui 40% da audiência e detém 60% das verbas publicitárias.
Segundo Roméro Machado, que trabalhou durante 10 anos na Fundação Roberto Marinho, a televisão brasileira foi criada com o objetivo de consolidar "um suporte de mídia que visava apoiar, dar base, sustentação e consolidar a ditadura no Brasil, apoiada e supervisionada pela CIA, por exigência dos Estados Unidos, comandado por terroristas da CIA, como Vernon Walters e Joe Walach, sendo este último com emprego fixo na Globo, como 'representante' do grupo Time-Life".
A construção de uma nova cidade, de um novo estado, de um novo país passa, necessariamente, pela construção de um outro suporte de mídia. Um suporte que seja capaz de transmitir outros valores que não o consumismo desenfreado, o individualismo, o egoísmo e o ódio de classe. Para tanto, é necessário um sistema público de comunicação robusto e bem consolidado.
Neste documento - clique aqui - preparado pelo Coletivo Intervozes há uma série de propostas que, se adotadas pelos governantes, podem resultar numa efetiva democratização dos meios de comunicação e, conseqüentemente, na democratização da sociedade. Baixe o arquivo e exija que os parlamentares de sua cidade ou estado, além dos prefeitos e governadores, assinem este compromisso. Lembre-se que eles são nossos funcionários, pagos com o dinheiro dos nossos impostos, e devem atender às nossas demandas.
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A campanha de Paulo Ramos (PDT) à prefeito do Rio convoca todos e todas para um ato público em frente ao jornal O Globo, que fica à Rua Irineu Marinho 35 - Cidade Nova. Paulo vem afirmando durante a campanha que o "Sistema Globo está liderando um golpe nessas eleições. Já escolheram os candidatos que podem vencer e os candidatos que serão derrotados".
Num primeiro momento, o escolhido pelas Organizações Globo era Fernando Gabeira (PSDB-PV-PPS). Mas quando Eduardo Paes (PMDB) entrou na disputa, a aliança do governo estadual com a empresa de comunicação falou mais alto. Nas entrevistas concecidas ao RJTV, Paes foi o único a não ser incomodado por perguntas difíceis. A equipe da TV Globo omitiu, por exemplo, uma entrevista de Eduardo Paes concedida ao próprio RJTV, há dois anos, quando concorria ao governo do estado pelo PSDB.
Na ocasião, o agora peemedebista (que também já foi subprefeito no governo César Maia, do DEM/PFL) defendeu o crime organizado conduzido por policiais e outros agentes de segurança: "Jacarepaguá, no Rio de Janeiro [Zona Oeste], é um bairro que a tal da polícia mineira, formada por policiais, por bombeiros, trouxe tranquilidade para a população. O morro do S. José Operário era um dos morros mais violentos desse estado, e agora é um dos lugares mais tranquilos". Veja o vídeo abaixo:
Enquanto preserva os candidatos de sua predileção, as Organizações Globo atacam aqueles que sustentam um programa político independente do esquema que mantém o Rio de Janeiro violento e desigual. Foi o caso da reportagem contra Chico Alencar (PSOL-PSTU), que teve chamada de capa nesta sexta-feira, 5 de setembro. Debaixo da rubrica "Propaganda enganosa", o texto acusa: "Chico promete o que não pode fazer: O candidato a prefeito Chico Alencar (PSOL) promete impedir que o Rio seja 'vítima da insensatez do caveirão'. Cuidar da polícia é atribuição do governador do estado".
O jornalão sequer anota que o caveirão é o símbolo máximo de um modelo de segurança insano, baseado no tiroteio, que faz da polícia do Rio a que mais mata e a que mais morre. Não. O Globo vai buscar justo o mais truculento dos comandantes da PM fluminense para sustentar sua opinião. Marcus Jardim, o homem que declarou que "a PM é o melhor inseticida social" e que "2007 será o ano de três pês: PAN, PAC e pau" após operações que resultaram em mortes de moradores de favelas.
Marcus Jardim foi comandante do 16o Batalhão (Olaria), considerado um dos mais violentos do estado. Como recompensa, foi promovido pelo governo Sérgio Cabral (PMDB) a comandante do 1° Comando de Policiamento de Área (CPA), responsável por 14 batalhões na capital. Irônico, ele afirma ao Globo que "O Estado tem regras próprias para o emprego dos blindados, que servem para transportar policiais civis e militares", como se fosse esse o alvo da crítica de Chico Alencar.
Em sua página, o candidato da Frente Rio Socialista rebateu: "O Globo afirma que o prefeito do Rio não pode se meter em segurança pública nem criticar o tal 'caveirão'. Representante de uma cidade de 6 milhões de habitantes, o prefeito do Rio deve, sim, exigir assento no Gabinete Integrado de Segurança Pública e afirmar sua concepção de polícia inteligente, investigativa, preventiva, além de fazer o que lhe cabe diretamente, como braço social dessa política: creches, escola pública de qualidade, atendimento básico de saúde".
Disputa do poder simbólico
Aos poucos a esquerda do Rio vai descobrindo a importância de entrar na disputa das representações. A mídia, hoje, é a instituição com maior poder de produção de subjetividades, ou seja, de determinar formas de sentir, agir, pensar e viver. Em função de seu desenvolvimento tecnológico, a mídia é capaz de atravessar todas as demais instituições produtoras de subjetividades: Igreja, Escola, Família, Hospital, Exército, entre outras.
Os meios de comunicação de massa são capazes de moldar percepções, forjar consensos e, assim, alterar a própria realidade. No Brasil, esse quadro se agrava devido à brutal concentração do setor. Existem apenas 7 emissoras abertas de televisão, isso num país com 190 milhões de habitantes. Dessas sete, seis são ideologicamente afinadas - a serviço da exploração do povo brasileiro - e a outra apenas agora começa a procurar uma nova narrativa. Das seis comerciais, uma única possui 40% da audiência e detém 60% das verbas publicitárias.
Segundo Roméro Machado, que trabalhou durante 10 anos na Fundação Roberto Marinho, a televisão brasileira foi criada com o objetivo de consolidar "um suporte de mídia que visava apoiar, dar base, sustentação e consolidar a ditadura no Brasil, apoiada e supervisionada pela CIA, por exigência dos Estados Unidos, comandado por terroristas da CIA, como Vernon Walters e Joe Walach, sendo este último com emprego fixo na Globo, como 'representante' do grupo Time-Life".
A construção de uma nova cidade, de um novo estado, de um novo país passa, necessariamente, pela construção de um outro suporte de mídia. Um suporte que seja capaz de transmitir outros valores que não o consumismo desenfreado, o individualismo, o egoísmo e o ódio de classe. Para tanto, é necessário um sistema público de comunicação robusto e bem consolidado.
Neste documento - clique aqui - preparado pelo Coletivo Intervozes há uma série de propostas que, se adotadas pelos governantes, podem resultar numa efetiva democratização dos meios de comunicação e, conseqüentemente, na democratização da sociedade. Baixe o arquivo e exija que os parlamentares de sua cidade ou estado, além dos prefeitos e governadores, assinem este compromisso. Lembre-se que eles são nossos funcionários, pagos com o dinheiro dos nossos impostos, e devem atender às nossas demandas.
(*) Marcelo Salles é jornalista e editor do Jornal Fazendo Media. Publicado em seu blog em 07/09/2008, clique aqui para acessá-lo.
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O que muda de fato com a nova regulamentação para a TV por assinatura?
A gênese do PL 29 já explicitava as diferentes forças atuando sobre a questão. Desde o ano passado, a Câmara dos Deputados tem discutido esse tema, a partir da demanda das empresas de telecomunicações em participar do mercado de distribuição da TV a cabo, o que é hoje proibido (...) Por João Brant, Observatório do Direito à Comunicação (*).
No último dia 7 de abril, foi apresentada a segunda versão do substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) para o projeto de lei 29/2007, que modifica a regulamentação da TV por assinatura. Essa versão, que já entrou na pauta de votação da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, é resultado da pressão dos vários setores interessados, o que fica evidente quando comparada com o substitutivo anterior.
O impacto dessa versão na atual configuração do mercado é consideravelmente menor que o da primeira. A pergunta que fica para quem observa o processo por detrás das lentes do interesse público é se terá sido muito barulho por nada, se teremos andado por meses para chegar em um lugar muito próximo de onde partimos. Para tentar responder a essa questão é preciso entender o que muda de fato no cenário da TV por assinatura se aprovada essa versão do projeto.
A gênese do PL 29 já explicitava as diferentes forças atuando sobre a questão. Desde o ano passado, a CCTCI tem discutido esse tema, a partir da demanda das empresas de telecomunicações em participar do mercado de distribuição da TV a cabo, o que é hoje proibido. Essa foi a motivação do primeiro projeto apresentado, que determinou uma abordagem pontual para a questão, sem abrir espaço para a discussão de uma lei geral de comunicações que pudesse tratar o tema de forma mais ampla. Obviamente que alguns dos interesses das teles conflitavam com os interesses dos radiodifusores, especialmente da Globo, já que hoje o sistema Net e Sky controla mais de 80% do mercado. Isso fez surgir um segundo projeto tratando do tema, que mantinha o espaço dos radiodifusores e segurava o avanço das teles.
Alguns meses depois, dois outros projetos foram apresentados, desta vez trazendo alguns novos elementos mais preocupados com o interesse público, buscando dar espaço para a produção nacional e independente na TV por assinatura. Todos esses projetos, contudo, mantiveram o foco nas questões de conteúdo da TV por assinatura – especialmente em relação a quem pode distribuir e que tipo de conteúdo pode ser distribuído – sem incidir sobre questões de infra-estrutura, o que parece contraditório em tempos de convergência tecnológica. A tramitação deles se deu em conjunto; a primeira versão unificada foi aprovada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de onde seguiu para a CCTCI, onde a relatoria foi entregue ao deputado Jorge Bittar (PT-RJ).
A correlação de forças
A partir daí, acirraram-se as pressões. Bittar apresentou um primeiro substitutivo no início de dezembro, e recebeu 145 emendas, representando os mais diversos interesses. As teles buscavam garantir sua possibilidade de distribuir conteúdo, e queriam a aprovação rápida do projeto. A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) entrou em rota de colisão contra as cotas de produção independente e conteúdo nacional, alegando que o espectador perderia direito de escolha (qual direito de escolha é esse eles nunca deixaram claro). A Associação Brasileira dos Programadores de TV por Assinatura (ABPTA), que representa os principais canais internacionais, também se movimentou buscando derrubar a exigência de cotas de conteúdo nacional nesses canais. A Globo, que vinha quieta, passou a enfrentar especialmente a exigência de cotas para produção independente – apreensiva pelo risco de perder espaço no mercado de produção de conteúdo – e contra o aumento de poder da Ancine – na prática, a emissora não aceita qualquer regulação que incida sobre o conteúdo. Produtores independentes e entidades da sociedade civil, por sua vez, se movimentaram em defesa das cotas de conteúdo nacional e independente, do papel da Ancine como agência reguladora e em favor da desverticalização plena do mercado. No final do processo, emissoras dos grupos Band e Abril perceberam que a posição da Globo beneficiava unicamente aquela empresa, e fizeram a opção tática de se alinhar aos que defendem as cotas.
O grande problema é que há um enorme desequilíbrio de força entre esses atores. As teles têm um enorme cacife econômico; os radiodifusores, um cacife econômico menor (mas ainda grande) e um enorme cacife político. Para os produtores independentes e aqueles que defendem interesses difusos, sem a estatura econômica dos dois primeiros, restava a esperança de que os deputados firmassem pé para equilibrar esse jogo. O resultado expresso nesse novo substitutivo, no entanto, não é nada equilibrado.
O que muda de fato?
Em relação ao primeiro substitutivo, a segunda versão trouxe recuos significativos, em meio a algumas mudanças pontuais positivas. Apontados como 'ajustes', esses recuos na verdade desvirtuam parte das intenções do projeto. Pois vejamos.
Na primeira versão, os canais estrangeiros que no horário nobre veiculam majoritariamente conteúdo qualificado (como filmes, documentários, seriados e programas de debates e comentários) deveriam reservar 10% do tempo do horário nobre para veiculação de conteúdo nacional independente. Na nova versão, mantém-se a obrigação de 3 horas e meia semanais (o equivalente a 10% do horário nobre) de conteúdo nacional, mas apenas metade desse tempo é reservado para produção independente, o que significa 1h45 por semana.
A nova versão isenta de cotas os canais não direcionados ao Brasil (canais que não dublem nem legendem sua programação, por exemplo) e permite às programadoras que controlam mais de um canal intercambiarem cotas entre eles (a exibição na HBO de um filme nacional de 2 horas, por exemplo, dá conta das cotas diárias de quatro canais da programadora). Além disso, flexibiliza a cota para canais pan-regionais, cujo sinal único é transmitido para vários países (por exemplo, para toda a América do Sul), deixando a cargo da Ancine a avaliação sobre se a programadora tem ou não de implantar as cotas. O que isso significa na prática? Que se der trabalho cumprir a lei esses canais poderão ser isentos dela.
Mas a principal mudança ocorreu na cota que estabelece a obrigação de os pacotes vendidos conterem um certo número de canais nacionais. De 50%, na primeira versão, eles caíram para 25% na segunda. Desses canais, pelo menos 1/3 devem estar na mão de programadoras independentes. Todos eles devem veicular pelo menos oito horas diárias de conteúdo brasileiro, das quais quatro deverão integrar espaço qualificado. Dessas, pelo menos duas horas devem estar no horário nobre e uma hora deve ser de produção independente. Contudo, além de modificar o valor das cotas, o projeto impõe um 'teto de obrigações', que faz com que as cotas sejam válidas só para pacotes com até 40 canais. Com isso, as emissoras terão que garantir no máximo 10 canais brasileiros e 3 canais independentes.
Para entender o impacto dessas regras, vale pegar um exemplo. O menor pacote digital oferecido pela NET (Advanced Digital), além dos canais de veiculação obrigatória (os da TV aberta e os canais universitário, comunitário, legislativo etc.), tem os seguintes canais brasileiros: Futura, Shoptime, Canal Rural, SporTV, SporTV2, GloboNews, GNT, MultiShow, Canal Brasil, ESPN Brasil, e Record News. Ou seja, ele já carrega onze, quando o projeto obriga que sejam no mínimo dez. Shoptime, Canal Rural, ESPN Brasil e Record News podem ser considerados canais independentes. São quatro, e a nova lei obriga que sejam três. Assim, toda a base digital da NET já está conforme o PL e nenhum canal nacional (independente ou não) precisará ser incorporado.
Para completar, o projeto ainda determina que uma produtora independente não precisa ser totalmente independente. As empresas de programação, empacotamento e distribuição, assim como as concessionárias de televisão aberta, podem deter até 20% do capital votante da produtora, e ainda assim ela será considerada independente. No caso das programadoras independentes (responsáveis por pelo menos um terço dos canais nacionais veiculados nos pacotes), não há nenhuma restrição aos radiodifusores, o que significa que canais da Band e da Record serão, para todos os efeitos, independentes.
Regulação e Infra-estrutura
Do ponto de vista da infra-estrutura, o projeto também avança pouco. As teles poderão ter 100% das distribuidoras e empacotadoras, que são justamente as atividades nas quais eles querem atuar. A presença do capital estrangeiro é 100% liberada na atividade de distribuição, sendo restrita em até 30% apenas nas produtoras e programadoras nacionais. O serviço de distribuição será prestado em regime privado, o que isenta as empresas de qualquer obrigação de universalização da cobertura, de ter que seguir metas de qualidade ou de um controle mais rígido nos preços. Também não há nenhuma indicação de que essa rede instalada tenha que ter caráter público e único, como determina atualmente a lei da TV a cabo. Embora essas definições nunca tenham saído do papel, elas criavam condições para que as empresas fossem obrigadas a ceder capacidade excedente de sua rede para uso de outros interessados, num processo de unbundling.
O projeto avança na regulação das comunicações ao dar à Ancine o poder de regulação sobre a programação e empacotamento. Entretanto, ao contrário do anteriormente anunciado, a agência não poderá instruir o CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica em questões concorrenciais. A regulação da etapa de distribuição segue, por sua vez, nas mãos da Anatel.
Um ponto positivo do projeto, talvez a principal novidade e que não tem merecido a devida atenção, é a injeção de aproximadamente 300 milhões de reais para estimular a produção audiovisual. Ela virá de uma realocação de parte da verba destinada ao Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel), pago por todas as empresas de telecomunicações e radiodifusão. O projeto determina que 30% dessa verba deverá ser destinada para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 10% para TVs universitárias e comunitárias. Isso cria, pela primeira vez, uma fonte fixa de recursos para esses canais, que são proibidos de veicular publicidade.
Em suma
Acima de tudo, o novo substitutivo é resultado claro das fortes pressões empresariais. Da maneira como está, ele contempla os interesses das teles, que conseguem entrar no mercado. Para os grandes grupos que controlam a TV por assinatura, especialmente a Globo, muda pouco. Com as pressões feitas, elas conseguiram diminuir sensivelmente as cotas, o que faz com que os avanços para a produção nacional e independente sejam tímidos. De toda forma, a definição dessas cotas abre uma janela importante. Pela primeira vez uma lei brasileira determina claramente a obrigação de veiculação de produção independente na televisão. Embora a Constituição também preveja essa obrigação para a TV aberta, há 17 anos os radiodifusores têm impedido a aprovação de uma lei que regulamente em que termos isso deve se dar.
Em resumo, o projeto melhora um pouco o atual quadro de verticalização, garante um espaço mínimo de produção nacional nos canais estrangeiros, abre uma janela (basculante, a bem da verdade) para a produção independente e dá incentivos financeiros à produção. Ainda assim, para quem acompanhou todo o processo, fica uma sensação de frustração. Mais uma vez opta-se por um projeto de lei fragmentado em vez de se enfrentar a necessidade de uma lei geral de comunicações. Mais uma vez, os interesses dos grandes grupos empresariais da comunicação se mostram muito mais fortes do que o interesse público. Para mudar essa lei, não parece haver PL que dê conta.
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No último dia 7 de abril, foi apresentada a segunda versão do substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) para o projeto de lei 29/2007, que modifica a regulamentação da TV por assinatura. Essa versão, que já entrou na pauta de votação da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, é resultado da pressão dos vários setores interessados, o que fica evidente quando comparada com o substitutivo anterior.
O impacto dessa versão na atual configuração do mercado é consideravelmente menor que o da primeira. A pergunta que fica para quem observa o processo por detrás das lentes do interesse público é se terá sido muito barulho por nada, se teremos andado por meses para chegar em um lugar muito próximo de onde partimos. Para tentar responder a essa questão é preciso entender o que muda de fato no cenário da TV por assinatura se aprovada essa versão do projeto.
A gênese do PL 29 já explicitava as diferentes forças atuando sobre a questão. Desde o ano passado, a CCTCI tem discutido esse tema, a partir da demanda das empresas de telecomunicações em participar do mercado de distribuição da TV a cabo, o que é hoje proibido. Essa foi a motivação do primeiro projeto apresentado, que determinou uma abordagem pontual para a questão, sem abrir espaço para a discussão de uma lei geral de comunicações que pudesse tratar o tema de forma mais ampla. Obviamente que alguns dos interesses das teles conflitavam com os interesses dos radiodifusores, especialmente da Globo, já que hoje o sistema Net e Sky controla mais de 80% do mercado. Isso fez surgir um segundo projeto tratando do tema, que mantinha o espaço dos radiodifusores e segurava o avanço das teles.
Alguns meses depois, dois outros projetos foram apresentados, desta vez trazendo alguns novos elementos mais preocupados com o interesse público, buscando dar espaço para a produção nacional e independente na TV por assinatura. Todos esses projetos, contudo, mantiveram o foco nas questões de conteúdo da TV por assinatura – especialmente em relação a quem pode distribuir e que tipo de conteúdo pode ser distribuído – sem incidir sobre questões de infra-estrutura, o que parece contraditório em tempos de convergência tecnológica. A tramitação deles se deu em conjunto; a primeira versão unificada foi aprovada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de onde seguiu para a CCTCI, onde a relatoria foi entregue ao deputado Jorge Bittar (PT-RJ).
A correlação de forças
A partir daí, acirraram-se as pressões. Bittar apresentou um primeiro substitutivo no início de dezembro, e recebeu 145 emendas, representando os mais diversos interesses. As teles buscavam garantir sua possibilidade de distribuir conteúdo, e queriam a aprovação rápida do projeto. A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) entrou em rota de colisão contra as cotas de produção independente e conteúdo nacional, alegando que o espectador perderia direito de escolha (qual direito de escolha é esse eles nunca deixaram claro). A Associação Brasileira dos Programadores de TV por Assinatura (ABPTA), que representa os principais canais internacionais, também se movimentou buscando derrubar a exigência de cotas de conteúdo nacional nesses canais. A Globo, que vinha quieta, passou a enfrentar especialmente a exigência de cotas para produção independente – apreensiva pelo risco de perder espaço no mercado de produção de conteúdo – e contra o aumento de poder da Ancine – na prática, a emissora não aceita qualquer regulação que incida sobre o conteúdo. Produtores independentes e entidades da sociedade civil, por sua vez, se movimentaram em defesa das cotas de conteúdo nacional e independente, do papel da Ancine como agência reguladora e em favor da desverticalização plena do mercado. No final do processo, emissoras dos grupos Band e Abril perceberam que a posição da Globo beneficiava unicamente aquela empresa, e fizeram a opção tática de se alinhar aos que defendem as cotas.
O grande problema é que há um enorme desequilíbrio de força entre esses atores. As teles têm um enorme cacife econômico; os radiodifusores, um cacife econômico menor (mas ainda grande) e um enorme cacife político. Para os produtores independentes e aqueles que defendem interesses difusos, sem a estatura econômica dos dois primeiros, restava a esperança de que os deputados firmassem pé para equilibrar esse jogo. O resultado expresso nesse novo substitutivo, no entanto, não é nada equilibrado.
O que muda de fato?
Em relação ao primeiro substitutivo, a segunda versão trouxe recuos significativos, em meio a algumas mudanças pontuais positivas. Apontados como 'ajustes', esses recuos na verdade desvirtuam parte das intenções do projeto. Pois vejamos.
Na primeira versão, os canais estrangeiros que no horário nobre veiculam majoritariamente conteúdo qualificado (como filmes, documentários, seriados e programas de debates e comentários) deveriam reservar 10% do tempo do horário nobre para veiculação de conteúdo nacional independente. Na nova versão, mantém-se a obrigação de 3 horas e meia semanais (o equivalente a 10% do horário nobre) de conteúdo nacional, mas apenas metade desse tempo é reservado para produção independente, o que significa 1h45 por semana.
A nova versão isenta de cotas os canais não direcionados ao Brasil (canais que não dublem nem legendem sua programação, por exemplo) e permite às programadoras que controlam mais de um canal intercambiarem cotas entre eles (a exibição na HBO de um filme nacional de 2 horas, por exemplo, dá conta das cotas diárias de quatro canais da programadora). Além disso, flexibiliza a cota para canais pan-regionais, cujo sinal único é transmitido para vários países (por exemplo, para toda a América do Sul), deixando a cargo da Ancine a avaliação sobre se a programadora tem ou não de implantar as cotas. O que isso significa na prática? Que se der trabalho cumprir a lei esses canais poderão ser isentos dela.
Mas a principal mudança ocorreu na cota que estabelece a obrigação de os pacotes vendidos conterem um certo número de canais nacionais. De 50%, na primeira versão, eles caíram para 25% na segunda. Desses canais, pelo menos 1/3 devem estar na mão de programadoras independentes. Todos eles devem veicular pelo menos oito horas diárias de conteúdo brasileiro, das quais quatro deverão integrar espaço qualificado. Dessas, pelo menos duas horas devem estar no horário nobre e uma hora deve ser de produção independente. Contudo, além de modificar o valor das cotas, o projeto impõe um 'teto de obrigações', que faz com que as cotas sejam válidas só para pacotes com até 40 canais. Com isso, as emissoras terão que garantir no máximo 10 canais brasileiros e 3 canais independentes.
Para entender o impacto dessas regras, vale pegar um exemplo. O menor pacote digital oferecido pela NET (Advanced Digital), além dos canais de veiculação obrigatória (os da TV aberta e os canais universitário, comunitário, legislativo etc.), tem os seguintes canais brasileiros: Futura, Shoptime, Canal Rural, SporTV, SporTV2, GloboNews, GNT, MultiShow, Canal Brasil, ESPN Brasil, e Record News. Ou seja, ele já carrega onze, quando o projeto obriga que sejam no mínimo dez. Shoptime, Canal Rural, ESPN Brasil e Record News podem ser considerados canais independentes. São quatro, e a nova lei obriga que sejam três. Assim, toda a base digital da NET já está conforme o PL e nenhum canal nacional (independente ou não) precisará ser incorporado.
Para completar, o projeto ainda determina que uma produtora independente não precisa ser totalmente independente. As empresas de programação, empacotamento e distribuição, assim como as concessionárias de televisão aberta, podem deter até 20% do capital votante da produtora, e ainda assim ela será considerada independente. No caso das programadoras independentes (responsáveis por pelo menos um terço dos canais nacionais veiculados nos pacotes), não há nenhuma restrição aos radiodifusores, o que significa que canais da Band e da Record serão, para todos os efeitos, independentes.
Regulação e Infra-estrutura
Do ponto de vista da infra-estrutura, o projeto também avança pouco. As teles poderão ter 100% das distribuidoras e empacotadoras, que são justamente as atividades nas quais eles querem atuar. A presença do capital estrangeiro é 100% liberada na atividade de distribuição, sendo restrita em até 30% apenas nas produtoras e programadoras nacionais. O serviço de distribuição será prestado em regime privado, o que isenta as empresas de qualquer obrigação de universalização da cobertura, de ter que seguir metas de qualidade ou de um controle mais rígido nos preços. Também não há nenhuma indicação de que essa rede instalada tenha que ter caráter público e único, como determina atualmente a lei da TV a cabo. Embora essas definições nunca tenham saído do papel, elas criavam condições para que as empresas fossem obrigadas a ceder capacidade excedente de sua rede para uso de outros interessados, num processo de unbundling.
O projeto avança na regulação das comunicações ao dar à Ancine o poder de regulação sobre a programação e empacotamento. Entretanto, ao contrário do anteriormente anunciado, a agência não poderá instruir o CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica em questões concorrenciais. A regulação da etapa de distribuição segue, por sua vez, nas mãos da Anatel.
Um ponto positivo do projeto, talvez a principal novidade e que não tem merecido a devida atenção, é a injeção de aproximadamente 300 milhões de reais para estimular a produção audiovisual. Ela virá de uma realocação de parte da verba destinada ao Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel), pago por todas as empresas de telecomunicações e radiodifusão. O projeto determina que 30% dessa verba deverá ser destinada para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 10% para TVs universitárias e comunitárias. Isso cria, pela primeira vez, uma fonte fixa de recursos para esses canais, que são proibidos de veicular publicidade.
Em suma
Acima de tudo, o novo substitutivo é resultado claro das fortes pressões empresariais. Da maneira como está, ele contempla os interesses das teles, que conseguem entrar no mercado. Para os grandes grupos que controlam a TV por assinatura, especialmente a Globo, muda pouco. Com as pressões feitas, elas conseguiram diminuir sensivelmente as cotas, o que faz com que os avanços para a produção nacional e independente sejam tímidos. De toda forma, a definição dessas cotas abre uma janela importante. Pela primeira vez uma lei brasileira determina claramente a obrigação de veiculação de produção independente na televisão. Embora a Constituição também preveja essa obrigação para a TV aberta, há 17 anos os radiodifusores têm impedido a aprovação de uma lei que regulamente em que termos isso deve se dar.
Em resumo, o projeto melhora um pouco o atual quadro de verticalização, garante um espaço mínimo de produção nacional nos canais estrangeiros, abre uma janela (basculante, a bem da verdade) para a produção independente e dá incentivos financeiros à produção. Ainda assim, para quem acompanhou todo o processo, fica uma sensação de frustração. Mais uma vez opta-se por um projeto de lei fragmentado em vez de se enfrentar a necessidade de uma lei geral de comunicações. Mais uma vez, os interesses dos grandes grupos empresariais da comunicação se mostram muito mais fortes do que o interesse público. Para mudar essa lei, não parece haver PL que dê conta.
(*) Publicado originalmente no Observatório do Direito à Comunicação em 14/04/2008.
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O que muda de fato com a nova regulamentação para a TV por assinatura?
A gênese do PL 29 já explicitava as diferentes forças atuando sobre a questão. Desde o ano passado, a Câmara dos Deputados tem discutido esse tema, a partir da demanda das empresas de telecomunicações em participar do mercado de distribuição da TV a cabo, o que é hoje proibido (...) Por João Brant, Observatório do Direito à Comunicação (*).
No último dia 7 de abril, foi apresentada a segunda versão do substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) para o projeto de lei 29/2007, que modifica a regulamentação da TV por assinatura. Essa versão, que já entrou na pauta de votação da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, é resultado da pressão dos vários setores interessados, o que fica evidente quando comparada com o substitutivo anterior.
O impacto dessa versão na atual configuração do mercado é consideravelmente menor que o da primeira. A pergunta que fica para quem observa o processo por detrás das lentes do interesse público é se terá sido muito barulho por nada, se teremos andado por meses para chegar em um lugar muito próximo de onde partimos. Para tentar responder a essa questão é preciso entender o que muda de fato no cenário da TV por assinatura se aprovada essa versão do projeto.
A gênese do PL 29 já explicitava as diferentes forças atuando sobre a questão. Desde o ano passado, a CCTCI tem discutido esse tema, a partir da demanda das empresas de telecomunicações em participar do mercado de distribuição da TV a cabo, o que é hoje proibido. Essa foi a motivação do primeiro projeto apresentado, que determinou uma abordagem pontual para a questão, sem abrir espaço para a discussão de uma lei geral de comunicações que pudesse tratar o tema de forma mais ampla. Obviamente que alguns dos interesses das teles conflitavam com os interesses dos radiodifusores, especialmente da Globo, já que hoje o sistema Net e Sky controla mais de 80% do mercado. Isso fez surgir um segundo projeto tratando do tema, que mantinha o espaço dos radiodifusores e segurava o avanço das teles.
Alguns meses depois, dois outros projetos foram apresentados, desta vez trazendo alguns novos elementos mais preocupados com o interesse público, buscando dar espaço para a produção nacional e independente na TV por assinatura. Todos esses projetos, contudo, mantiveram o foco nas questões de conteúdo da TV por assinatura – especialmente em relação a quem pode distribuir e que tipo de conteúdo pode ser distribuído – sem incidir sobre questões de infra-estrutura, o que parece contraditório em tempos de convergência tecnológica. A tramitação deles se deu em conjunto; a primeira versão unificada foi aprovada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de onde seguiu para a CCTCI, onde a relatoria foi entregue ao deputado Jorge Bittar (PT-RJ).
A correlação de forças
A partir daí, acirraram-se as pressões. Bittar apresentou um primeiro substitutivo no início de dezembro, e recebeu 145 emendas, representando os mais diversos interesses. As teles buscavam garantir sua possibilidade de distribuir conteúdo, e queriam a aprovação rápida do projeto. A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) entrou em rota de colisão contra as cotas de produção independente e conteúdo nacional, alegando que o espectador perderia direito de escolha (qual direito de escolha é esse eles nunca deixaram claro). A Associação Brasileira dos Programadores de TV por Assinatura (ABPTA), que representa os principais canais internacionais, também se movimentou buscando derrubar a exigência de cotas de conteúdo nacional nesses canais. A Globo, que vinha quieta, passou a enfrentar especialmente a exigência de cotas para produção independente – apreensiva pelo risco de perder espaço no mercado de produção de conteúdo – e contra o aumento de poder da Ancine – na prática, a emissora não aceita qualquer regulação que incida sobre o conteúdo. Produtores independentes e entidades da sociedade civil, por sua vez, se movimentaram em defesa das cotas de conteúdo nacional e independente, do papel da Ancine como agência reguladora e em favor da desverticalização plena do mercado. No final do processo, emissoras dos grupos Band e Abril perceberam que a posição da Globo beneficiava unicamente aquela empresa, e fizeram a opção tática de se alinhar aos que defendem as cotas.
O grande problema é que há um enorme desequilíbrio de força entre esses atores. As teles têm um enorme cacife econômico; os radiodifusores, um cacife econômico menor (mas ainda grande) e um enorme cacife político. Para os produtores independentes e aqueles que defendem interesses difusos, sem a estatura econômica dos dois primeiros, restava a esperança de que os deputados firmassem pé para equilibrar esse jogo. O resultado expresso nesse novo substitutivo, no entanto, não é nada equilibrado.
O que muda de fato?
Em relação ao primeiro substitutivo, a segunda versão trouxe recuos significativos, em meio a algumas mudanças pontuais positivas. Apontados como 'ajustes', esses recuos na verdade desvirtuam parte das intenções do projeto. Pois vejamos.
Na primeira versão, os canais estrangeiros que no horário nobre veiculam majoritariamente conteúdo qualificado (como filmes, documentários, seriados e programas de debates e comentários) deveriam reservar 10% do tempo do horário nobre para veiculação de conteúdo nacional independente. Na nova versão, mantém-se a obrigação de 3 horas e meia semanais (o equivalente a 10% do horário nobre) de conteúdo nacional, mas apenas metade desse tempo é reservado para produção independente, o que significa 1h45 por semana.
A nova versão isenta de cotas os canais não direcionados ao Brasil (canais que não dublem nem legendem sua programação, por exemplo) e permite às programadoras que controlam mais de um canal intercambiarem cotas entre eles (a exibição na HBO de um filme nacional de 2 horas, por exemplo, dá conta das cotas diárias de quatro canais da programadora). Além disso, flexibiliza a cota para canais pan-regionais, cujo sinal único é transmitido para vários países (por exemplo, para toda a América do Sul), deixando a cargo da Ancine a avaliação sobre se a programadora tem ou não de implantar as cotas. O que isso significa na prática? Que se der trabalho cumprir a lei esses canais poderão ser isentos dela.
Mas a principal mudança ocorreu na cota que estabelece a obrigação de os pacotes vendidos conterem um certo número de canais nacionais. De 50%, na primeira versão, eles caíram para 25% na segunda. Desses canais, pelo menos 1/3 devem estar na mão de programadoras independentes. Todos eles devem veicular pelo menos oito horas diárias de conteúdo brasileiro, das quais quatro deverão integrar espaço qualificado. Dessas, pelo menos duas horas devem estar no horário nobre e uma hora deve ser de produção independente. Contudo, além de modificar o valor das cotas, o projeto impõe um 'teto de obrigações', que faz com que as cotas sejam válidas só para pacotes com até 40 canais. Com isso, as emissoras terão que garantir no máximo 10 canais brasileiros e 3 canais independentes.
Para entender o impacto dessas regras, vale pegar um exemplo. O menor pacote digital oferecido pela NET (Advanced Digital), além dos canais de veiculação obrigatória (os da TV aberta e os canais universitário, comunitário, legislativo etc.), tem os seguintes canais brasileiros: Futura, Shoptime, Canal Rural, SporTV, SporTV2, GloboNews, GNT, MultiShow, Canal Brasil, ESPN Brasil, e Record News. Ou seja, ele já carrega onze, quando o projeto obriga que sejam no mínimo dez. Shoptime, Canal Rural, ESPN Brasil e Record News podem ser considerados canais independentes. São quatro, e a nova lei obriga que sejam três. Assim, toda a base digital da NET já está conforme o PL e nenhum canal nacional (independente ou não) precisará ser incorporado.
Para completar, o projeto ainda determina que uma produtora independente não precisa ser totalmente independente. As empresas de programação, empacotamento e distribuição, assim como as concessionárias de televisão aberta, podem deter até 20% do capital votante da produtora, e ainda assim ela será considerada independente. No caso das programadoras independentes (responsáveis por pelo menos um terço dos canais nacionais veiculados nos pacotes), não há nenhuma restrição aos radiodifusores, o que significa que canais da Band e da Record serão, para todos os efeitos, independentes.
Regulação e Infra-estrutura
Do ponto de vista da infra-estrutura, o projeto também avança pouco. As teles poderão ter 100% das distribuidoras e empacotadoras, que são justamente as atividades nas quais eles querem atuar. A presença do capital estrangeiro é 100% liberada na atividade de distribuição, sendo restrita em até 30% apenas nas produtoras e programadoras nacionais. O serviço de distribuição será prestado em regime privado, o que isenta as empresas de qualquer obrigação de universalização da cobertura, de ter que seguir metas de qualidade ou de um controle mais rígido nos preços. Também não há nenhuma indicação de que essa rede instalada tenha que ter caráter público e único, como determina atualmente a lei da TV a cabo. Embora essas definições nunca tenham saído do papel, elas criavam condições para que as empresas fossem obrigadas a ceder capacidade excedente de sua rede para uso de outros interessados, num processo de unbundling.
O projeto avança na regulação das comunicações ao dar à Ancine o poder de regulação sobre a programação e empacotamento. Entretanto, ao contrário do anteriormente anunciado, a agência não poderá instruir o CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica em questões concorrenciais. A regulação da etapa de distribuição segue, por sua vez, nas mãos da Anatel.
Um ponto positivo do projeto, talvez a principal novidade e que não tem merecido a devida atenção, é a injeção de aproximadamente 300 milhões de reais para estimular a produção audiovisual. Ela virá de uma realocação de parte da verba destinada ao Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel), pago por todas as empresas de telecomunicações e radiodifusão. O projeto determina que 30% dessa verba deverá ser destinada para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 10% para TVs universitárias e comunitárias. Isso cria, pela primeira vez, uma fonte fixa de recursos para esses canais, que são proibidos de veicular publicidade.
Em suma
Acima de tudo, o novo substitutivo é resultado claro das fortes pressões empresariais. Da maneira como está, ele contempla os interesses das teles, que conseguem entrar no mercado. Para os grandes grupos que controlam a TV por assinatura, especialmente a Globo, muda pouco. Com as pressões feitas, elas conseguiram diminuir sensivelmente as cotas, o que faz com que os avanços para a produção nacional e independente sejam tímidos. De toda forma, a definição dessas cotas abre uma janela importante. Pela primeira vez uma lei brasileira determina claramente a obrigação de veiculação de produção independente na televisão. Embora a Constituição também preveja essa obrigação para a TV aberta, há 17 anos os radiodifusores têm impedido a aprovação de uma lei que regulamente em que termos isso deve se dar.
Em resumo, o projeto melhora um pouco o atual quadro de verticalização, garante um espaço mínimo de produção nacional nos canais estrangeiros, abre uma janela (basculante, a bem da verdade) para a produção independente e dá incentivos financeiros à produção. Ainda assim, para quem acompanhou todo o processo, fica uma sensação de frustração. Mais uma vez opta-se por um projeto de lei fragmentado em vez de se enfrentar a necessidade de uma lei geral de comunicações. Mais uma vez, os interesses dos grandes grupos empresariais da comunicação se mostram muito mais fortes do que o interesse público. Para mudar essa lei, não parece haver PL que dê conta.
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No último dia 7 de abril, foi apresentada a segunda versão do substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) para o projeto de lei 29/2007, que modifica a regulamentação da TV por assinatura. Essa versão, que já entrou na pauta de votação da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, é resultado da pressão dos vários setores interessados, o que fica evidente quando comparada com o substitutivo anterior.
O impacto dessa versão na atual configuração do mercado é consideravelmente menor que o da primeira. A pergunta que fica para quem observa o processo por detrás das lentes do interesse público é se terá sido muito barulho por nada, se teremos andado por meses para chegar em um lugar muito próximo de onde partimos. Para tentar responder a essa questão é preciso entender o que muda de fato no cenário da TV por assinatura se aprovada essa versão do projeto.
A gênese do PL 29 já explicitava as diferentes forças atuando sobre a questão. Desde o ano passado, a CCTCI tem discutido esse tema, a partir da demanda das empresas de telecomunicações em participar do mercado de distribuição da TV a cabo, o que é hoje proibido. Essa foi a motivação do primeiro projeto apresentado, que determinou uma abordagem pontual para a questão, sem abrir espaço para a discussão de uma lei geral de comunicações que pudesse tratar o tema de forma mais ampla. Obviamente que alguns dos interesses das teles conflitavam com os interesses dos radiodifusores, especialmente da Globo, já que hoje o sistema Net e Sky controla mais de 80% do mercado. Isso fez surgir um segundo projeto tratando do tema, que mantinha o espaço dos radiodifusores e segurava o avanço das teles.
Alguns meses depois, dois outros projetos foram apresentados, desta vez trazendo alguns novos elementos mais preocupados com o interesse público, buscando dar espaço para a produção nacional e independente na TV por assinatura. Todos esses projetos, contudo, mantiveram o foco nas questões de conteúdo da TV por assinatura – especialmente em relação a quem pode distribuir e que tipo de conteúdo pode ser distribuído – sem incidir sobre questões de infra-estrutura, o que parece contraditório em tempos de convergência tecnológica. A tramitação deles se deu em conjunto; a primeira versão unificada foi aprovada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de onde seguiu para a CCTCI, onde a relatoria foi entregue ao deputado Jorge Bittar (PT-RJ).
A correlação de forças
A partir daí, acirraram-se as pressões. Bittar apresentou um primeiro substitutivo no início de dezembro, e recebeu 145 emendas, representando os mais diversos interesses. As teles buscavam garantir sua possibilidade de distribuir conteúdo, e queriam a aprovação rápida do projeto. A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) entrou em rota de colisão contra as cotas de produção independente e conteúdo nacional, alegando que o espectador perderia direito de escolha (qual direito de escolha é esse eles nunca deixaram claro). A Associação Brasileira dos Programadores de TV por Assinatura (ABPTA), que representa os principais canais internacionais, também se movimentou buscando derrubar a exigência de cotas de conteúdo nacional nesses canais. A Globo, que vinha quieta, passou a enfrentar especialmente a exigência de cotas para produção independente – apreensiva pelo risco de perder espaço no mercado de produção de conteúdo – e contra o aumento de poder da Ancine – na prática, a emissora não aceita qualquer regulação que incida sobre o conteúdo. Produtores independentes e entidades da sociedade civil, por sua vez, se movimentaram em defesa das cotas de conteúdo nacional e independente, do papel da Ancine como agência reguladora e em favor da desverticalização plena do mercado. No final do processo, emissoras dos grupos Band e Abril perceberam que a posição da Globo beneficiava unicamente aquela empresa, e fizeram a opção tática de se alinhar aos que defendem as cotas.
O grande problema é que há um enorme desequilíbrio de força entre esses atores. As teles têm um enorme cacife econômico; os radiodifusores, um cacife econômico menor (mas ainda grande) e um enorme cacife político. Para os produtores independentes e aqueles que defendem interesses difusos, sem a estatura econômica dos dois primeiros, restava a esperança de que os deputados firmassem pé para equilibrar esse jogo. O resultado expresso nesse novo substitutivo, no entanto, não é nada equilibrado.
O que muda de fato?
Em relação ao primeiro substitutivo, a segunda versão trouxe recuos significativos, em meio a algumas mudanças pontuais positivas. Apontados como 'ajustes', esses recuos na verdade desvirtuam parte das intenções do projeto. Pois vejamos.
Na primeira versão, os canais estrangeiros que no horário nobre veiculam majoritariamente conteúdo qualificado (como filmes, documentários, seriados e programas de debates e comentários) deveriam reservar 10% do tempo do horário nobre para veiculação de conteúdo nacional independente. Na nova versão, mantém-se a obrigação de 3 horas e meia semanais (o equivalente a 10% do horário nobre) de conteúdo nacional, mas apenas metade desse tempo é reservado para produção independente, o que significa 1h45 por semana.
A nova versão isenta de cotas os canais não direcionados ao Brasil (canais que não dublem nem legendem sua programação, por exemplo) e permite às programadoras que controlam mais de um canal intercambiarem cotas entre eles (a exibição na HBO de um filme nacional de 2 horas, por exemplo, dá conta das cotas diárias de quatro canais da programadora). Além disso, flexibiliza a cota para canais pan-regionais, cujo sinal único é transmitido para vários países (por exemplo, para toda a América do Sul), deixando a cargo da Ancine a avaliação sobre se a programadora tem ou não de implantar as cotas. O que isso significa na prática? Que se der trabalho cumprir a lei esses canais poderão ser isentos dela.
Mas a principal mudança ocorreu na cota que estabelece a obrigação de os pacotes vendidos conterem um certo número de canais nacionais. De 50%, na primeira versão, eles caíram para 25% na segunda. Desses canais, pelo menos 1/3 devem estar na mão de programadoras independentes. Todos eles devem veicular pelo menos oito horas diárias de conteúdo brasileiro, das quais quatro deverão integrar espaço qualificado. Dessas, pelo menos duas horas devem estar no horário nobre e uma hora deve ser de produção independente. Contudo, além de modificar o valor das cotas, o projeto impõe um 'teto de obrigações', que faz com que as cotas sejam válidas só para pacotes com até 40 canais. Com isso, as emissoras terão que garantir no máximo 10 canais brasileiros e 3 canais independentes.
Para entender o impacto dessas regras, vale pegar um exemplo. O menor pacote digital oferecido pela NET (Advanced Digital), além dos canais de veiculação obrigatória (os da TV aberta e os canais universitário, comunitário, legislativo etc.), tem os seguintes canais brasileiros: Futura, Shoptime, Canal Rural, SporTV, SporTV2, GloboNews, GNT, MultiShow, Canal Brasil, ESPN Brasil, e Record News. Ou seja, ele já carrega onze, quando o projeto obriga que sejam no mínimo dez. Shoptime, Canal Rural, ESPN Brasil e Record News podem ser considerados canais independentes. São quatro, e a nova lei obriga que sejam três. Assim, toda a base digital da NET já está conforme o PL e nenhum canal nacional (independente ou não) precisará ser incorporado.
Para completar, o projeto ainda determina que uma produtora independente não precisa ser totalmente independente. As empresas de programação, empacotamento e distribuição, assim como as concessionárias de televisão aberta, podem deter até 20% do capital votante da produtora, e ainda assim ela será considerada independente. No caso das programadoras independentes (responsáveis por pelo menos um terço dos canais nacionais veiculados nos pacotes), não há nenhuma restrição aos radiodifusores, o que significa que canais da Band e da Record serão, para todos os efeitos, independentes.
Regulação e Infra-estrutura
Do ponto de vista da infra-estrutura, o projeto também avança pouco. As teles poderão ter 100% das distribuidoras e empacotadoras, que são justamente as atividades nas quais eles querem atuar. A presença do capital estrangeiro é 100% liberada na atividade de distribuição, sendo restrita em até 30% apenas nas produtoras e programadoras nacionais. O serviço de distribuição será prestado em regime privado, o que isenta as empresas de qualquer obrigação de universalização da cobertura, de ter que seguir metas de qualidade ou de um controle mais rígido nos preços. Também não há nenhuma indicação de que essa rede instalada tenha que ter caráter público e único, como determina atualmente a lei da TV a cabo. Embora essas definições nunca tenham saído do papel, elas criavam condições para que as empresas fossem obrigadas a ceder capacidade excedente de sua rede para uso de outros interessados, num processo de unbundling.
O projeto avança na regulação das comunicações ao dar à Ancine o poder de regulação sobre a programação e empacotamento. Entretanto, ao contrário do anteriormente anunciado, a agência não poderá instruir o CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica em questões concorrenciais. A regulação da etapa de distribuição segue, por sua vez, nas mãos da Anatel.
Um ponto positivo do projeto, talvez a principal novidade e que não tem merecido a devida atenção, é a injeção de aproximadamente 300 milhões de reais para estimular a produção audiovisual. Ela virá de uma realocação de parte da verba destinada ao Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel), pago por todas as empresas de telecomunicações e radiodifusão. O projeto determina que 30% dessa verba deverá ser destinada para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 10% para TVs universitárias e comunitárias. Isso cria, pela primeira vez, uma fonte fixa de recursos para esses canais, que são proibidos de veicular publicidade.
Em suma
Acima de tudo, o novo substitutivo é resultado claro das fortes pressões empresariais. Da maneira como está, ele contempla os interesses das teles, que conseguem entrar no mercado. Para os grandes grupos que controlam a TV por assinatura, especialmente a Globo, muda pouco. Com as pressões feitas, elas conseguiram diminuir sensivelmente as cotas, o que faz com que os avanços para a produção nacional e independente sejam tímidos. De toda forma, a definição dessas cotas abre uma janela importante. Pela primeira vez uma lei brasileira determina claramente a obrigação de veiculação de produção independente na televisão. Embora a Constituição também preveja essa obrigação para a TV aberta, há 17 anos os radiodifusores têm impedido a aprovação de uma lei que regulamente em que termos isso deve se dar.
Em resumo, o projeto melhora um pouco o atual quadro de verticalização, garante um espaço mínimo de produção nacional nos canais estrangeiros, abre uma janela (basculante, a bem da verdade) para a produção independente e dá incentivos financeiros à produção. Ainda assim, para quem acompanhou todo o processo, fica uma sensação de frustração. Mais uma vez opta-se por um projeto de lei fragmentado em vez de se enfrentar a necessidade de uma lei geral de comunicações. Mais uma vez, os interesses dos grandes grupos empresariais da comunicação se mostram muito mais fortes do que o interesse público. Para mudar essa lei, não parece haver PL que dê conta.
(*) Publicado originalmente no Observatório do Direito à Comunicação em 14/04/2008.
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Comentário: A ética dos brancos
Gustavo Barreto, da redação - No blog do Mello, um breve texto demonstra a hipocrisia do jornal O Globo ao dizer que preservou as imagens de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, assassinada no dia 29 de março, diante do entendimento de que "sem acusação formal e sem laudos técnicos que dessem base para qualquer decisão, seria precipitado expor publicamente pessoas que, se posteriormente inocentadas, já poderiam ter sido “julgadas” pela imprensa e pela opinião pública".
O exemplo de ética do jornal O Globo vale, pelo exemplo citado, apenas para brancos da classe média. Na página 26 da edição de 16 de abril, pobres, todos eles negros, moradores do Complexo do Alemão, favelados, amarrados como réstias de cebola ou alho, humilhados e ameaçados com fuzis posam para uma foto do jornal, ameaçados por PMs fortamente armados. Todos eles não tinham sequer acusação formal. Estavam apenas detidos.

Que beleza de ética, heim?
O exemplo de ética do jornal O Globo vale, pelo exemplo citado, apenas para brancos da classe média. Na página 26 da edição de 16 de abril, pobres, todos eles negros, moradores do Complexo do Alemão, favelados, amarrados como réstias de cebola ou alho, humilhados e ameaçados com fuzis posam para uma foto do jornal, ameaçados por PMs fortamente armados. Todos eles não tinham sequer acusação formal. Estavam apenas detidos.

Que beleza de ética, heim?
Renovações das concessões de TV serão debatidas em audiências públicas
Lúcia Berbert, TeleSíntese - A Comissão de Ciência e Tecnologia, Informática e Comunicação da Câmara vai realizar audiências públicas para analisar as renovações das concessões das emissoras de TV do país que atuam como rede. Os objetivos são tornar o processo mais transparente e debater as normas de outorgas, que são regidas por legislação elaborada na década de 60.
Esta semana, o presidente Lula assinou a renovação das concessões da Rede Globo em cinco cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife, por mais 15 anos. A matéria agora será apreciada no Congresso Nacional e começará a tramitação na Comissão de Ciência e Tecnologia. Leia mais clicando no título.
Esta semana, o presidente Lula assinou a renovação das concessões da Rede Globo em cinco cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife, por mais 15 anos. A matéria agora será apreciada no Congresso Nacional e começará a tramitação na Comissão de Ciência e Tecnologia. Leia mais clicando no título.
Senado muda fuso horário brasileiro para atender à Globo
Se decisão do Senado for sancionada pela Presidência, estados da Região Norte adotariam o horário de Brasília. Pouco antes, Portaria determinou que as emissoras devem adaptar suas transmissões aos diferentes fusos horários vigentes no país. Da Agência Petroleira de Notícias.
O Senado aprovou um novo fuso horário na região Norte, dias depois de entrar em vigor a Portaria 1.220/07, determinando que as emissoras de TV devem adaptar suas transmissões aos diferentes fusos horários vigentes no país, em função da classificação indicativa dos programas. Esta classificação obriga as emissoras a informar a partir de que idade uma programação é recomendável. A Portaria 1.220/07 tem por objetivo atender ao Estatuto da Criança e do Adolescente, evitando a apresentação de programas inadequados para determinadas faixas etárias.
A mudança de fuso horário vai conflitar com os hábitos culturais daquelas populações. A lei ainda precisa ser sancionada pelo presidente da República. Mas se o presidente Lula concordar, os estados da Região Norte adotariam o horário de Brasília.
A notícia foi comentada em matéria publicada no Observatório do Direito à Comunicação (www.direitoacomunicacao.org.br), de 11 de abril. Trocando em miúdos, significa que a proteção à criança e ao adolescente vem a reboque dos interesses mercadológicos da família Marinho. Vem a reboque do interesse público, pois em nenhum momento a população foi chamada a debater essa questão.
De acordo com a matéria veiculada, "a tentativa de alteração do fuso horário brasileiro sem debate público não é nova, mas com a última onda de pressão sobre os parlamentares, e com a postura submissa destes em relação ao principal grupo de comunicação do país, o que parecia impossível tornou-se uma possibilidade real. Na noite de hoje, 11/4, quatro dias após a entrada em vigor da regra do horário local para a programação de TV, o Senado Federal aprovou em plenário o Projeto de Lei do senador Tião Viana (PT-AC) que altera o fuso horário nessas regiões".
Para quem ainda se surpreende com a submissão dos poderes públicos aos interesses mercadológicos, em detrimento da cidadania, o artigo prossegue destacando que, depois dessa vitória, a ofensiva da Globo aumentou: a empresa de comunicação deverá fazer novas investidas, no sentido de tentar derrubar a classificação indicativa. Durante a semana, fará novas pressões sobre os congressistas, pela revogação da Portaria 1.220/07.
De qualquer forma, a guerra ainda não está perdida. É o que conclui o articulista do Observatório do Direito à Comunicação, onde o leitor interessado nesse debate poderá obter informações mais detalhadas. Está não será uma briga fácil, "mesmo para quem já se acostumou a dar as cartas na política brasileira", diz o artigo. (www.apn.org.br)
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O Senado aprovou um novo fuso horário na região Norte, dias depois de entrar em vigor a Portaria 1.220/07, determinando que as emissoras de TV devem adaptar suas transmissões aos diferentes fusos horários vigentes no país, em função da classificação indicativa dos programas. Esta classificação obriga as emissoras a informar a partir de que idade uma programação é recomendável. A Portaria 1.220/07 tem por objetivo atender ao Estatuto da Criança e do Adolescente, evitando a apresentação de programas inadequados para determinadas faixas etárias.
A mudança de fuso horário vai conflitar com os hábitos culturais daquelas populações. A lei ainda precisa ser sancionada pelo presidente da República. Mas se o presidente Lula concordar, os estados da Região Norte adotariam o horário de Brasília.
A notícia foi comentada em matéria publicada no Observatório do Direito à Comunicação (www.direitoacomunicacao.org.br), de 11 de abril. Trocando em miúdos, significa que a proteção à criança e ao adolescente vem a reboque dos interesses mercadológicos da família Marinho. Vem a reboque do interesse público, pois em nenhum momento a população foi chamada a debater essa questão.
De acordo com a matéria veiculada, "a tentativa de alteração do fuso horário brasileiro sem debate público não é nova, mas com a última onda de pressão sobre os parlamentares, e com a postura submissa destes em relação ao principal grupo de comunicação do país, o que parecia impossível tornou-se uma possibilidade real. Na noite de hoje, 11/4, quatro dias após a entrada em vigor da regra do horário local para a programação de TV, o Senado Federal aprovou em plenário o Projeto de Lei do senador Tião Viana (PT-AC) que altera o fuso horário nessas regiões".
Para quem ainda se surpreende com a submissão dos poderes públicos aos interesses mercadológicos, em detrimento da cidadania, o artigo prossegue destacando que, depois dessa vitória, a ofensiva da Globo aumentou: a empresa de comunicação deverá fazer novas investidas, no sentido de tentar derrubar a classificação indicativa. Durante a semana, fará novas pressões sobre os congressistas, pela revogação da Portaria 1.220/07.
De qualquer forma, a guerra ainda não está perdida. É o que conclui o articulista do Observatório do Direito à Comunicação, onde o leitor interessado nesse debate poderá obter informações mais detalhadas. Está não será uma briga fácil, "mesmo para quem já se acostumou a dar as cartas na política brasileira", diz o artigo. (www.apn.org.br)
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Senado muda fuso horário brasileiro para atender à Globo
Se decisão do Senado for sancionada pela Presidência, estados da Região Norte adotariam o horário de Brasília. Pouco antes, Portaria determinou que as emissoras devem adaptar suas transmissões aos diferentes fusos horários vigentes no país. Da Agência Petroleira de Notícias.
O Senado aprovou um novo fuso horário na região Norte, dias depois de entrar em vigor a Portaria 1.220/07, determinando que as emissoras de TV devem adaptar suas transmissões aos diferentes fusos horários vigentes no país, em função da classificação indicativa dos programas. Esta classificação obriga as emissoras a informar a partir de que idade uma programação é recomendável. A Portaria 1.220/07 tem por objetivo atender ao Estatuto da Criança e do Adolescente, evitando a apresentação de programas inadequados para determinadas faixas etárias.
A mudança de fuso horário vai conflitar com os hábitos culturais daquelas populações. A lei ainda precisa ser sancionada pelo presidente da República. Mas se o presidente Lula concordar, os estados da Região Norte adotariam o horário de Brasília.
A notícia foi comentada em matéria publicada no Observatório do Direito à Comunicação (www.direitoacomunicacao.org.br), de 11 de abril. Trocando em miúdos, significa que a proteção à criança e ao adolescente vem a reboque dos interesses mercadológicos da família Marinho. Vem a reboque do interesse público, pois em nenhum momento a população foi chamada a debater essa questão.
De acordo com a matéria veiculada, "a tentativa de alteração do fuso horário brasileiro sem debate público não é nova, mas com a última onda de pressão sobre os parlamentares, e com a postura submissa destes em relação ao principal grupo de comunicação do país, o que parecia impossível tornou-se uma possibilidade real. Na noite de hoje, 11/4, quatro dias após a entrada em vigor da regra do horário local para a programação de TV, o Senado Federal aprovou em plenário o Projeto de Lei do senador Tião Viana (PT-AC) que altera o fuso horário nessas regiões".
Para quem ainda se surpreende com a submissão dos poderes públicos aos interesses mercadológicos, em detrimento da cidadania, o artigo prossegue destacando que, depois dessa vitória, a ofensiva da Globo aumentou: a empresa de comunicação deverá fazer novas investidas, no sentido de tentar derrubar a classificação indicativa. Durante a semana, fará novas pressões sobre os congressistas, pela revogação da Portaria 1.220/07.
De qualquer forma, a guerra ainda não está perdida. É o que conclui o articulista do Observatório do Direito à Comunicação, onde o leitor interessado nesse debate poderá obter informações mais detalhadas. Está não será uma briga fácil, "mesmo para quem já se acostumou a dar as cartas na política brasileira", diz o artigo. (www.apn.org.br)
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O Senado aprovou um novo fuso horário na região Norte, dias depois de entrar em vigor a Portaria 1.220/07, determinando que as emissoras de TV devem adaptar suas transmissões aos diferentes fusos horários vigentes no país, em função da classificação indicativa dos programas. Esta classificação obriga as emissoras a informar a partir de que idade uma programação é recomendável. A Portaria 1.220/07 tem por objetivo atender ao Estatuto da Criança e do Adolescente, evitando a apresentação de programas inadequados para determinadas faixas etárias.
A mudança de fuso horário vai conflitar com os hábitos culturais daquelas populações. A lei ainda precisa ser sancionada pelo presidente da República. Mas se o presidente Lula concordar, os estados da Região Norte adotariam o horário de Brasília.
A notícia foi comentada em matéria publicada no Observatório do Direito à Comunicação (www.direitoacomunicacao.org.br), de 11 de abril. Trocando em miúdos, significa que a proteção à criança e ao adolescente vem a reboque dos interesses mercadológicos da família Marinho. Vem a reboque do interesse público, pois em nenhum momento a população foi chamada a debater essa questão.
De acordo com a matéria veiculada, "a tentativa de alteração do fuso horário brasileiro sem debate público não é nova, mas com a última onda de pressão sobre os parlamentares, e com a postura submissa destes em relação ao principal grupo de comunicação do país, o que parecia impossível tornou-se uma possibilidade real. Na noite de hoje, 11/4, quatro dias após a entrada em vigor da regra do horário local para a programação de TV, o Senado Federal aprovou em plenário o Projeto de Lei do senador Tião Viana (PT-AC) que altera o fuso horário nessas regiões".
Para quem ainda se surpreende com a submissão dos poderes públicos aos interesses mercadológicos, em detrimento da cidadania, o artigo prossegue destacando que, depois dessa vitória, a ofensiva da Globo aumentou: a empresa de comunicação deverá fazer novas investidas, no sentido de tentar derrubar a classificação indicativa. Durante a semana, fará novas pressões sobre os congressistas, pela revogação da Portaria 1.220/07.
De qualquer forma, a guerra ainda não está perdida. É o que conclui o articulista do Observatório do Direito à Comunicação, onde o leitor interessado nesse debate poderá obter informações mais detalhadas. Está não será uma briga fácil, "mesmo para quem já se acostumou a dar as cartas na política brasileira", diz o artigo. (www.apn.org.br)
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Senado muda fuso horário brasileiro para atender à Globo
Se decisão do Senado for sancionada pela Presidência, estados da Região Norte adotariam o horário de Brasília. Pouco antes, Portaria determinou que as emissoras devem adaptar suas transmissões aos diferentes fusos horários vigentes no país. Da Agência Petroleira de Notícias.
Precisa dizer mais alguma coisa?
Marcelo Salles, Fazendo Media - Segue abaixo um trecho do editorial do jornal O Globo de 2 de abril de 1964, republicado na última edição do Brasil de Fato. O texto faz parte da nossa história e é bom a gente relembrá-lo 44 anos após o golpe que ajudou a fazer do Brasil um dos países mais desiguais do mundo. Leia aqui a íntegra.
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas (...) para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas (...), o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. (...) Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente (...) Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. (...) Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.(...) A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo.(...) Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos (...).
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas (...) para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas (...), o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. (...) Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente (...) Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. (...) Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.(...) A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo.(...) Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos (...).
A mídia só pega os bagrinhos
A imprensa carioca parece ter despertado de um sono profundo. Após anos sem investigar com afinco a Assembléia Legislativa do RJ (com quem de tempos em tempos mantém relações um tanto quanto profícuas), de repente descobriu que havia funcionários fantasmas lotados em 12 gabinetes. Por Marcelo Salles, do Fazendo Media.
Nas barbas das eleições municipais, a ALERJ tomou conta do noticiário local por 40 dias seguidos. No dia em que foram cassados os mandatos de Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB), todo mundo estava lá: jornais, rádios e emissoras de televisão. Um furgão da Globo garantia o sinal para a transmissão do RJTV ao vivo.
É difícil resistir a tanta sedução. Até mesmo parlamentares de esquerda emocionam-se diante da possibilidade de aparecer na mídia, sem perceber que muitas vezes fazem o jogo da direita ao atacarem o poder público. O resultado será sentido nas próximas eleições sempre que alguém disser que todo político é ladrão. Eis a lógica das corporações da mídia privada: vilipendiar a imagem de todo o Estado, quando na verdade essa responsabilidade deveria recair apenas sobre os maus administradores públicos. Tal como conseguiram associar socialismo à ditadura, agora os donos do capital associam o poder público à ineficiência, à roubalheira indiscriminada, à falta de ética generalizada.
Voltando à ALERJ. O que as corporações de mídia privada não informam a seus leitores, ouvintes e telespectadores – e você que acompanha o fazendomedia.com vai ficar sabendo – são as ligações dos deputados envolvidos em atividades ilícitas com o governador Sérgio Cabral, do PMDB, que nas eleições de outubro vai apoiar Alessandro Molon (PT) para a Prefeitura do Rio. O fato é que essas ligações vêm sendo sistematicamente omitidas pelas corporações de mídia, sobretudo pelos veículos pertencentes às Organizações Globo.
Duas dessas ligações já foram comentadas aqui. Dia 3 de março, sob o título “A prefeita sem partido”, mostrei que o programa Fantástico, da TV Globo, omitiu deliberadamente o partido da prefeita Núbia Cozzolino. Adivinha qual? Ele mesmo, o PMDB de Cabral. Núbia é acusada pelo Ministério Público de crime eleitoral à frente da Prefeitura de Magé (RJ), base eleitoral das duas deputadas cassadas na ALERJ. As reportagens do "Globo" também são pródigas em não identificar o partido de algum parlamentar da base governista. Foi assim no final do ano passado, em que o deputado estadual Natalino e o vereador Jerominho apareceram sem partido (na época citei o caso aqui no blog, basta consultar o arquivo): PMDB e DEM, respectivamente o partido do governador do RJ Sérgio Cabral e do prefeito do Rio César Maia.
Outro dado relevante é o seguinte. O jornal Extra, que pertence às Organizações Globo, e a página eletrônica da ALERJ, divulgaram que o empresário Rômulo Costa, dono da Furacão 2000, entidade que controla o Funk no Rio, estava lotado no gabinete de Jane Cozzolino, a deputada do PTC que foi cassada no dia 1o de abril. O que essa mesma mídia não informou é que durante a última campanha eleitoral, o atual governador Sérgio Cabral, então candidato, fez pelo menos dois comícios nos palcos da Furacão 2000 para pedir voto às pessoas que vivem na periferia – a mesma que hoje ele trata à base de Caveirão e de abandono (sobretudo nas áreas de Saúde e Educação). Mas Cabral esteve lá na Furacão, a produtora de funk de Rômulo Costa, o chefe de gabinete da deputada cassada porque seus pares entenderam que ela estava roubando dinheiro público.
Só pra deixar claro: a responsabilidade dessa cobertura direcionada contra os bagrinhos e cega em relação aos tubarões é inteiramente da direção das empresas e de seus donos. Nunca dos repórteres. Esses têm apenas sua força de trabalho para vender e, na maioria das vezes, são pessoas bem intencionadas, buscam fazer o melhor jornalismo possível. Já a mídia grande está a serviço da exploração do povo brasileiro e do genocídio dos outros povos, seja porque assim lucram mais, seja porque têm nojo da pobreza. Ou alguém já viu uma reportagem mostrando que o salário mínimo é um absurdo? E outra revelando a real dimensão da carnificina promovida pelos EUA no Iraque?
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Nas barbas das eleições municipais, a ALERJ tomou conta do noticiário local por 40 dias seguidos. No dia em que foram cassados os mandatos de Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB), todo mundo estava lá: jornais, rádios e emissoras de televisão. Um furgão da Globo garantia o sinal para a transmissão do RJTV ao vivo.
É difícil resistir a tanta sedução. Até mesmo parlamentares de esquerda emocionam-se diante da possibilidade de aparecer na mídia, sem perceber que muitas vezes fazem o jogo da direita ao atacarem o poder público. O resultado será sentido nas próximas eleições sempre que alguém disser que todo político é ladrão. Eis a lógica das corporações da mídia privada: vilipendiar a imagem de todo o Estado, quando na verdade essa responsabilidade deveria recair apenas sobre os maus administradores públicos. Tal como conseguiram associar socialismo à ditadura, agora os donos do capital associam o poder público à ineficiência, à roubalheira indiscriminada, à falta de ética generalizada.
Voltando à ALERJ. O que as corporações de mídia privada não informam a seus leitores, ouvintes e telespectadores – e você que acompanha o fazendomedia.com vai ficar sabendo – são as ligações dos deputados envolvidos em atividades ilícitas com o governador Sérgio Cabral, do PMDB, que nas eleições de outubro vai apoiar Alessandro Molon (PT) para a Prefeitura do Rio. O fato é que essas ligações vêm sendo sistematicamente omitidas pelas corporações de mídia, sobretudo pelos veículos pertencentes às Organizações Globo.
Duas dessas ligações já foram comentadas aqui. Dia 3 de março, sob o título “A prefeita sem partido”, mostrei que o programa Fantástico, da TV Globo, omitiu deliberadamente o partido da prefeita Núbia Cozzolino. Adivinha qual? Ele mesmo, o PMDB de Cabral. Núbia é acusada pelo Ministério Público de crime eleitoral à frente da Prefeitura de Magé (RJ), base eleitoral das duas deputadas cassadas na ALERJ. As reportagens do "Globo" também são pródigas em não identificar o partido de algum parlamentar da base governista. Foi assim no final do ano passado, em que o deputado estadual Natalino e o vereador Jerominho apareceram sem partido (na época citei o caso aqui no blog, basta consultar o arquivo): PMDB e DEM, respectivamente o partido do governador do RJ Sérgio Cabral e do prefeito do Rio César Maia.
Outro dado relevante é o seguinte. O jornal Extra, que pertence às Organizações Globo, e a página eletrônica da ALERJ, divulgaram que o empresário Rômulo Costa, dono da Furacão 2000, entidade que controla o Funk no Rio, estava lotado no gabinete de Jane Cozzolino, a deputada do PTC que foi cassada no dia 1o de abril. O que essa mesma mídia não informou é que durante a última campanha eleitoral, o atual governador Sérgio Cabral, então candidato, fez pelo menos dois comícios nos palcos da Furacão 2000 para pedir voto às pessoas que vivem na periferia – a mesma que hoje ele trata à base de Caveirão e de abandono (sobretudo nas áreas de Saúde e Educação). Mas Cabral esteve lá na Furacão, a produtora de funk de Rômulo Costa, o chefe de gabinete da deputada cassada porque seus pares entenderam que ela estava roubando dinheiro público.
Só pra deixar claro: a responsabilidade dessa cobertura direcionada contra os bagrinhos e cega em relação aos tubarões é inteiramente da direção das empresas e de seus donos. Nunca dos repórteres. Esses têm apenas sua força de trabalho para vender e, na maioria das vezes, são pessoas bem intencionadas, buscam fazer o melhor jornalismo possível. Já a mídia grande está a serviço da exploração do povo brasileiro e do genocídio dos outros povos, seja porque assim lucram mais, seja porque têm nojo da pobreza. Ou alguém já viu uma reportagem mostrando que o salário mínimo é um absurdo? E outra revelando a real dimensão da carnificina promovida pelos EUA no Iraque?
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A mídia só pega os bagrinhos
A imprensa carioca parece ter despertado de um sono profundo. Após anos sem investigar com afinco a Assembléia Legislativa do RJ (com quem de tempos em tempos mantém relações um tanto quanto profícuas), de repente descobriu que havia funcionários fantasmas lotados em 12 gabinetes. Por Marcelo Salles, do Fazendo Media.
Nas barbas das eleições municipais, a ALERJ tomou conta do noticiário local por 40 dias seguidos. No dia em que foram cassados os mandatos de Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB), todo mundo estava lá: jornais, rádios e emissoras de televisão. Um furgão da Globo garantia o sinal para a transmissão do RJTV ao vivo.
É difícil resistir a tanta sedução. Até mesmo parlamentares de esquerda emocionam-se diante da possibilidade de aparecer na mídia, sem perceber que muitas vezes fazem o jogo da direita ao atacarem o poder público. O resultado será sentido nas próximas eleições sempre que alguém disser que todo político é ladrão. Eis a lógica das corporações da mídia privada: vilipendiar a imagem de todo o Estado, quando na verdade essa responsabilidade deveria recair apenas sobre os maus administradores públicos. Tal como conseguiram associar socialismo à ditadura, agora os donos do capital associam o poder público à ineficiência, à roubalheira indiscriminada, à falta de ética generalizada.
Voltando à ALERJ. O que as corporações de mídia privada não informam a seus leitores, ouvintes e telespectadores – e você que acompanha o fazendomedia.com vai ficar sabendo – são as ligações dos deputados envolvidos em atividades ilícitas com o governador Sérgio Cabral, do PMDB, que nas eleições de outubro vai apoiar Alessandro Molon (PT) para a Prefeitura do Rio. O fato é que essas ligações vêm sendo sistematicamente omitidas pelas corporações de mídia, sobretudo pelos veículos pertencentes às Organizações Globo.
Duas dessas ligações já foram comentadas aqui. Dia 3 de março, sob o título “A prefeita sem partido”, mostrei que o programa Fantástico, da TV Globo, omitiu deliberadamente o partido da prefeita Núbia Cozzolino. Adivinha qual? Ele mesmo, o PMDB de Cabral. Núbia é acusada pelo Ministério Público de crime eleitoral à frente da Prefeitura de Magé (RJ), base eleitoral das duas deputadas cassadas na ALERJ. As reportagens do "Globo" também são pródigas em não identificar o partido de algum parlamentar da base governista. Foi assim no final do ano passado, em que o deputado estadual Natalino e o vereador Jerominho apareceram sem partido (na época citei o caso aqui no blog, basta consultar o arquivo): PMDB e DEM, respectivamente o partido do governador do RJ Sérgio Cabral e do prefeito do Rio César Maia.
Outro dado relevante é o seguinte. O jornal Extra, que pertence às Organizações Globo, e a página eletrônica da ALERJ, divulgaram que o empresário Rômulo Costa, dono da Furacão 2000, entidade que controla o Funk no Rio, estava lotado no gabinete de Jane Cozzolino, a deputada do PTC que foi cassada no dia 1o de abril. O que essa mesma mídia não informou é que durante a última campanha eleitoral, o atual governador Sérgio Cabral, então candidato, fez pelo menos dois comícios nos palcos da Furacão 2000 para pedir voto às pessoas que vivem na periferia – a mesma que hoje ele trata à base de Caveirão e de abandono (sobretudo nas áreas de Saúde e Educação). Mas Cabral esteve lá na Furacão, a produtora de funk de Rômulo Costa, o chefe de gabinete da deputada cassada porque seus pares entenderam que ela estava roubando dinheiro público.
Só pra deixar claro: a responsabilidade dessa cobertura direcionada contra os bagrinhos e cega em relação aos tubarões é inteiramente da direção das empresas e de seus donos. Nunca dos repórteres. Esses têm apenas sua força de trabalho para vender e, na maioria das vezes, são pessoas bem intencionadas, buscam fazer o melhor jornalismo possível. Já a mídia grande está a serviço da exploração do povo brasileiro e do genocídio dos outros povos, seja porque assim lucram mais, seja porque têm nojo da pobreza. Ou alguém já viu uma reportagem mostrando que o salário mínimo é um absurdo? E outra revelando a real dimensão da carnificina promovida pelos EUA no Iraque?
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Nas barbas das eleições municipais, a ALERJ tomou conta do noticiário local por 40 dias seguidos. No dia em que foram cassados os mandatos de Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB), todo mundo estava lá: jornais, rádios e emissoras de televisão. Um furgão da Globo garantia o sinal para a transmissão do RJTV ao vivo.
É difícil resistir a tanta sedução. Até mesmo parlamentares de esquerda emocionam-se diante da possibilidade de aparecer na mídia, sem perceber que muitas vezes fazem o jogo da direita ao atacarem o poder público. O resultado será sentido nas próximas eleições sempre que alguém disser que todo político é ladrão. Eis a lógica das corporações da mídia privada: vilipendiar a imagem de todo o Estado, quando na verdade essa responsabilidade deveria recair apenas sobre os maus administradores públicos. Tal como conseguiram associar socialismo à ditadura, agora os donos do capital associam o poder público à ineficiência, à roubalheira indiscriminada, à falta de ética generalizada.
Voltando à ALERJ. O que as corporações de mídia privada não informam a seus leitores, ouvintes e telespectadores – e você que acompanha o fazendomedia.com vai ficar sabendo – são as ligações dos deputados envolvidos em atividades ilícitas com o governador Sérgio Cabral, do PMDB, que nas eleições de outubro vai apoiar Alessandro Molon (PT) para a Prefeitura do Rio. O fato é que essas ligações vêm sendo sistematicamente omitidas pelas corporações de mídia, sobretudo pelos veículos pertencentes às Organizações Globo.
Duas dessas ligações já foram comentadas aqui. Dia 3 de março, sob o título “A prefeita sem partido”, mostrei que o programa Fantástico, da TV Globo, omitiu deliberadamente o partido da prefeita Núbia Cozzolino. Adivinha qual? Ele mesmo, o PMDB de Cabral. Núbia é acusada pelo Ministério Público de crime eleitoral à frente da Prefeitura de Magé (RJ), base eleitoral das duas deputadas cassadas na ALERJ. As reportagens do "Globo" também são pródigas em não identificar o partido de algum parlamentar da base governista. Foi assim no final do ano passado, em que o deputado estadual Natalino e o vereador Jerominho apareceram sem partido (na época citei o caso aqui no blog, basta consultar o arquivo): PMDB e DEM, respectivamente o partido do governador do RJ Sérgio Cabral e do prefeito do Rio César Maia.
Outro dado relevante é o seguinte. O jornal Extra, que pertence às Organizações Globo, e a página eletrônica da ALERJ, divulgaram que o empresário Rômulo Costa, dono da Furacão 2000, entidade que controla o Funk no Rio, estava lotado no gabinete de Jane Cozzolino, a deputada do PTC que foi cassada no dia 1o de abril. O que essa mesma mídia não informou é que durante a última campanha eleitoral, o atual governador Sérgio Cabral, então candidato, fez pelo menos dois comícios nos palcos da Furacão 2000 para pedir voto às pessoas que vivem na periferia – a mesma que hoje ele trata à base de Caveirão e de abandono (sobretudo nas áreas de Saúde e Educação). Mas Cabral esteve lá na Furacão, a produtora de funk de Rômulo Costa, o chefe de gabinete da deputada cassada porque seus pares entenderam que ela estava roubando dinheiro público.
Só pra deixar claro: a responsabilidade dessa cobertura direcionada contra os bagrinhos e cega em relação aos tubarões é inteiramente da direção das empresas e de seus donos. Nunca dos repórteres. Esses têm apenas sua força de trabalho para vender e, na maioria das vezes, são pessoas bem intencionadas, buscam fazer o melhor jornalismo possível. Já a mídia grande está a serviço da exploração do povo brasileiro e do genocídio dos outros povos, seja porque assim lucram mais, seja porque têm nojo da pobreza. Ou alguém já viu uma reportagem mostrando que o salário mínimo é um absurdo? E outra revelando a real dimensão da carnificina promovida pelos EUA no Iraque?
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A mídia só pega os bagrinhos
A imprensa carioca parece ter despertado de um sono profundo. Após anos sem investigar com afinco a Assembléia Legislativa do RJ (com quem de tempos em tempos mantém relações um tanto quanto profícuas), de repente descobriu que havia funcionários fantasmas lotados em 12 gabinetes. Por Marcelo Salles, do Fazendo Media. Clique no título para ler.
Globo tenta reescrever história
Apoiador do Regime militar instaurado em 1964, jornal O Globo tenta reescrever sua história. Por Marcelo Salles, do Fazendo Media, e Cláudia Abreu, do Jornal Surgente (clique no título).
Globo tenta reescrever história
Apoiador do Regime militar instaurado em 1964, jornal O Globo tenta reescrever sua história. Por Marcelo Salles, do Fazendo Media, e Cláudia Abreu, do Jornal Surgente.
Cláudia Abreu é uma das jornalistas mais corajosas que já conheci, dessas que dignificam a profissão. Foi uma das primeiras a encabeçar a luta pela democratização da mídia, nos idos dos anos 1980, e uma das responsáveis pela gravação de imagens que depois viriam a ser utilizadas no clássico "Muito Além do Cidadão Kane".
Tenho orgulho de ter estado a seu lado durante transmissão clandestina de rádio que fizemos, no Rio de Janeiro, em homenagem ao aniversário da Globo. Na ocasião entrevistamos, ao vivo, o escritor Roméro da Costa Machado, autor do livro "Afundação Roberto Marinho", que conta alguns dos crimes cometidos por esta empresa. Atual editora do Surgente, jornal do Sindicato dos Petroleiros do RJ, Cláudia Abreu me encaminhou o texto abaixo, que foi publicado na última edição do referido veículo:
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Há outras boas informações publicadas sob a orientação editorial de Cláudia, que conta com uma grande equipe de jornalistas, entre os quais Cátia Lima, e estudantes: www.apn.org.br e www.sindipetro.org.br
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Cláudia Abreu é uma das jornalistas mais corajosas que já conheci, dessas que dignificam a profissão. Foi uma das primeiras a encabeçar a luta pela democratização da mídia, nos idos dos anos 1980, e uma das responsáveis pela gravação de imagens que depois viriam a ser utilizadas no clássico "Muito Além do Cidadão Kane".
Tenho orgulho de ter estado a seu lado durante transmissão clandestina de rádio que fizemos, no Rio de Janeiro, em homenagem ao aniversário da Globo. Na ocasião entrevistamos, ao vivo, o escritor Roméro da Costa Machado, autor do livro "Afundação Roberto Marinho", que conta alguns dos crimes cometidos por esta empresa. Atual editora do Surgente, jornal do Sindicato dos Petroleiros do RJ, Cláudia Abreu me encaminhou o texto abaixo, que foi publicado na última edição do referido veículo:
40 anos depois, estudantes lembram Edson Luis
Apoiador do Regime militar instaurado em 1964, jornal O Globo tenta reescrever sua história
O jornal O Globo da última sexta [28/3] dedicou página inteira aos 40 anos do ato que sensibilizou a sociedade brasileira na época. “Mataram um estudante. Podia ser seu filho” foi o título da matéria (pág 14), copiando o jornal Correio da Manhã do dia seguinte ao assassinato, mas sem citar a fonte.
Em 29 de março de 1968 o título de O Globo foi “Estudante Morto à Bala em Conflito com a PM”. E dizia em seu editorial, na primeira página: “governa a Guanabara um político ponderado, adversário tradicional da violência. Essa circunstância dá aos cariocas uma certeza: a de que a tragédia será plenamente investigada, com isenção e honestidade. E que os responsáveis por ela serão entregues à Justiça. A opinião pública deve permanecer de atalaia contra as explorações demagógicas. E confiar.”
Na época, o jornal publicou em reportagem que o Secretário de Saúde Hildebrando Marinho (...) “Chegou à janela e viu que os primeiros a atacar foram os estudantes. Os PMs afastaram-se para, em seguida, fazer nova investida, pensando que tudo estava mais calmo. Foram novamente repelidos e tiveram o veículo danificado, quando foram feitos os disparos.”
O jornal deste dia cita como autor do disparo o “Tenente Alcino”. Em 28 de março de 2008 o autor do disparo ganha o nome de Aloisio Raposo, nome que não consta em nenhuma das 3 páginas dedicadas ao assunto pelo jornal, há 40 anos.
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Há outras boas informações publicadas sob a orientação editorial de Cláudia, que conta com uma grande equipe de jornalistas, entre os quais Cátia Lima, e estudantes: www.apn.org.br e www.sindipetro.org.br
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Globo tenta reescrever história
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Cláudia Abreu é uma das jornalistas mais corajosas que já conheci, dessas que dignificam a profissão. Foi uma das primeiras a encabeçar a luta pela democratização da mídia, nos idos dos anos 1980, e uma das responsáveis pela gravação de imagens que depois viriam a ser utilizadas no clássico "Muito Além do Cidadão Kane".
Tenho orgulho de ter estado a seu lado durante transmissão clandestina de rádio que fizemos, no Rio de Janeiro, em homenagem ao aniversário da Globo. Na ocasião entrevistamos, ao vivo, o escritor Roméro da Costa Machado, autor do livro "Afundação Roberto Marinho", que conta alguns dos crimes cometidos por esta empresa. Atual editora do Surgente, jornal do Sindicato dos Petroleiros do RJ, Cláudia Abreu me encaminhou o texto abaixo, que foi publicado na última edição do referido veículo:
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Tenho orgulho de ter estado a seu lado durante transmissão clandestina de rádio que fizemos, no Rio de Janeiro, em homenagem ao aniversário da Globo. Na ocasião entrevistamos, ao vivo, o escritor Roméro da Costa Machado, autor do livro "Afundação Roberto Marinho", que conta alguns dos crimes cometidos por esta empresa. Atual editora do Surgente, jornal do Sindicato dos Petroleiros do RJ, Cláudia Abreu me encaminhou o texto abaixo, que foi publicado na última edição do referido veículo:
40 anos depois, estudantes lembram Edson Luis
Apoiador do Regime militar instaurado em 1964, jornal O Globo tenta reescrever sua história
O jornal O Globo da última sexta [28/3] dedicou página inteira aos 40 anos do ato que sensibilizou a sociedade brasileira na época. “Mataram um estudante. Podia ser seu filho” foi o título da matéria (pág 14), copiando o jornal Correio da Manhã do dia seguinte ao assassinato, mas sem citar a fonte.
Em 29 de março de 1968 o título de O Globo foi “Estudante Morto à Bala em Conflito com a PM”. E dizia em seu editorial, na primeira página: “governa a Guanabara um político ponderado, adversário tradicional da violência. Essa circunstância dá aos cariocas uma certeza: a de que a tragédia será plenamente investigada, com isenção e honestidade. E que os responsáveis por ela serão entregues à Justiça. A opinião pública deve permanecer de atalaia contra as explorações demagógicas. E confiar.”
Na época, o jornal publicou em reportagem que o Secretário de Saúde Hildebrando Marinho (...) “Chegou à janela e viu que os primeiros a atacar foram os estudantes. Os PMs afastaram-se para, em seguida, fazer nova investida, pensando que tudo estava mais calmo. Foram novamente repelidos e tiveram o veículo danificado, quando foram feitos os disparos.”
O jornal deste dia cita como autor do disparo o “Tenente Alcino”. Em 28 de março de 2008 o autor do disparo ganha o nome de Aloisio Raposo, nome que não consta em nenhuma das 3 páginas dedicadas ao assunto pelo jornal, há 40 anos.
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Há outras boas informações publicadas sob a orientação editorial de Cláudia, que conta com uma grande equipe de jornalistas, entre os quais Cátia Lima, e estudantes: www.apn.org.br e www.sindipetro.org.br
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Rede Globo: falsificações são grosseiras, diz perito
Eduardo Sales, Brasil de Fato - Uma análise do Instituto Del Picchia atesta que os documentos relacionados à transferência de ações para o grupo de Roberto Marinho são apócrifos (elaborados após a data da negociação) e montados, segundo laudo. Essa é a principal argumentação da família Ortiz Monteiro que contesta a venda da TV Paulista – atual Rede Globo de São Paulo – para as Organizações Globo.
O laudo foi feito com base nos documentos apresentados pelos advogados que fizeram a defesa da Globo e constam da ação judicial. Tratam-se de papéis fotocopiados; os originais teriam desaparecido, segundo os advogados da família Marinho. Um comportamento que levanta suspeitas. “Quem é que deveria ter a obrigação de ter os originais? Ela (Rede Globo) invoca a sua própria incúria para impedir perícia”, salienta ao Brasil de Fato Celso Mauro Ribeiro Del Picchia, perito responsável pelo laudo. Leia aqui.
O laudo foi feito com base nos documentos apresentados pelos advogados que fizeram a defesa da Globo e constam da ação judicial. Tratam-se de papéis fotocopiados; os originais teriam desaparecido, segundo os advogados da família Marinho. Um comportamento que levanta suspeitas. “Quem é que deveria ter a obrigação de ter os originais? Ela (Rede Globo) invoca a sua própria incúria para impedir perícia”, salienta ao Brasil de Fato Celso Mauro Ribeiro Del Picchia, perito responsável pelo laudo. Leia aqui.
Requião: "A Globo frauda reportagens"
Em entrevista concedida à Record News na noite de terça-feira (29), o governador do Paraná, Roberto Requião, denunciou a chantagem das corporações de mídia, "sobretudo da famosa Rede Globo, que é insaciável". Disse ainda: "Eles estão revoltados porque o governo anterior dava 1,5 bilhão em verba publicitária e eu reduzi a zero esse valor. O Estado do Paraná é próspero, mas não tenho dinheiro para jogar fora. Tenho escolas e hospitais para construir", completou o governador. Requião ainda acusou a Globo de fraude: "A Rede Globo frauda reportagens para desmoralizar o governo do Paraná, para desconstruir a imagem do governador", disse. (Marcelo Salles, Fazendo Media)
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A Globo afirmou, por meio de sua assessoria, tratar-se de uma informação falsa: "Trata-se de uma montagem grotesca. Inclusive, o Fausto sequer usa ponto eletrônico. Sobre este ocorrido, tomaremos as medidas cabíveis para retirá-lo do ar". A resposta da emissora foi registrado na coluna Zapping da Folha de S. Paulo do dia 13 de fevereiro último.
A fala do suposto diretor continua: "Faz esse cara parar de pular, tá foda", repete. "O cara não fica parado. Ô filho da puta, segura ele, amarra essa porra, tá foda", diz o diretor, que só se refere ao aposentado como criolo. "Vai, vai, expulsa essa merda", diz ao final.
Francisco José Paulino, de Dourados (MS), tem 89 anos e é um exemplo de vida. Correu cinco vezes a São Silvestre. Tem 86 medalhas de atletismo, corre de 8 a 10 quilômetros em dias alternados, joga capoeira e completa a renda vendendo ervas medicinais, como o próprio Fausto aponta.
A Globo retirou o vídeo do YouTube, alegando violação de direitos autorais, veja na imagem abaixo (clique para ampliar).
Onde deveria estar o vídeo, aparece apenas a seguinte mensagem: "Este vídeo não está mais disponível devido à reclamação de contra a violação de direitos autorais GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES SA."
No entanto, foi republicado no Videolog. Assista abaixo.
A Lei 9459/1997, que altera os artigos 1º e 20 da Lei 7.716/1989, pune, com penas de até cinco anos de reclusão, além das multas, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, de cor, etnia, religião ou procedência nacional. O crime de racismo é inafiançável (a prisão não será relaxada em favor do criminoso) e imprescritível (a pena é perene, não ficando Estado impedido de punir a qualquer tempo o autor do delito).
Já o crime de falsidade ideológica, caso seja comprovada alteração do áudio, é figura tipificada no artigo 299 do Código Penal Brasileiro, e prevê reclusão de um a três anos, e multa, pelo documento ser particular.
Informações que possam subsidiar esta matéria e outros comentários podem ser feitos neste mesmo espaço, no sistema de comentários logo abaixo.