Reportagem publicada pela revista do Observatório Social mostra como funciona a exportação de madeira oriunda de áreas desmatadas. >>
Observatório Social revela esquema de exportação ilegal de madeira
Reportagem publicada pela revista do Observatório Social mostra como funciona a exportação de madeira oriunda de áreas desmatadas. >>
O dia em que a PETROBRAS deixou de ser BRASileira
Por Emir Sader (*)
Dia 26 de dezembro de 2000, um dia depois do Natal, o povo brasileiro foi surpreendido por mais uma medida antinacional do governo FHC. Coerente com a máxima de FHC de que “ia virar a página do getulismo no Brasil” – sem o que o neoliberalismo não seria possível – o presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, anunciou que a empresa estava mudando seu nome comercial para PetroBrax.
Dia 26 de dezembro de 2000, um dia depois do Natal, o povo brasileiro foi surpreendido por mais uma medida antinacional do governo FHC. Coerente com a máxima de FHC de que “ia virar a página do getulismo no Brasil” – sem o que o neoliberalismo não seria possível – o presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, anunciou que a empresa estava mudando seu nome comercial para PetroBrax.
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Destino do prefeito de Januária será decidido dia 25
Por Fábio Oliva, jornalista
A Câmara Municipal de Januária, município de 65 mil habitantes, a 613 Km de Belo Horizonte, região Norte de Minas, marcou para o dia 25 de novembro a sessão especial para o julgamento do prefeito Sílvio Joaquim de Aguiar (PMDB), o sexto a ocupar o cargo entre 2004 e 2008. O processo de cassação de Aguiar iniciou-se com uma denúncia formulada pelo advogado Rodrigo Lagoeiro Rocha, vice-presidente da Asajan – Associação dos Amigos de Januária, uma organização não-governamental fundada em outubro de 2004 com o propósito de combater a corrupção no município, inspirada na Amarribo – Amigos Associados de Ribeirão Bonito/SP.
O prefeito é acusado de improbidade administrativa, por ter adquirido cerca de R$ 290 mil em combustíveis e lubrificantes do Posto Central, entre janeiro e abril de 2008, sem licitação pública. A proprietária do posto, Sônia Stadter Pimenta, foi presa em flagrante, em abril deste ano, quando tentava fraudar licitação destinada à compra de combustíveis e lubrificantes, mediante combinação de preços dos produtos com outros concorrentes.
Acreditando que os vereadores que lhe são subservientes arquivariam a denúncia, o prefeito não apresentou defesa, nem constituiu advogado. Isso obrigou a Câmara Municipal a contratar advogado para promover a defesa de Aguiar. O defensor sugerido pela subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil é Roberto Lima Neves, que está com os bens bloqueados pela Justiça e responde pessoalmente a vários processos por corrupção, entre eles lavagem de dinheiro, fraude a licitação, desvio e apropriação de recursos públicos municipais.
Em toda a cidade se comenta que cinco vereadores teriam recebido R$ 20 mil cada um para não cassar o prefeito. A Câmara de Januária tem 10 vereadores. Para cassar o prefeito seriam necessários pelo menos sete votos.
A Câmara Municipal de Januária, município de 65 mil habitantes, a 613 Km de Belo Horizonte, região Norte de Minas, marcou para o dia 25 de novembro a sessão especial para o julgamento do prefeito Sílvio Joaquim de Aguiar (PMDB), o sexto a ocupar o cargo entre 2004 e 2008. O processo de cassação de Aguiar iniciou-se com uma denúncia formulada pelo advogado Rodrigo Lagoeiro Rocha, vice-presidente da Asajan – Associação dos Amigos de Januária, uma organização não-governamental fundada em outubro de 2004 com o propósito de combater a corrupção no município, inspirada na Amarribo – Amigos Associados de Ribeirão Bonito/SP.
O prefeito é acusado de improbidade administrativa, por ter adquirido cerca de R$ 290 mil em combustíveis e lubrificantes do Posto Central, entre janeiro e abril de 2008, sem licitação pública. A proprietária do posto, Sônia Stadter Pimenta, foi presa em flagrante, em abril deste ano, quando tentava fraudar licitação destinada à compra de combustíveis e lubrificantes, mediante combinação de preços dos produtos com outros concorrentes.
Acreditando que os vereadores que lhe são subservientes arquivariam a denúncia, o prefeito não apresentou defesa, nem constituiu advogado. Isso obrigou a Câmara Municipal a contratar advogado para promover a defesa de Aguiar. O defensor sugerido pela subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil é Roberto Lima Neves, que está com os bens bloqueados pela Justiça e responde pessoalmente a vários processos por corrupção, entre eles lavagem de dinheiro, fraude a licitação, desvio e apropriação de recursos públicos municipais.
Em toda a cidade se comenta que cinco vereadores teriam recebido R$ 20 mil cada um para não cassar o prefeito. A Câmara de Januária tem 10 vereadores. Para cassar o prefeito seriam necessários pelo menos sete votos.
OAB-SE requer documentos sobre conselheiro do Tribunal de Contas
O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Sergipe, Henri Clay Andrade, enviou ofício ao Tribunal de Contas do Estado solicitando cópia dos atos administrativos que culminaram com a posse e aposentadoria do conselheiro Flávio Conceição. Conceição foi preso pela Polícia Federal, acusado de envolvimento em esquema fraudulento liderado pela Construtora Gautama para o desvio de recursos públicos. De posse dos documentos, a OAB-SE pretende ingressar com ação judicial para questionar a nomeação, posse e a aposentadoria compulsória de Flávio Conceição.
O presidente da OAB-SE explica que a aposentadoria ofende ao princípio da moralidade pública e impede a tramitação de ação movida pelo Ministério Público Estadual contra o conselheiro do Tribunal de Contas. "A decisão frustra a sociedade porque o sentimento é de acomodação e não de punição. Essa previsão da lei promulgada em 1979 é incompatível com o princípio constitucional da moralidade, consagrado no artigo 37 da Constituição Federal de 1988", afirmou Henri Clay.
O presidente da OAB-SE explica que a aposentadoria ofende ao princípio da moralidade pública e impede a tramitação de ação movida pelo Ministério Público Estadual contra o conselheiro do Tribunal de Contas. "A decisão frustra a sociedade porque o sentimento é de acomodação e não de punição. Essa previsão da lei promulgada em 1979 é incompatível com o princípio constitucional da moralidade, consagrado no artigo 37 da Constituição Federal de 1988", afirmou Henri Clay.
UnB: Mais um processo
Ex-reitor da UnB, ex-diretor da editora da universidade e dois funcionários são denunciados à Justiça por contratar de forma fraudulenta três empresas para atuar em convênios com a Funasa. Matéria de hoje no Correio Brasiliense, clique no título.
O que não sairá na mídia sobre Daniel Dantas e sua organização criminosa
Gustavo Barreto, da redação
O site Em Dia Com A Cidadania disponibilizou na última quarta-feira (16) o relatório completo da Polícia Federal que investiga Daniel Dantas e o Opportunity. Na página 6, o relatório destaca que “o conceito de organização criminosa não conta com definição legal e também não se encontra sedimentado na doutrina ou na jurisprudência”.
No entanto, destaca que “podemos constatar uma série de elementos na composição de quase todas as definições, quais sejam: a) previsão de lucros; b) hierarquia entre seus membros; c) planejamento empresarial; d) divisão de trabalhos; e) ingerência no poder estatal; d) mescla de atividades lícitas e ilícitas para dificultar a atuação dos órgãos públicos encarregados da persecução penal”. E conclui: “No caso em tela, encontram-se presentes todas estas características como demonstraremos no corpo da presente representação”.
Ressaltamos aqui ao leitor, telespectador, radiouvinte e “consumidor” da mídia em geral, na mesma página, uma nota em que se destaca: “Ao longo da investigação notamos a constante aproximação do Grupo com autoridades públicas, lobistas, jornalistas, grandes empresários, pessoas muito bem articuladas, uma vez que esses contatos nas diversas esferas públicas e privadas são necessários para que esta organização criminosa continue atuando de forma protegida”.
Leia o relatório clicando aqui.
O grande Luis Nassif já descobriu quem são os jornalistas que fazem parte do esquemão, clica aqui pra ler.
O site Em Dia Com A Cidadania disponibilizou na última quarta-feira (16) o relatório completo da Polícia Federal que investiga Daniel Dantas e o Opportunity. Na página 6, o relatório destaca que “o conceito de organização criminosa não conta com definição legal e também não se encontra sedimentado na doutrina ou na jurisprudência”.
No entanto, destaca que “podemos constatar uma série de elementos na composição de quase todas as definições, quais sejam: a) previsão de lucros; b) hierarquia entre seus membros; c) planejamento empresarial; d) divisão de trabalhos; e) ingerência no poder estatal; d) mescla de atividades lícitas e ilícitas para dificultar a atuação dos órgãos públicos encarregados da persecução penal”. E conclui: “No caso em tela, encontram-se presentes todas estas características como demonstraremos no corpo da presente representação”.
Ressaltamos aqui ao leitor, telespectador, radiouvinte e “consumidor” da mídia em geral, na mesma página, uma nota em que se destaca: “Ao longo da investigação notamos a constante aproximação do Grupo com autoridades públicas, lobistas, jornalistas, grandes empresários, pessoas muito bem articuladas, uma vez que esses contatos nas diversas esferas públicas e privadas são necessários para que esta organização criminosa continue atuando de forma protegida”.
Leia o relatório clicando aqui.
O grande Luis Nassif já descobriu quem são os jornalistas que fazem parte do esquemão, clica aqui pra ler.
Ligando o ventilador: leia o relatório da PF sobre a Operação Santiagraha, que prendeu Daniel Dantas
Está na revista Consultor Jurídico e prepare seu coração para ler o relatório da Polícia Federal sobre Daniel Dantas (que tinha em casa até parede falsa escondendo documentos) e o Opportunity: é ventilador ligado no valhacouto.
Ao longo de 210 páginas, recheadas com transcrições de interceptações telefônicas e de e-mails, relatório da Polícia Federal que investiga Daniel Dantas e o Opportunity é exaustivo na descrição dos passos seguidos pela Polícia e dos supostos indícios que permitiram aos delegados Protógenes Queiroz e Karina Murakami Souza* chegar à conclusão de que “Daniel Dantas é o chefe da organização criminosa, envolvida com o cometimento de delitos contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais e de lavagem de dinheiro”. (Claudio Julio Tognolli, "Operação Grampo", leia mais clicando no título)
Ao longo de 210 páginas, recheadas com transcrições de interceptações telefônicas e de e-mails, relatório da Polícia Federal que investiga Daniel Dantas e o Opportunity é exaustivo na descrição dos passos seguidos pela Polícia e dos supostos indícios que permitiram aos delegados Protógenes Queiroz e Karina Murakami Souza* chegar à conclusão de que “Daniel Dantas é o chefe da organização criminosa, envolvida com o cometimento de delitos contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais e de lavagem de dinheiro”. (Claudio Julio Tognolli, "Operação Grampo", leia mais clicando no título)
Filho de governador de RO é investigado pela Justiça
Agência Estado - Ivo Júnior Cassol, filho do governador de Rondônia, Ivo Cassol, foi denunciado, na quarta-feira, pela Procuradoria da República do Espírito Santo, junto à 1ª Vara Federal Criminal de Vitória, pelos crimes de tráfico de influência e formação de quadrilha. Na mesma denúncia foram incluídos o capixaba Adriano Mariano Scopel, dono da Tag - Importação e Exportação de Veículos S.A., o primo de Ivo Júnior, Alessandro Cassol Zabott, e os empregados da Tag Aguilar de Jesus Bourguignon e Ronaldo Benevidio dos Santos.
Ivo Junior e Zabott são acusados de intercederem junto ao governador Cassol para manter o benefício fiscal que beneficiava a Tag naquele Estado e que havia sido suspenso. Em troca, eles assistiram à corrida de Fórmula 1 em São Paulo, em outubro, com as despesas pagas por Scopel. Clique no título para ler no site do Estadão.
Ivo Junior e Zabott são acusados de intercederem junto ao governador Cassol para manter o benefício fiscal que beneficiava a Tag naquele Estado e que havia sido suspenso. Em troca, eles assistiram à corrida de Fórmula 1 em São Paulo, em outubro, com as despesas pagas por Scopel. Clique no título para ler no site do Estadão.
Pela instalação da CPI da Dívida!
Há um tema importantíssimo em discussão no Congresso Nacional: a instalação da CPI da Dívida Pública, que conta com o mais absoluto silêncio das corporações de mídia. A iniciativa foi do PSOL, que se mobilizou desde fevereiro e conseguiu recolher, na Câmara dos Deputados, 185 assinaturas. São 14 a mais que o mínimo necessário (...) Por Marcelo Salles, Fazendo Media. Clique no título para ler.
A mídia só pega os bagrinhos
A imprensa carioca parece ter despertado de um sono profundo. Após anos sem investigar com afinco a Assembléia Legislativa do RJ (com quem de tempos em tempos mantém relações um tanto quanto profícuas), de repente descobriu que havia funcionários fantasmas lotados em 12 gabinetes. Por Marcelo Salles, do Fazendo Media.
Nas barbas das eleições municipais, a ALERJ tomou conta do noticiário local por 40 dias seguidos. No dia em que foram cassados os mandatos de Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB), todo mundo estava lá: jornais, rádios e emissoras de televisão. Um furgão da Globo garantia o sinal para a transmissão do RJTV ao vivo.
É difícil resistir a tanta sedução. Até mesmo parlamentares de esquerda emocionam-se diante da possibilidade de aparecer na mídia, sem perceber que muitas vezes fazem o jogo da direita ao atacarem o poder público. O resultado será sentido nas próximas eleições sempre que alguém disser que todo político é ladrão. Eis a lógica das corporações da mídia privada: vilipendiar a imagem de todo o Estado, quando na verdade essa responsabilidade deveria recair apenas sobre os maus administradores públicos. Tal como conseguiram associar socialismo à ditadura, agora os donos do capital associam o poder público à ineficiência, à roubalheira indiscriminada, à falta de ética generalizada.
Voltando à ALERJ. O que as corporações de mídia privada não informam a seus leitores, ouvintes e telespectadores – e você que acompanha o fazendomedia.com vai ficar sabendo – são as ligações dos deputados envolvidos em atividades ilícitas com o governador Sérgio Cabral, do PMDB, que nas eleições de outubro vai apoiar Alessandro Molon (PT) para a Prefeitura do Rio. O fato é que essas ligações vêm sendo sistematicamente omitidas pelas corporações de mídia, sobretudo pelos veículos pertencentes às Organizações Globo.
Duas dessas ligações já foram comentadas aqui. Dia 3 de março, sob o título “A prefeita sem partido”, mostrei que o programa Fantástico, da TV Globo, omitiu deliberadamente o partido da prefeita Núbia Cozzolino. Adivinha qual? Ele mesmo, o PMDB de Cabral. Núbia é acusada pelo Ministério Público de crime eleitoral à frente da Prefeitura de Magé (RJ), base eleitoral das duas deputadas cassadas na ALERJ. As reportagens do "Globo" também são pródigas em não identificar o partido de algum parlamentar da base governista. Foi assim no final do ano passado, em que o deputado estadual Natalino e o vereador Jerominho apareceram sem partido (na época citei o caso aqui no blog, basta consultar o arquivo): PMDB e DEM, respectivamente o partido do governador do RJ Sérgio Cabral e do prefeito do Rio César Maia.
Outro dado relevante é o seguinte. O jornal Extra, que pertence às Organizações Globo, e a página eletrônica da ALERJ, divulgaram que o empresário Rômulo Costa, dono da Furacão 2000, entidade que controla o Funk no Rio, estava lotado no gabinete de Jane Cozzolino, a deputada do PTC que foi cassada no dia 1o de abril. O que essa mesma mídia não informou é que durante a última campanha eleitoral, o atual governador Sérgio Cabral, então candidato, fez pelo menos dois comícios nos palcos da Furacão 2000 para pedir voto às pessoas que vivem na periferia – a mesma que hoje ele trata à base de Caveirão e de abandono (sobretudo nas áreas de Saúde e Educação). Mas Cabral esteve lá na Furacão, a produtora de funk de Rômulo Costa, o chefe de gabinete da deputada cassada porque seus pares entenderam que ela estava roubando dinheiro público.
Só pra deixar claro: a responsabilidade dessa cobertura direcionada contra os bagrinhos e cega em relação aos tubarões é inteiramente da direção das empresas e de seus donos. Nunca dos repórteres. Esses têm apenas sua força de trabalho para vender e, na maioria das vezes, são pessoas bem intencionadas, buscam fazer o melhor jornalismo possível. Já a mídia grande está a serviço da exploração do povo brasileiro e do genocídio dos outros povos, seja porque assim lucram mais, seja porque têm nojo da pobreza. Ou alguém já viu uma reportagem mostrando que o salário mínimo é um absurdo? E outra revelando a real dimensão da carnificina promovida pelos EUA no Iraque?
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www.consciencia.net
Nas barbas das eleições municipais, a ALERJ tomou conta do noticiário local por 40 dias seguidos. No dia em que foram cassados os mandatos de Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB), todo mundo estava lá: jornais, rádios e emissoras de televisão. Um furgão da Globo garantia o sinal para a transmissão do RJTV ao vivo.
É difícil resistir a tanta sedução. Até mesmo parlamentares de esquerda emocionam-se diante da possibilidade de aparecer na mídia, sem perceber que muitas vezes fazem o jogo da direita ao atacarem o poder público. O resultado será sentido nas próximas eleições sempre que alguém disser que todo político é ladrão. Eis a lógica das corporações da mídia privada: vilipendiar a imagem de todo o Estado, quando na verdade essa responsabilidade deveria recair apenas sobre os maus administradores públicos. Tal como conseguiram associar socialismo à ditadura, agora os donos do capital associam o poder público à ineficiência, à roubalheira indiscriminada, à falta de ética generalizada.
Voltando à ALERJ. O que as corporações de mídia privada não informam a seus leitores, ouvintes e telespectadores – e você que acompanha o fazendomedia.com vai ficar sabendo – são as ligações dos deputados envolvidos em atividades ilícitas com o governador Sérgio Cabral, do PMDB, que nas eleições de outubro vai apoiar Alessandro Molon (PT) para a Prefeitura do Rio. O fato é que essas ligações vêm sendo sistematicamente omitidas pelas corporações de mídia, sobretudo pelos veículos pertencentes às Organizações Globo.
Duas dessas ligações já foram comentadas aqui. Dia 3 de março, sob o título “A prefeita sem partido”, mostrei que o programa Fantástico, da TV Globo, omitiu deliberadamente o partido da prefeita Núbia Cozzolino. Adivinha qual? Ele mesmo, o PMDB de Cabral. Núbia é acusada pelo Ministério Público de crime eleitoral à frente da Prefeitura de Magé (RJ), base eleitoral das duas deputadas cassadas na ALERJ. As reportagens do "Globo" também são pródigas em não identificar o partido de algum parlamentar da base governista. Foi assim no final do ano passado, em que o deputado estadual Natalino e o vereador Jerominho apareceram sem partido (na época citei o caso aqui no blog, basta consultar o arquivo): PMDB e DEM, respectivamente o partido do governador do RJ Sérgio Cabral e do prefeito do Rio César Maia.
Outro dado relevante é o seguinte. O jornal Extra, que pertence às Organizações Globo, e a página eletrônica da ALERJ, divulgaram que o empresário Rômulo Costa, dono da Furacão 2000, entidade que controla o Funk no Rio, estava lotado no gabinete de Jane Cozzolino, a deputada do PTC que foi cassada no dia 1o de abril. O que essa mesma mídia não informou é que durante a última campanha eleitoral, o atual governador Sérgio Cabral, então candidato, fez pelo menos dois comícios nos palcos da Furacão 2000 para pedir voto às pessoas que vivem na periferia – a mesma que hoje ele trata à base de Caveirão e de abandono (sobretudo nas áreas de Saúde e Educação). Mas Cabral esteve lá na Furacão, a produtora de funk de Rômulo Costa, o chefe de gabinete da deputada cassada porque seus pares entenderam que ela estava roubando dinheiro público.
Só pra deixar claro: a responsabilidade dessa cobertura direcionada contra os bagrinhos e cega em relação aos tubarões é inteiramente da direção das empresas e de seus donos. Nunca dos repórteres. Esses têm apenas sua força de trabalho para vender e, na maioria das vezes, são pessoas bem intencionadas, buscam fazer o melhor jornalismo possível. Já a mídia grande está a serviço da exploração do povo brasileiro e do genocídio dos outros povos, seja porque assim lucram mais, seja porque têm nojo da pobreza. Ou alguém já viu uma reportagem mostrando que o salário mínimo é um absurdo? E outra revelando a real dimensão da carnificina promovida pelos EUA no Iraque?
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A imprensa carioca parece ter despertado de um sono profundo. Após anos sem investigar com afinco a Assembléia Legislativa do RJ (com quem de tempos em tempos mantém relações um tanto quanto profícuas), de repente descobriu que havia funcionários fantasmas lotados em 12 gabinetes. Por Marcelo Salles, do Fazendo Media.
Nas barbas das eleições municipais, a ALERJ tomou conta do noticiário local por 40 dias seguidos. No dia em que foram cassados os mandatos de Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB), todo mundo estava lá: jornais, rádios e emissoras de televisão. Um furgão da Globo garantia o sinal para a transmissão do RJTV ao vivo.
É difícil resistir a tanta sedução. Até mesmo parlamentares de esquerda emocionam-se diante da possibilidade de aparecer na mídia, sem perceber que muitas vezes fazem o jogo da direita ao atacarem o poder público. O resultado será sentido nas próximas eleições sempre que alguém disser que todo político é ladrão. Eis a lógica das corporações da mídia privada: vilipendiar a imagem de todo o Estado, quando na verdade essa responsabilidade deveria recair apenas sobre os maus administradores públicos. Tal como conseguiram associar socialismo à ditadura, agora os donos do capital associam o poder público à ineficiência, à roubalheira indiscriminada, à falta de ética generalizada.
Voltando à ALERJ. O que as corporações de mídia privada não informam a seus leitores, ouvintes e telespectadores – e você que acompanha o fazendomedia.com vai ficar sabendo – são as ligações dos deputados envolvidos em atividades ilícitas com o governador Sérgio Cabral, do PMDB, que nas eleições de outubro vai apoiar Alessandro Molon (PT) para a Prefeitura do Rio. O fato é que essas ligações vêm sendo sistematicamente omitidas pelas corporações de mídia, sobretudo pelos veículos pertencentes às Organizações Globo.
Duas dessas ligações já foram comentadas aqui. Dia 3 de março, sob o título “A prefeita sem partido”, mostrei que o programa Fantástico, da TV Globo, omitiu deliberadamente o partido da prefeita Núbia Cozzolino. Adivinha qual? Ele mesmo, o PMDB de Cabral. Núbia é acusada pelo Ministério Público de crime eleitoral à frente da Prefeitura de Magé (RJ), base eleitoral das duas deputadas cassadas na ALERJ. As reportagens do "Globo" também são pródigas em não identificar o partido de algum parlamentar da base governista. Foi assim no final do ano passado, em que o deputado estadual Natalino e o vereador Jerominho apareceram sem partido (na época citei o caso aqui no blog, basta consultar o arquivo): PMDB e DEM, respectivamente o partido do governador do RJ Sérgio Cabral e do prefeito do Rio César Maia.
Outro dado relevante é o seguinte. O jornal Extra, que pertence às Organizações Globo, e a página eletrônica da ALERJ, divulgaram que o empresário Rômulo Costa, dono da Furacão 2000, entidade que controla o Funk no Rio, estava lotado no gabinete de Jane Cozzolino, a deputada do PTC que foi cassada no dia 1o de abril. O que essa mesma mídia não informou é que durante a última campanha eleitoral, o atual governador Sérgio Cabral, então candidato, fez pelo menos dois comícios nos palcos da Furacão 2000 para pedir voto às pessoas que vivem na periferia – a mesma que hoje ele trata à base de Caveirão e de abandono (sobretudo nas áreas de Saúde e Educação). Mas Cabral esteve lá na Furacão, a produtora de funk de Rômulo Costa, o chefe de gabinete da deputada cassada porque seus pares entenderam que ela estava roubando dinheiro público.
Só pra deixar claro: a responsabilidade dessa cobertura direcionada contra os bagrinhos e cega em relação aos tubarões é inteiramente da direção das empresas e de seus donos. Nunca dos repórteres. Esses têm apenas sua força de trabalho para vender e, na maioria das vezes, são pessoas bem intencionadas, buscam fazer o melhor jornalismo possível. Já a mídia grande está a serviço da exploração do povo brasileiro e do genocídio dos outros povos, seja porque assim lucram mais, seja porque têm nojo da pobreza. Ou alguém já viu uma reportagem mostrando que o salário mínimo é um absurdo? E outra revelando a real dimensão da carnificina promovida pelos EUA no Iraque?
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Nas barbas das eleições municipais, a ALERJ tomou conta do noticiário local por 40 dias seguidos. No dia em que foram cassados os mandatos de Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB), todo mundo estava lá: jornais, rádios e emissoras de televisão. Um furgão da Globo garantia o sinal para a transmissão do RJTV ao vivo.
É difícil resistir a tanta sedução. Até mesmo parlamentares de esquerda emocionam-se diante da possibilidade de aparecer na mídia, sem perceber que muitas vezes fazem o jogo da direita ao atacarem o poder público. O resultado será sentido nas próximas eleições sempre que alguém disser que todo político é ladrão. Eis a lógica das corporações da mídia privada: vilipendiar a imagem de todo o Estado, quando na verdade essa responsabilidade deveria recair apenas sobre os maus administradores públicos. Tal como conseguiram associar socialismo à ditadura, agora os donos do capital associam o poder público à ineficiência, à roubalheira indiscriminada, à falta de ética generalizada.
Voltando à ALERJ. O que as corporações de mídia privada não informam a seus leitores, ouvintes e telespectadores – e você que acompanha o fazendomedia.com vai ficar sabendo – são as ligações dos deputados envolvidos em atividades ilícitas com o governador Sérgio Cabral, do PMDB, que nas eleições de outubro vai apoiar Alessandro Molon (PT) para a Prefeitura do Rio. O fato é que essas ligações vêm sendo sistematicamente omitidas pelas corporações de mídia, sobretudo pelos veículos pertencentes às Organizações Globo.
Duas dessas ligações já foram comentadas aqui. Dia 3 de março, sob o título “A prefeita sem partido”, mostrei que o programa Fantástico, da TV Globo, omitiu deliberadamente o partido da prefeita Núbia Cozzolino. Adivinha qual? Ele mesmo, o PMDB de Cabral. Núbia é acusada pelo Ministério Público de crime eleitoral à frente da Prefeitura de Magé (RJ), base eleitoral das duas deputadas cassadas na ALERJ. As reportagens do "Globo" também são pródigas em não identificar o partido de algum parlamentar da base governista. Foi assim no final do ano passado, em que o deputado estadual Natalino e o vereador Jerominho apareceram sem partido (na época citei o caso aqui no blog, basta consultar o arquivo): PMDB e DEM, respectivamente o partido do governador do RJ Sérgio Cabral e do prefeito do Rio César Maia.
Outro dado relevante é o seguinte. O jornal Extra, que pertence às Organizações Globo, e a página eletrônica da ALERJ, divulgaram que o empresário Rômulo Costa, dono da Furacão 2000, entidade que controla o Funk no Rio, estava lotado no gabinete de Jane Cozzolino, a deputada do PTC que foi cassada no dia 1o de abril. O que essa mesma mídia não informou é que durante a última campanha eleitoral, o atual governador Sérgio Cabral, então candidato, fez pelo menos dois comícios nos palcos da Furacão 2000 para pedir voto às pessoas que vivem na periferia – a mesma que hoje ele trata à base de Caveirão e de abandono (sobretudo nas áreas de Saúde e Educação). Mas Cabral esteve lá na Furacão, a produtora de funk de Rômulo Costa, o chefe de gabinete da deputada cassada porque seus pares entenderam que ela estava roubando dinheiro público.
Só pra deixar claro: a responsabilidade dessa cobertura direcionada contra os bagrinhos e cega em relação aos tubarões é inteiramente da direção das empresas e de seus donos. Nunca dos repórteres. Esses têm apenas sua força de trabalho para vender e, na maioria das vezes, são pessoas bem intencionadas, buscam fazer o melhor jornalismo possível. Já a mídia grande está a serviço da exploração do povo brasileiro e do genocídio dos outros povos, seja porque assim lucram mais, seja porque têm nojo da pobreza. Ou alguém já viu uma reportagem mostrando que o salário mínimo é um absurdo? E outra revelando a real dimensão da carnificina promovida pelos EUA no Iraque?
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A imprensa carioca parece ter despertado de um sono profundo. Após anos sem investigar com afinco a Assembléia Legislativa do RJ (com quem de tempos em tempos mantém relações um tanto quanto profícuas), de repente descobriu que havia funcionários fantasmas lotados em 12 gabinetes. Por Marcelo Salles, do Fazendo Media. Clique no título para ler.
Crianças são as principais vítimas da epidemia no Rio
O jornal O Dia publicou em seu site hoje uma relação de algumas das crianças mortas pelo descaso das autoridades com a dengue. São descrições como a de Daniel Carrilho Evaristo, de oito anos: "Carinhoso, sensível, amoroso, cheio de energia. Morador da Tijuca e torcedor do Fluminense, queria ser pediatra “para não deixar as crianças sofrerem com dor”. Internado no dia 3, médicos diagnosticaram virose. Seu estado piorou após quatro dias internado. Foi para o CTI e não resitiu. Morreu dia 9 de março."
Conforme denunciou a Revista Consciência.Net, a prefeitura do Rio não executou 23% do orçamento que deveria ir para o combate à dengue e ao controle de vetores, segundo dados do próprio Tribunal de Contas do Município, além de ter desviado 6 milhões de reais para outros fins (aluguel de ambulâncias e coleta de lixo). O Ministério da Saúde alertara à Prefeitura sobre o risco de epidemia de dengue ainda em outubro de 2007. Clique no título para ler sobre as crianças mortas.
Conforme denunciou a Revista Consciência.Net, a prefeitura do Rio não executou 23% do orçamento que deveria ir para o combate à dengue e ao controle de vetores, segundo dados do próprio Tribunal de Contas do Município, além de ter desviado 6 milhões de reais para outros fins (aluguel de ambulâncias e coleta de lixo). O Ministério da Saúde alertara à Prefeitura sobre o risco de epidemia de dengue ainda em outubro de 2007. Clique no título para ler sobre as crianças mortas.
Rede Globo: falsificações são grosseiras, diz perito
Eduardo Sales, Brasil de Fato - Uma análise do Instituto Del Picchia atesta que os documentos relacionados à transferência de ações para o grupo de Roberto Marinho são apócrifos (elaborados após a data da negociação) e montados, segundo laudo. Essa é a principal argumentação da família Ortiz Monteiro que contesta a venda da TV Paulista – atual Rede Globo de São Paulo – para as Organizações Globo.
O laudo foi feito com base nos documentos apresentados pelos advogados que fizeram a defesa da Globo e constam da ação judicial. Tratam-se de papéis fotocopiados; os originais teriam desaparecido, segundo os advogados da família Marinho. Um comportamento que levanta suspeitas. “Quem é que deveria ter a obrigação de ter os originais? Ela (Rede Globo) invoca a sua própria incúria para impedir perícia”, salienta ao Brasil de Fato Celso Mauro Ribeiro Del Picchia, perito responsável pelo laudo. Leia aqui.
O laudo foi feito com base nos documentos apresentados pelos advogados que fizeram a defesa da Globo e constam da ação judicial. Tratam-se de papéis fotocopiados; os originais teriam desaparecido, segundo os advogados da família Marinho. Um comportamento que levanta suspeitas. “Quem é que deveria ter a obrigação de ter os originais? Ela (Rede Globo) invoca a sua própria incúria para impedir perícia”, salienta ao Brasil de Fato Celso Mauro Ribeiro Del Picchia, perito responsável pelo laudo. Leia aqui.
Gravações mostram deputado cobrando dinheiro
Portal Terra - Gravações feitas pela Polícia Federal (PF) mostram o ex-deputado de Alagoas Gilberto Gonçalves (PMN) cobrando dinheiro de um diretor da Assembléia. As escutas telefônicas autorizadas pela Justiça fazem parte da Operação Taturana que prendeu 41 pessoas acusadas de desviar R$ 280 milhões dos cofres públicos.
As fitas obtidas pelo jornal Folha de S. Paulo mostram o ex-deputado ligando para o então diretor de recursos humanos da Assembléia, Roberto Menezes, e cobrando dele o recebimento de dinheiro. "Eu quero meu dinheiro. E não venha com desconto de INSS, não, porque isso é dinheiro roubado", diz o ex-deputado. "É melhor você me dar do que sair tudo todo mundo algemado dessa p....". Leia notícia do portal Terra.
As fitas obtidas pelo jornal Folha de S. Paulo mostram o ex-deputado ligando para o então diretor de recursos humanos da Assembléia, Roberto Menezes, e cobrando dele o recebimento de dinheiro. "Eu quero meu dinheiro. E não venha com desconto de INSS, não, porque isso é dinheiro roubado", diz o ex-deputado. "É melhor você me dar do que sair tudo todo mundo algemado dessa p....". Leia notícia do portal Terra.
Fundação ligada à UnB é investigada por desvio de verba
Relação promíscua entre fundação e universidade dá origem a mais um escândalo na educação. Por Diego Cotta (*).
A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), principal entidade que atua no "apoio" à Universidade de Brasília (UnB), está sendo investigada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por vários delitos, como desvio de verba e função; "sobra de recursos" de mais de R$ 24 milhões; e o dinheiro gasto, este bastante propalado pela grande mídia, para fins decorativos do apartamento funcional destinado ao reitor da Universidade, Thimothy Mulholland. As notas fiscais comprovam que foram gastos mais de 470 mil reais no imóvel, localizado na Asa Norte da cidade de Brasília.
Recentemente, a Promotoria de Tutela de Fundações e Entidades de Interesse Social do MPDFT recorreu da decisão judicial que afastou o professor Nelson Martin da Presidência do Conselho Fiscal da Finatec, por entender que a ação de destituição de dirigentes, proposta no dia 21 de janeiro, deve ser aplicada a todos os cinco diretores da instituição e não apenas a um. Pelo fato das denúncias de irregularidades serem graves - contratações sem licitação, desvio de função, apropriação indébita etc. -, o MPDFT está propondo à Justiça a instalação de uma "administração provisória", uma espécie de auditoria para fazer o levantamento do real patrimônio da Finatec.
A Fundação se defende
Em nota de esclarecimento, a Finatec assegura que a sobra de dinheiro é proveniente de "uma excelente administração dos recursos financeiros e das relações apropriadas de trabalho". A Fundação explica que as quantias em caixa são guardadas para futuros pagamentos de encargos e eventuais indenizações trabalhistas de um contrato firmado, em 1998, entre a Fundação Universidade de Brasília (FUB), o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e a Finatec.
Quanto ao montante destinado à decoração do apartamento do reitor, a Finatec diz não ser a responsável pela distribuição de investimentos do Fundo de Apoio Institucional (FAI). Segundo a Fundação, as resoluções do Conselho de Administração da UnB decidem quanto e onde os recursos serão empregados. Portanto, a quantia de dinheiro aplicada para fins decorativos foi uma responsabilidade do Conselho; além disso, esses recursos são "pertencentes à Universidade e destinados à manutenção do patrimônio da mesma" – e não do reitor.
Ilegalidade
Seções sindicais de docentes das Instituições Federais do Ensino Superior (Ifes) de todo país já há algum tempo denunciam a relação promíscua entre as fundações e as universidades. Com o objetivo de agilizar projetos de pesquisa, obras de infra-estrutura etc., as reitorias canalizam suas verbas para as fundações administrarem; assim, as universidades conseguem driblar a lei 8.666, que institui normas para licitações e contratos da administração pública. No entanto, essa manobra administrativa acaba por escamotear todo o processo de gastos públicos, desde a contratação de serviços, como a escolha da empresa de obras, a equipe de consultores, os coordenadores de projetos, até a sua finalização, como pagamento de encargos trabalhistas, afastamento de coordenações e monitoramento de atividades.
A promiscuidade das relações universidades/fundações se dá no momento em que a fundação é responsabilizada pela gerência da verba da universidade, mas ao mesmo tempo está submetida às resoluções de um conselho de administração das próprias Ifes. As investigações se debruçam na suspeita de que os membros desse conselho são os mesmos professores que ocupam altos cargos nas fundações; o que compromete a ética que deveria imperar nesse tipo de relação.
Além disso, a ocupação de cargos administrativos de fundações por professores da universidade fere o decreto 94.664 de 1987, a que se refere a lei 7596 do mesmo ano que diz que a dedicação exclusiva (40h DE) exige do servidor total dedicação ao magistério, vedando a este o exercício de qualquer outro cargo ou emprego público ou privado. Portanto, o exercício do cargo de dirigente de uma fundação por um professor da categoria de 40h DE é ilegal, podendo o docente sofrer um sério processo judicial.
Escândalo: salários exorbitantes para docentes
O Ministério Público mergulhou de cabeça nas investigações das irregularidades da Finatec. Para os promotores que fazem a denúncia, os dirigentes da instituição se utilizam da Finatec para a prática de irregularidaes e obtenção de vantagem pessoal, contrariando o propósito da fundação que é fomentar e apoiar o ensino, a pesquisa e a extensão. "O objetivo principal do Ministério Público é o afastamento dos cinco dirigentes da Finatec. A questão dos cargos ocupados por docentes de dedicação exclusiva também é ilegal, mas não é o foco no momento", afirmou o promotor Ricardo Souza.
Apesar de dizer que as investigações de docentes ainda não é o foco do Ministério Público, o processo aberto pelos promotores Ricardo Souza, Gladaniel Palmeira e Nelson Faraco no Tribunal de Justiça do Distrito Federal denuncia a contratação de parentes de docentes/servidores para a prestação de serviços. Além disso, o MPDFT acusa a administração da Finatec de pagar salários estratosféricos aos docentes.
Segundo o documento judicial, ocorreram "pagamentos de quantias vultosas a professores e servidores pertencentes ao quadro da FUB, enquadrados no regime de dedicação exclusiva, por serviços prestados em contratos firmados entre a Finatec e o Poder Público, em total contrariedade às disposições da Lei nº 8.958/94". Além disso, a fundação movimenta R$ 100 milhões por ano, mas investe apenas R$ 750 mil por ano em bolsas de pesquisa.
ADUnB Seção Sindical lamenta o ocorrido
A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília publicou um documento lamentando as acusações sobre irregularidades e desvio de verbas cometidas pela Finatec. A seção sindical do Andes-SN é contra "as fundações ditas de apoio à pesquisa e reafirma a defesa do fortalecimento da universidade pública, gratuita, socialmente referenciada com financiamento totalmente oriundos do Estado e não por meio de 'intermediários'".
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A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), principal entidade que atua no "apoio" à Universidade de Brasília (UnB), está sendo investigada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por vários delitos, como desvio de verba e função; "sobra de recursos" de mais de R$ 24 milhões; e o dinheiro gasto, este bastante propalado pela grande mídia, para fins decorativos do apartamento funcional destinado ao reitor da Universidade, Thimothy Mulholland. As notas fiscais comprovam que foram gastos mais de 470 mil reais no imóvel, localizado na Asa Norte da cidade de Brasília.
Recentemente, a Promotoria de Tutela de Fundações e Entidades de Interesse Social do MPDFT recorreu da decisão judicial que afastou o professor Nelson Martin da Presidência do Conselho Fiscal da Finatec, por entender que a ação de destituição de dirigentes, proposta no dia 21 de janeiro, deve ser aplicada a todos os cinco diretores da instituição e não apenas a um. Pelo fato das denúncias de irregularidades serem graves - contratações sem licitação, desvio de função, apropriação indébita etc. -, o MPDFT está propondo à Justiça a instalação de uma "administração provisória", uma espécie de auditoria para fazer o levantamento do real patrimônio da Finatec.
A Fundação se defende
Em nota de esclarecimento, a Finatec assegura que a sobra de dinheiro é proveniente de "uma excelente administração dos recursos financeiros e das relações apropriadas de trabalho". A Fundação explica que as quantias em caixa são guardadas para futuros pagamentos de encargos e eventuais indenizações trabalhistas de um contrato firmado, em 1998, entre a Fundação Universidade de Brasília (FUB), o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e a Finatec.
Quanto ao montante destinado à decoração do apartamento do reitor, a Finatec diz não ser a responsável pela distribuição de investimentos do Fundo de Apoio Institucional (FAI). Segundo a Fundação, as resoluções do Conselho de Administração da UnB decidem quanto e onde os recursos serão empregados. Portanto, a quantia de dinheiro aplicada para fins decorativos foi uma responsabilidade do Conselho; além disso, esses recursos são "pertencentes à Universidade e destinados à manutenção do patrimônio da mesma" – e não do reitor.
Ilegalidade
Seções sindicais de docentes das Instituições Federais do Ensino Superior (Ifes) de todo país já há algum tempo denunciam a relação promíscua entre as fundações e as universidades. Com o objetivo de agilizar projetos de pesquisa, obras de infra-estrutura etc., as reitorias canalizam suas verbas para as fundações administrarem; assim, as universidades conseguem driblar a lei 8.666, que institui normas para licitações e contratos da administração pública. No entanto, essa manobra administrativa acaba por escamotear todo o processo de gastos públicos, desde a contratação de serviços, como a escolha da empresa de obras, a equipe de consultores, os coordenadores de projetos, até a sua finalização, como pagamento de encargos trabalhistas, afastamento de coordenações e monitoramento de atividades.
A promiscuidade das relações universidades/fundações se dá no momento em que a fundação é responsabilizada pela gerência da verba da universidade, mas ao mesmo tempo está submetida às resoluções de um conselho de administração das próprias Ifes. As investigações se debruçam na suspeita de que os membros desse conselho são os mesmos professores que ocupam altos cargos nas fundações; o que compromete a ética que deveria imperar nesse tipo de relação.
Além disso, a ocupação de cargos administrativos de fundações por professores da universidade fere o decreto 94.664 de 1987, a que se refere a lei 7596 do mesmo ano que diz que a dedicação exclusiva (40h DE) exige do servidor total dedicação ao magistério, vedando a este o exercício de qualquer outro cargo ou emprego público ou privado. Portanto, o exercício do cargo de dirigente de uma fundação por um professor da categoria de 40h DE é ilegal, podendo o docente sofrer um sério processo judicial.
Escândalo: salários exorbitantes para docentes
O Ministério Público mergulhou de cabeça nas investigações das irregularidades da Finatec. Para os promotores que fazem a denúncia, os dirigentes da instituição se utilizam da Finatec para a prática de irregularidaes e obtenção de vantagem pessoal, contrariando o propósito da fundação que é fomentar e apoiar o ensino, a pesquisa e a extensão. "O objetivo principal do Ministério Público é o afastamento dos cinco dirigentes da Finatec. A questão dos cargos ocupados por docentes de dedicação exclusiva também é ilegal, mas não é o foco no momento", afirmou o promotor Ricardo Souza.
Apesar de dizer que as investigações de docentes ainda não é o foco do Ministério Público, o processo aberto pelos promotores Ricardo Souza, Gladaniel Palmeira e Nelson Faraco no Tribunal de Justiça do Distrito Federal denuncia a contratação de parentes de docentes/servidores para a prestação de serviços. Além disso, o MPDFT acusa a administração da Finatec de pagar salários estratosféricos aos docentes.
Segundo o documento judicial, ocorreram "pagamentos de quantias vultosas a professores e servidores pertencentes ao quadro da FUB, enquadrados no regime de dedicação exclusiva, por serviços prestados em contratos firmados entre a Finatec e o Poder Público, em total contrariedade às disposições da Lei nº 8.958/94". Além disso, a fundação movimenta R$ 100 milhões por ano, mas investe apenas R$ 750 mil por ano em bolsas de pesquisa.
ADUnB Seção Sindical lamenta o ocorrido
A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília publicou um documento lamentando as acusações sobre irregularidades e desvio de verbas cometidas pela Finatec. A seção sindical do Andes-SN é contra "as fundações ditas de apoio à pesquisa e reafirma a defesa do fortalecimento da universidade pública, gratuita, socialmente referenciada com financiamento totalmente oriundos do Estado e não por meio de 'intermediários'".
(*) Matéria publicada originalmente no Jornal da Adufrj em 18/02/2008.
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Lembre-se que você tem quatro opções de entrega: (I) Um email de cada vez; (II) Resumo diário; (III) Email de compilação; (IV) Sem emails (acesso apenas online). Para cancelar, responda solicitando. [www.consciencia.net]
Fundação ligada à UnB é investigada por desvio de verba
Relação promíscua entre fundação e universidade dá origem a mais um escândalo na educação. Por Diego Cotta (*), clique no título para ler.
Justiça afasta 6 deputados da mesa diretora em AL
Odilon Rios, Portal Terra - Seis deputados da Assembléia Legislativa de Alagoas foram afastados hoje pela Justiça da mesa diretora da Casa por suspeita de desvio de R$ 200 milhões da folha de pagamento do Legislativo estadual. A decisão foi do juiz da 12ª Vara Cível da Capital, Gustavo Souza Lima. Com o afastamento, os seis deputados não retornam à mesa diretora até o fim das investigações da Polícia Federal sobre ao caso. "Decidi acatar os argumentos o Ministério Público Estadual, mas decidi mantê-los como deputados até o fim da ação", disse o magistrado.
Dez deputados estaduais foram indiciados pelo desvio milionário. Os seis afastados são: o presidente da Assembléia, deputado Antônio Albuquerque (DEM), Cícero Amélio (PMN), primeiro-secretário, Nelito Gomes de Barros (PTB), segundo secretário, Edival Gaia Filho (DEM), terceiro-secretário, e Maurício Tavares (PTB), quarto secretário. Além, do primeiro suplente da mesa, deputado Dudu Albuquerque (PSB).
Um tio do juiz sofreu, segundo a família, um atentado na noite de ontem. Mas, de acordo com o magistrado, não há relação do suposto atentado com a decisão que ele tomaria nesta terça-feira. José Muniz, tio do magistrado, é primeiro suplente do deputado federal Olavo Calheiros (PMDB-AL). Notícia do Portal Terra.
Dez deputados estaduais foram indiciados pelo desvio milionário. Os seis afastados são: o presidente da Assembléia, deputado Antônio Albuquerque (DEM), Cícero Amélio (PMN), primeiro-secretário, Nelito Gomes de Barros (PTB), segundo secretário, Edival Gaia Filho (DEM), terceiro-secretário, e Maurício Tavares (PTB), quarto secretário. Além, do primeiro suplente da mesa, deputado Dudu Albuquerque (PSB).
Um tio do juiz sofreu, segundo a família, um atentado na noite de ontem. Mas, de acordo com o magistrado, não há relação do suposto atentado com a decisão que ele tomaria nesta terça-feira. José Muniz, tio do magistrado, é primeiro suplente do deputado federal Olavo Calheiros (PMDB-AL). Notícia do Portal Terra.
Transparência com cartão é menor em SP que na União
Catia Seabra e José Alberto Bombig, Folha de S. Paulo
No ano passado, o governo de São Paulo destinou R$ 108.384.268,26 a gastos efetuados por uma espécie de cartão de débito: o cartão de pagamento de despesas. Esse sistema de adiantamento atende a 47 diferentes classificações de despesas, da diária de pessoal a gêneros alimentícios. Mas, diferentemente do governo federal -que lançou um portal para registro dos gastos - o Estado não oferece um sistema aberto com essa descrição.
Os dados são lançados no Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária), a qual somente as bancadas de deputados na Assembléia Legislativa têm acesso. Ainda assim, o Sigeo não descreve, necessariamente, o objeto da compra realizada com o cartão de débito.
No dia 28 de julho do ano passado, por exemplo, foram gastos R$ 597 na Spicy, uma loja de acessórios para casa. No sistema, o ramo de atividade está classificado com "a definir". O item: "despesas miúdas e de pronto pagamento". Os R$ 977 gastos no dia 4 de abril na Presentes Mickey também recebem a mesma qualificação. Ainda segundo o Sigeo, a Secretaria de Segurança gastou R$ 6.500,00 numa churrascaria no dia 11 de maio. Mas, segundo o levantamento feito pela liderança do PT a pedido da Folha, o Sigeo não esclarece o motivo do gasto.
A exemplo do governo federal, o Sigeo também não apresenta descrição de grande volume dos gastos realizados através de saque. Segundo os dados do Sigeo, 44,58% dos gastos -R$ 48,3 milhões- foram realizados graças a saques. Pelas regras fixadas pelo Estado, é permitido o saque integral do dinheiro creditado nos cartões, por exemplo, em caso de pagamento de diárias, verbas de representação e despesas com transportes. Leia na Folha de S. Paulo (assinantes UOL e FSP).
No ano passado, o governo de São Paulo destinou R$ 108.384.268,26 a gastos efetuados por uma espécie de cartão de débito: o cartão de pagamento de despesas. Esse sistema de adiantamento atende a 47 diferentes classificações de despesas, da diária de pessoal a gêneros alimentícios. Mas, diferentemente do governo federal -que lançou um portal para registro dos gastos - o Estado não oferece um sistema aberto com essa descrição.
Os dados são lançados no Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária), a qual somente as bancadas de deputados na Assembléia Legislativa têm acesso. Ainda assim, o Sigeo não descreve, necessariamente, o objeto da compra realizada com o cartão de débito.
No dia 28 de julho do ano passado, por exemplo, foram gastos R$ 597 na Spicy, uma loja de acessórios para casa. No sistema, o ramo de atividade está classificado com "a definir". O item: "despesas miúdas e de pronto pagamento". Os R$ 977 gastos no dia 4 de abril na Presentes Mickey também recebem a mesma qualificação. Ainda segundo o Sigeo, a Secretaria de Segurança gastou R$ 6.500,00 numa churrascaria no dia 11 de maio. Mas, segundo o levantamento feito pela liderança do PT a pedido da Folha, o Sigeo não esclarece o motivo do gasto.
A exemplo do governo federal, o Sigeo também não apresenta descrição de grande volume dos gastos realizados através de saque. Segundo os dados do Sigeo, 44,58% dos gastos -R$ 48,3 milhões- foram realizados graças a saques. Pelas regras fixadas pelo Estado, é permitido o saque integral do dinheiro creditado nos cartões, por exemplo, em caso de pagamento de diárias, verbas de representação e despesas com transportes. Leia na Folha de S. Paulo (assinantes UOL e FSP).
Cartões corporativos: Números para pensar
Por Luiz Antonio Magalhães
1. O governo de São Paulo, administrado há quase duas décadas pelo PSDB, tem 3 vezes mais cartões de crédito corporativos do que o governo federal – são cerca 20 mil cartões-Serra contra 7 mil cartões da bandeira Lula. Isto significa que deve ser muito mais difícil realizar a tal fiscalização que os tucanos usam como argumento para a farra de seus próprios cartões.
2. O governo federal gastou R$ 75 milhões com cartões corporativos no ano passado. O Orçamento da União para 2007 foi da ordem de R$ 600 bilhões. Já o governo Serra gastou R$ 108 milhões com seus cartões corporativos. Parece apenas um pouco a mais, porém é preciso levar em conta que o orçamento do Estado de São Paulo não passou de R$ 100 bilhões em 2007. Em outras palavras, a farra dos cartões tucanos paulistas – inventores desta modalidade de saque dos cofres públicos – é bem mais expressiva do que a do governo federal. É o caso de reeditar aquela propaganda esperta: "Cartões corporativos: o PSDB inventou, o PT copiou. Não foi bom para o Brasil"...
1. O governo de São Paulo, administrado há quase duas décadas pelo PSDB, tem 3 vezes mais cartões de crédito corporativos do que o governo federal – são cerca 20 mil cartões-Serra contra 7 mil cartões da bandeira Lula. Isto significa que deve ser muito mais difícil realizar a tal fiscalização que os tucanos usam como argumento para a farra de seus próprios cartões.
2. O governo federal gastou R$ 75 milhões com cartões corporativos no ano passado. O Orçamento da União para 2007 foi da ordem de R$ 600 bilhões. Já o governo Serra gastou R$ 108 milhões com seus cartões corporativos. Parece apenas um pouco a mais, porém é preciso levar em conta que o orçamento do Estado de São Paulo não passou de R$ 100 bilhões em 2007. Em outras palavras, a farra dos cartões tucanos paulistas – inventores desta modalidade de saque dos cofres públicos – é bem mais expressiva do que a do governo federal. É o caso de reeditar aquela propaganda esperta: "Cartões corporativos: o PSDB inventou, o PT copiou. Não foi bom para o Brasil"...
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