Alan Garcia e o processo genocida no Peru

Do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

O Cimi encontra-se estarrecido com o assassinato de mais de 60 pessoas, dentre elas 30 indígenas do povo Awajun, que vive na Amazônia peruana. Parece impossível imaginar que, em pleno século 21, ocorra tal massacre genocida . >>

Observatório Social revela esquema de exportação ilegal de madeira

Reportagem publicada pela revista do Observatório Social mostra como funciona a exportação de madeira oriunda de áreas desmatadas. >>

Comentário: Trancando porta arrombada

Por Sérgio Domingues, Jornalistas Populares - Em 29/05/2008, a Folha Online anunciava: "Brasil vai limitar compra de terra por empresa estrangeira". O governo estaria preparando medida jurídica para dificultar a compra de terras por empresas controladas por capital estrangeiro.

Segundo a reportagem, a Advocacia Geral da União fixará limites para as compras de terras. As regras valeriam para todo o país, "mas o alvo principal é a Amazônia, onde estão 55% da área das terras em nome de estrangeiros".

Os patriotas de plantão certamente já comemoram. Os generais contrários à causa indígena, principalmente. Mas, seria bom perguntar qual a diferença entre destruição florestal causada por empresários nacionais e por estrangeiros. Ainda mais agora, depois da aprovação Medida Provisória 422, que dispensa licitação para compra de terras públicas com até 1.500 hectares.

E como ficará a tal soberania da floresta se for aprovado o Projeto-de-Lei 624? A proposta reduz de 80% para 50% a exigência de manter área de preservação de floresta em propriedades na Amazônia. Tudo isso com grande apoio do governo petista, para a enorme alegria do agronegócio. Todos agradecem. De nosso compatriota, Blairo Maggi até as grandes multinacionais como Cargill, Bunge, Monsanto, Syngenta, Stora Enzo e Aracruz. Esse pessoal já está explorando as florestas a todo vapor há muito tempo. A área de cultivo de soja na Amazônia passou de 20 mil hectares em 2000 para 200 mil, em 2006. Eles não parecem preocupados com medidas contra estrangeiros. Até porque o governo acaba de liberar crédito oficial para fazendeiros desmatadores. (Com informações do boletim do MST)

Mapas de desmatamento da Amazônia estarão no Google

Mapas de desmatamento da Amazônia estarão na internet. Google põe serviço no ar em 2008, após líder indígena brasileiro pedir ajuda para mapear área. Por Jamil Chade, Genebra, do O Estado de S.Paulo, 09/04/2008. Via Ecodebate, clique no título para ler.

Mapas de desmatamento da Amazônia estarão no Google

Mapas de desmatamento da Amazônia estarão na internet - Google põe serviço no ar em 2008, após líder indígena brasileiro pedir ajuda para mapear área. Por Jamil Chade, GENEBRA, do O Estado de S.Paulo, 09/04/2008. Via Ecodebate.

O Google está prestes a colocar na internet, com acesso aberto, mapas detalhados da devastação na floresta Amazônica. A iniciativa surgiu após um pedido de ajuda do líder indígena Almir Suruí ao Google Earth para mapear a terra de sua tribo e, assim, protegê-la do desmatamento. A tribo fica no município de Cacoal, em Rondônia, e faz parte da Terra Indígena Sete de Setembro.

Em entrevista ao Estado, a diretora dos programas do Google Earth, Rebecca Moore, disse que ainda neste ano o site terá os mapas, que ficarão disponíveis para qualquer internauta. A iniciativa deve lançar ainda mais pressão sobre o governo, já que qualquer pessoa poderá acompanhar onde a floresta está desaparecendo. Atualmente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, já publica na internet imagens de satélite de desmatamento na Amazônia. Porém, elas estão “brutas”, o que pode dificultar a visualização e o entendimento pelos leigos.

Tanto para a tribo dos índios suruís, de 1,2 mil habitantes, como para o Google a iniciativa é considerada “histórica”. O Google Earth é um serviço de imagens de satélite e mapas via internet acessado diariamente por milhões de pessoas.

O pedido foi feito há cerca de um ano e, agora, a empresa diz estar prestes a concluir seu trabalho de mapeamento, mas não divulgou de qual satélite utilizará as imagens. “O Brasil será um local estratégico. Imagine o quanto poderia salvar em termos de florestas com essas imagens”, afirmou Rebecca.

Ontem, o Google colocou no ar imagens e textos em inglês dos esforços do líder Almir Suruí em sua tribo. “Podemos ver como as terras desses indígenas estão cercadas de desmatamento”, disse Rebecca. Entre as informações no site, está a constatação de que, nos últimos cinco anos, 11 líderes indígenas na região foram assassinados. Almir, segundo o Google, estaria obstinado com a missão de salvar seu território, colocando correntes e barreiras para evitar invasões.

Amanhã, o índio estará em Londres e será a estrela no anúncio do Google de seus novos projetos de mapeamento no mundo. “Almir foi escolhido como um dos 35 personagens identificados no mundo e que podem ser considerados como heróis na defesa dos direitos humanos”, disse Rebecca. A empresa, porém, afirma que não vai se limitar a colaborar só com Almir Suruí. “Temos um número importante de organizações não-governamentais (ONGs) nos procurando para saber como podem mapear áreas na floresta para fortalecer o controle e evitar o corte das árvores. Estamos estudando uma série de projetos nesse sentido”, afirmou a executiva.

Questionada se o governo brasileiro já havia sido consultado sobre a divulgação das novas imagens, Rebecca evitou responder. “Não posso falar ainda muito sobre isso. Mas tenho certeza de que todos ficarão impressionados com o que verão.”

O Google ainda pretende adicionar palavras na língua falada pelos integrantes da tribo nas ferramentas de busca da empresa americana. Mas Almir Suruí diz que não vai fornecer ao Google informações sobre como utilizar os recursos da floresta para curar doenças.



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Mapas de desmatamento da Amazônia estarão no Google

Mapas de desmatamento da Amazônia estarão na internet - Google põe serviço no ar em 2008, após líder indígena brasileiro pedir ajuda para mapear área. Por Jamil Chade, GENEBRA, do O Estado de S.Paulo, 09/04/2008. Via Ecodebate.

O Google está prestes a colocar na internet, com acesso aberto, mapas detalhados da devastação na floresta Amazônica. A iniciativa surgiu após um pedido de ajuda do líder indígena Almir Suruí ao Google Earth para mapear a terra de sua tribo e, assim, protegê-la do desmatamento. A tribo fica no município de Cacoal, em Rondônia, e faz parte da Terra Indígena Sete de Setembro.

Em entrevista ao Estado, a diretora dos programas do Google Earth, Rebecca Moore, disse que ainda neste ano o site terá os mapas, que ficarão disponíveis para qualquer internauta. A iniciativa deve lançar ainda mais pressão sobre o governo, já que qualquer pessoa poderá acompanhar onde a floresta está desaparecendo. Atualmente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, já publica na internet imagens de satélite de desmatamento na Amazônia. Porém, elas estão “brutas”, o que pode dificultar a visualização e o entendimento pelos leigos.

Tanto para a tribo dos índios suruís, de 1,2 mil habitantes, como para o Google a iniciativa é considerada “histórica”. O Google Earth é um serviço de imagens de satélite e mapas via internet acessado diariamente por milhões de pessoas.

O pedido foi feito há cerca de um ano e, agora, a empresa diz estar prestes a concluir seu trabalho de mapeamento, mas não divulgou de qual satélite utilizará as imagens. “O Brasil será um local estratégico. Imagine o quanto poderia salvar em termos de florestas com essas imagens”, afirmou Rebecca.

Ontem, o Google colocou no ar imagens e textos em inglês dos esforços do líder Almir Suruí em sua tribo. “Podemos ver como as terras desses indígenas estão cercadas de desmatamento”, disse Rebecca. Entre as informações no site, está a constatação de que, nos últimos cinco anos, 11 líderes indígenas na região foram assassinados. Almir, segundo o Google, estaria obstinado com a missão de salvar seu território, colocando correntes e barreiras para evitar invasões.

Amanhã, o índio estará em Londres e será a estrela no anúncio do Google de seus novos projetos de mapeamento no mundo. “Almir foi escolhido como um dos 35 personagens identificados no mundo e que podem ser considerados como heróis na defesa dos direitos humanos”, disse Rebecca. A empresa, porém, afirma que não vai se limitar a colaborar só com Almir Suruí. “Temos um número importante de organizações não-governamentais (ONGs) nos procurando para saber como podem mapear áreas na floresta para fortalecer o controle e evitar o corte das árvores. Estamos estudando uma série de projetos nesse sentido”, afirmou a executiva.

Questionada se o governo brasileiro já havia sido consultado sobre a divulgação das novas imagens, Rebecca evitou responder. “Não posso falar ainda muito sobre isso. Mas tenho certeza de que todos ficarão impressionados com o que verão.”

O Google ainda pretende adicionar palavras na língua falada pelos integrantes da tribo nas ferramentas de busca da empresa americana. Mas Almir Suruí diz que não vai fornecer ao Google informações sobre como utilizar os recursos da floresta para curar doenças.



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UNICEF propõe agenda infantil no Maranhão

Nesta quarta-feira (27/2), o UNICEF apresenta em São Luís a proposta da 'Agenda Criança Amazônia', para a qual estão sendo convidados a participar 45 municípios maranhenses
Agência Consciência.Net; clique aqui

Fazer com que os municípios da Amazônia se desenvolvam junto com suas crianças e seus adolescentes. Essa é a proposta da Agenda Criança Amazônia, que será apresentada pelo UNICEF nesta quarta-feira, 27 de fevereiro, às 9h30, no Sesc Olho D’Água em São Luís. “Queremos incentivar e fortalecer os municípios no seu papel de garantir os direitos de cada criança e adolescente”, aponta Eliana Almeida, coordenadora do escritório do UNICEF em São Luís. “Ao cuidar de suas crianças e investir na infância, o município certamente se desenvolve”, completa.

A programação do evento começa com a palestra do sociólogo Marcelo Carneiro, pesquisador e professora da UFMA, que mostrará um panorama dos desafios e potenciais dessa região do estado. Em seguida, Eliana Almeida, do UNICEF, apresentará os objetivos e a metodologia da Agenda Criança Amazônia, bem como uma síntese da situação da infância e da adolescência no Maranhão. O evento também marcará o início do processo de adesão dos municípios.

Foram convidados a participar da primeira fase do projeto 45 municípios maranhenses: Açailândia; Alcântara; Alto Alegre do Pindaré; Amarante do Maranhão; Arame; Axixá; Bacabal; Bacabeira; Balsas; Barra do Corda; Bom Jesus das Selvas; Buriticupu; Cândido Mendes; Coroatá; Cururupu; Grajaú; Guimarães; Icatu; Imperatriz; Itapecuru Mirim; Itinga do Maranhão; Lago da Pedra; Lago do Junco; Lima Campos; Matões do Norte; Maracaçumé; Matinha; Miranda do Norte; Mirinzal; Montes Altos; Olinda Nova do Maranhão; Palmeirândia; Pedreiras; Pedro do Rosário; Penalva; Presidente Juscelino; Rosário; Santa Inês; Santa Luzia; Santa Rita; São Bento; São João do Carú; Tuntum; Viana; e Zé Doca.

Para o evento de lançamento, também estão sendo esperados representantes do governo estadual, do Poder Legislativo, Poder Judiciário, Ministério Público, organizações não-governamentais e lideranças comunitárias. “Apesar de a vida das crianças e dos adolescentes concretizar-se nos municípios, ela não depende apenas do gestor local. É necessário um compromisso integrado de todos”, explica Eliana Almeida.

No período da tarde, a programação do evento continua para os prefeitos e articuladores dos municípios. A equipe do UNICEF, ao lado do Centro de Formação Akoni (parceiro do UNICEF na implementação da Agenda Criança Amazônia no Maranhão), fará um detalhamento dos indicadores que serão acompanhados no decorrer do ano, bem como das atividades de sensibilização e capacitação para a garantia dos direitos da infância e da adolescência.

O ano de 2008 será o ano de construção da metodologia da Agenda Criança Amazônia, envolvendo apenas alguns municípios dos Estados do Amazonas, Pará e Maranhão. A partir de 2009, com a primeira fase concluída e avaliada, a proposta será estendida para todos os nove Estados da Amazônia Legal Brasileira, alcançando cerca de 750 municípios e mais de 10,5 milhões de crianças e adolescentes.

Lançamento estadual da Agenda Criança Amazônia
Data: 27/2/2008 (qua), 9h30-12h30
Local: Sesc Olho D’Água, Av. São Carlos, s/n, Olho D’Água, São Luís

Mais informações
Immaculada Prieto – iprieto@unicef.org – (98) 8111-7492 ou 4009-5700.


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Lembre-se que você tem quatro opções de entrega: (I) Um email de cada vez; (II) Resumo diário; (III) Email de compilação; (IV) Sem emails (acesso apenas online). Para cancelar, responda solicitando. [www.consciencia.net]

UNICEF propõe agenda infantil no Maranhão

Nesta quarta-feira (27/2), o UNICEF apresenta em São Luís a proposta da 'Agenda Criança Amazônia', para a qual estão sendo convidados a participar 45 municípios maranhenses
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Fazer com que os municípios da Amazônia se desenvolvam junto com suas crianças e seus adolescentes. Essa é a proposta da Agenda Criança Amazônia, que será apresentada pelo UNICEF nesta quarta-feira, 27 de fevereiro, às 9h30, no Sesc Olho D’Água em São Luís. “Queremos incentivar e fortalecer os municípios no seu papel de garantir os direitos de cada criança e adolescente”, aponta Eliana Almeida, coordenadora do escritório do UNICEF em São Luís. “Ao cuidar de suas crianças e investir na infância, o município certamente se desenvolve”, completa.

A programação do evento começa com a palestra do sociólogo Marcelo Carneiro, pesquisador e professora da UFMA, que mostrará um panorama dos desafios e potenciais dessa região do estado. Em seguida, Eliana Almeida, do UNICEF, apresentará os objetivos e a metodologia da Agenda Criança Amazônia, bem como uma síntese da situação da infância e da adolescência no Maranhão. O evento também marcará o início do processo de adesão dos municípios.

Foram convidados a participar da primeira fase do projeto 45 municípios maranhenses: Açailândia; Alcântara; Alto Alegre do Pindaré; Amarante do Maranhão; Arame; Axixá; Bacabal; Bacabeira; Balsas; Barra do Corda; Bom Jesus das Selvas; Buriticupu; Cândido Mendes; Coroatá; Cururupu; Grajaú; Guimarães; Icatu; Imperatriz; Itapecuru Mirim; Itinga do Maranhão; Lago da Pedra; Lago do Junco; Lima Campos; Matões do Norte; Maracaçumé; Matinha; Miranda do Norte; Mirinzal; Montes Altos; Olinda Nova do Maranhão; Palmeirândia; Pedreiras; Pedro do Rosário; Penalva; Presidente Juscelino; Rosário; Santa Inês; Santa Luzia; Santa Rita; São Bento; São João do Carú; Tuntum; Viana; e Zé Doca.

Para o evento de lançamento, também estão sendo esperados representantes do governo estadual, do Poder Legislativo, Poder Judiciário, Ministério Público, organizações não-governamentais e lideranças comunitárias. “Apesar de a vida das crianças e dos adolescentes concretizar-se nos municípios, ela não depende apenas do gestor local. É necessário um compromisso integrado de todos”, explica Eliana Almeida.

No período da tarde, a programação do evento continua para os prefeitos e articuladores dos municípios. A equipe do UNICEF, ao lado do Centro de Formação Akoni (parceiro do UNICEF na implementação da Agenda Criança Amazônia no Maranhão), fará um detalhamento dos indicadores que serão acompanhados no decorrer do ano, bem como das atividades de sensibilização e capacitação para a garantia dos direitos da infância e da adolescência.

O ano de 2008 será o ano de construção da metodologia da Agenda Criança Amazônia, envolvendo apenas alguns municípios dos Estados do Amazonas, Pará e Maranhão. A partir de 2009, com a primeira fase concluída e avaliada, a proposta será estendida para todos os nove Estados da Amazônia Legal Brasileira, alcançando cerca de 750 municípios e mais de 10,5 milhões de crianças e adolescentes.

Lançamento estadual da Agenda Criança Amazônia
Data: 27/2/2008 (qua), 9h30-12h30
Local: Sesc Olho D’Água, Av. São Carlos, s/n, Olho D’Água, São Luís

Mais informações
Immaculada Prieto – iprieto@unicef.org – (98) 8111-7492 ou 4009-5700.


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UNICEF propõe agenda infantil no Maranhão

Nesta quarta-feira (27/2), o UNICEF apresenta em São Luís a proposta da 'Agenda Criança Amazônia', para a qual estão sendo convidados a participar 45 municípios maranhenses.

Amazônia: arquivo 2003-2007

Clique aqui para ler o arquivo 2003-2007 com notícias da Amazônia.

Começa feira de Economia Solidária em Manaus

Agência Consciência.Net; clique aqui

Sementes das mais variadas, escamas de peixes coloridas, cipós e pintura com motivos indígenas são alguns dos elementos que dão um formato original à III Feira de Economia Solidária do Estado do Amazonas (Fesol 2007), que foi aberta oficialmente na manhã desta sexta-feira (14/12). O evento conta com a presença de diversos empreendedores e empreendedoras, fomentadores e representantes do governo local, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, que abrigará até o próximo domingo os expositores desta edição da feira. Da Agência Adital.

Não se centrando apenas da comercialização dos produtos, a Fesol 2007 investe também no repasse de informações e no debate entre os participantes do evento. Durante a feira, eles terão a oportunidades de discutir sobre os desafios que existem ao enfrentar uma lógica de mercado que está estabelecida há muito tempo, ao mesmo tempo que tornarão evidente que - como sugere o lema da Ecosol - outra economia acontece.

Maria da Conceição Silva, que participa do evento com peças decorativas de gesso, conta que a feira é uma oportunidade valiosa de troca de experiência e formação. "Muitas pessoas não sabem, mas as palestras, os debates, são muito importantes pra gente. É a partir disso que a gente pode se encontrar e defender as nossas idéias", disse.

Depois da abertura oficial, os estandes começaram a ser montados. E, enquanto se preparam a feira propriamente dita, às 14h, os empreendedores participam do seminário Produção Comercial e Consumo. Às 17h, segue um debate sobre análise de conjuntura sobre o cenário da economia solidária.

Dentre as oficinas proposta pela Fesol 2007, destacam-se a de Eco-Bancos e Formação de Economia Solidária. Na programação de amanhã, seguem seminários sobre Marco Legal; Trabalho e Renda; Finanças Solidárias; Relações de Gênero. O domingo será dedicado à plenária sobre a aprovação da Fesol 2008, aprovação do estatuto do Fórum Amazonas de Economia Solidária, escolha da nova coordenação do Fórum e aprovação da Carta da Economia.

A Feira

Para esta edição, a organização da Feira espera reunir 100 expositores. A falta de apoio, conta Ronald Seixas, da Cáritas Arquidiocesana de Manaus, continua sendo um empecilho para que uma maior participação de expositores seja garantida. Problemas como estes fizeram com que a feira fosse adiada de novembro para dezembro.

Com apenas 30 mil reais, e com apoio essencial da Secretaria do Estado do Trabalho (Setrab), a Fesol 2007 termina por traduzir o espírito empreendedor solidário: muita perseverança, força de vontade e a certeza de que, ainda com vários percalços, se está trilhando pelo caminho certo. (Apoio do Banco do Nordeste)

Começa feira de Economia Solidária em Manaus

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Sementes das mais variadas, escamas de peixes coloridas, cipós e pintura com motivos indígenas são alguns dos elementos que dão um formato original à III Feira de Economia Solidária do Estado do Amazonas (Fesol 2007), que foi aberta oficialmente na manhã desta sexta-feira (14/12). O evento conta com a presença de diversos empreendedores e empreendedoras, fomentadores e representantes do governo local, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, que abrigará até o próximo domingo os expositores desta edição da feira. Da Agência Adital.

Não se centrando apenas da comercialização dos produtos, a Fesol 2007 investe também no repasse de informações e no debate entre os participantes do evento. Durante a feira, eles terão a oportunidades de discutir sobre os desafios que existem ao enfrentar uma lógica de mercado que está estabelecida há muito tempo, ao mesmo tempo que tornarão evidente que - como sugere o lema da Ecosol - outra economia acontece.

Maria da Conceição Silva, que participa do evento com peças decorativas de gesso, conta que a feira é uma oportunidade valiosa de troca de experiência e formação. "Muitas pessoas não sabem, mas as palestras, os debates, são muito importantes pra gente. É a partir disso que a gente pode se encontrar e defender as nossas idéias", disse.

Depois da abertura oficial, os estandes começaram a ser montados. E, enquanto se preparam a feira propriamente dita, às 14h, os empreendedores participam do seminário Produção Comercial e Consumo. Às 17h, segue um debate sobre análise de conjuntura sobre o cenário da economia solidária.

Dentre as oficinas proposta pela Fesol 2007, destacam-se a de Eco-Bancos e Formação de Economia Solidária. Na programação de amanhã, seguem seminários sobre Marco Legal; Trabalho e Renda; Finanças Solidárias; Relações de Gênero. O domingo será dedicado à plenária sobre a aprovação da Fesol 2008, aprovação do estatuto do Fórum Amazonas de Economia Solidária, escolha da nova coordenação do Fórum e aprovação da Carta da Economia.

A Feira

Para esta edição, a organização da Feira espera reunir 100 expositores. A falta de apoio, conta Ronald Seixas, da Cáritas Arquidiocesana de Manaus, continua sendo um empecilho para que uma maior participação de expositores seja garantida. Problemas como estes fizeram com que a feira fosse adiada de novembro para dezembro.

Com apenas 30 mil reais, e com apoio essencial da Secretaria do Estado do Trabalho (Setrab), a Fesol 2007 termina por traduzir o espírito empreendedor solidário: muita perseverança, força de vontade e a certeza de que, ainda com vários percalços, se está trilhando pelo caminho certo. (Apoio do Banco do Nordeste)

Mostra etnográfica em Manaus exibe filmes e anuncia prêmios

Em seu último dia, nesta quarta-feira (31/10), a II Mostra Amazônica do Filme Etnográfico exibe os vídeos "O Amendoim da Cutia Komoi e Paturi Panará" e "Daritzé, aprendiz de curador". O encerramento, às 20h, terá entrega de prêmios e exibição de "Xinã Bena". Será no Campus Universitário ICHL/UFAM, Auditório Rio Negro. Informações em www.mostraetnografica.ufam.edu.br

Incêndios na Amazônio aumentaram 34%

Quem informa é a agência Ansa Latina e nós reproduzimos a matéria, que é de arrepiar os cabelos que nos restam, cujos dados e números desdizem o que o Ministério do Meio Ambiente andou dizendo. Para saber mais, vá ao www.emdiacomacidadania.com.br

Fazendeiros e políticos expulsam Opan, Greenpeace e jornalistas de Juína (MT)

O Greenpeace e a organização indigenista Opan (Operação Amazônia Nativa) pediram no último dia 22 de agosto ao Ministério Público Federal a apuração dos graves incidentes ocorridos há dois dias em Juína, no Mato Grosso, que resultaram na expulsão, por fazendeiros, de um grupo de representantes da Opan, ativistas do Greenpeace e dois jornalistas franceses. Entre os ambientalistas estava o coordenador do Greenpeace na Amazônia, Paulo Adario. Veja o vídeo.

Cópias de duas horas de imagens em vídeo documentando ameaças, ofensas e o processo de expulsão do grupo foram entregues agora à tarde ao Procurador Federal da República em Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar. Pela manhã, Adario fez um pronunciamento sobre o assunto durante reunião especial do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que se realiza em Cuiabá, e pediu providências das autoridades estaduais e federais. No dia 23, durante a abertura da reunião, o governador Blairo Maggi anunciou que irá pedir a presença do Exército para enfrentar a grilagem e garantir a ordem no noroeste do estado, onde está Juína. O governo do estado havia sido informado no dia anterior que o Greenpeace, a Opan e jornalistas estavam praticamente mantidos como reféns num hotel da cidade, cercados por quase uma centena de fazendeiros.

“Ao mesmo tempo em que o governo celebra e assume o mérito pela queda das taxas de desmatamento na Amazônia, o episódio em Juína mostra que sua presença ou é rala ou ainda está muito longe daqui”, disse Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace, que fazia parte do grupo. “É inaceitável que fazendeiros, com o apoio de autoridades locais, cerceiem a liberdade que todo cidadão tem de ir e vir e revoguem a Lei de Imprensa, cassando o direito de jornalistas exercerem sua profissão com segurança”.


Vídeo 'Amazônia, uma região de poucos'

Tensão em hotel

O grupo do Greenpeace, da Opan e os jornalistas franceses foram expulsos por fazendeiros na segunda-feira pela manhã (20/08), depois de ser mantido durante toda a noite sob vigilância em um hotel da cidade. O grupo de nove pessoas estava de passagem por Juína e seguia em direção à terra indígena Enawene-Nawe. O objetivo da viagem era documentar áreas recém-desmatadas, além de mostrar a convivência de um povo indígena que vive de agricultura e pesca com a floresta e seu papel em preservar a biodiversidade.

No final da tarde de domingo, fazendeiros abordaram integrantes das duas organizações no hotel onde estavam hospedados, querendo saber quem eram e o que estavam fazendo em Juína. A área onde está localizada a terra indígena está em disputa entre os Enawene Nawe e os fazendeiros e expressa o conflito da expansão agrícola sobre áreas protegidas e territórios de povos indígenas.

Os índios reivindicam a reintegração de parte do território tradicional que teria ficado de fora da demarcação e que contém uma área de pesca cerimonial, fundamental nos rituais sagrados dos Enawene. Os fazendeiros, por sua vez, alegam que a terra é deles e estão dispostos a lutar para mantê-las. Eles se mostraram muito irritados quando souberam que jornalistas integravam o grupo que estava no hotel.

Ameaças veladas e explícitas

Na manhã seguinte, o local foi cercado por dezenas de fazendeiros e o presidente da Câmara Municipal, o vereador Francisco Pedroso - o Chicão (DEM), que exigiam esclarecimento sobre os objetivos dos visitantes. O grupo foi levado à Câmara Municipal, onde uma sessão especial foi rapidamente organizada. Estavam presentes o prefeito da cidade, Hilton Campos (PR), o presidente da Câmara, o presidente da OAB, o presidente da Associação dos Produtores Rurais da região do Rio Preto(Aprurp), Aderval Bento, vários vereadores e mais de 50 fazendeiros. E também a polícia. Durante seis horas, os fazendeiros repetiram que a entrada do grupo na terra Enawene Nawe não seria permitida e que seria “perigoso” insistir na viagem. Esmurrando a mesa, o prefeito de Juína, Hilton Campos, afirmou que não iria permitir a ida do grupo para o Rio Preto, sendo aplaudido fervorosamente pelos colegas fazendeiros. “A imprensa internacional tem o direito de vir aqui e fazer o que bem entende? Sem o nosso conhecimento, levando informações sei lá pra onde? A nosso respeito? A respeito dos nossos índios? Porque os índios são nossos”, disse um fazendeiro.
"Os índios são nossos", disse um fazendeiro, representando um grupo que decidiu acabar com direitos constitucionais na cidade.
Para evitar maiores conflitos, a viagem foi cancelada. O grupo, então, se dirigiu ao local de encontro com os Enawene, uma ponte sobre o Rio Preto, a 60 km de distância, para dar a eles combustível e comida para a volta. A viagem foi feita sob escolta policial, para garantir a segurança dos jornalistas, da Opan e do Greenpeace. Mas nem isso evitou que os fazendeiros, que acompanharam a viagem de ida e volta em 8 oito caminhonetes lotadas, continuassem intimidando e ameaçando o grupo. O grupo se refugiou no hotel de onde não pôde sair nem para comer. Uma viatura da Polícia Militar ficou na área, para impedir qualquer tentativa de invasão, mas não conseguiu impedir que um fotógrafo fosse agredido. Os fazendeiros fizeram uma vigília na frente do hotel durante toda a noite.

De manhã cedo, 30 caminhonetes lotadas de fazendeiros, com faróis acessos a buzinando sem parar, insultando e ameaçando o grupo, escoltaram o grupo, que estava protegido por duas viaturas policiais, até o aeroporto. Foram advertidos a decolar imediatamente, ou o avião seria queimado. No momento, todos se encontram em segurança em Cuiabá.


Amazon: in the hands of a few

Juína observa ditadura instalada por fazendeiros

Em vídeo divulgado pelo Greenpeace no YouTube, é visível a decepção dos jornalistas internacionais presentes em Juína na semana passada (na versão em português ou em inglês, Amazon: In The Hands of a Few). O documentário de 12 minutos mostra como as elites de uma região do Norte do país ameaçaram diretamente ativistas e jornalistas internacionais que estavam apenas em busca de informação. "Isso não é democracia. É chocante", afirmou uma das jornalistas.

No carro da equipe, um outro jornalista desabafou: "Eles acreditam que são os donos do país. É uma terra sem lei. Estamos sendo expulsos de uma cidade no Brasil, em Juína, Mato Grosso, com dois jornalistas internacionais. Agora não é só um problema ambiental, mas de direitos civis também. Agora não é só um problema ambiental, mas de direitos civis também". "Eles simplesmente não querem que nós mostremos a realidade", disse um fotógrafo francês.

Procurador pedirá investigação da Polícia Federal

Segundo a Rádio Nacional da Amazônia, o Ministério Público Federal de Mato Grosso (MPF/MT) encaminhará esta semana à Policia Federal pedido de investigação sobre o episódio. Segundo a assessoria do MPF/MT, o pedido de investigação já foi assinado pelo procurador responsável pelo caso, Mário Lúcio Avelar, e deve ser encaminhado à PF até a próxima sexta-feira (7/9).

O prefeito da cidade, Hilton Campos, confirma que o episódio capitaneado pelos fazendeiros foi motivado pela disputa da área. “Para que eles vão filmar, se já existem imagens via satélite de todas as áreas?”, questiona Campos. Indagado sobre sua motivação pessoal para ter participado do episódio, o prefeito confirma que defendia a causa dos fazendeiros. “Não é porque sou contra o índio, mas já são 63% de reserva indígena no município”.

No vídeo, durante a sessão improvisada na Câmara, o prefeito afirma que a equipe não entraria na área indígena "de jeito nenhum". Em dado momento, no saguão do hotel, quando a equipe está pegando seus pertences para ir embora da cidade, um dos fazendeiros afirma: "Tem que arrastar um cara desses com a caminhonete aqui até...". Os agressores também afirmam, em outro momento que vão "guardar uma foto ou duas" dos ativistas para "lembrar deles", caso voltem à cidade.

No dia seguinte ao interrogatório mostrado no vídeo, os ativistas e jornalistas estrangeiros foram escoltados pela Polícia Militar e por uma carreata de produtores rurais até o aeroporto da cidade. Segundo o chefe da Funai em Juína, no mesmo dia, um grupo de fazendeiros invadiu o escritório da fundação na cidade, ameaçando-o. “Eles deixaram a mensagem de que, se a terra indígena for demarcada, nós [os servidores e os indígenas] teríamos problemas”, relata Antônio Ferreira de Aquino.

A área em disputa tem aproximadamente 200 mil hectares e fica na região noroeste de MT, conhecida como Gleba do Rio Preto. Para os indígenas, a região está ligada a suas tradições, como os rituais comunitários de pesca yankwã. Atualmente a área é utilizada para a criação de gado.

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Texto: Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Agência Brasil e Consciência.Net

Fazendeiros e políticos expulsam Opan, Greenpeace e jornalistas de Juína (MT)

O Greenpeace e a organização indigenista Opan (Operação Amazônia Nativa) pediram no último dia 22 de agosto ao Ministério Público Federal a apuração dos graves incidentes ocorridos há dois dias em Juína, no Mato Grosso, que resultaram na expulsão, por fazendeiros, de um grupo de representantes da Opan, ativistas do Greenpeace e dois jornalistas franceses. Entre os ambientalistas estava o coordenador do Greenpeace na Amazônia, Paulo Adario. Veja o vídeo.

Cópias de duas horas de imagens em vídeo documentando ameaças, ofensas e o processo de expulsão do grupo foram entregues agora à tarde ao Procurador Federal da República em Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar. Pela manhã, Adario fez um pronunciamento sobre o assunto durante reunião especial do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que se realiza em Cuiabá, e pediu providências das autoridades estaduais e federais. No dia 23, durante a abertura da reunião, o governador Blairo Maggi anunciou que irá pedir a presença do Exército para enfrentar a grilagem e garantir a ordem no noroeste do estado, onde está Juína. O governo do estado havia sido informado no dia anterior que o Greenpeace, a Opan e jornalistas estavam praticamente mantidos como reféns num hotel da cidade, cercados por quase uma centena de fazendeiros.

“Ao mesmo tempo em que o governo celebra e assume o mérito pela queda das taxas de desmatamento na Amazônia, o episódio em Juína mostra que sua presença ou é rala ou ainda está muito longe daqui”, disse Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace, que fazia parte do grupo. “É inaceitável que fazendeiros, com o apoio de autoridades locais, cerceiem a liberdade que todo cidadão tem de ir e vir e revoguem a Lei de Imprensa, cassando o direito de jornalistas exercerem sua profissão com segurança”.


Vídeo 'Amazônia, uma região de poucos'

Tensão em hotel

O grupo do Greenpeace, da Opan e os jornalistas franceses foram expulsos por fazendeiros na segunda-feira pela manhã (20/08), depois de ser mantido durante toda a noite sob vigilância em um hotel da cidade. O grupo de nove pessoas estava de passagem por Juína e seguia em direção à terra indígena Enawene-Nawe. O objetivo da viagem era documentar áreas recém-desmatadas, além de mostrar a convivência de um povo indígena que vive de agricultura e pesca com a floresta e seu papel em preservar a biodiversidade.

No final da tarde de domingo, fazendeiros abordaram integrantes das duas organizações no hotel onde estavam hospedados, querendo saber quem eram e o que estavam fazendo em Juína. A área onde está localizada a terra indígena está em disputa entre os Enawene Nawe e os fazendeiros e expressa o conflito da expansão agrícola sobre áreas protegidas e territórios de povos indígenas.

Os índios reivindicam a reintegração de parte do território tradicional que teria ficado de fora da demarcação e que contém uma área de pesca cerimonial, fundamental nos rituais sagrados dos Enawene. Os fazendeiros, por sua vez, alegam que a terra é deles e estão dispostos a lutar para mantê-las. Eles se mostraram muito irritados quando souberam que jornalistas integravam o grupo que estava no hotel.

Ameaças veladas e explícitas

Na manhã seguinte, o local foi cercado por dezenas de fazendeiros e o presidente da Câmara Municipal, o vereador Francisco Pedroso - o Chicão (DEM), que exigiam esclarecimento sobre os objetivos dos visitantes. O grupo foi levado à Câmara Municipal, onde uma sessão especial foi rapidamente organizada. Estavam presentes o prefeito da cidade, Hilton Campos (PR), o presidente da Câmara, o presidente da OAB, o presidente da Associação dos Produtores Rurais da região do Rio Preto(Aprurp), Aderval Bento, vários vereadores e mais de 50 fazendeiros. E também a polícia. Durante seis horas, os fazendeiros repetiram que a entrada do grupo na terra Enawene Nawe não seria permitida e que seria “perigoso” insistir na viagem. Esmurrando a mesa, o prefeito de Juína, Hilton Campos, afirmou que não iria permitir a ida do grupo para o Rio Preto, sendo aplaudido fervorosamente pelos colegas fazendeiros. “A imprensa internacional tem o direito de vir aqui e fazer o que bem entende? Sem o nosso conhecimento, levando informações sei lá pra onde? A nosso respeito? A respeito dos nossos índios? Porque os índios são nossos”, disse um fazendeiro.
"Os índios são nossos", disse um fazendeiro, representando um grupo que decidiu acabar com direitos constitucionais na cidade.
Para evitar maiores conflitos, a viagem foi cancelada. O grupo, então, se dirigiu ao local de encontro com os Enawene, uma ponte sobre o Rio Preto, a 60 km de distância, para dar a eles combustível e comida para a volta. A viagem foi feita sob escolta policial, para garantir a segurança dos jornalistas, da Opan e do Greenpeace. Mas nem isso evitou que os fazendeiros, que acompanharam a viagem de ida e volta em 8 oito caminhonetes lotadas, continuassem intimidando e ameaçando o grupo. O grupo se refugiou no hotel de onde não pôde sair nem para comer. Uma viatura da Polícia Militar ficou na área, para impedir qualquer tentativa de invasão, mas não conseguiu impedir que um fotógrafo fosse agredido. Os fazendeiros fizeram uma vigília na frente do hotel durante toda a noite.

De manhã cedo, 30 caminhonetes lotadas de fazendeiros, com faróis acessos a buzinando sem parar, insultando e ameaçando o grupo, escoltaram o grupo, que estava protegido por duas viaturas policiais, até o aeroporto. Foram advertidos a decolar imediatamente, ou o avião seria queimado. No momento, todos se encontram em segurança em Cuiabá.


Amazon: in the hands of a few

Juína observa ditadura instalada por fazendeiros

Em vídeo divulgado pelo Greenpeace no YouTube, é visível a decepção dos jornalistas internacionais presentes em Juína na semana passada (na versão em português ou em inglês, Amazon: In The Hands of a Few). O documentário de 12 minutos mostra como as elites de uma região do Norte do país ameaçaram diretamente ativistas e jornalistas internacionais que estavam apenas em busca de informação. "Isso não é democracia. É chocante", afirmou uma das jornalistas.

No carro da equipe, um outro jornalista desabafou: "Eles acreditam que são os donos do país. É uma terra sem lei. Estamos sendo expulsos de uma cidade no Brasil, em Juína, Mato Grosso, com dois jornalistas internacionais. Agora não é só um problema ambiental, mas de direitos civis também. Agora não é só um problema ambiental, mas de direitos civis também". "Eles simplesmente não querem que nós mostremos a realidade", disse um fotógrafo francês.

Procurador pedirá investigação da Polícia Federal

Segundo a Rádio Nacional da Amazônia, o Ministério Público Federal de Mato Grosso (MPF/MT) encaminhará esta semana à Policia Federal pedido de investigação sobre o episódio. Segundo a assessoria do MPF/MT, o pedido de investigação já foi assinado pelo procurador responsável pelo caso, Mário Lúcio Avelar, e deve ser encaminhado à PF até a próxima sexta-feira (7/9).

O prefeito da cidade, Hilton Campos, confirma que o episódio capitaneado pelos fazendeiros foi motivado pela disputa da área. “Para que eles vão filmar, se já existem imagens via satélite de todas as áreas?”, questiona Campos. Indagado sobre sua motivação pessoal para ter participado do episódio, o prefeito confirma que defendia a causa dos fazendeiros. “Não é porque sou contra o índio, mas já são 63% de reserva indígena no município”.

No vídeo, durante a sessão improvisada na Câmara, o prefeito afirma que a equipe não entraria na área indígena "de jeito nenhum". Em dado momento, no saguão do hotel, quando a equipe está pegando seus pertences para ir embora da cidade, um dos fazendeiros afirma: "Tem que arrastar um cara desses com a caminhonete aqui até...". Os agressores também afirmam, em outro momento que vão "guardar uma foto ou duas" dos ativistas para "lembrar deles", caso voltem à cidade.

No dia seguinte ao interrogatório mostrado no vídeo, os ativistas e jornalistas estrangeiros foram escoltados pela Polícia Militar e por uma carreata de produtores rurais até o aeroporto da cidade. Segundo o chefe da Funai em Juína, no mesmo dia, um grupo de fazendeiros invadiu o escritório da fundação na cidade, ameaçando-o. “Eles deixaram a mensagem de que, se a terra indígena for demarcada, nós [os servidores e os indígenas] teríamos problemas”, relata Antônio Ferreira de Aquino.

A área em disputa tem aproximadamente 200 mil hectares e fica na região noroeste de MT, conhecida como Gleba do Rio Preto. Para os indígenas, a região está ligada a suas tradições, como os rituais comunitários de pesca yankwã. Atualmente a área é utilizada para a criação de gado.

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Texto: Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Agência Brasil e Consciência.Net

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