Celso Lungaretti
O Conselho de Pais e Professores da Escola Estadual Professor Antônio Firmino de Proença, na Mooca (zona leste de São Paulo), depredada na última quinta-feira por um grupo de alunos revoltados com as cenas de brutalidade e abuso de poder por eles presenciadas, decidiu pedir à Secretaria da Educação a imediata remoção do cargo do diretor que, por incompetência e pusilaminidade, chamou a polícia para resolver um problema que um educador de verdade jamais delegaria a outrém (nem mesmo ao Juizado de Menores, que é quem deve ser acionado em tais ocorrências), daí decorrendo agressões chocantes.
Entidades repudiam violência policial durante ato contra 10ª Rodada de Leilão do Petróleo
Inúmeras entidades e cidadãos já se pronunciam em apoio à moção de repúdio à ação violenta da polícia, durante manifestações contra a 10ª Rodada de Licitação do Petróleo, no Rio. Leia mais.
Polícia prende petroleiros em manifestação no Rio
Na tarde desta quinta-feira, 18, manifestantes sofreram forte violência da Polícia Militar, durante um ato que ocorria em frente à Agência Nacional do Petróleo. Dentre os feridos, encontra-se Eduardo Henrique, do sindicato dos petroleiros, que está gravemente ferido no hospital. Ainda, quatro petroleiros foram presos e encontram-se na 5ª. DP, na Avenida Gomes Freire, no Centro do Rio. Leia mais.
A manifestação ocorria pacificamente quando cerca de 50 policiais militares começaram a agredir fortemente os manifestantes. O ato fazia parte da jornada Nacional de Lutas contra a 10ª. Rodada de Licitações do Petróleo e Gás. Para mais informações: Francisco Soriano (sindicato dos petroleiros) - (21) 9963.3605 / Antônio Neto (MST) – (21) 9296.8988.
(Texto de Mariana Duque)
(Texto de Mariana Duque)
Governo Sérgio Cabral: Sem palavras, até porque seriam palavrões...
Por Marcia de Almeida, Do Em Dia Com A Cidadania

Sim, a população poder ser alvo da polícia... Carlos Latuff mandou bem, mais uma vez, nas suas charges. Embora vá ser pedida a anulação do julgamento que absolveu o PM William de Paula, que matou o menino João Roberto, de 3 anos, no começo de 2008 dentro de um carro parado. (Clique no título para acessar o Em Dia Com A Cidadania)

Sim, a população poder ser alvo da polícia... Carlos Latuff mandou bem, mais uma vez, nas suas charges. Embora vá ser pedida a anulação do julgamento que absolveu o PM William de Paula, que matou o menino João Roberto, de 3 anos, no começo de 2008 dentro de um carro parado. (Clique no título para acessar o Em Dia Com A Cidadania)
PM executa criança na Maré
Na manhã desta quinta-feira, dia 4 de dezembro, por volta das 8h, a Polícia Militar executou Mateus Rodrigues, de 8 anos, no Morro do Timbau, Complexo da Maré.
De acordo com a família, o menino foi executado com um tiro na nuca quando saia de casa para comprar pão. A PM já está soltando a versão de que foi troca de tiros.
Nesse momento, a família está na 21ª DP prestando depoimentos. Moradores revoltados fazem vigília ao redor do corpo e impedem a remoção do mesmo para evitar que a PM retire as evidências. No local, há um clima de muita tensão e revolta.
De acordo com a família, o menino foi executado com um tiro na nuca quando saia de casa para comprar pão. A PM já está soltando a versão de que foi troca de tiros.
Nesse momento, a família está na 21ª DP prestando depoimentos. Moradores revoltados fazem vigília ao redor do corpo e impedem a remoção do mesmo para evitar que a PM retire as evidências. No local, há um clima de muita tensão e revolta.
Casos de violência no Rio: Chacina da Baixada
A chacina ocorreu entre 21h e 22h, no dia 30/03/2005, nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados, na Baixada Fluminense, supostamente por um grupo fortemente armado que ocupava um Gol de cor clara. O massacre estaria ligado à prisão dos policiais militares acusados de jogar uma cabeça dentro do 15º BPM (Duque de Caxias), na madrugada de quarta-feira.
O ataque começou no bar Caíque. Todas as pessoas que estavam no estabelecimento, incluindo crianças, foram baleadas pelos criminosos que chegaram atirando e quebrando as máquinas de Fliperama. Nove pessoas morreram e duas ficaram feridas. Seis morreram no local, incluindo a dona do bar, Elizabeth Soares de Oliveira, 43 anos, e seu filho, Felipe Soares de Oliveira, 13. Leia mais sobre o caso clicando no título.
O ataque começou no bar Caíque. Todas as pessoas que estavam no estabelecimento, incluindo crianças, foram baleadas pelos criminosos que chegaram atirando e quebrando as máquinas de Fliperama. Nove pessoas morreram e duas ficaram feridas. Seis morreram no local, incluindo a dona do bar, Elizabeth Soares de Oliveira, 43 anos, e seu filho, Felipe Soares de Oliveira, 13. Leia mais sobre o caso clicando no título.
Casos de violência no Rio: Lucas Batista de França (Rocinha)
No dia 27 de junho de 2005, uma operação da CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais – CORE da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro – PCERJ) na favela da Rocinha resultou na morte de Lucas Batista de França. Por volta das 07h30, os policiais do CORE entraram na favela sem atirar e se espalharam pelas lajes de algumas casas.
Lucas (que estava com 16 anos) subiu na laje da casa onde morava para encher as caixas d'água e ficou sentado com um amigo no sofá. Sua mãe estava em casa, mas não chegou a ouvir barulho de tiro algum, apenas o chamado de socorro do amigo de Lucas. Imediatamente apareceram policiais no beco sem saída onde se localiza a casa da vítima.
Uma das primas de Lucas que estava em casa pediu socorro aos próprios policiais que apareceram no local, mas um dos policiais apertou o fuzil contra o peito dela e exigiu que ela voltasse para onde estava. Vários policiais subiram até a laje da casa, enrolaram Lucas num cobertor, jogaram-no em cima do amigo que presenciou o episódio e desceram novamente para a rua. Ao serem questionados sobre aquela atuação por outra testemunha, os policiais disseram que Lucas estava com uma bomba na mão. Entretanto, quando morreu, Lucas segurava seu tênis que deixou na laje secando para ir para a escola.
Lucas cursava a 8a série do Ensino Fundamental no CIEP Ayrton Senna. O corpo de Lucas foi levado para uma das entradas da favela (conhecida como Pracinha) por um vizinho. Os policiais desceram a pé, guiados pelo próprio pai da vítima, pois alegaram não saber retornar daquele ponto da favela. O corpo de Lucas ficou estirado no chão, como exibem as fotos das matérias de diferentes jornais, até os policiais decidirem retirá-lo do local para alegar que prestaram socorro à vítima. Leia mais sobre o caso clicando no título.
Lucas (que estava com 16 anos) subiu na laje da casa onde morava para encher as caixas d'água e ficou sentado com um amigo no sofá. Sua mãe estava em casa, mas não chegou a ouvir barulho de tiro algum, apenas o chamado de socorro do amigo de Lucas. Imediatamente apareceram policiais no beco sem saída onde se localiza a casa da vítima.
Uma das primas de Lucas que estava em casa pediu socorro aos próprios policiais que apareceram no local, mas um dos policiais apertou o fuzil contra o peito dela e exigiu que ela voltasse para onde estava. Vários policiais subiram até a laje da casa, enrolaram Lucas num cobertor, jogaram-no em cima do amigo que presenciou o episódio e desceram novamente para a rua. Ao serem questionados sobre aquela atuação por outra testemunha, os policiais disseram que Lucas estava com uma bomba na mão. Entretanto, quando morreu, Lucas segurava seu tênis que deixou na laje secando para ir para a escola.
Lucas cursava a 8a série do Ensino Fundamental no CIEP Ayrton Senna. O corpo de Lucas foi levado para uma das entradas da favela (conhecida como Pracinha) por um vizinho. Os policiais desceram a pé, guiados pelo próprio pai da vítima, pois alegaram não saber retornar daquele ponto da favela. O corpo de Lucas ficou estirado no chão, como exibem as fotos das matérias de diferentes jornais, até os policiais decidirem retirá-lo do local para alegar que prestaram socorro à vítima. Leia mais sobre o caso clicando no título.
Casos de violência no Rio: Carlos Henrique Ribeiro da Silva, do Complexo da Maré (Vila do Pinheiro)
No dia 03 de julho de 2005, uma operação da Polícia Militar, no Complexo da Maré, resultou na morte de Carlos Henrique Ribeiro da Silva. Neste dia, por volta das 23h, policiais militares entraram na favela utilizando como meio de transporte o veículo blindado conhecido como “Caveirão”. Sem saírem do veículo, os policiais efetuaram disparos em direção ao parque de diversões local.
Naquele momento, o parque e a quadra de esportes local estavam sendo utilizados para a realização de uma Festa Junina: as crianças que dançavam quadrilha correram ao ouvirem os disparos das armas de fogo, assim como as outras crianças que brincavam no parque e os adultos que participavam da festa.
O tumulto deixou muitas crianças feridas e perdidas de suas mães. Os disparos dos policiais provocaram a morte de Carlos Henrique da Silva, de 11 anos, além de atingirem seu pai, Carlos Alberto. Carlos Henrique estava sentado no banco de trás do carro que foi atingido pelos tiros de fuzil disparados pelos policiais.
Carlos Alberto, ainda com o projétil alojado na cabeça, segurou o filho no colo, retirou-o do carro e o exibiu para os policiais, dizendo: “Olha só o que vocês fizeram, vocês mataram meu filho”. Leia sobre o caso clicando no título.
Naquele momento, o parque e a quadra de esportes local estavam sendo utilizados para a realização de uma Festa Junina: as crianças que dançavam quadrilha correram ao ouvirem os disparos das armas de fogo, assim como as outras crianças que brincavam no parque e os adultos que participavam da festa.
O tumulto deixou muitas crianças feridas e perdidas de suas mães. Os disparos dos policiais provocaram a morte de Carlos Henrique da Silva, de 11 anos, além de atingirem seu pai, Carlos Alberto. Carlos Henrique estava sentado no banco de trás do carro que foi atingido pelos tiros de fuzil disparados pelos policiais.
Carlos Alberto, ainda com o projétil alojado na cabeça, segurou o filho no colo, retirou-o do carro e o exibiu para os policiais, dizendo: “Olha só o que vocês fizeram, vocês mataram meu filho”. Leia sobre o caso clicando no título.
Casos de violência no Rio: Juliano de Jesus Leôncio (Vidigal)
No dia 25 de agosto de 2005, uma operação do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), na favela do Vidigal, resultou na morte de Juliano de Jesus Leôncio. Por volta das 18 horas, mais de uma viatura do BOPE chegou no Vidigal e policiais entraram na favela atirando.
Os moradores tiveram que subir a favela correndo, largando as bolsas que carregavam pelo caminho, na tentativa de fugirem dos tiros. A rua estava cheia porque, nesse horário, muitas pessoas estão voltando do trabalho e crianças voltando da escola.
Juliano se dirigia para casa a pé quando se deparou com a correria dos moradores e, sem saber o quê acontecia, também correu. Foi atingido por um tiro na perna e caiu. Enquanto ele estava caído, policiais se aproximaram dele e, depois de um breve interrogatório, terminaram a execução, conforme o relato do pai de Juliano:
“Deram um tiro na perna dele, nisso ele caiu e começaram a fazer um monte de pergunta pra ele. ‘Cadê os caras? Você sabe quem é’, ‘Perdeu’, ‘Vai entregar todo mundo!’, e ele gritando, desesperadamente: ‘Não sei de nada, to indo pra casa da minha mãe’, nisso, logo após eles [os policiais] pegaram e deram mais dois tiros no menino, que foi no queixo e outro no pulmão. Aí depois disso, eles pegaram o menino e botaram dentro de um saco, arrastaram ele pela escada e botaram dentro do carro deles, da própria Blazer do BOPE”. Leia mais sobre o caso clicando no título.
Os moradores tiveram que subir a favela correndo, largando as bolsas que carregavam pelo caminho, na tentativa de fugirem dos tiros. A rua estava cheia porque, nesse horário, muitas pessoas estão voltando do trabalho e crianças voltando da escola.
Juliano se dirigia para casa a pé quando se deparou com a correria dos moradores e, sem saber o quê acontecia, também correu. Foi atingido por um tiro na perna e caiu. Enquanto ele estava caído, policiais se aproximaram dele e, depois de um breve interrogatório, terminaram a execução, conforme o relato do pai de Juliano:
“Deram um tiro na perna dele, nisso ele caiu e começaram a fazer um monte de pergunta pra ele. ‘Cadê os caras? Você sabe quem é’, ‘Perdeu’, ‘Vai entregar todo mundo!’, e ele gritando, desesperadamente: ‘Não sei de nada, to indo pra casa da minha mãe’, nisso, logo após eles [os policiais] pegaram e deram mais dois tiros no menino, que foi no queixo e outro no pulmão. Aí depois disso, eles pegaram o menino e botaram dentro de um saco, arrastaram ele pela escada e botaram dentro do carro deles, da própria Blazer do BOPE”. Leia mais sobre o caso clicando no título.
Casos de violência no Rio: Eduardo Neves (Complexo do Lins)
No dia 15 de setembro de 2005 por volta das 10h da manhã, os policiais do 3o BPM entraram no Complexo do Lins pela Rua Maria Luiza. Uma viatura seguiu pela Rua Sincora e a outra viatura seguiu pela Rua Engenheiro Eufrásio Borges. Eduardo Magno Neves, de 33 anos, desempregado, se encontrava nesta mesma Rua, quando foi atingido pelos policiais.
A vitima já ferida (com um tiro na perna) tentou se esconder atrás da caixa d’água de uma casa próxima. Então estes mesmos policiais o encontraram através do rastro de sangue e o executaram no local. Após o ocorrido, levando o corpo para o Hospital Salgado Filho.
Os familiares entraram com uma queixa contra os policiais na 23a DP (Méier). Os policiais alegam que já encontraram a vitima ferida pois já havia um confronto, porém os moradores alegam que não havia nenhuma troca de tiros.
Até agora o processo não evoluiu em nada. Um grande problema é que testemunhas afirmam que a vítima teria inicialmente levado um tiro na perna antes de se esconder, porém o laudo cadavérico não consta este fato, isto descrito pela inspetora já que a família ainda não teve acesso a este. Outro grande problema foi que na delegacia o registro foi feito com o nome da vítima errado, com o nome de "Eduardo Magno Alves". Leia outros casos clicando no título.
A vitima já ferida (com um tiro na perna) tentou se esconder atrás da caixa d’água de uma casa próxima. Então estes mesmos policiais o encontraram através do rastro de sangue e o executaram no local. Após o ocorrido, levando o corpo para o Hospital Salgado Filho.
Os familiares entraram com uma queixa contra os policiais na 23a DP (Méier). Os policiais alegam que já encontraram a vitima ferida pois já havia um confronto, porém os moradores alegam que não havia nenhuma troca de tiros.
Até agora o processo não evoluiu em nada. Um grande problema é que testemunhas afirmam que a vítima teria inicialmente levado um tiro na perna antes de se esconder, porém o laudo cadavérico não consta este fato, isto descrito pela inspetora já que a família ainda não teve acesso a este. Outro grande problema foi que na delegacia o registro foi feito com o nome da vítima errado, com o nome de "Eduardo Magno Alves". Leia outros casos clicando no título.
Ônibus 174 no projeto Cineoteca em Mesquita
No dia 12 de junho de 2000 o país foi paralisado por quatro horas. Transmitido ao vivo por várias emissoras de televisão, o drama do seqüestro do ônibus 174 foi acompanhado por milhões de brasileiros. Neste dia, na linha de frente estava o então Capitão do BOPE André Batista, que posteriormente foi co-autor do livro “Elite da Tropa”, que deu origem ao filme “Tropa de Elite”.
“Ônibus 174” e o Major PM André Batista serão o filme e o convidado do projeto “Cineoteca - Cidadania na Tela”, promovido pelo grupo Cochicho na Coxia no dia 30 de agosto, a partir das 19 horas na Biblioteca Comunitária Oscar Romero em Mesquita. Esta terceira edição do “Cineoteca” também terá a participação no debate da socióloga Lene de Oliveira, coordenadora da ONG de direitos humanos ComCausa, que atua na Baixada Fluminense. Saiba mais clicando no título.
“Ônibus 174” e o Major PM André Batista serão o filme e o convidado do projeto “Cineoteca - Cidadania na Tela”, promovido pelo grupo Cochicho na Coxia no dia 30 de agosto, a partir das 19 horas na Biblioteca Comunitária Oscar Romero em Mesquita. Esta terceira edição do “Cineoteca” também terá a participação no debate da socióloga Lene de Oliveira, coordenadora da ONG de direitos humanos ComCausa, que atua na Baixada Fluminense. Saiba mais clicando no título.
Casos de violência no Rio: Pedro Bento Pessoa (Caju)
No dia 30 de setembro de 2005, uma incursão da Polícia Militar na favela do Caju resultou na morte de Pedro Bento Pessoa. Por volta das cinco horas da tarde, Sr. Pedro estava fazendo compras num bar localizado perto de sua casa, num beco onde as crianças ficam brincando. Ao sair do bar, Sr. Pedro foi atingido por tiros disparados pelos policiais, que logo apareceram a pé no local que a vítima estava caída.
Uma testemunha tentou socorrer Sr. Pedro, mas os policiais deram tiros pra cima e impediram o socorro. Em seguida, chamaram uma viatura para levar a vítima para o hospital. Sr. Pedro tinha 75 anos, era aposentado e costumava brincar muito com as crianças que moram no beco e todas elas presenciaram o assassinato. Uma dessas crianças, filho de uma das testemunhas, não quer mais morar na casa da mãe, no Caju.
Os policiais levaram a vítima, já acompanhada por seu filho, para o Hospital Geral de Bonsucesso. Enquanto a operação estava sendo realizada, o filho de Sr. Pedro estava em casa e ouviu o barulho de três ou quatro tiros, mas não sabia o quê estava acontecendo. Os mesmos policiais que realizaram tal incursão levaram o filho da vítima para a 17a Delegacia da Polícia Civil (São Cristóvão) para depor e no caminho foram dando a sua própria versão do ocorrido. Segundo os policiais, Sr. Pedro havia morrido após ser atingido por um tiro disparado por traficantes locais que pretendiam atingir a polícia.
Somente na Delegacia o filho soube o que realmente havia acontecido através das testemunhas. Foi feito o registro de ocorrência e uma das testemunhas do episódio prestou depoimento. O filho da vítima afirma ter medo de denunciar a violência policial, por saber que muitos familiares de vítimas de violência recebem ameaças freqüentes de policiais, por lutarem por justiça. Clique no título para ler outros casos.
Uma testemunha tentou socorrer Sr. Pedro, mas os policiais deram tiros pra cima e impediram o socorro. Em seguida, chamaram uma viatura para levar a vítima para o hospital. Sr. Pedro tinha 75 anos, era aposentado e costumava brincar muito com as crianças que moram no beco e todas elas presenciaram o assassinato. Uma dessas crianças, filho de uma das testemunhas, não quer mais morar na casa da mãe, no Caju.
Os policiais levaram a vítima, já acompanhada por seu filho, para o Hospital Geral de Bonsucesso. Enquanto a operação estava sendo realizada, o filho de Sr. Pedro estava em casa e ouviu o barulho de três ou quatro tiros, mas não sabia o quê estava acontecendo. Os mesmos policiais que realizaram tal incursão levaram o filho da vítima para a 17a Delegacia da Polícia Civil (São Cristóvão) para depor e no caminho foram dando a sua própria versão do ocorrido. Segundo os policiais, Sr. Pedro havia morrido após ser atingido por um tiro disparado por traficantes locais que pretendiam atingir a polícia.
Somente na Delegacia o filho soube o que realmente havia acontecido através das testemunhas. Foi feito o registro de ocorrência e uma das testemunhas do episódio prestou depoimento. O filho da vítima afirma ter medo de denunciar a violência policial, por saber que muitos familiares de vítimas de violência recebem ameaças freqüentes de policiais, por lutarem por justiça. Clique no título para ler outros casos.
Casos de violência no Rio: Rafael Borges Ferreira e Lindomar Viana da Silva (Acari)
No dia 26 de dezembro de 2005, 16 horas, os jovens Rafael Borges Ferreira, 16 anos, e Lindomar Viana da Silva, 20 anos, voltavam na moto deste último de Irajá. Na entrada da favela de Acari, na Rua do Viaduto, sob o Viaduto de Coelho Neto foram interpelados por dois policiais militares, soldado Flávio Henrique Ferreira da Silva e cabo Flávio Pinheiro que saíram de uma viatura e ordenarem que parassem.
Ao parar a moto os dois jovens foram alvejados e mortos pela bala de um só tiro de fuzil, que atravessou a nuca de Rafael, que estava na garupa, e ao mesmo tempo a cabeça de Lindomar. Já caídos e mortos os jovens tiveram seus pertences revistados por um dos policiais que procurava armas, drogas, mas nada encontrou.
O duplo assassinato foi presenciado por dezenas de pessoas, mas só uma se apresentou e na 39ª DP testemunhou que, não só os rapazes foram executados a sangue frio, como os policiais tentaram “plantar” nos cadáveres dos rapazes dois revólveres 38. Leia o caso inteiro clicando no título.
Ao parar a moto os dois jovens foram alvejados e mortos pela bala de um só tiro de fuzil, que atravessou a nuca de Rafael, que estava na garupa, e ao mesmo tempo a cabeça de Lindomar. Já caídos e mortos os jovens tiveram seus pertences revistados por um dos policiais que procurava armas, drogas, mas nada encontrou.
O duplo assassinato foi presenciado por dezenas de pessoas, mas só uma se apresentou e na 39ª DP testemunhou que, não só os rapazes foram executados a sangue frio, como os policiais tentaram “plantar” nos cadáveres dos rapazes dois revólveres 38. Leia o caso inteiro clicando no título.
Secretário de Segurança confirma participação de policiais no crime contra equipe de reportagem
Juliana Castro do UOL Notícias - O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, confirmou que os milicianos responsáveis pela tortura de uma repórter, um fotógrafo e o motorista do jornal carioca "O Dia" foram identificados e confirmou a participação de policiais militares no crime. A equipe fazia uma matéria especial sobre a atuação da milícia na favela Batan, na zona oeste do Rio, quando foram descobertos e torturados por mais de sete horas no último dia 14.
Em entrevista coletiva neste domingo (1), na sede da secretaria, Beltrame se negou a dar mais detalhes para não interferir nas investigações. "A polícia trabalha e não pode se precipitar a dizer qualquer coisa nesse sentido", afirmou o secretário. Íntegra da matéria do UOL clicando no título.
Em entrevista coletiva neste domingo (1), na sede da secretaria, Beltrame se negou a dar mais detalhes para não interferir nas investigações. "A polícia trabalha e não pode se precipitar a dizer qualquer coisa nesse sentido", afirmou o secretário. Íntegra da matéria do UOL clicando no título.
Tim, em vão
Ivson Alves, do Coleguinhas - A tortura a que foram submetidos os colegas de O Dia por uma milícia (=polícia + bombeiros) demonstra mais do que o desapreço desses bandidos pelo direito à informação, como bradam os jornais hoje (de resto, não tenho notícia de bandido que jamais tenha defendido a liberdade de expressão).
Deixa claramente exposto que as direções de redação continuam desrespeitando os mais elementares deveres de segurança que, como chefes, têm com seus subordinados. Mandar três pessoas ficarem andando por uma favela por duas semanas é de um irresponsabilidade que deveria fazer com que as famílias dos martirizados entrassem na justiça contra O Dia.
E tudo para quê? Para melhorar a vida dos pobres que moram na favela? É ruim, hein?! Direção de redação hoje liga pouco - para ser legal e não dizer nada - para isso. O que importa é aquele prêmio Esso ou Embratel, que vale moral com a alta administração do jornal, convites para as festas do dono e, de repente, um bônus legal no fim do ano.
O velho Tim parece que morreu em vão mesmo. (original no título)
Deixa claramente exposto que as direções de redação continuam desrespeitando os mais elementares deveres de segurança que, como chefes, têm com seus subordinados. Mandar três pessoas ficarem andando por uma favela por duas semanas é de um irresponsabilidade que deveria fazer com que as famílias dos martirizados entrassem na justiça contra O Dia.
E tudo para quê? Para melhorar a vida dos pobres que moram na favela? É ruim, hein?! Direção de redação hoje liga pouco - para ser legal e não dizer nada - para isso. O que importa é aquele prêmio Esso ou Embratel, que vale moral com a alta administração do jornal, convites para as festas do dono e, de repente, um bônus legal no fim do ano.
O velho Tim parece que morreu em vão mesmo. (original no título)
Comentário: Sobre a tortura contra equipe do DIA
Marcelo Salles, Fazendo Media - Há cerca de um ano, o Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, concedeu entrevista coletiva sobre o esquema de patrulhamento durante o Jogos Pan-Americanos. A imprensa inteira estava lá. Lembro que os coleguinhas perguntaram bastante sobre os corredores viários que seriam monitorados, a composição de cada equipe da PM, a estratégia geral e etc.
Quando chegou minha vez, perguntei: "E o que o senhor está fazendo para combater as milícias?". Beltrame deu uma resposta rápida. Em linhas gerais, disse apenas que estavam investigando. O secretário recebeu uma ajuda providencial de um repórter do Globo, que parece ter notado seu incômodo ao tratar do assunto e logo tratou de alternar a pauta: "Agora o senhor pode voltar a falar do patrulhamento?". o que foi feito, naturalmente (...) Clique no título para ler mais.
Quando chegou minha vez, perguntei: "E o que o senhor está fazendo para combater as milícias?". Beltrame deu uma resposta rápida. Em linhas gerais, disse apenas que estavam investigando. O secretário recebeu uma ajuda providencial de um repórter do Globo, que parece ter notado seu incômodo ao tratar do assunto e logo tratou de alternar a pauta: "Agora o senhor pode voltar a falar do patrulhamento?". o que foi feito, naturalmente (...) Clique no título para ler mais.
Mais uma manipulação do Globo
65,4% dos entrevistados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, todos moradores de favelas, afirmam que a cobertura da imprensa (jornal, rádio e televisão) dos fatos que ocorrem dentro das favelas é "sensacionalista (distorce os fatos e usa preconceitos)". A pesquisa foi encomendada pela Cufa, Central Única das Favelas. Por Marcelo Salles, do Fazendo Media, no Protoblog (clique no título).
"Mídia e violência" é tema de aula aberta na UFRJ
Por iniciativa do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência (NETCCON) da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ, Michel Misse fará uma palestra nesta segunda (17) sobre o tema "mídia e violência". Misse é coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (NECVU/IFCS), também da UFRJ. Será abordado o retrato que a mídia faz da violência e a forma como o cidadão, quando estigmatizado como criminoso, é destituído de sua condição de cidadania. A palestra será dentro do Curso Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, que ocorrerá todas as segundas do primeiro semestre, sempre das 11h às 13h.
O conceito utilizado pelo Prof. Michel é a violência geradora da violência. Segundo ele, o processo de acumulação social da violência é determinado historicamente. Seu objetivo é discutir o paradigma que é justificado pela presença de policiais nas cidades. "A polícia diz que mata porque os bandidos não se rendem. Em lugar nenhum no mundo isso acontece. A pergunta é: por que somente aqui no Rio de Janeiro os bandidos preferem enfrentar a polícia", questiona.
Misse defende que a polícia faça um trabalho maior de investigação e inteligência. Ele faz críticas quanto à atuação da polícia no Rio de Janeiro: "A polícia carioca sempre confrontou. A política de repressão na verdade não é uma política. O trabalho preventivo é mal feito, o trabalho investigativo é praticamente nulo e o repressivo encontra resistência por parte da sociedade e dos bandidos".
Misse abordará estes aspectos no quadro geral da questão da mídia e sua influência na cobertura de conflitos e da violência urbana. "A mídia não é apenas espectadora dos fatos. Há uma outra faceta em que a mídia é um ator, ela também age. Os meios de comunicação são empresas econômicas que visam ampliar o seu público leitor. Muitas vezes ela [a mídia] cai numa posição sensacionalista", ressalta. Saiba mais sobre a disciplina clicando no título.
O conceito utilizado pelo Prof. Michel é a violência geradora da violência. Segundo ele, o processo de acumulação social da violência é determinado historicamente. Seu objetivo é discutir o paradigma que é justificado pela presença de policiais nas cidades. "A polícia diz que mata porque os bandidos não se rendem. Em lugar nenhum no mundo isso acontece. A pergunta é: por que somente aqui no Rio de Janeiro os bandidos preferem enfrentar a polícia", questiona.
Misse defende que a polícia faça um trabalho maior de investigação e inteligência. Ele faz críticas quanto à atuação da polícia no Rio de Janeiro: "A polícia carioca sempre confrontou. A política de repressão na verdade não é uma política. O trabalho preventivo é mal feito, o trabalho investigativo é praticamente nulo e o repressivo encontra resistência por parte da sociedade e dos bandidos".
Misse abordará estes aspectos no quadro geral da questão da mídia e sua influência na cobertura de conflitos e da violência urbana. "A mídia não é apenas espectadora dos fatos. Há uma outra faceta em que a mídia é um ator, ela também age. Os meios de comunicação são empresas econômicas que visam ampliar o seu público leitor. Muitas vezes ela [a mídia] cai numa posição sensacionalista", ressalta. Saiba mais sobre a disciplina clicando no título.
Jornalistas denunciam repressão policial no Rio Grande do Sul
"Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denuncia o impedimento, por parte da Brigada Militar, do exercício profissional de jornalistas na cobertura da ocupação, pelas mulheres da Via Campesina, da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul. Repórteres fotográficos e cinematográficos foram impedidos de registrar a agressão sofrida por mulheres e crianças que estavam na manifestação, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos. Outra jornalista foi retirada do local pelos policiais.
Vivemos em uma sociedade democrática de direito e não vamos aceitar as velhas práticas do período da ditadura militar. O Código de Ética dos Jornalistas, em seu artigo 2º, inciso V, aponta que "a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à auto-censura são delitos contra a sociedade". O mesmo Código também identifica, no artigo 6º, ser "dever do profissional opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão". Leia matéria de Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior, clicando no título. (Foto: Eduardo Seidl)
Brigada Militar agride mulheres e retira jornalistas da área da Stora Enso
A situação na fazenda Tarumã, em Rosário do Sul – ocupada por 900 mulheres da Via Campesina na manhã de hoje (4/3) – é de tensionamento no início desta tarde. Um efetivo de 50 homens da Brigada Militar agrediu fisicamente algumas das mulheres que se encontravam na entrada da área. O próprio Comandante Binsel desferiu socos e pontapés contra as manifestantes.
Os jornalistas gaúchos também estão sendo impedidos de exercer sua atividade. Todos os jornalistas que se encontravam na área foram revistados e retirados com violência. Equipamentos e telefones celulares foram retirados dos jornalistas. Um cinegrafista, que registrou a agressão às camponesas, teve a fita apreendida e foi mantido algemado em um veículo da Brigada Militar por mais de uma hora.
A Via Campesina condena a postura de omissão sobre as denúncias de compra ilegal de terras na faixa da fronteira e o comportamento do Governo Yeda Crusius de intransigência e repressão aos movimentos sociais. Além das 900 mulheres, estão presentes 250 crianças na ocupação. Leia mais informações em www.mst.org.br
Os jornalistas gaúchos também estão sendo impedidos de exercer sua atividade. Todos os jornalistas que se encontravam na área foram revistados e retirados com violência. Equipamentos e telefones celulares foram retirados dos jornalistas. Um cinegrafista, que registrou a agressão às camponesas, teve a fita apreendida e foi mantido algemado em um veículo da Brigada Militar por mais de uma hora.
A Via Campesina condena a postura de omissão sobre as denúncias de compra ilegal de terras na faixa da fronteira e o comportamento do Governo Yeda Crusius de intransigência e repressão aos movimentos sociais. Além das 900 mulheres, estão presentes 250 crianças na ocupação. Leia mais informações em www.mst.org.br
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Dentre as primeiras organizações que manifestaram sua indignação com a violência policial contra os movimentos sociais estão o Diretório Central dos Estudantes da UFF, da UnB, da UFAL, o Núcleo de Educação da Ação da Cidadania, o Comitê de Luta contra o Neoliberalismo, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), a União da Juventude Comunista (UJC), o Partido Comunista Marxista-Leninista Brasil, o Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais Juventude 5 de Julho, Continental Bolivariana-Capítulo Brasil, entre outros. Clique no título para ler mais.