Participantes da Marcha Mundial pela Paz e pela Não Violência estarão presentes nas celebrações do Dia da Mulher a serem realizadas nas dez Lonas Culturais cariocas
Sabine Mendes, Pressenza IPA*
(Rio de Janeiro, 4 de março) - No dia 8 de março de 2009, será realizada a primeira atividade em parceria entre as Lonas Culturais do Rio de Janeiro, coordenadas por Sérgio Ricardo da Secretaria Municipal de Cultura, e o comitê organizador da Marcha Mundial pela Paz e pela Não Violência na cidade. Será uma celebração do Dia Internacional da Mulher que acontecerá simultaneamente nas dez lonas de 9 às 16 horas.
Os organizadores da Marcha Mundial pela Paz e pela Não Violência estarão presentes recolhendo adesões, apresentando vídeos e divulgando o lançamento da Marcha a ser realizado no dia 17 de março na Cinelândia. “A adesão das Lonas Culturais é uma grande contribuição para a Marcha. A não violência contra a mulher também faz parte de nossa luta”, comenta Marco Funaba, porta-voz da Marcha Mundial no Rio de Janeiro.
A programação inclui shows com artistas locais e homenagens a mulheres de destaque social. Dentre as celebridades confirmadas para o evento está Sandra de Sá, que participará na lona que leva seu nome em Santa Cruz. Mais informações sobre as Lonas Culturais, acesse: http://www.rio.rj.gov.br/culturas/lonas_culturais.shtm
*Pressenza IPA é uma agência internacional de notícias com o foco em informações sobre a Paz e Não Violência. Funciona em parceria com diversos veículos e agências, entre eles, Consciencia.net (desde fevereiro de 2009). Parte do conteúdo de Pressenza é publicado neste blog. Para ter acesso a todas as notícias publicadas por Pressenza, basta agregar ao leitor de RSS (*) os seguintes vínculos: http://world.pressenza.org/news_feed/display (noticias)
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O mundo está em crise
Do Jornal Fazendo MediaOcorreu entre os dias 19 e 22 de outubro, em Moçambique, a V Conferência Internacional da Via Campesina, onde foi elaborada uma carta apontando as principais questões relacionadas à crise alimentar no mundo frente ao modelo neoliberal que tende a agravá-la. Nessa perspectiva, surgiu a necessidade de serem apresentadas alternativas, que também foram propostas na conferência e estão expostas ao final da manifestação da Via Campesina.
Dada a concentração do setor alimentício pelas grandes transnacionais através da privatização dos segmentos de produção, a grande maioria da população encontra-se refém e/ou excluída de um modelo cujo direito à alimentação virou mercadoria restrita aos que estão inseridos no mercado de consumo. Leia abaixo a Carta de Maputo.
Carta de Maputo: V Conferência Internacional da Via Campesina
Maputo, Moçambique, 19-22 de Outubro, 2008
Uma crise multi-dimensional. De alimentos, de energia, de clima e de finanças. As soluções que o poder propõe - mais livre comércio, sementes transgênicas, etc - ignoram que a crise resulta do sistema capitalista e do neoliberalismo, e somente aprofundarão seus impactos. Para encontrar soluções reais, temos que olhar para a Soberania Alimentar que propõe a Via Campesina.
Como chegamos na crise?
Nas últimas décadas vimos o avanço do capitalismo financeiro e das empresas transnacionais, sobre todos os aspectos da agricultura e do sistema alimentar dos países e do mundo. Desde a privatização das sementes e a venda de agrotóxicos, até a compra da colheita, o processamento dos alimentos, e seu transporte, distribuição e venda ao consumidor, tudo já está em mãos de um número reduzido de empresas. Os alimentos deixaram de ser um direito de todos e todas, e tornaram-se apenas mercadorias. Nossa alimentação está sendo homogeneizada em todo mundo, com alimentos de má qualidade, preços que as pessoas não podem pagar, e as tradições culinárias de nossos povos estão se perdendo.
Também vemos uma ofensiva do capital sobre os recursos naturais, como nunca se viu desde os tempos coloniais. A crise da margem de lucro do capital os lança numa guerra de privatização que os leva a nos expulsar, camponeses, camponesas, comunidades indígenas, roubando nossa terra, territórios, florestas, biodiversidade, água e minérios. Um roubo privatizador. Os povos rurais e o meio ambiente estão sendo agredidos. O semeio de agrocombustíveis em grandes monocultivos industriais também é razão dessa expulsão, falsamente justificada com argumentos sobre crise energética e climática. A realidade detrás destas últimas facetas da crise tem muito mais a ver com a atual matriz de transporte de longa distância dos bens, e individualizado em automóveis, do que com qualquer outra coisa.
Com a crise dos alimentos e com a crise financeira, a situação torna-se mais grave. A mesma crise financeira e a crise dos alimentos estão vinculados à especulação do capital financeiro com os alimentos e a terra, em detrimento das pessoas. Agora, o capital financeiro está desesperado, assaltando os erários públicos para seus resgates, os quais obrigarão ainda mais os países a fazerem cortes orçamentários, condenado-as a maior pobreza e maior sofrimento. A fome no mundo segue a passos largos. A exploração e todas as violências, em especial a violência contra a mulher, espalham-se pelo mundo. Com a recessão econômica nos países ricos, aumenta a xenofobia contra os trabalhadores e trabalhadoras migrantes, com o racismo tomando grandes proporções e com o aumento da repressão. E com os jovens tendo cada vez menos oportunidades no campo. Isso é o que o modelo dominante oferece.
Ou seja, tudo vai de mal a pior. Contudo, no seio da crise, as oportunidades se fazem presentes. Oportunidades para o capitalismo, que usa a crise para se reinventar e encontrar novas formas de manter suas taxas de lucro, mas também oportunidades para os movimentos sociais, que defendemos a tese de que o neoliberalismo perde legitimidade entre os povos, e que as instituições financeiras internacionais (Banco Mundial, FMI, OMC) estão mostrando sua incapacidade de administrar a crise (além de serem parte dos motivos da crise), criando a possibilidade de que sejam desarticuladas e que outras instituições reguladoras à economia global surjam e que atendam outros interesses.
Está claro que as empresas transnacionais são os verdadeiros inimigos. São os que estão por trás de tudo. Está claro que os governos neoliberais não atendem aos interesses dos povos. Também está claro que a produção mundial de alimentos controlada pelas empresas transnacionais, não se faz capaz de alimentar o grande contingente de pessoas neste planeta, enquanto que a Soberania Alimentar baseada na agricultura camponesa local, faz-se mais necessária do que nunca.
O que defendemos na Via Campesina frente a esta realidade?
* A soberania alimentar: Renacionalizar e tirar o capital especulativo da produção dos alimentos é a única saída para a crise dos alimentos. Somente a agricultura camponesa alimenta os povos, enquanto o agronegócio produz para a exportação e sua produção de agrocombustíveis é para alimentar os automóveis, e não para alimentar gente. A Soberania Alimentar baseada na agricultura camponesa é a solução para a crise.
* Frente às crises energéticas e climáticas: a disseminação de um sistema alimentar local, que não se baseia na agricultura industrial nem no transporte a longa distância, eliminaria até 40% das emissões de gases de efeito estufa. A agricultura industrial aquece o planeta, enquanto a agricultura camponesa desaquece.
Uma mudança no padrão do transporte humano para um transporte coletivo e outras mudanças no padrão de consumo, são os passos a mais necessários para enfrentarmos a crise energética e climática.
* A Reforma Agrária genuína e integral, e a defesa do território indígena são essenciais para reverter o processo de expulsão do campo, e para disponibilizar a terra para a produção de alimentos, e não para produzir para a exportação e para combustíveis.
* A agricultura camponesa sustentável: somente a produção camponesa agroecológica pode desvincular o preço dos alimentos do preço do petróleo, recuperar os solos degradados pela agricultura industrial e produzir alimentos saudáveis e próximos para nossas comunidades.
* O avanço das mulheres é o avanço de todos: o fim de todos os tipos de violência para com as mulheres, seja ela, física, social ou outras. A conquista da verdadeira paridade de gênero em todos os espaços internos e instâncias de debates e tomada de decisões são compromissos imprescindíveis para avançar neste momento como movimentos de transformação da sociedade.
* O direito à semente e à água: a semente e a água são as verdadeiras fontes da vida, e são patrimônios dos povos. Não podemos permitir sua privatização, nem o plantio de sementes transgênicas ou de tecnologia terminator.
* Não à criminalização dos movimentos sociais. Sim à declaração dos Direitos dos Camponeses e Camponesas na ONU, proposta pela Via Campesina. Será um instrumento estratégico no sistema legal internacional para fortalecer nossa posição e nossos direitos como camponeses e camponesas.
* A juventude do campo: É necessário abrir, cada vez mais, espaços em nossos movimentos para incorporar a força e a criatividade da juventude camponesa, com sua luta para construir seu futuro no campo.
* Finalmente, nós produzimos e defendemos os alimentos para todos e todas. Todos e todas participantes da V Conferência da Via Campesina nos comprometemos com a defesa da agricultura camponesa, com a Soberania Alimentar, com a dignidade, com a vida. Nós colocamos à disposição do mundo as soluções reais para a crise global que estamos enfrentando hoje. Temos o direito de continuarmos camponeses e camponesas, e temos a responsabilidade de alimentar nossos povos.
Aqui estamos, nós os camponeses e camponesas do mundo, e nos negamos a desaparecer.
Soberania Alimentar JÁ! Com a luta e a unidade dos povos!
Globalizemos a luta! Globalizemos a esperança
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O mundo está em crise
Do Jornal Fazendo MediaOcorreu entre os dias 19 e 22 de outubro, em Moçambique, a V Conferência Internacional da Via Campesina, onde foi elaborada uma carta apontando as principais questões relacionadas à crise alimentar no mundo frente ao modelo neoliberal que tende a agravá-la. Nessa perspectiva, surgiu a necessidade de serem apresentadas alternativas, que também foram propostas na conferência e estão expostas ao final da manifestação da Via Campesina.
Dada a concentração do setor alimentício pelas grandes transnacionais através da privatização dos segmentos de produção, a grande maioria da população encontra-se refém e/ou excluída de um modelo cujo direito à alimentação virou mercadoria restrita aos que estão inseridos no mercado de consumo. Leia abaixo a Carta de Maputo.
Carta de Maputo: V Conferência Internacional da Via Campesina
Maputo, Moçambique, 19-22 de Outubro, 2008
Uma crise multi-dimensional. De alimentos, de energia, de clima e de finanças. As soluções que o poder propõe - mais livre comércio, sementes transgênicas, etc - ignoram que a crise resulta do sistema capitalista e do neoliberalismo, e somente aprofundarão seus impactos. Para encontrar soluções reais, temos que olhar para a Soberania Alimentar que propõe a Via Campesina.
Como chegamos na crise?
Nas últimas décadas vimos o avanço do capitalismo financeiro e das empresas transnacionais, sobre todos os aspectos da agricultura e do sistema alimentar dos países e do mundo. Desde a privatização das sementes e a venda de agrotóxicos, até a compra da colheita, o processamento dos alimentos, e seu transporte, distribuição e venda ao consumidor, tudo já está em mãos de um número reduzido de empresas. Os alimentos deixaram de ser um direito de todos e todas, e tornaram-se apenas mercadorias. Nossa alimentação está sendo homogeneizada em todo mundo, com alimentos de má qualidade, preços que as pessoas não podem pagar, e as tradições culinárias de nossos povos estão se perdendo.
Também vemos uma ofensiva do capital sobre os recursos naturais, como nunca se viu desde os tempos coloniais. A crise da margem de lucro do capital os lança numa guerra de privatização que os leva a nos expulsar, camponeses, camponesas, comunidades indígenas, roubando nossa terra, territórios, florestas, biodiversidade, água e minérios. Um roubo privatizador. Os povos rurais e o meio ambiente estão sendo agredidos. O semeio de agrocombustíveis em grandes monocultivos industriais também é razão dessa expulsão, falsamente justificada com argumentos sobre crise energética e climática. A realidade detrás destas últimas facetas da crise tem muito mais a ver com a atual matriz de transporte de longa distância dos bens, e individualizado em automóveis, do que com qualquer outra coisa.
Com a crise dos alimentos e com a crise financeira, a situação torna-se mais grave. A mesma crise financeira e a crise dos alimentos estão vinculados à especulação do capital financeiro com os alimentos e a terra, em detrimento das pessoas. Agora, o capital financeiro está desesperado, assaltando os erários públicos para seus resgates, os quais obrigarão ainda mais os países a fazerem cortes orçamentários, condenado-as a maior pobreza e maior sofrimento. A fome no mundo segue a passos largos. A exploração e todas as violências, em especial a violência contra a mulher, espalham-se pelo mundo. Com a recessão econômica nos países ricos, aumenta a xenofobia contra os trabalhadores e trabalhadoras migrantes, com o racismo tomando grandes proporções e com o aumento da repressão. E com os jovens tendo cada vez menos oportunidades no campo. Isso é o que o modelo dominante oferece.
Ou seja, tudo vai de mal a pior. Contudo, no seio da crise, as oportunidades se fazem presentes. Oportunidades para o capitalismo, que usa a crise para se reinventar e encontrar novas formas de manter suas taxas de lucro, mas também oportunidades para os movimentos sociais, que defendemos a tese de que o neoliberalismo perde legitimidade entre os povos, e que as instituições financeiras internacionais (Banco Mundial, FMI, OMC) estão mostrando sua incapacidade de administrar a crise (além de serem parte dos motivos da crise), criando a possibilidade de que sejam desarticuladas e que outras instituições reguladoras à economia global surjam e que atendam outros interesses.
Está claro que as empresas transnacionais são os verdadeiros inimigos. São os que estão por trás de tudo. Está claro que os governos neoliberais não atendem aos interesses dos povos. Também está claro que a produção mundial de alimentos controlada pelas empresas transnacionais, não se faz capaz de alimentar o grande contingente de pessoas neste planeta, enquanto que a Soberania Alimentar baseada na agricultura camponesa local, faz-se mais necessária do que nunca.
O que defendemos na Via Campesina frente a esta realidade?
* A soberania alimentar: Renacionalizar e tirar o capital especulativo da produção dos alimentos é a única saída para a crise dos alimentos. Somente a agricultura camponesa alimenta os povos, enquanto o agronegócio produz para a exportação e sua produção de agrocombustíveis é para alimentar os automóveis, e não para alimentar gente. A Soberania Alimentar baseada na agricultura camponesa é a solução para a crise.
* Frente às crises energéticas e climáticas: a disseminação de um sistema alimentar local, que não se baseia na agricultura industrial nem no transporte a longa distância, eliminaria até 40% das emissões de gases de efeito estufa. A agricultura industrial aquece o planeta, enquanto a agricultura camponesa desaquece.
Uma mudança no padrão do transporte humano para um transporte coletivo e outras mudanças no padrão de consumo, são os passos a mais necessários para enfrentarmos a crise energética e climática.
* A Reforma Agrária genuína e integral, e a defesa do território indígena são essenciais para reverter o processo de expulsão do campo, e para disponibilizar a terra para a produção de alimentos, e não para produzir para a exportação e para combustíveis.
* A agricultura camponesa sustentável: somente a produção camponesa agroecológica pode desvincular o preço dos alimentos do preço do petróleo, recuperar os solos degradados pela agricultura industrial e produzir alimentos saudáveis e próximos para nossas comunidades.
* O avanço das mulheres é o avanço de todos: o fim de todos os tipos de violência para com as mulheres, seja ela, física, social ou outras. A conquista da verdadeira paridade de gênero em todos os espaços internos e instâncias de debates e tomada de decisões são compromissos imprescindíveis para avançar neste momento como movimentos de transformação da sociedade.
* O direito à semente e à água: a semente e a água são as verdadeiras fontes da vida, e são patrimônios dos povos. Não podemos permitir sua privatização, nem o plantio de sementes transgênicas ou de tecnologia terminator.
* Não à criminalização dos movimentos sociais. Sim à declaração dos Direitos dos Camponeses e Camponesas na ONU, proposta pela Via Campesina. Será um instrumento estratégico no sistema legal internacional para fortalecer nossa posição e nossos direitos como camponeses e camponesas.
* A juventude do campo: É necessário abrir, cada vez mais, espaços em nossos movimentos para incorporar a força e a criatividade da juventude camponesa, com sua luta para construir seu futuro no campo.
* Finalmente, nós produzimos e defendemos os alimentos para todos e todas. Todos e todas participantes da V Conferência da Via Campesina nos comprometemos com a defesa da agricultura camponesa, com a Soberania Alimentar, com a dignidade, com a vida. Nós colocamos à disposição do mundo as soluções reais para a crise global que estamos enfrentando hoje. Temos o direito de continuarmos camponeses e camponesas, e temos a responsabilidade de alimentar nossos povos.
Aqui estamos, nós os camponeses e camponesas do mundo, e nos negamos a desaparecer.
Soberania Alimentar JÁ! Com a luta e a unidade dos povos!
Globalizemos a luta! Globalizemos a esperança
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SP: 8º Encontro Estadual de Mulheres Negras em novembro
O Grupo de Mulheres Negras Nzinga Mbandi, em parceria com a Coordenadoria da Igualdade Racial de Sumaré (SP), realizam nos dias 7 e 8 de novembro de 2008, o VIII Encontro Estadual de Mulheres Negras, na cidade de Sumaré. As inscrições estão abertas e se encerram no dia 15 de outubro. Vagas limitadas. Informações pelo email nzingambandi77@yahoo.com.br
Especialistas da América Latina discutem legalização do aborto em São Paulo
Após o evento, entidades feministas nacionais fazem ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto. As iniciativas também fazem parte do Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, que se comemora no dia 28 de setembro.
O seminário “Estratégias Latino-Americanas pela Legalização do Aborto e Autonomia Reprodutiva das Mulheres”, dias 24 e 25 de setembro, contará com a participação de renomadas feministas de países como Brasil, Uruguai, Bolívia e Peru.
O ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto acontece no dia 26 de setembro, às 13h30, na Praça Ramos de Azevedo, no Centro de São Paulo. Haverá uma caminhada até o Tribunal de Justiça. Clique no título para saber mais.
O seminário “Estratégias Latino-Americanas pela Legalização do Aborto e Autonomia Reprodutiva das Mulheres”, dias 24 e 25 de setembro, contará com a participação de renomadas feministas de países como Brasil, Uruguai, Bolívia e Peru.
O ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto acontece no dia 26 de setembro, às 13h30, na Praça Ramos de Azevedo, no Centro de São Paulo. Haverá uma caminhada até o Tribunal de Justiça. Clique no título para saber mais.
Especialistas da América Latina discutem legalização do aborto em São Paulo
Após o evento, entidades feministas nacionais fazem ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto. As iniciativas também fazem parte do Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, que se comemora no dia 28 de setembro.
A defesa da autonomia reprodutiva das mulheres será tema de discussão entre especialistas em um seminário latino-americano nos próximos dias 24 e 25 de setembro, em São Paulo.
Os objetivos principais são contribuir com estratégias para a legalização do aborto no Brasil; trocar experiências de êxito diante de cenários de retrocessos, para dar visibilidade aos avanços alcançados e a iniciativas de resistências em outros países; e fortalecer a articulação das organizações e movimentos sociais na sua ação em defesa à descriminalização do aborto.
O seminário “Estratégias Latino-Americanas pela Legalização do Aborto e Autonomia Reprodutiva das Mulheres” contará com a participação de renomadas feministas de países como Uruguai, Bolívia e Peru, além de Beatriz Galli, do Ipas Brasil, Natalia Mori, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, e Ana Lima Pimentel, da União Nacional dos Estudantes, que estarão na mesa de debate sobre experiências de avanços e resistências à legalização do aborto no Brasil; Silvia Camurça, da Articulação de Mulheres Brasileiras; Dulce Xavier, das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro; e Tatau Godinho, da Marcha Mundial de Mulheres.
Entre as especialistas internacionais estarão Lílian Abracinskas, da organização Mujer y Salud en Uruguay, Rossina Guerrero Vásquez, do Centro de Promoción y Defensa de los Derechos Sexuales y Reproductivos, do Peru, e Irela Francyleth Alemán, do Centro Nicaragüense de Derechos Humanos.
Lílian apresentará as estratégias que estão em curso no Uruguai para impulsionar a aprovação do projeto de lei em defesa do direito à saúde sexual e reprodutiva, incluindo a despenalização do aborto até 12 semanas de gestação. O projeto já foi aprovado pela Câmara de Senadores em novembro do ano passado e agora está aguardando debate na Câmara de Deputados.
Rossina tratará de fazer um histórico sobre a situação do aborto no Peru, refletindo sobre os efeitos que as políticas conservadoras internacionais têm sobre as agendas nacionais e as estratégias de alianças feitas nos últimos tempos para a luta pela descriminalização do aborto e o cumprimento do aborto legal. Além disso, falará sobre as investigações sobre grupos conservadores que têm sido uma ferramenta contra o conservadorismo/fundamentalismo nas políticas públicas no que diz respeito à sexualidade e autonomia reprodutiva.
O ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto acontece no dia 26 de setembro, às 13h30, na Praça Ramos de Azevedo, no Centro de São Paulo. Haverá uma caminhada até o Tribunal de Justiça. No mesmo dia será lançado o manifesto de criação de uma Frente Nacional pela Legalização do Aborto, com a participação de entidades e movimentos e populares.
O evento é promovido pelas seguintes organizações: Ipas Brasil, SOS Corpo, CFEMEA, Articulação de Mulheres Brasileiras, Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, Comissão de Cidadania e Reprodução, Católicas pelo Direito de Decidir, Marcha Mundial de Mulheres, Instituto Patrícia Galvão, CLADEM/ Brasil e Rede Saúde.
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A defesa da autonomia reprodutiva das mulheres será tema de discussão entre especialistas em um seminário latino-americano nos próximos dias 24 e 25 de setembro, em São Paulo.
Os objetivos principais são contribuir com estratégias para a legalização do aborto no Brasil; trocar experiências de êxito diante de cenários de retrocessos, para dar visibilidade aos avanços alcançados e a iniciativas de resistências em outros países; e fortalecer a articulação das organizações e movimentos sociais na sua ação em defesa à descriminalização do aborto.
O seminário “Estratégias Latino-Americanas pela Legalização do Aborto e Autonomia Reprodutiva das Mulheres” contará com a participação de renomadas feministas de países como Uruguai, Bolívia e Peru, além de Beatriz Galli, do Ipas Brasil, Natalia Mori, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, e Ana Lima Pimentel, da União Nacional dos Estudantes, que estarão na mesa de debate sobre experiências de avanços e resistências à legalização do aborto no Brasil; Silvia Camurça, da Articulação de Mulheres Brasileiras; Dulce Xavier, das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro; e Tatau Godinho, da Marcha Mundial de Mulheres.
Entre as especialistas internacionais estarão Lílian Abracinskas, da organização Mujer y Salud en Uruguay, Rossina Guerrero Vásquez, do Centro de Promoción y Defensa de los Derechos Sexuales y Reproductivos, do Peru, e Irela Francyleth Alemán, do Centro Nicaragüense de Derechos Humanos.
Lílian apresentará as estratégias que estão em curso no Uruguai para impulsionar a aprovação do projeto de lei em defesa do direito à saúde sexual e reprodutiva, incluindo a despenalização do aborto até 12 semanas de gestação. O projeto já foi aprovado pela Câmara de Senadores em novembro do ano passado e agora está aguardando debate na Câmara de Deputados.
Rossina tratará de fazer um histórico sobre a situação do aborto no Peru, refletindo sobre os efeitos que as políticas conservadoras internacionais têm sobre as agendas nacionais e as estratégias de alianças feitas nos últimos tempos para a luta pela descriminalização do aborto e o cumprimento do aborto legal. Além disso, falará sobre as investigações sobre grupos conservadores que têm sido uma ferramenta contra o conservadorismo/fundamentalismo nas políticas públicas no que diz respeito à sexualidade e autonomia reprodutiva.
O ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto acontece no dia 26 de setembro, às 13h30, na Praça Ramos de Azevedo, no Centro de São Paulo. Haverá uma caminhada até o Tribunal de Justiça. No mesmo dia será lançado o manifesto de criação de uma Frente Nacional pela Legalização do Aborto, com a participação de entidades e movimentos e populares.
O evento é promovido pelas seguintes organizações: Ipas Brasil, SOS Corpo, CFEMEA, Articulação de Mulheres Brasileiras, Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, Comissão de Cidadania e Reprodução, Católicas pelo Direito de Decidir, Marcha Mundial de Mulheres, Instituto Patrícia Galvão, CLADEM/ Brasil e Rede Saúde.
Seminário: Estratégias Latino-Americanas pela Legalização do Aborto e Autonomia Reprodutiva das Mulheres
Dias: 24 e 25 de setembro, a partir das 9h
Local: Ação Educativa (Auditório) - Rua General Jardim 660 - Vila Buarque - São Paulo, SP
Inscrições para o seminário pelo e-mail: seminario@cfemea.org.br
Ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto
Dia: 26 de setembro, às 13h30
Local: Praça Ramos de Azevedo, Centro, São Paulo
Informações para a imprensa:
IPAS Brasil: (21) 2532-1930 / (11) 8468-0910 (Evanize Sydow)
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Especialistas da América Latina discutem legalização do aborto em São Paulo
Após o evento, entidades feministas nacionais fazem ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto. As iniciativas também fazem parte do Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, que se comemora no dia 28 de setembro.
A defesa da autonomia reprodutiva das mulheres será tema de discussão entre especialistas em um seminário latino-americano nos próximos dias 24 e 25 de setembro, em São Paulo.
Os objetivos principais são contribuir com estratégias para a legalização do aborto no Brasil; trocar experiências de êxito diante de cenários de retrocessos, para dar visibilidade aos avanços alcançados e a iniciativas de resistências em outros países; e fortalecer a articulação das organizações e movimentos sociais na sua ação em defesa à descriminalização do aborto.
O seminário “Estratégias Latino-Americanas pela Legalização do Aborto e Autonomia Reprodutiva das Mulheres” contará com a participação de renomadas feministas de países como Uruguai, Bolívia e Peru, além de Beatriz Galli, do Ipas Brasil, Natalia Mori, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, e Ana Lima Pimentel, da União Nacional dos Estudantes, que estarão na mesa de debate sobre experiências de avanços e resistências à legalização do aborto no Brasil; Silvia Camurça, da Articulação de Mulheres Brasileiras; Dulce Xavier, das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro; e Tatau Godinho, da Marcha Mundial de Mulheres.
Entre as especialistas internacionais estarão Lílian Abracinskas, da organização Mujer y Salud en Uruguay, Rossina Guerrero Vásquez, do Centro de Promoción y Defensa de los Derechos Sexuales y Reproductivos, do Peru, e Irela Francyleth Alemán, do Centro Nicaragüense de Derechos Humanos.
Lílian apresentará as estratégias que estão em curso no Uruguai para impulsionar a aprovação do projeto de lei em defesa do direito à saúde sexual e reprodutiva, incluindo a despenalização do aborto até 12 semanas de gestação. O projeto já foi aprovado pela Câmara de Senadores em novembro do ano passado e agora está aguardando debate na Câmara de Deputados.
Rossina tratará de fazer um histórico sobre a situação do aborto no Peru, refletindo sobre os efeitos que as políticas conservadoras internacionais têm sobre as agendas nacionais e as estratégias de alianças feitas nos últimos tempos para a luta pela descriminalização do aborto e o cumprimento do aborto legal. Além disso, falará sobre as investigações sobre grupos conservadores que têm sido uma ferramenta contra o conservadorismo/fundamentalismo nas políticas públicas no que diz respeito à sexualidade e autonomia reprodutiva.
O ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto acontece no dia 26 de setembro, às 13h30, na Praça Ramos de Azevedo, no Centro de São Paulo. Haverá uma caminhada até o Tribunal de Justiça. No mesmo dia será lançado o manifesto de criação de uma Frente Nacional pela Legalização do Aborto, com a participação de entidades e movimentos e populares.
O evento é promovido pelas seguintes organizações: Ipas Brasil, SOS Corpo, CFEMEA, Articulação de Mulheres Brasileiras, Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, Comissão de Cidadania e Reprodução, Católicas pelo Direito de Decidir, Marcha Mundial de Mulheres, Instituto Patrícia Galvão, CLADEM/ Brasil e Rede Saúde.
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A defesa da autonomia reprodutiva das mulheres será tema de discussão entre especialistas em um seminário latino-americano nos próximos dias 24 e 25 de setembro, em São Paulo.
Os objetivos principais são contribuir com estratégias para a legalização do aborto no Brasil; trocar experiências de êxito diante de cenários de retrocessos, para dar visibilidade aos avanços alcançados e a iniciativas de resistências em outros países; e fortalecer a articulação das organizações e movimentos sociais na sua ação em defesa à descriminalização do aborto.
O seminário “Estratégias Latino-Americanas pela Legalização do Aborto e Autonomia Reprodutiva das Mulheres” contará com a participação de renomadas feministas de países como Uruguai, Bolívia e Peru, além de Beatriz Galli, do Ipas Brasil, Natalia Mori, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, e Ana Lima Pimentel, da União Nacional dos Estudantes, que estarão na mesa de debate sobre experiências de avanços e resistências à legalização do aborto no Brasil; Silvia Camurça, da Articulação de Mulheres Brasileiras; Dulce Xavier, das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro; e Tatau Godinho, da Marcha Mundial de Mulheres.
Entre as especialistas internacionais estarão Lílian Abracinskas, da organização Mujer y Salud en Uruguay, Rossina Guerrero Vásquez, do Centro de Promoción y Defensa de los Derechos Sexuales y Reproductivos, do Peru, e Irela Francyleth Alemán, do Centro Nicaragüense de Derechos Humanos.
Lílian apresentará as estratégias que estão em curso no Uruguai para impulsionar a aprovação do projeto de lei em defesa do direito à saúde sexual e reprodutiva, incluindo a despenalização do aborto até 12 semanas de gestação. O projeto já foi aprovado pela Câmara de Senadores em novembro do ano passado e agora está aguardando debate na Câmara de Deputados.
Rossina tratará de fazer um histórico sobre a situação do aborto no Peru, refletindo sobre os efeitos que as políticas conservadoras internacionais têm sobre as agendas nacionais e as estratégias de alianças feitas nos últimos tempos para a luta pela descriminalização do aborto e o cumprimento do aborto legal. Além disso, falará sobre as investigações sobre grupos conservadores que têm sido uma ferramenta contra o conservadorismo/fundamentalismo nas políticas públicas no que diz respeito à sexualidade e autonomia reprodutiva.
O ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto acontece no dia 26 de setembro, às 13h30, na Praça Ramos de Azevedo, no Centro de São Paulo. Haverá uma caminhada até o Tribunal de Justiça. No mesmo dia será lançado o manifesto de criação de uma Frente Nacional pela Legalização do Aborto, com a participação de entidades e movimentos e populares.
O evento é promovido pelas seguintes organizações: Ipas Brasil, SOS Corpo, CFEMEA, Articulação de Mulheres Brasileiras, Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, Comissão de Cidadania e Reprodução, Católicas pelo Direito de Decidir, Marcha Mundial de Mulheres, Instituto Patrícia Galvão, CLADEM/ Brasil e Rede Saúde.
Seminário: Estratégias Latino-Americanas pela Legalização do Aborto e Autonomia Reprodutiva das Mulheres
Dias: 24 e 25 de setembro, a partir das 9h
Local: Ação Educativa (Auditório) - Rua General Jardim 660 - Vila Buarque - São Paulo, SP
Inscrições para o seminário pelo e-mail: seminario@cfemea.org.br
Ato em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto
Dia: 26 de setembro, às 13h30
Local: Praça Ramos de Azevedo, Centro, São Paulo
Informações para a imprensa:
IPAS Brasil: (21) 2532-1930 / (11) 8468-0910 (Evanize Sydow)
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RJ: Soropositivas recebem apoio mensal na UERJ
O grupo ‘Parceiras da Vida’, que reúne mulheres soropositivas ou que convivem com a Aids, promove encontros regulares sempre na última quarta-feira do mês, a partir das 14h, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (anfiteatro da Ginecologia, 5º andar). Mais informações no Serviço Social do HUPE (2587-6506 / 6417) ou no Núcleo de Epidemiologia: 2587-6153 / 6157.
Bienal do livro apresenta a História Social do Campesinato Brasileiro
Será lançada nesta sexta-feira (15/08), às 19h, na Bienal do Livro em São Paulo, os dois primeiros volumes da coleção 'História Social do Campesinato Brasileiro', uma iniciativa da Via Campesina, coordenada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Trata-se da obra mais completa sobre o campo brasileiro. Ministro Guilherme Cassel estará presente no lançamento da obra.
Será lançada nesta sexta-feira (15/08), às 19h, na Bienal do Livro em São Paulo, os dois primeiros volumes da coleção História Social do Campesinato Brasileiro, uma iniciativa da Via Campesina, coordenada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Trata-se da obra mais completa sobre o campo brasileiro.
As obras são publicadas pela editora da Universidade Estadual Paulista (UNESP), com apoio do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD). Participam do lançamento camponeses de vários estados do país, lideranças dos movimentos sociais, pesquisadores e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, entre outros.
O lançamento será marcado por três atividades:
Ao longo de quatro anos, pesquisadores iniciaram a produção da obra intitulada História Social do Campesinato Brasileiro. Coordenada, inicialmente, pelo professor e engenheiro agrônomo Horácio Martins, e mais tarde por Márcia Motta e Paulo Zarth, o projeto agregou estudiosos de distintos conhecimentos para deslindar os principais eixos explicativos da História Social do Campesinato.
Ao assumir a tarefa de refletir sobre o tema, os pesquisadores produziram dois livros que abordam aspectos fundamentais para a compreensão da formação do campesinato brasileiro, sua historicidade, bem como sua recriação no tema, seus dilemas e desafios.
O resultado deste esforço será apresentado na Bienal do Livro, em São Paulo. Os livros a serem lançados no evento são:
Local: Parque de Exposições Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana - São Paulo/SP)
Data: 15/08/2008
Horário: 19h
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www.consciencia.net
Será lançada nesta sexta-feira (15/08), às 19h, na Bienal do Livro em São Paulo, os dois primeiros volumes da coleção História Social do Campesinato Brasileiro, uma iniciativa da Via Campesina, coordenada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Trata-se da obra mais completa sobre o campo brasileiro.
As obras são publicadas pela editora da Universidade Estadual Paulista (UNESP), com apoio do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD). Participam do lançamento camponeses de vários estados do país, lideranças dos movimentos sociais, pesquisadores e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, entre outros.
O lançamento será marcado por três atividades:
- Debate: Campos em Conflito: os saberes da academia e o universo rural brasileiro – Composição da mesa: Ministro Guilherme Cassel, Horácio Martins, Delma Pessanha Neves (antropóloga- UFF), Leonilde Sérvulo de Medeiros (socióloga – UFRRJ), Márcia Motta (historiadora – UFF)
- Seminário Nacional: com presença de centenas de lideranças camponesas de todo o país.
- Seminário Nacional Sobre as Mulheres no Campesinato: com a presença de lideranças camponesas e feministas.
Ao longo de quatro anos, pesquisadores iniciaram a produção da obra intitulada História Social do Campesinato Brasileiro. Coordenada, inicialmente, pelo professor e engenheiro agrônomo Horácio Martins, e mais tarde por Márcia Motta e Paulo Zarth, o projeto agregou estudiosos de distintos conhecimentos para deslindar os principais eixos explicativos da História Social do Campesinato.
Ao assumir a tarefa de refletir sobre o tema, os pesquisadores produziram dois livros que abordam aspectos fundamentais para a compreensão da formação do campesinato brasileiro, sua historicidade, bem como sua recriação no tema, seus dilemas e desafios.
O resultado deste esforço será apresentado na Bienal do Livro, em São Paulo. Os livros a serem lançados no evento são:
- Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história -- subtítulo: Concepções de justiça e resistências nos brasis -- v. 1, organizado por Márcia Motta & Paulo Zart.
- Processos de constituição e reprodução do campesinato no Brasil -- subtítulo: Formas tuteladas de condição camponesa -- v. 1, organizado por Delma Pessanha & Maria Aparecida de Moraes Silva
Local: Parque de Exposições Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana - São Paulo/SP)
Data: 15/08/2008
Horário: 19h
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Bienal do livro apresenta a História Social do Campesinato Brasileiro
Será lançada nesta sexta-feira (15/08), às 19h, na Bienal do Livro em São Paulo, os dois primeiros volumes da coleção 'História Social do Campesinato Brasileiro', uma iniciativa da Via Campesina, coordenada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Trata-se da obra mais completa sobre o campo brasileiro. Ministro Guilherme Cassel estará presente no lançamento da obra.
Será lançada nesta sexta-feira (15/08), às 19h, na Bienal do Livro em São Paulo, os dois primeiros volumes da coleção História Social do Campesinato Brasileiro, uma iniciativa da Via Campesina, coordenada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Trata-se da obra mais completa sobre o campo brasileiro.
As obras são publicadas pela editora da Universidade Estadual Paulista (UNESP), com apoio do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD). Participam do lançamento camponeses de vários estados do país, lideranças dos movimentos sociais, pesquisadores e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, entre outros.
O lançamento será marcado por três atividades:
Ao longo de quatro anos, pesquisadores iniciaram a produção da obra intitulada História Social do Campesinato Brasileiro. Coordenada, inicialmente, pelo professor e engenheiro agrônomo Horácio Martins, e mais tarde por Márcia Motta e Paulo Zarth, o projeto agregou estudiosos de distintos conhecimentos para deslindar os principais eixos explicativos da História Social do Campesinato.
Ao assumir a tarefa de refletir sobre o tema, os pesquisadores produziram dois livros que abordam aspectos fundamentais para a compreensão da formação do campesinato brasileiro, sua historicidade, bem como sua recriação no tema, seus dilemas e desafios.
O resultado deste esforço será apresentado na Bienal do Livro, em São Paulo. Os livros a serem lançados no evento são:
Local: Parque de Exposições Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana - São Paulo/SP)
Data: 15/08/2008
Horário: 19h
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Será lançada nesta sexta-feira (15/08), às 19h, na Bienal do Livro em São Paulo, os dois primeiros volumes da coleção História Social do Campesinato Brasileiro, uma iniciativa da Via Campesina, coordenada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Trata-se da obra mais completa sobre o campo brasileiro.
As obras são publicadas pela editora da Universidade Estadual Paulista (UNESP), com apoio do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD). Participam do lançamento camponeses de vários estados do país, lideranças dos movimentos sociais, pesquisadores e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, entre outros.
O lançamento será marcado por três atividades:
- Debate: Campos em Conflito: os saberes da academia e o universo rural brasileiro – Composição da mesa: Ministro Guilherme Cassel, Horácio Martins, Delma Pessanha Neves (antropóloga- UFF), Leonilde Sérvulo de Medeiros (socióloga – UFRRJ), Márcia Motta (historiadora – UFF)
- Seminário Nacional: com presença de centenas de lideranças camponesas de todo o país.
- Seminário Nacional Sobre as Mulheres no Campesinato: com a presença de lideranças camponesas e feministas.
Ao longo de quatro anos, pesquisadores iniciaram a produção da obra intitulada História Social do Campesinato Brasileiro. Coordenada, inicialmente, pelo professor e engenheiro agrônomo Horácio Martins, e mais tarde por Márcia Motta e Paulo Zarth, o projeto agregou estudiosos de distintos conhecimentos para deslindar os principais eixos explicativos da História Social do Campesinato.
Ao assumir a tarefa de refletir sobre o tema, os pesquisadores produziram dois livros que abordam aspectos fundamentais para a compreensão da formação do campesinato brasileiro, sua historicidade, bem como sua recriação no tema, seus dilemas e desafios.
O resultado deste esforço será apresentado na Bienal do Livro, em São Paulo. Os livros a serem lançados no evento são:
- Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história -- subtítulo: Concepções de justiça e resistências nos brasis -- v. 1, organizado por Márcia Motta & Paulo Zart.
- Processos de constituição e reprodução do campesinato no Brasil -- subtítulo: Formas tuteladas de condição camponesa -- v. 1, organizado por Delma Pessanha & Maria Aparecida de Moraes Silva
Local: Parque de Exposições Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana - São Paulo/SP)
Data: 15/08/2008
Horário: 19h
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Instituto Patrícia Galvão recebe Prêmio Rosa Cisneros 2008
A Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF), Região do Hemisfério Ocidental, escolheu o Instituto Patrícia Galvão para receber o Prêmio Rosa Cisneros, concedido a uma pessoa, meio de comunicação ou entidade que tenha realizado contribuições significativas para promover uma consciência pública positiva sobre temas de saúde e direitos sexuais e reprodutivos na região. O Prêmio foi criado em homenagem a Rosa Cisneros, defensora dos direitos das mulheres e ex-diretora da associação membro da IPPF em El Salvador, que foi assassinada em 1981.
Segundo Carmen Barroso, diretora da IPPF para a Região do Hemisfério Ocidental, “o Instituto Patrícia Galvão foi indicado para receber este prêmio em virtude de seu excelente e corajoso trabalho sobre os direitos das mulheres e os meios de comunicação no Brasil. Como único instituto feminista focado na mídia brasileira, o Instituto Patrícia Galvão oferece uma perspectiva independente sobre os direitos das mulheres, com uma forte capacidade para impulsionar uma transformação social e política neste campo”. Este ano a cerimônia de entrega do Prêmio Rosa Cisneros será realizada na cidade do México, no dia 11 de agosto.
Segundo Carmen Barroso, diretora da IPPF para a Região do Hemisfério Ocidental, “o Instituto Patrícia Galvão foi indicado para receber este prêmio em virtude de seu excelente e corajoso trabalho sobre os direitos das mulheres e os meios de comunicação no Brasil. Como único instituto feminista focado na mídia brasileira, o Instituto Patrícia Galvão oferece uma perspectiva independente sobre os direitos das mulheres, com uma forte capacidade para impulsionar uma transformação social e política neste campo”. Este ano a cerimônia de entrega do Prêmio Rosa Cisneros será realizada na cidade do México, no dia 11 de agosto.
Carta aberta ao Ministro da Educação: Sobre fazedoras de linhas e bolos ordinários [1] – resposta ao desacato
Ficou bastante óbvio que é com a perspectiva do patriarcado mais anacrônico que se afina o Senhor ex-Diretor do Colégio Pedro II [Wilson Choeri], deixando, em momento de descontrole, transparecer parte de sua verdadeira personalidade e mundivisão: o egocentrismo desmedidamente autoritário e o dogmatismo machista que procura alijar mulheres da participação efetiva na esfera pública das sociedades. Por Silvana Martins Bayma.
Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Educação, Fernando Haddad,
Sou professora do Colégio Pedro II e estive, na qualidade de Diretora da ADCPII – e, portanto, representando toda uma classe -, na posse do atual Diretor pro-tempore do CPII em Brasília. Cito esse fato para, ao procurar estabelecer um diálogo com esse Ministério, combater dois preconceitos, convencida que sou não apenas da igual importância de alunos(as) e educadores(as) no microcosmo da Escola, como de homens e mulheres no macrocosmo da sociedade. A mim – mulher, professora, militante, pessoa do meu século - me parece óbvio dizer que cada um(a) contribui com seu olhar e ação específicos para a construção do universo de que faz parte. Nem tão óbvio assim é para todos, Senhor Ministro, como, infelizmente, nessa ocasião pude uma vez mais constatar...
Em contexto formal no qual caberia apenas uma rotineira e legítima transmissão de cargo depois de expirado um mandato (que, diga-se de passagem, era o terceiro consecutivo da mesma pessoa), qual não foi minha indignação ao ter de ouvir calada, sem direito a resposta, uma longa fala desconexa, entre irônica e melancólica, de cunho explicitamente sexista. Perguntava-me a todo instante, Senhor Ministro: foi para isso que esse Ministério nos convidou, representantes legítimos da Comunidade CPII, eleitos por voto direto que somos? Para sermos agredidos por uma das autoridades da mesa oficial dessa cerimônia, que bradava, em palavras menos diretas, mas não menos desrespeitosas, que “aluno não pensa: é manipulado” e que “lugar de mulher é na cozinha”?
Pois é lamentável que o MEC tenha patrocinado um evento em que aquele que se perpetrou protagonista, fazendo uso espúrio do fato de que somente a mesa teria voz, afrontou a própria instituição do Magistério, desrespeitando acintosamente professores(as), dirigentes sindicais, alunos(as). (E, por extensão o próprio MEC, que gerencia as atividades destas pessoas, reconhecidas como atividades inferiores por tal protagonista...). Salvaguardado pelo protocolo, esse senhor, imediatamente após protagonizar desumana humilhação, ainda foi considerado pelos outros componentes da mesa – em especial pelo senhor, nosso Ministro da Educação - como intelectual imprescindível ao Brasil, como grande democrata, como verdadeiro educador!
Tal espetáculo de horrores ocorreu no dia 17 de janeiro de 2008, quando, em meio a outras grosserias e desatinos, sem que nenhuma voz discordante se fizesse ouvir, fomos - eu e a Profa. Magda Massunaga, Presidente da Associação de Docentes do Colégio Pedro II – pejorativa e metonimicamente chamadas por esse senhor destemperado, o ex-Diretor Geral do CPII, de – pasme-se! - “fazedoras de bolos”, numa dupla ofensa a docentes e doceiras... Ficou bastante óbvio que é com a perspectiva do patriarcado mais anacrônico que se afina o Senhor ex-Diretor, deixando, em momento de descontrole, transparecer parte de sua verdadeira personalidade e mundivisão: o egocentrismo desmedidamente autoritário e o dogmatismo machista que procura alijar mulheres da participação efetiva na esfera pública das sociedades.
Há quase 151 anos, mulheres militantes foram silenciadas pelo fogo, em justa reivindicação por melhores condições de trabalho, castigo imaginado exemplar pelo poder patronal masculino para não mais ser questionado. Hoje, diante de outras “ousadias” de mulheres, estratégias mais sutis de silenciamento e invisibilidade se perpetram...
Tivera eu voz na ocasião em que fui covardemente atacada, pudera eu me dirigir diretamente ao “protagonista” destemperado – bem como a todos os que com ele compactuavam, debochando ou se calando -, diria que as diferenças entre homens e mulheres são de fato bem óbvias: visíveis no corpo... Intrigante é que alguns ainda tenham necessidade de interpretá-las tão artificialmente, transformando-as em desigualdades sociais (quando as diferenças – em qualquer nível do relacionamento humano – só nos enriquecem)...
Diria que, ao ofender as doceiras – depreciando atividade que, embora nobre, não é necessariamente feminina -, ignora que o mundo atual não pode mais prescindir do trabalho realizado por mulheres. Diria que, ao ofender as educadoras atuantes - condenando a participação da mulher nos espaços públicos – ignora que a Educação e a Política nunca puderam prescindir do conhecimento e visão das mulheres.
Diria que, no caso do Colégio Pedro II, as mulheres somos a imensa maioria do corpo docente e técnico-administrativo - incluindo-se aí as Direções das Unidades Escolares e mesmo a Secretaria de Ensino... –, o que nos torna, em grande parte, responsáveis pela reconhecida excelência do Colégio (que esse senhor e seu pequeno grupo querem fazer crer ser obra exclusivamente sua): mais de mil mulheres dessa comunidade foram, por extensão, juntamente comigo ultrajadas, além obviamente de, por um lado, todas as cozinheiras e, por outro, qualquer mulher que não veja a cozinha como seu único espaço de atuação.
Diria que, ao deixar subentendido ser esse o único lugar que crê caber a nós, reproduz um falacioso e cruel conceito de mulher, que tem sido cuidadosamente elaborado a serviço da desumana hegemonia patriarcal. E ignora ou finge ignorar (no caso de um educador, o que seria pior?) que foi a sociedade e não a biologia que determinou os papéis para os sexos. Sendo assim, a educação que se dá a homens e mulheres tem sido exatamente o que, em mãos sexistas, pode-se tornar o verdadeiro instrumento da pretensa passividade, inferioridade biológica, incapacidade intelectual e conseqüente subalternidade feminina.
E finalmente diria que cabe a um verdadeiro educador, antes de tudo, estudar, continuamente se informar, atualizando-se para poupar a si mesmo - e a outros(as), sobretudo se de alguma forma os(as) representa... - vexatórios anacronismos, como, por exemplo, o desconhecimento de que não existe justiça, liberdade ou democracia sem igualdade de direitos entre homens e mulheres, entre todos os diferentes.
Lamentavelmente, tais direitos cidadãos deixaram de ser considerados nessa cerimônia oficial. Na seqüência de ofensas, fomos, então - dirigentes da ADCPII, do SINDSCOPE e dos GRÊMIOS do CPII, lá presentes a convite desse Ministério -, respectivamente xingados de “linhas ordinárias”, “sindicalistas espúrios” e “agulhas para abrir caminhos dos outros”... Nós, que, paralelamente a nossas exaustivas atividades cotidianas na escola, ainda atuamos nessas Entidades de Classe, sem remuneração extra ou coisa que o valha, em prol exatamente de ideais que o Governo atual afirma defender, tais como gestões participativas e democráticas. Ideais, infelizmente, nunca defendidos ao longo do – longo... - período em que o referido ex-Diretor Geral esteve à frente de nosso Colégio: no CPII de suas gestões nunca houve espaço oficial para o exercício democrático – e a nosso ver saudável - da divergência...
Pois bem: sem direito à voz naquele lugar e momento, não podendo mais ser por nada nem ninguém calada, dirijo-me a Vossa Excelência aqui e agora, em carta aberta, franqueada à Comunidade que represento...
Embora não fosse a primeira vez que presenciara o despreparo de nosso ex-Diretor e de seu grupo político para lidar respeitosamente com gente, vexou-me tal paroxismo. Tive – por que não dizer? – vergonha de estar há tanto tempo sob a gestão - mesmo não me sentindo responsável, por nunca neles ter votado! - de um grupo tão absurdamente preconceituoso, politicamente despreparado e... pedagogicamente ultrapassado. Um grupo inteiro, sim: pois seus companheiros que lá estavam - incluindo mulheres... - sorriam e por vezes debochavam, apoiando os impropérios de seu equivocado porta-voz.
Afinal, que tipo de intelectual desconsidera, hoje, a diferença? Que tipo de educador desrespeita, impudicamente, estudantes? Que tipo de ser humano ousa acusar alguém de... ser democrático? Porque é simplesmente isso que as Entidades Representativas do CPII temos feito, Senhor Ministro: rechaçar tratamento diferenciado do que tem sido dispensado a outras Instituições Federais de Ensino, lutando pelo nosso direito e de nossos associados votar em eleições limpas!
Por toda minha experiência nessa escola - como Professora concursada atuando em sala de aula desde 1992, como Coordenadora Pedagógica de Português eleita na U.E. Humaitá II em 2004 e reeleita em 2007, como Dirigente Sindical desde 2005 e militante da causa docente desde meu primeiro dia no CPII -, tinha já clareza de que respeito não é práxis dessa gestão. Ainda assim, jamais poderia esperar, como convidada oficial - ratifique-se - de um evento do MEC, que esse Ministério, na figura do seu Ministro e Secretários, permanecesse impassível diante de tamanho desrespeito por parte de um orador tão desequilibrado, deformado pelo autoritarismo e pela megalomania que sempre pautaram sua conduta como gestor.
Em cerimônia dentro de um prédio público que abriga – veja-se bem a ironia – não só o Ministério da Educação, como também a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a expectativa mínima era de que houvesse, por parte dos homens e mulheres, funcionários e funcionárias públicos(as) que lá estavam, profissionais da Educação e, teoricamente, defensores dos Direitos Humanos, uma intervenção, um desagravo, uma menção mínima que fosse, aos absurdos a que lá nós, Servidores da Educação Pública Brasileira, fomos submetidos.
Nada disseram, porém, o Senhor Ministro e a Senhora Secretária de Educação Básica, ambos à mesa que dava direito à voz, tecendo, ao contrário, os mais rasgados elogios ao citado “intelectual do século XXI”, ao término de seu “discurso”. Concordam, todavia, os(as) senhores(as) com semelhantes disparates proferidos? Eis o que tenho o dever de lhes perguntar, a fim de esclarecer a Comunidade CPII.
E quanto ao que o Senhor ex-Diretor afirmou acerca dos alunos – possivelmente acreditando estar, com esse ralo verniz de cultura, impressionando sua platéia, ao fazer (mau) uso de Machado de Assis -: que eles “serviam de agulhas a linhas ordinárias”? O que pensa o Senhor Ministro acerca desse triste conceito sobre o estudante como irracionais “buchas de canhão”? Eu, de minha parte, diria, com conhecimento de causa, que especificamente esses dois alunos da 2ª. série do E.M. do CPII a quem o ex-Diretor se dirigiu – bem como tantos outros - protagonistas que são de suas vidas, já ultrapassaram as (poucas) leituras mais óbvias de nosso mestre Machado de Assis, como a que parece fazer parte do capital intelectual do citado senhor...
Nossos alunos – asseguro-lhe como Professora e Coordenadora da disciplina que orienta, no Pedro II, os estudos do maior escritor brasileiro do século XIX - já adentraram o verdadeiro universo machadiano: bem mais complexo e multiperspectivado... Afinal, parodiando o mestre, não existem fatos, mas relatos de fatos. Ou, segundo nos revela a leitura de “A Igreja do Diabo”, não existe apenas uma porta de acesso à “verdade”; daí a necessidade de se ouvirem as múltiplas vozes subjacentes em qualquer cenário.
Assim, os leitores atentos já reconheceram, em “Teoria do Medalhão”, muitos homens públicos de hoje e passaram a questionar o estereótipo do figurão medíocre que se sobressai exatamente ao se moldar camaleonicamente ao senso comum (ou aos Governos da hora...). E rejeitaram, pela leitura de “O espelho”, a figura do autocrata que, perdida sua farda, não mais conseguia se enxergar como homem, metáfora de pobres seres dentro do universo não ficcional de nossas realidades imediatas que, de semelhante modo, se apegam ao poder, rechaçando sua saudável alternância...
E, acima de tudo, esses alunos, preparados que estão também pela boa orientação de leituras como essas - levada a cabo por seus competentes professores e professoras no CPII... - certamente puderam relacionar todas essas personagens, em sua precariedade existencial, ao célebre homem público de “A causa secreta”, que, fazendo-se crer figura necessária e insubstituível no meio em que atuava, mostrando-se como grande homem, aparentando mesmo filantropia, na essência não passava de alguém profundamente egocêntrico e desequilibrado. Não desprezemos, pois, as verdadeiras lições do Mestre Machado de Assis: ler não as obviedades, mas as entrelinhas; enxergar não a maquiada aparência, mas a intrincada essência; ouvir não apenas a voz dominante, mas a polifonia de vozes que se devem completar na compreensão da “realidade”...
Mencionada a rica diversidade de vozes da sociedade, cabe lembrar voz corrente nos corredores do CPII, que parece não ter, ainda, repercutido nos corredores do MEC: nunca foi, lamentavelmente, prática do ex-Diretor e de seu grupo político ouvirem outra voz que não a sua própria. Desprestigiada, a Comunidade escolar jamais foi de fato considerada para qualquer construção coletiva, seja de sistemas de avaliação, diretrizes de ensino ou projetos políticos pedagógicos, para dizer o mínimo dessa gestão. Como esperar desse grupo, agora, respeito pela mulher e pelo trabalhador, aceitação da divergência ou mesmo da pluralidade?
Nunca consideraram deliberativos fóruns como Conselhos Departamentais, Pedagógicos, ou até simples Conselhos de Classe, cujas conclusões e resultados são freqüentemente desfeitos por arrogantes “canetadas”. Até a “Congregação” do Colégio é monocórdia e monológica. Eis uma das facetas da triste realidade de desânimo em nossa escola: um corpo docente e um corpo técnico-administrativo da maior excelência, mas desconsiderados e subaproveitados e um corpo discente ignorado. Resultado: um ambiente escolar de profundo abatimento e desmotivação, que procuramos a todo custo, dignos, as trabalhadores e trabalhadoras da coisa pública que somos, cotidianamente reverter em prol da crença em nosso(a) aluno(a) em nossa escola, em nosso país.
Mas esses senhores que falham em promover um saudável ambiente de troca na Escola são exatamente os mesmos que dizem apoiar as políticas públicas desse Ministério... Não deveriam nossas autoridades da Educação – em especial o senhor, Ministro Fernando Haddad - melhor averiguar a realidade da maior escola pública da América Latina? Não lhes terá ocorrido que só têm recebido uma versão dessa realidade? Que só têm de fato ouvido a uma única voz?
Por fim, como educadora cuja formação se fez integralmente em escola pública e ex-aluna do Colégio Pedro II, lamento ter sido, Senhor Ministro, espectadora privilegiada de tão melancólico fim de carreira para um Diretor Geral da escola a que me dedico exclusivamente e na qual deposito minhas esperanças na Educação brasileira. E sobretudo rechaço a maneira grosseira - e pouco condizente com a Direção de uma Instituição Educacional - pela qual fomos tratados(as), nas dependências de nosso Ministério.
Inaceitável ser esse o palco em que se desmerecem ou se permite desmerecer Entidades que defendem relações democráticas, transparência administrativa, melhores condições de trabalho e, como caminho viável para tudo isso, um probo processo eleitoral. É lastimável ser o MEC o palco em que se destratam pessoas que cotidianamente lutam e procuram contribuir, com seu efetivo trabalho, para que uma escola pública do porte do CPII se mantenha conceituada.
Consternada, mas respeitosamente,
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“Quando a gente escreve ou pinta ou canta, a gente transgride uma lei. Não sei se é a lei do silêncio que deve ser mantido diante das coisas sacrossantas e diabólicas.” (Clarice Lispector)
Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Educação, Fernando Haddad,
Sou professora do Colégio Pedro II e estive, na qualidade de Diretora da ADCPII – e, portanto, representando toda uma classe -, na posse do atual Diretor pro-tempore do CPII em Brasília. Cito esse fato para, ao procurar estabelecer um diálogo com esse Ministério, combater dois preconceitos, convencida que sou não apenas da igual importância de alunos(as) e educadores(as) no microcosmo da Escola, como de homens e mulheres no macrocosmo da sociedade. A mim – mulher, professora, militante, pessoa do meu século - me parece óbvio dizer que cada um(a) contribui com seu olhar e ação específicos para a construção do universo de que faz parte. Nem tão óbvio assim é para todos, Senhor Ministro, como, infelizmente, nessa ocasião pude uma vez mais constatar...
Em contexto formal no qual caberia apenas uma rotineira e legítima transmissão de cargo depois de expirado um mandato (que, diga-se de passagem, era o terceiro consecutivo da mesma pessoa), qual não foi minha indignação ao ter de ouvir calada, sem direito a resposta, uma longa fala desconexa, entre irônica e melancólica, de cunho explicitamente sexista. Perguntava-me a todo instante, Senhor Ministro: foi para isso que esse Ministério nos convidou, representantes legítimos da Comunidade CPII, eleitos por voto direto que somos? Para sermos agredidos por uma das autoridades da mesa oficial dessa cerimônia, que bradava, em palavras menos diretas, mas não menos desrespeitosas, que “aluno não pensa: é manipulado” e que “lugar de mulher é na cozinha”?
Pois é lamentável que o MEC tenha patrocinado um evento em que aquele que se perpetrou protagonista, fazendo uso espúrio do fato de que somente a mesa teria voz, afrontou a própria instituição do Magistério, desrespeitando acintosamente professores(as), dirigentes sindicais, alunos(as). (E, por extensão o próprio MEC, que gerencia as atividades destas pessoas, reconhecidas como atividades inferiores por tal protagonista...). Salvaguardado pelo protocolo, esse senhor, imediatamente após protagonizar desumana humilhação, ainda foi considerado pelos outros componentes da mesa – em especial pelo senhor, nosso Ministro da Educação - como intelectual imprescindível ao Brasil, como grande democrata, como verdadeiro educador!
Tal espetáculo de horrores ocorreu no dia 17 de janeiro de 2008, quando, em meio a outras grosserias e desatinos, sem que nenhuma voz discordante se fizesse ouvir, fomos - eu e a Profa. Magda Massunaga, Presidente da Associação de Docentes do Colégio Pedro II – pejorativa e metonimicamente chamadas por esse senhor destemperado, o ex-Diretor Geral do CPII, de – pasme-se! - “fazedoras de bolos”, numa dupla ofensa a docentes e doceiras... Ficou bastante óbvio que é com a perspectiva do patriarcado mais anacrônico que se afina o Senhor ex-Diretor, deixando, em momento de descontrole, transparecer parte de sua verdadeira personalidade e mundivisão: o egocentrismo desmedidamente autoritário e o dogmatismo machista que procura alijar mulheres da participação efetiva na esfera pública das sociedades.
Há quase 151 anos, mulheres militantes foram silenciadas pelo fogo, em justa reivindicação por melhores condições de trabalho, castigo imaginado exemplar pelo poder patronal masculino para não mais ser questionado. Hoje, diante de outras “ousadias” de mulheres, estratégias mais sutis de silenciamento e invisibilidade se perpetram...
Tivera eu voz na ocasião em que fui covardemente atacada, pudera eu me dirigir diretamente ao “protagonista” destemperado – bem como a todos os que com ele compactuavam, debochando ou se calando -, diria que as diferenças entre homens e mulheres são de fato bem óbvias: visíveis no corpo... Intrigante é que alguns ainda tenham necessidade de interpretá-las tão artificialmente, transformando-as em desigualdades sociais (quando as diferenças – em qualquer nível do relacionamento humano – só nos enriquecem)...
Diria que, ao ofender as doceiras – depreciando atividade que, embora nobre, não é necessariamente feminina -, ignora que o mundo atual não pode mais prescindir do trabalho realizado por mulheres. Diria que, ao ofender as educadoras atuantes - condenando a participação da mulher nos espaços públicos – ignora que a Educação e a Política nunca puderam prescindir do conhecimento e visão das mulheres.
Diria que, no caso do Colégio Pedro II, as mulheres somos a imensa maioria do corpo docente e técnico-administrativo - incluindo-se aí as Direções das Unidades Escolares e mesmo a Secretaria de Ensino... –, o que nos torna, em grande parte, responsáveis pela reconhecida excelência do Colégio (que esse senhor e seu pequeno grupo querem fazer crer ser obra exclusivamente sua): mais de mil mulheres dessa comunidade foram, por extensão, juntamente comigo ultrajadas, além obviamente de, por um lado, todas as cozinheiras e, por outro, qualquer mulher que não veja a cozinha como seu único espaço de atuação.
Diria que, ao deixar subentendido ser esse o único lugar que crê caber a nós, reproduz um falacioso e cruel conceito de mulher, que tem sido cuidadosamente elaborado a serviço da desumana hegemonia patriarcal. E ignora ou finge ignorar (no caso de um educador, o que seria pior?) que foi a sociedade e não a biologia que determinou os papéis para os sexos. Sendo assim, a educação que se dá a homens e mulheres tem sido exatamente o que, em mãos sexistas, pode-se tornar o verdadeiro instrumento da pretensa passividade, inferioridade biológica, incapacidade intelectual e conseqüente subalternidade feminina.
E finalmente diria que cabe a um verdadeiro educador, antes de tudo, estudar, continuamente se informar, atualizando-se para poupar a si mesmo - e a outros(as), sobretudo se de alguma forma os(as) representa... - vexatórios anacronismos, como, por exemplo, o desconhecimento de que não existe justiça, liberdade ou democracia sem igualdade de direitos entre homens e mulheres, entre todos os diferentes.
Lamentavelmente, tais direitos cidadãos deixaram de ser considerados nessa cerimônia oficial. Na seqüência de ofensas, fomos, então - dirigentes da ADCPII, do SINDSCOPE e dos GRÊMIOS do CPII, lá presentes a convite desse Ministério -, respectivamente xingados de “linhas ordinárias”, “sindicalistas espúrios” e “agulhas para abrir caminhos dos outros”... Nós, que, paralelamente a nossas exaustivas atividades cotidianas na escola, ainda atuamos nessas Entidades de Classe, sem remuneração extra ou coisa que o valha, em prol exatamente de ideais que o Governo atual afirma defender, tais como gestões participativas e democráticas. Ideais, infelizmente, nunca defendidos ao longo do – longo... - período em que o referido ex-Diretor Geral esteve à frente de nosso Colégio: no CPII de suas gestões nunca houve espaço oficial para o exercício democrático – e a nosso ver saudável - da divergência...
Pois bem: sem direito à voz naquele lugar e momento, não podendo mais ser por nada nem ninguém calada, dirijo-me a Vossa Excelência aqui e agora, em carta aberta, franqueada à Comunidade que represento...
Embora não fosse a primeira vez que presenciara o despreparo de nosso ex-Diretor e de seu grupo político para lidar respeitosamente com gente, vexou-me tal paroxismo. Tive – por que não dizer? – vergonha de estar há tanto tempo sob a gestão - mesmo não me sentindo responsável, por nunca neles ter votado! - de um grupo tão absurdamente preconceituoso, politicamente despreparado e... pedagogicamente ultrapassado. Um grupo inteiro, sim: pois seus companheiros que lá estavam - incluindo mulheres... - sorriam e por vezes debochavam, apoiando os impropérios de seu equivocado porta-voz.
Afinal, que tipo de intelectual desconsidera, hoje, a diferença? Que tipo de educador desrespeita, impudicamente, estudantes? Que tipo de ser humano ousa acusar alguém de... ser democrático? Porque é simplesmente isso que as Entidades Representativas do CPII temos feito, Senhor Ministro: rechaçar tratamento diferenciado do que tem sido dispensado a outras Instituições Federais de Ensino, lutando pelo nosso direito e de nossos associados votar em eleições limpas!
Por toda minha experiência nessa escola - como Professora concursada atuando em sala de aula desde 1992, como Coordenadora Pedagógica de Português eleita na U.E. Humaitá II em 2004 e reeleita em 2007, como Dirigente Sindical desde 2005 e militante da causa docente desde meu primeiro dia no CPII -, tinha já clareza de que respeito não é práxis dessa gestão. Ainda assim, jamais poderia esperar, como convidada oficial - ratifique-se - de um evento do MEC, que esse Ministério, na figura do seu Ministro e Secretários, permanecesse impassível diante de tamanho desrespeito por parte de um orador tão desequilibrado, deformado pelo autoritarismo e pela megalomania que sempre pautaram sua conduta como gestor.
Em cerimônia dentro de um prédio público que abriga – veja-se bem a ironia – não só o Ministério da Educação, como também a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a expectativa mínima era de que houvesse, por parte dos homens e mulheres, funcionários e funcionárias públicos(as) que lá estavam, profissionais da Educação e, teoricamente, defensores dos Direitos Humanos, uma intervenção, um desagravo, uma menção mínima que fosse, aos absurdos a que lá nós, Servidores da Educação Pública Brasileira, fomos submetidos.
Nada disseram, porém, o Senhor Ministro e a Senhora Secretária de Educação Básica, ambos à mesa que dava direito à voz, tecendo, ao contrário, os mais rasgados elogios ao citado “intelectual do século XXI”, ao término de seu “discurso”. Concordam, todavia, os(as) senhores(as) com semelhantes disparates proferidos? Eis o que tenho o dever de lhes perguntar, a fim de esclarecer a Comunidade CPII.
E quanto ao que o Senhor ex-Diretor afirmou acerca dos alunos – possivelmente acreditando estar, com esse ralo verniz de cultura, impressionando sua platéia, ao fazer (mau) uso de Machado de Assis -: que eles “serviam de agulhas a linhas ordinárias”? O que pensa o Senhor Ministro acerca desse triste conceito sobre o estudante como irracionais “buchas de canhão”? Eu, de minha parte, diria, com conhecimento de causa, que especificamente esses dois alunos da 2ª. série do E.M. do CPII a quem o ex-Diretor se dirigiu – bem como tantos outros - protagonistas que são de suas vidas, já ultrapassaram as (poucas) leituras mais óbvias de nosso mestre Machado de Assis, como a que parece fazer parte do capital intelectual do citado senhor...
Nossos alunos – asseguro-lhe como Professora e Coordenadora da disciplina que orienta, no Pedro II, os estudos do maior escritor brasileiro do século XIX - já adentraram o verdadeiro universo machadiano: bem mais complexo e multiperspectivado... Afinal, parodiando o mestre, não existem fatos, mas relatos de fatos. Ou, segundo nos revela a leitura de “A Igreja do Diabo”, não existe apenas uma porta de acesso à “verdade”; daí a necessidade de se ouvirem as múltiplas vozes subjacentes em qualquer cenário.
Assim, os leitores atentos já reconheceram, em “Teoria do Medalhão”, muitos homens públicos de hoje e passaram a questionar o estereótipo do figurão medíocre que se sobressai exatamente ao se moldar camaleonicamente ao senso comum (ou aos Governos da hora...). E rejeitaram, pela leitura de “O espelho”, a figura do autocrata que, perdida sua farda, não mais conseguia se enxergar como homem, metáfora de pobres seres dentro do universo não ficcional de nossas realidades imediatas que, de semelhante modo, se apegam ao poder, rechaçando sua saudável alternância...
E, acima de tudo, esses alunos, preparados que estão também pela boa orientação de leituras como essas - levada a cabo por seus competentes professores e professoras no CPII... - certamente puderam relacionar todas essas personagens, em sua precariedade existencial, ao célebre homem público de “A causa secreta”, que, fazendo-se crer figura necessária e insubstituível no meio em que atuava, mostrando-se como grande homem, aparentando mesmo filantropia, na essência não passava de alguém profundamente egocêntrico e desequilibrado. Não desprezemos, pois, as verdadeiras lições do Mestre Machado de Assis: ler não as obviedades, mas as entrelinhas; enxergar não a maquiada aparência, mas a intrincada essência; ouvir não apenas a voz dominante, mas a polifonia de vozes que se devem completar na compreensão da “realidade”...
Mencionada a rica diversidade de vozes da sociedade, cabe lembrar voz corrente nos corredores do CPII, que parece não ter, ainda, repercutido nos corredores do MEC: nunca foi, lamentavelmente, prática do ex-Diretor e de seu grupo político ouvirem outra voz que não a sua própria. Desprestigiada, a Comunidade escolar jamais foi de fato considerada para qualquer construção coletiva, seja de sistemas de avaliação, diretrizes de ensino ou projetos políticos pedagógicos, para dizer o mínimo dessa gestão. Como esperar desse grupo, agora, respeito pela mulher e pelo trabalhador, aceitação da divergência ou mesmo da pluralidade?
Nunca consideraram deliberativos fóruns como Conselhos Departamentais, Pedagógicos, ou até simples Conselhos de Classe, cujas conclusões e resultados são freqüentemente desfeitos por arrogantes “canetadas”. Até a “Congregação” do Colégio é monocórdia e monológica. Eis uma das facetas da triste realidade de desânimo em nossa escola: um corpo docente e um corpo técnico-administrativo da maior excelência, mas desconsiderados e subaproveitados e um corpo discente ignorado. Resultado: um ambiente escolar de profundo abatimento e desmotivação, que procuramos a todo custo, dignos, as trabalhadores e trabalhadoras da coisa pública que somos, cotidianamente reverter em prol da crença em nosso(a) aluno(a) em nossa escola, em nosso país.
Mas esses senhores que falham em promover um saudável ambiente de troca na Escola são exatamente os mesmos que dizem apoiar as políticas públicas desse Ministério... Não deveriam nossas autoridades da Educação – em especial o senhor, Ministro Fernando Haddad - melhor averiguar a realidade da maior escola pública da América Latina? Não lhes terá ocorrido que só têm recebido uma versão dessa realidade? Que só têm de fato ouvido a uma única voz?
Por fim, como educadora cuja formação se fez integralmente em escola pública e ex-aluna do Colégio Pedro II, lamento ter sido, Senhor Ministro, espectadora privilegiada de tão melancólico fim de carreira para um Diretor Geral da escola a que me dedico exclusivamente e na qual deposito minhas esperanças na Educação brasileira. E sobretudo rechaço a maneira grosseira - e pouco condizente com a Direção de uma Instituição Educacional - pela qual fomos tratados(as), nas dependências de nosso Ministério.
Inaceitável ser esse o palco em que se desmerecem ou se permite desmerecer Entidades que defendem relações democráticas, transparência administrativa, melhores condições de trabalho e, como caminho viável para tudo isso, um probo processo eleitoral. É lastimável ser o MEC o palco em que se destratam pessoas que cotidianamente lutam e procuram contribuir, com seu efetivo trabalho, para que uma escola pública do porte do CPII se mantenha conceituada.
Consternada, mas respeitosamente,
Silvana Martins Bayma, Professora do Colégio Pedro II
[Leia aqui original na página da Associação de Docentes]
[1] Subverto aqui, metaforicamente, as expressões “fazedoras de bolos” e “linhas ordinárias”, da verve do Senhor ex-Diretor do Colégio Pedro II, rechaçando-as...
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Carta aberta ao Ministro da Educação: Sobre fazedoras de linhas e bolos ordinários [1] – resposta ao desacato
Ficou bastante óbvio que é com a perspectiva do patriarcado mais anacrônico que se afina o Senhor ex-Diretor do Colégio Pedro II [Wilson Choeri], deixando, em momento de descontrole, transparecer parte de sua verdadeira personalidade e mundivisão: o egocentrismo desmedidamente autoritário e o dogmatismo machista que procura alijar mulheres da participação efetiva na esfera pública das sociedades. Por Silvana Martins Bayma.
Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Educação, Fernando Haddad,
Sou professora do Colégio Pedro II e estive, na qualidade de Diretora da ADCPII – e, portanto, representando toda uma classe -, na posse do atual Diretor pro-tempore do CPII em Brasília. Cito esse fato para, ao procurar estabelecer um diálogo com esse Ministério, combater dois preconceitos, convencida que sou não apenas da igual importância de alunos(as) e educadores(as) no microcosmo da Escola, como de homens e mulheres no macrocosmo da sociedade. A mim – mulher, professora, militante, pessoa do meu século - me parece óbvio dizer que cada um(a) contribui com seu olhar e ação específicos para a construção do universo de que faz parte. Nem tão óbvio assim é para todos, Senhor Ministro, como, infelizmente, nessa ocasião pude uma vez mais constatar...
Em contexto formal no qual caberia apenas uma rotineira e legítima transmissão de cargo depois de expirado um mandato (que, diga-se de passagem, era o terceiro consecutivo da mesma pessoa), qual não foi minha indignação ao ter de ouvir calada, sem direito a resposta, uma longa fala desconexa, entre irônica e melancólica, de cunho explicitamente sexista. Perguntava-me a todo instante, Senhor Ministro: foi para isso que esse Ministério nos convidou, representantes legítimos da Comunidade CPII, eleitos por voto direto que somos? Para sermos agredidos por uma das autoridades da mesa oficial dessa cerimônia, que bradava, em palavras menos diretas, mas não menos desrespeitosas, que “aluno não pensa: é manipulado” e que “lugar de mulher é na cozinha”?
Pois é lamentável que o MEC tenha patrocinado um evento em que aquele que se perpetrou protagonista, fazendo uso espúrio do fato de que somente a mesa teria voz, afrontou a própria instituição do Magistério, desrespeitando acintosamente professores(as), dirigentes sindicais, alunos(as). (E, por extensão o próprio MEC, que gerencia as atividades destas pessoas, reconhecidas como atividades inferiores por tal protagonista...). Salvaguardado pelo protocolo, esse senhor, imediatamente após protagonizar desumana humilhação, ainda foi considerado pelos outros componentes da mesa – em especial pelo senhor, nosso Ministro da Educação - como intelectual imprescindível ao Brasil, como grande democrata, como verdadeiro educador!
Tal espetáculo de horrores ocorreu no dia 17 de janeiro de 2008, quando, em meio a outras grosserias e desatinos, sem que nenhuma voz discordante se fizesse ouvir, fomos - eu e a Profa. Magda Massunaga, Presidente da Associação de Docentes do Colégio Pedro II – pejorativa e metonimicamente chamadas por esse senhor destemperado, o ex-Diretor Geral do CPII, de – pasme-se! - “fazedoras de bolos”, numa dupla ofensa a docentes e doceiras... Ficou bastante óbvio que é com a perspectiva do patriarcado mais anacrônico que se afina o Senhor ex-Diretor, deixando, em momento de descontrole, transparecer parte de sua verdadeira personalidade e mundivisão: o egocentrismo desmedidamente autoritário e o dogmatismo machista que procura alijar mulheres da participação efetiva na esfera pública das sociedades.
Há quase 151 anos, mulheres militantes foram silenciadas pelo fogo, em justa reivindicação por melhores condições de trabalho, castigo imaginado exemplar pelo poder patronal masculino para não mais ser questionado. Hoje, diante de outras “ousadias” de mulheres, estratégias mais sutis de silenciamento e invisibilidade se perpetram...
Tivera eu voz na ocasião em que fui covardemente atacada, pudera eu me dirigir diretamente ao “protagonista” destemperado – bem como a todos os que com ele compactuavam, debochando ou se calando -, diria que as diferenças entre homens e mulheres são de fato bem óbvias: visíveis no corpo... Intrigante é que alguns ainda tenham necessidade de interpretá-las tão artificialmente, transformando-as em desigualdades sociais (quando as diferenças – em qualquer nível do relacionamento humano – só nos enriquecem)...
Diria que, ao ofender as doceiras – depreciando atividade que, embora nobre, não é necessariamente feminina -, ignora que o mundo atual não pode mais prescindir do trabalho realizado por mulheres. Diria que, ao ofender as educadoras atuantes - condenando a participação da mulher nos espaços públicos – ignora que a Educação e a Política nunca puderam prescindir do conhecimento e visão das mulheres.
Diria que, no caso do Colégio Pedro II, as mulheres somos a imensa maioria do corpo docente e técnico-administrativo - incluindo-se aí as Direções das Unidades Escolares e mesmo a Secretaria de Ensino... –, o que nos torna, em grande parte, responsáveis pela reconhecida excelência do Colégio (que esse senhor e seu pequeno grupo querem fazer crer ser obra exclusivamente sua): mais de mil mulheres dessa comunidade foram, por extensão, juntamente comigo ultrajadas, além obviamente de, por um lado, todas as cozinheiras e, por outro, qualquer mulher que não veja a cozinha como seu único espaço de atuação.
Diria que, ao deixar subentendido ser esse o único lugar que crê caber a nós, reproduz um falacioso e cruel conceito de mulher, que tem sido cuidadosamente elaborado a serviço da desumana hegemonia patriarcal. E ignora ou finge ignorar (no caso de um educador, o que seria pior?) que foi a sociedade e não a biologia que determinou os papéis para os sexos. Sendo assim, a educação que se dá a homens e mulheres tem sido exatamente o que, em mãos sexistas, pode-se tornar o verdadeiro instrumento da pretensa passividade, inferioridade biológica, incapacidade intelectual e conseqüente subalternidade feminina.
E finalmente diria que cabe a um verdadeiro educador, antes de tudo, estudar, continuamente se informar, atualizando-se para poupar a si mesmo - e a outros(as), sobretudo se de alguma forma os(as) representa... - vexatórios anacronismos, como, por exemplo, o desconhecimento de que não existe justiça, liberdade ou democracia sem igualdade de direitos entre homens e mulheres, entre todos os diferentes.
Lamentavelmente, tais direitos cidadãos deixaram de ser considerados nessa cerimônia oficial. Na seqüência de ofensas, fomos, então - dirigentes da ADCPII, do SINDSCOPE e dos GRÊMIOS do CPII, lá presentes a convite desse Ministério -, respectivamente xingados de “linhas ordinárias”, “sindicalistas espúrios” e “agulhas para abrir caminhos dos outros”... Nós, que, paralelamente a nossas exaustivas atividades cotidianas na escola, ainda atuamos nessas Entidades de Classe, sem remuneração extra ou coisa que o valha, em prol exatamente de ideais que o Governo atual afirma defender, tais como gestões participativas e democráticas. Ideais, infelizmente, nunca defendidos ao longo do – longo... - período em que o referido ex-Diretor Geral esteve à frente de nosso Colégio: no CPII de suas gestões nunca houve espaço oficial para o exercício democrático – e a nosso ver saudável - da divergência...
Pois bem: sem direito à voz naquele lugar e momento, não podendo mais ser por nada nem ninguém calada, dirijo-me a Vossa Excelência aqui e agora, em carta aberta, franqueada à Comunidade que represento...
Embora não fosse a primeira vez que presenciara o despreparo de nosso ex-Diretor e de seu grupo político para lidar respeitosamente com gente, vexou-me tal paroxismo. Tive – por que não dizer? – vergonha de estar há tanto tempo sob a gestão - mesmo não me sentindo responsável, por nunca neles ter votado! - de um grupo tão absurdamente preconceituoso, politicamente despreparado e... pedagogicamente ultrapassado. Um grupo inteiro, sim: pois seus companheiros que lá estavam - incluindo mulheres... - sorriam e por vezes debochavam, apoiando os impropérios de seu equivocado porta-voz.
Afinal, que tipo de intelectual desconsidera, hoje, a diferença? Que tipo de educador desrespeita, impudicamente, estudantes? Que tipo de ser humano ousa acusar alguém de... ser democrático? Porque é simplesmente isso que as Entidades Representativas do CPII temos feito, Senhor Ministro: rechaçar tratamento diferenciado do que tem sido dispensado a outras Instituições Federais de Ensino, lutando pelo nosso direito e de nossos associados votar em eleições limpas!
Por toda minha experiência nessa escola - como Professora concursada atuando em sala de aula desde 1992, como Coordenadora Pedagógica de Português eleita na U.E. Humaitá II em 2004 e reeleita em 2007, como Dirigente Sindical desde 2005 e militante da causa docente desde meu primeiro dia no CPII -, tinha já clareza de que respeito não é práxis dessa gestão. Ainda assim, jamais poderia esperar, como convidada oficial - ratifique-se - de um evento do MEC, que esse Ministério, na figura do seu Ministro e Secretários, permanecesse impassível diante de tamanho desrespeito por parte de um orador tão desequilibrado, deformado pelo autoritarismo e pela megalomania que sempre pautaram sua conduta como gestor.
Em cerimônia dentro de um prédio público que abriga – veja-se bem a ironia – não só o Ministério da Educação, como também a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a expectativa mínima era de que houvesse, por parte dos homens e mulheres, funcionários e funcionárias públicos(as) que lá estavam, profissionais da Educação e, teoricamente, defensores dos Direitos Humanos, uma intervenção, um desagravo, uma menção mínima que fosse, aos absurdos a que lá nós, Servidores da Educação Pública Brasileira, fomos submetidos.
Nada disseram, porém, o Senhor Ministro e a Senhora Secretária de Educação Básica, ambos à mesa que dava direito à voz, tecendo, ao contrário, os mais rasgados elogios ao citado “intelectual do século XXI”, ao término de seu “discurso”. Concordam, todavia, os(as) senhores(as) com semelhantes disparates proferidos? Eis o que tenho o dever de lhes perguntar, a fim de esclarecer a Comunidade CPII.
E quanto ao que o Senhor ex-Diretor afirmou acerca dos alunos – possivelmente acreditando estar, com esse ralo verniz de cultura, impressionando sua platéia, ao fazer (mau) uso de Machado de Assis -: que eles “serviam de agulhas a linhas ordinárias”? O que pensa o Senhor Ministro acerca desse triste conceito sobre o estudante como irracionais “buchas de canhão”? Eu, de minha parte, diria, com conhecimento de causa, que especificamente esses dois alunos da 2ª. série do E.M. do CPII a quem o ex-Diretor se dirigiu – bem como tantos outros - protagonistas que são de suas vidas, já ultrapassaram as (poucas) leituras mais óbvias de nosso mestre Machado de Assis, como a que parece fazer parte do capital intelectual do citado senhor...
Nossos alunos – asseguro-lhe como Professora e Coordenadora da disciplina que orienta, no Pedro II, os estudos do maior escritor brasileiro do século XIX - já adentraram o verdadeiro universo machadiano: bem mais complexo e multiperspectivado... Afinal, parodiando o mestre, não existem fatos, mas relatos de fatos. Ou, segundo nos revela a leitura de “A Igreja do Diabo”, não existe apenas uma porta de acesso à “verdade”; daí a necessidade de se ouvirem as múltiplas vozes subjacentes em qualquer cenário.
Assim, os leitores atentos já reconheceram, em “Teoria do Medalhão”, muitos homens públicos de hoje e passaram a questionar o estereótipo do figurão medíocre que se sobressai exatamente ao se moldar camaleonicamente ao senso comum (ou aos Governos da hora...). E rejeitaram, pela leitura de “O espelho”, a figura do autocrata que, perdida sua farda, não mais conseguia se enxergar como homem, metáfora de pobres seres dentro do universo não ficcional de nossas realidades imediatas que, de semelhante modo, se apegam ao poder, rechaçando sua saudável alternância...
E, acima de tudo, esses alunos, preparados que estão também pela boa orientação de leituras como essas - levada a cabo por seus competentes professores e professoras no CPII... - certamente puderam relacionar todas essas personagens, em sua precariedade existencial, ao célebre homem público de “A causa secreta”, que, fazendo-se crer figura necessária e insubstituível no meio em que atuava, mostrando-se como grande homem, aparentando mesmo filantropia, na essência não passava de alguém profundamente egocêntrico e desequilibrado. Não desprezemos, pois, as verdadeiras lições do Mestre Machado de Assis: ler não as obviedades, mas as entrelinhas; enxergar não a maquiada aparência, mas a intrincada essência; ouvir não apenas a voz dominante, mas a polifonia de vozes que se devem completar na compreensão da “realidade”...
Mencionada a rica diversidade de vozes da sociedade, cabe lembrar voz corrente nos corredores do CPII, que parece não ter, ainda, repercutido nos corredores do MEC: nunca foi, lamentavelmente, prática do ex-Diretor e de seu grupo político ouvirem outra voz que não a sua própria. Desprestigiada, a Comunidade escolar jamais foi de fato considerada para qualquer construção coletiva, seja de sistemas de avaliação, diretrizes de ensino ou projetos políticos pedagógicos, para dizer o mínimo dessa gestão. Como esperar desse grupo, agora, respeito pela mulher e pelo trabalhador, aceitação da divergência ou mesmo da pluralidade?
Nunca consideraram deliberativos fóruns como Conselhos Departamentais, Pedagógicos, ou até simples Conselhos de Classe, cujas conclusões e resultados são freqüentemente desfeitos por arrogantes “canetadas”. Até a “Congregação” do Colégio é monocórdia e monológica. Eis uma das facetas da triste realidade de desânimo em nossa escola: um corpo docente e um corpo técnico-administrativo da maior excelência, mas desconsiderados e subaproveitados e um corpo discente ignorado. Resultado: um ambiente escolar de profundo abatimento e desmotivação, que procuramos a todo custo, dignos, as trabalhadores e trabalhadoras da coisa pública que somos, cotidianamente reverter em prol da crença em nosso(a) aluno(a) em nossa escola, em nosso país.
Mas esses senhores que falham em promover um saudável ambiente de troca na Escola são exatamente os mesmos que dizem apoiar as políticas públicas desse Ministério... Não deveriam nossas autoridades da Educação – em especial o senhor, Ministro Fernando Haddad - melhor averiguar a realidade da maior escola pública da América Latina? Não lhes terá ocorrido que só têm recebido uma versão dessa realidade? Que só têm de fato ouvido a uma única voz?
Por fim, como educadora cuja formação se fez integralmente em escola pública e ex-aluna do Colégio Pedro II, lamento ter sido, Senhor Ministro, espectadora privilegiada de tão melancólico fim de carreira para um Diretor Geral da escola a que me dedico exclusivamente e na qual deposito minhas esperanças na Educação brasileira. E sobretudo rechaço a maneira grosseira - e pouco condizente com a Direção de uma Instituição Educacional - pela qual fomos tratados(as), nas dependências de nosso Ministério.
Inaceitável ser esse o palco em que se desmerecem ou se permite desmerecer Entidades que defendem relações democráticas, transparência administrativa, melhores condições de trabalho e, como caminho viável para tudo isso, um probo processo eleitoral. É lastimável ser o MEC o palco em que se destratam pessoas que cotidianamente lutam e procuram contribuir, com seu efetivo trabalho, para que uma escola pública do porte do CPII se mantenha conceituada.
Consternada, mas respeitosamente,
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“Quando a gente escreve ou pinta ou canta, a gente transgride uma lei. Não sei se é a lei do silêncio que deve ser mantido diante das coisas sacrossantas e diabólicas.” (Clarice Lispector)
Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Educação, Fernando Haddad,
Sou professora do Colégio Pedro II e estive, na qualidade de Diretora da ADCPII – e, portanto, representando toda uma classe -, na posse do atual Diretor pro-tempore do CPII em Brasília. Cito esse fato para, ao procurar estabelecer um diálogo com esse Ministério, combater dois preconceitos, convencida que sou não apenas da igual importância de alunos(as) e educadores(as) no microcosmo da Escola, como de homens e mulheres no macrocosmo da sociedade. A mim – mulher, professora, militante, pessoa do meu século - me parece óbvio dizer que cada um(a) contribui com seu olhar e ação específicos para a construção do universo de que faz parte. Nem tão óbvio assim é para todos, Senhor Ministro, como, infelizmente, nessa ocasião pude uma vez mais constatar...
Em contexto formal no qual caberia apenas uma rotineira e legítima transmissão de cargo depois de expirado um mandato (que, diga-se de passagem, era o terceiro consecutivo da mesma pessoa), qual não foi minha indignação ao ter de ouvir calada, sem direito a resposta, uma longa fala desconexa, entre irônica e melancólica, de cunho explicitamente sexista. Perguntava-me a todo instante, Senhor Ministro: foi para isso que esse Ministério nos convidou, representantes legítimos da Comunidade CPII, eleitos por voto direto que somos? Para sermos agredidos por uma das autoridades da mesa oficial dessa cerimônia, que bradava, em palavras menos diretas, mas não menos desrespeitosas, que “aluno não pensa: é manipulado” e que “lugar de mulher é na cozinha”?
Pois é lamentável que o MEC tenha patrocinado um evento em que aquele que se perpetrou protagonista, fazendo uso espúrio do fato de que somente a mesa teria voz, afrontou a própria instituição do Magistério, desrespeitando acintosamente professores(as), dirigentes sindicais, alunos(as). (E, por extensão o próprio MEC, que gerencia as atividades destas pessoas, reconhecidas como atividades inferiores por tal protagonista...). Salvaguardado pelo protocolo, esse senhor, imediatamente após protagonizar desumana humilhação, ainda foi considerado pelos outros componentes da mesa – em especial pelo senhor, nosso Ministro da Educação - como intelectual imprescindível ao Brasil, como grande democrata, como verdadeiro educador!
Tal espetáculo de horrores ocorreu no dia 17 de janeiro de 2008, quando, em meio a outras grosserias e desatinos, sem que nenhuma voz discordante se fizesse ouvir, fomos - eu e a Profa. Magda Massunaga, Presidente da Associação de Docentes do Colégio Pedro II – pejorativa e metonimicamente chamadas por esse senhor destemperado, o ex-Diretor Geral do CPII, de – pasme-se! - “fazedoras de bolos”, numa dupla ofensa a docentes e doceiras... Ficou bastante óbvio que é com a perspectiva do patriarcado mais anacrônico que se afina o Senhor ex-Diretor, deixando, em momento de descontrole, transparecer parte de sua verdadeira personalidade e mundivisão: o egocentrismo desmedidamente autoritário e o dogmatismo machista que procura alijar mulheres da participação efetiva na esfera pública das sociedades.
Há quase 151 anos, mulheres militantes foram silenciadas pelo fogo, em justa reivindicação por melhores condições de trabalho, castigo imaginado exemplar pelo poder patronal masculino para não mais ser questionado. Hoje, diante de outras “ousadias” de mulheres, estratégias mais sutis de silenciamento e invisibilidade se perpetram...
Tivera eu voz na ocasião em que fui covardemente atacada, pudera eu me dirigir diretamente ao “protagonista” destemperado – bem como a todos os que com ele compactuavam, debochando ou se calando -, diria que as diferenças entre homens e mulheres são de fato bem óbvias: visíveis no corpo... Intrigante é que alguns ainda tenham necessidade de interpretá-las tão artificialmente, transformando-as em desigualdades sociais (quando as diferenças – em qualquer nível do relacionamento humano – só nos enriquecem)...
Diria que, ao ofender as doceiras – depreciando atividade que, embora nobre, não é necessariamente feminina -, ignora que o mundo atual não pode mais prescindir do trabalho realizado por mulheres. Diria que, ao ofender as educadoras atuantes - condenando a participação da mulher nos espaços públicos – ignora que a Educação e a Política nunca puderam prescindir do conhecimento e visão das mulheres.
Diria que, no caso do Colégio Pedro II, as mulheres somos a imensa maioria do corpo docente e técnico-administrativo - incluindo-se aí as Direções das Unidades Escolares e mesmo a Secretaria de Ensino... –, o que nos torna, em grande parte, responsáveis pela reconhecida excelência do Colégio (que esse senhor e seu pequeno grupo querem fazer crer ser obra exclusivamente sua): mais de mil mulheres dessa comunidade foram, por extensão, juntamente comigo ultrajadas, além obviamente de, por um lado, todas as cozinheiras e, por outro, qualquer mulher que não veja a cozinha como seu único espaço de atuação.
Diria que, ao deixar subentendido ser esse o único lugar que crê caber a nós, reproduz um falacioso e cruel conceito de mulher, que tem sido cuidadosamente elaborado a serviço da desumana hegemonia patriarcal. E ignora ou finge ignorar (no caso de um educador, o que seria pior?) que foi a sociedade e não a biologia que determinou os papéis para os sexos. Sendo assim, a educação que se dá a homens e mulheres tem sido exatamente o que, em mãos sexistas, pode-se tornar o verdadeiro instrumento da pretensa passividade, inferioridade biológica, incapacidade intelectual e conseqüente subalternidade feminina.
E finalmente diria que cabe a um verdadeiro educador, antes de tudo, estudar, continuamente se informar, atualizando-se para poupar a si mesmo - e a outros(as), sobretudo se de alguma forma os(as) representa... - vexatórios anacronismos, como, por exemplo, o desconhecimento de que não existe justiça, liberdade ou democracia sem igualdade de direitos entre homens e mulheres, entre todos os diferentes.
Lamentavelmente, tais direitos cidadãos deixaram de ser considerados nessa cerimônia oficial. Na seqüência de ofensas, fomos, então - dirigentes da ADCPII, do SINDSCOPE e dos GRÊMIOS do CPII, lá presentes a convite desse Ministério -, respectivamente xingados de “linhas ordinárias”, “sindicalistas espúrios” e “agulhas para abrir caminhos dos outros”... Nós, que, paralelamente a nossas exaustivas atividades cotidianas na escola, ainda atuamos nessas Entidades de Classe, sem remuneração extra ou coisa que o valha, em prol exatamente de ideais que o Governo atual afirma defender, tais como gestões participativas e democráticas. Ideais, infelizmente, nunca defendidos ao longo do – longo... - período em que o referido ex-Diretor Geral esteve à frente de nosso Colégio: no CPII de suas gestões nunca houve espaço oficial para o exercício democrático – e a nosso ver saudável - da divergência...
Pois bem: sem direito à voz naquele lugar e momento, não podendo mais ser por nada nem ninguém calada, dirijo-me a Vossa Excelência aqui e agora, em carta aberta, franqueada à Comunidade que represento...
Embora não fosse a primeira vez que presenciara o despreparo de nosso ex-Diretor e de seu grupo político para lidar respeitosamente com gente, vexou-me tal paroxismo. Tive – por que não dizer? – vergonha de estar há tanto tempo sob a gestão - mesmo não me sentindo responsável, por nunca neles ter votado! - de um grupo tão absurdamente preconceituoso, politicamente despreparado e... pedagogicamente ultrapassado. Um grupo inteiro, sim: pois seus companheiros que lá estavam - incluindo mulheres... - sorriam e por vezes debochavam, apoiando os impropérios de seu equivocado porta-voz.
Afinal, que tipo de intelectual desconsidera, hoje, a diferença? Que tipo de educador desrespeita, impudicamente, estudantes? Que tipo de ser humano ousa acusar alguém de... ser democrático? Porque é simplesmente isso que as Entidades Representativas do CPII temos feito, Senhor Ministro: rechaçar tratamento diferenciado do que tem sido dispensado a outras Instituições Federais de Ensino, lutando pelo nosso direito e de nossos associados votar em eleições limpas!
Por toda minha experiência nessa escola - como Professora concursada atuando em sala de aula desde 1992, como Coordenadora Pedagógica de Português eleita na U.E. Humaitá II em 2004 e reeleita em 2007, como Dirigente Sindical desde 2005 e militante da causa docente desde meu primeiro dia no CPII -, tinha já clareza de que respeito não é práxis dessa gestão. Ainda assim, jamais poderia esperar, como convidada oficial - ratifique-se - de um evento do MEC, que esse Ministério, na figura do seu Ministro e Secretários, permanecesse impassível diante de tamanho desrespeito por parte de um orador tão desequilibrado, deformado pelo autoritarismo e pela megalomania que sempre pautaram sua conduta como gestor.
Em cerimônia dentro de um prédio público que abriga – veja-se bem a ironia – não só o Ministério da Educação, como também a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a expectativa mínima era de que houvesse, por parte dos homens e mulheres, funcionários e funcionárias públicos(as) que lá estavam, profissionais da Educação e, teoricamente, defensores dos Direitos Humanos, uma intervenção, um desagravo, uma menção mínima que fosse, aos absurdos a que lá nós, Servidores da Educação Pública Brasileira, fomos submetidos.
Nada disseram, porém, o Senhor Ministro e a Senhora Secretária de Educação Básica, ambos à mesa que dava direito à voz, tecendo, ao contrário, os mais rasgados elogios ao citado “intelectual do século XXI”, ao término de seu “discurso”. Concordam, todavia, os(as) senhores(as) com semelhantes disparates proferidos? Eis o que tenho o dever de lhes perguntar, a fim de esclarecer a Comunidade CPII.
E quanto ao que o Senhor ex-Diretor afirmou acerca dos alunos – possivelmente acreditando estar, com esse ralo verniz de cultura, impressionando sua platéia, ao fazer (mau) uso de Machado de Assis -: que eles “serviam de agulhas a linhas ordinárias”? O que pensa o Senhor Ministro acerca desse triste conceito sobre o estudante como irracionais “buchas de canhão”? Eu, de minha parte, diria, com conhecimento de causa, que especificamente esses dois alunos da 2ª. série do E.M. do CPII a quem o ex-Diretor se dirigiu – bem como tantos outros - protagonistas que são de suas vidas, já ultrapassaram as (poucas) leituras mais óbvias de nosso mestre Machado de Assis, como a que parece fazer parte do capital intelectual do citado senhor...
Nossos alunos – asseguro-lhe como Professora e Coordenadora da disciplina que orienta, no Pedro II, os estudos do maior escritor brasileiro do século XIX - já adentraram o verdadeiro universo machadiano: bem mais complexo e multiperspectivado... Afinal, parodiando o mestre, não existem fatos, mas relatos de fatos. Ou, segundo nos revela a leitura de “A Igreja do Diabo”, não existe apenas uma porta de acesso à “verdade”; daí a necessidade de se ouvirem as múltiplas vozes subjacentes em qualquer cenário.
Assim, os leitores atentos já reconheceram, em “Teoria do Medalhão”, muitos homens públicos de hoje e passaram a questionar o estereótipo do figurão medíocre que se sobressai exatamente ao se moldar camaleonicamente ao senso comum (ou aos Governos da hora...). E rejeitaram, pela leitura de “O espelho”, a figura do autocrata que, perdida sua farda, não mais conseguia se enxergar como homem, metáfora de pobres seres dentro do universo não ficcional de nossas realidades imediatas que, de semelhante modo, se apegam ao poder, rechaçando sua saudável alternância...
E, acima de tudo, esses alunos, preparados que estão também pela boa orientação de leituras como essas - levada a cabo por seus competentes professores e professoras no CPII... - certamente puderam relacionar todas essas personagens, em sua precariedade existencial, ao célebre homem público de “A causa secreta”, que, fazendo-se crer figura necessária e insubstituível no meio em que atuava, mostrando-se como grande homem, aparentando mesmo filantropia, na essência não passava de alguém profundamente egocêntrico e desequilibrado. Não desprezemos, pois, as verdadeiras lições do Mestre Machado de Assis: ler não as obviedades, mas as entrelinhas; enxergar não a maquiada aparência, mas a intrincada essência; ouvir não apenas a voz dominante, mas a polifonia de vozes que se devem completar na compreensão da “realidade”...
Mencionada a rica diversidade de vozes da sociedade, cabe lembrar voz corrente nos corredores do CPII, que parece não ter, ainda, repercutido nos corredores do MEC: nunca foi, lamentavelmente, prática do ex-Diretor e de seu grupo político ouvirem outra voz que não a sua própria. Desprestigiada, a Comunidade escolar jamais foi de fato considerada para qualquer construção coletiva, seja de sistemas de avaliação, diretrizes de ensino ou projetos políticos pedagógicos, para dizer o mínimo dessa gestão. Como esperar desse grupo, agora, respeito pela mulher e pelo trabalhador, aceitação da divergência ou mesmo da pluralidade?
Nunca consideraram deliberativos fóruns como Conselhos Departamentais, Pedagógicos, ou até simples Conselhos de Classe, cujas conclusões e resultados são freqüentemente desfeitos por arrogantes “canetadas”. Até a “Congregação” do Colégio é monocórdia e monológica. Eis uma das facetas da triste realidade de desânimo em nossa escola: um corpo docente e um corpo técnico-administrativo da maior excelência, mas desconsiderados e subaproveitados e um corpo discente ignorado. Resultado: um ambiente escolar de profundo abatimento e desmotivação, que procuramos a todo custo, dignos, as trabalhadores e trabalhadoras da coisa pública que somos, cotidianamente reverter em prol da crença em nosso(a) aluno(a) em nossa escola, em nosso país.
Mas esses senhores que falham em promover um saudável ambiente de troca na Escola são exatamente os mesmos que dizem apoiar as políticas públicas desse Ministério... Não deveriam nossas autoridades da Educação – em especial o senhor, Ministro Fernando Haddad - melhor averiguar a realidade da maior escola pública da América Latina? Não lhes terá ocorrido que só têm recebido uma versão dessa realidade? Que só têm de fato ouvido a uma única voz?
Por fim, como educadora cuja formação se fez integralmente em escola pública e ex-aluna do Colégio Pedro II, lamento ter sido, Senhor Ministro, espectadora privilegiada de tão melancólico fim de carreira para um Diretor Geral da escola a que me dedico exclusivamente e na qual deposito minhas esperanças na Educação brasileira. E sobretudo rechaço a maneira grosseira - e pouco condizente com a Direção de uma Instituição Educacional - pela qual fomos tratados(as), nas dependências de nosso Ministério.
Inaceitável ser esse o palco em que se desmerecem ou se permite desmerecer Entidades que defendem relações democráticas, transparência administrativa, melhores condições de trabalho e, como caminho viável para tudo isso, um probo processo eleitoral. É lastimável ser o MEC o palco em que se destratam pessoas que cotidianamente lutam e procuram contribuir, com seu efetivo trabalho, para que uma escola pública do porte do CPII se mantenha conceituada.
Consternada, mas respeitosamente,
Silvana Martins Bayma, Professora do Colégio Pedro II
[Leia aqui original na página da Associação de Docentes]
[1] Subverto aqui, metaforicamente, as expressões “fazedoras de bolos” e “linhas ordinárias”, da verve do Senhor ex-Diretor do Colégio Pedro II, rechaçando-as...
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Centro Integrado de Apoio a Mulher entrará finalmente em funcionamento
O CIAM da Baixada Fluminense será inaugurado nesta sexta-feira, dia 11, em solenidade a partir das 11 horas. Do Portal SobreTudo, clique no título.
Centro Integrado de Apoio a Mulher entrará finalmente em funcionamento
O CIAM da Baixada Fluminense será inaugurado nesta sexta-feira, dia 11, em solenidade a partir das 11 horas. Do Portal SobreTudo.
O Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) da Baixada Fluminense foi inaugurado no final de 2006, pela então governadora Rosinha Matheus. Entretanto, permaneceu fechado desde então. No primeiro semestre de 2007, a ONG ComCausa acompanhou um caso de violência contra a mulher e, a partir deste episódio, tomou ciência da falta de equipamentos públicos na Baixada para o atendimento às vítimas desde tipo de violência.
A partir daí a ComCausa estabeleceu então relação com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Nova Iguaçu, que atende a cinco municípios, com o CEDIM (Conselho Estadual dos Direitos da Mulher) e encaminhou ofícios às diversas autoridades do Estado relatando esta falta de estrutura, entre elas, o Centro Integrado de Apoio a Mulher – o CIAM Baixada –, que inclusive estava sendo depredado. Acionou também a imprensa, assim a situação do CIAM foi matéria no RJTV e o Jornal O Globo em meados do ano passado.
A finalidade da instituição era de ampliar o foco de uma ação de atendimento individual para uma questão de política pública, que requer integração entre a sociedade civil e o poder público.
Finalmente em funcionamento
Graças a uma parceria estabelecida entre o CEDIM e a Secretaria Municipal de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu (SEMUVV), finalmente o CIAM Baixada estará atendendo, a partir da próxima sexta-feira, dia 11, em solenidade a partir das 11 horas, os moradores da Região.
No evento de lançamento está sendo esperada a presença da Ministra Nilcéa Freire, do Governador Sérgio Cabral, entre outras autoridades.
Segundo a socióloga Lene de Olivera, da ComCausa "a abertura do CIAM é um grande avanço para podermos mudar a conjuntura de violência contra a mulher na região Baixada - que, segundo dados estatísticos, lideram o ranking no Estado. Todos os envolvidos estão de parabéns pela iniciativa única e inédita na região".
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O Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) da Baixada Fluminense foi inaugurado no final de 2006, pela então governadora Rosinha Matheus. Entretanto, permaneceu fechado desde então. No primeiro semestre de 2007, a ONG ComCausa acompanhou um caso de violência contra a mulher e, a partir deste episódio, tomou ciência da falta de equipamentos públicos na Baixada para o atendimento às vítimas desde tipo de violência.
A partir daí a ComCausa estabeleceu então relação com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Nova Iguaçu, que atende a cinco municípios, com o CEDIM (Conselho Estadual dos Direitos da Mulher) e encaminhou ofícios às diversas autoridades do Estado relatando esta falta de estrutura, entre elas, o Centro Integrado de Apoio a Mulher – o CIAM Baixada –, que inclusive estava sendo depredado. Acionou também a imprensa, assim a situação do CIAM foi matéria no RJTV e o Jornal O Globo em meados do ano passado.
A finalidade da instituição era de ampliar o foco de uma ação de atendimento individual para uma questão de política pública, que requer integração entre a sociedade civil e o poder público.
Finalmente em funcionamento
Graças a uma parceria estabelecida entre o CEDIM e a Secretaria Municipal de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu (SEMUVV), finalmente o CIAM Baixada estará atendendo, a partir da próxima sexta-feira, dia 11, em solenidade a partir das 11 horas, os moradores da Região.
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Informações à imprensa:
ComCausa: (21) 3045-6642 / 8664-7447
Site: www.comcausa.org.br/mulher
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O Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) da Baixada Fluminense foi inaugurado no final de 2006, pela então governadora Rosinha Matheus. Entretanto, permaneceu fechado desde então. No primeiro semestre de 2007, a ONG ComCausa acompanhou um caso de violência contra a mulher e, a partir deste episódio, tomou ciência da falta de equipamentos públicos na Baixada para o atendimento às vítimas desde tipo de violência.
A partir daí a ComCausa estabeleceu então relação com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Nova Iguaçu, que atende a cinco municípios, com o CEDIM (Conselho Estadual dos Direitos da Mulher) e encaminhou ofícios às diversas autoridades do Estado relatando esta falta de estrutura, entre elas, o Centro Integrado de Apoio a Mulher – o CIAM Baixada –, que inclusive estava sendo depredado. Acionou também a imprensa, assim a situação do CIAM foi matéria no RJTV e o Jornal O Globo em meados do ano passado.
A finalidade da instituição era de ampliar o foco de uma ação de atendimento individual para uma questão de política pública, que requer integração entre a sociedade civil e o poder público.
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Graças a uma parceria estabelecida entre o CEDIM e a Secretaria Municipal de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu (SEMUVV), finalmente o CIAM Baixada estará atendendo, a partir da próxima sexta-feira, dia 11, em solenidade a partir das 11 horas, os moradores da Região.
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A partir daí a ComCausa estabeleceu então relação com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Nova Iguaçu, que atende a cinco municípios, com o CEDIM (Conselho Estadual dos Direitos da Mulher) e encaminhou ofícios às diversas autoridades do Estado relatando esta falta de estrutura, entre elas, o Centro Integrado de Apoio a Mulher – o CIAM Baixada –, que inclusive estava sendo depredado. Acionou também a imprensa, assim a situação do CIAM foi matéria no RJTV e o Jornal O Globo em meados do ano passado.
A finalidade da instituição era de ampliar o foco de uma ação de atendimento individual para uma questão de política pública, que requer integração entre a sociedade civil e o poder público.
Finalmente em funcionamento
Graças a uma parceria estabelecida entre o CEDIM e a Secretaria Municipal de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu (SEMUVV), finalmente o CIAM Baixada estará atendendo, a partir da próxima sexta-feira, dia 11, em solenidade a partir das 11 horas, os moradores da Região.
No evento de lançamento está sendo esperada a presença da Ministra Nilcéa Freire, do Governador Sérgio Cabral, entre outras autoridades.
Segundo a socióloga Lene de Olivera, da ComCausa "a abertura do CIAM é um grande avanço para podermos mudar a conjuntura de violência contra a mulher na região Baixada - que, segundo dados estatísticos, lideram o ranking no Estado. Todos os envolvidos estão de parabéns pela iniciativa única e inédita na região".
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Jornalistas denunciam repressão policial no Rio Grande do Sul
"Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denuncia o impedimento, por parte da Brigada Militar, do exercício profissional de jornalistas na cobertura da ocupação, pelas mulheres da Via Campesina, da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul. Repórteres fotográficos e cinematográficos foram impedidos de registrar a agressão sofrida por mulheres e crianças que estavam na manifestação, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos. Outra jornalista foi retirada do local pelos policiais.
Vivemos em uma sociedade democrática de direito e não vamos aceitar as velhas práticas do período da ditadura militar. O Código de Ética dos Jornalistas, em seu artigo 2º, inciso V, aponta que "a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à auto-censura são delitos contra a sociedade". O mesmo Código também identifica, no artigo 6º, ser "dever do profissional opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão". Leia matéria de Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior, clicando no título. (Foto: Eduardo Seidl)
Via Campesina ocupa Monsanto e destrói experimentos transgênicos em SP
As mulheres da Via Campesina ocuparam uma unidade de pesquisa biotecnológico da empresa americana Monsanto e destruíram um viveiro e o campo experimental de milho transgênico, em Santa Cruz das Palmeiras (na altura do km 229 da Anhanguera), no interior de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (7/3).
A Via Campesina protesta contra a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS). O governo Lula cedeu às pressões das empresas do agronegócio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercialização das variedades Guardian (da linhagem MON810 da Monsanto) e a Libertlink (da alemã Bayer).
A liberação dessas variedades demonstra, mais uma vez, que o governo Lula fez uma opção política pelo agronegócio e pelas grandes empresas estrangeiras da agricultura, deixando de lado a Reforma Agrária e a agricultura familiar.
A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina, que já mobilizou cinco estados contra o agronegócio. Em 2001, o Greenpeace já havia realizado um protesto nessa mesma área e encontrou plantio ilegal de milho geneticamente modificado.
A expansão dos transgênicos por todo o país tira o controle das sementes dos trabalhadores rurais, passa para as empresas transnacionais e pode inviabilizar a produção de alimentos orgânicos. Um relatório do Greenpeace apontou 39 casos de contaminação e cultivo ilegal de variedades geneticamente modificadas em 23 países. A maior parte deles envolve o cultivo de milho. Desde 2005, já foram identificados 216 eventos de contaminação em 57 países.
Também não existem estudos científicos que garantam que os alimentos transgênicos não têm efeitos negativos para a saúde humana e para a natureza. As dúvidas em relação aos alimentos modificados em laboratórios levam 81,9% do povo brasileiro a rejeitar o plantio de OGMs, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Greenpeace.
Atualmente, quatro empresas transnacionais dominam quase todo o mercado de transgênicos no mundo e 49% de todo o mercado de sementes. A Monsanto, por exemplo, detém o controle de 70% da produção de sementes das variedades comerciais de milho no Brasil e agora pode substituí-las por transgênicos.
A Via Campesina denuncia que os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial. A sociedade não está mais diante da agricultura tradicional, mas de grupos que usam transgênicos para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem, privatizando o papel de melhoramento das sementes e cultivo dos camponeses e indígenas.
A proposta das mulheres camponesas para o campo tem base na defesa da soberania alimentar, que prevê que cada país tenha condições de produzir seus alimentos, garantindo sua autonomia e criando condições para o combate à fome e ao desenvolvimento da agricultura.
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Lembre-se que você tem quatro opções de entrega: (I) Um email de cada vez; (II) Resumo diário; (III) Email de compilação; (IV) Sem emails (acesso apenas online). Para cancelar, responda solicitando. [www.consciencia.net]
A Via Campesina protesta contra a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS). O governo Lula cedeu às pressões das empresas do agronegócio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercialização das variedades Guardian (da linhagem MON810 da Monsanto) e a Libertlink (da alemã Bayer).
A liberação dessas variedades demonstra, mais uma vez, que o governo Lula fez uma opção política pelo agronegócio e pelas grandes empresas estrangeiras da agricultura, deixando de lado a Reforma Agrária e a agricultura familiar.
A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina, que já mobilizou cinco estados contra o agronegócio. Em 2001, o Greenpeace já havia realizado um protesto nessa mesma área e encontrou plantio ilegal de milho geneticamente modificado.
A expansão dos transgênicos por todo o país tira o controle das sementes dos trabalhadores rurais, passa para as empresas transnacionais e pode inviabilizar a produção de alimentos orgânicos. Um relatório do Greenpeace apontou 39 casos de contaminação e cultivo ilegal de variedades geneticamente modificadas em 23 países. A maior parte deles envolve o cultivo de milho. Desde 2005, já foram identificados 216 eventos de contaminação em 57 países.
Também não existem estudos científicos que garantam que os alimentos transgênicos não têm efeitos negativos para a saúde humana e para a natureza. As dúvidas em relação aos alimentos modificados em laboratórios levam 81,9% do povo brasileiro a rejeitar o plantio de OGMs, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Greenpeace.
Atualmente, quatro empresas transnacionais dominam quase todo o mercado de transgênicos no mundo e 49% de todo o mercado de sementes. A Monsanto, por exemplo, detém o controle de 70% da produção de sementes das variedades comerciais de milho no Brasil e agora pode substituí-las por transgênicos.
A Via Campesina denuncia que os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial. A sociedade não está mais diante da agricultura tradicional, mas de grupos que usam transgênicos para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem, privatizando o papel de melhoramento das sementes e cultivo dos camponeses e indígenas.
A proposta das mulheres camponesas para o campo tem base na defesa da soberania alimentar, que prevê que cada país tenha condições de produzir seus alimentos, garantindo sua autonomia e criando condições para o combate à fome e ao desenvolvimento da agricultura.
Informações à imprensa
(11) 8276-6393 / 3361-3866
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Via Campesina ocupa Monsanto e destrói experimentos transgênicos em SP
As mulheres da Via Campesina ocuparam uma unidade de pesquisa biotecnológico da empresa americana Monsanto e destruíram um viveiro e o campo experimental de milho transgênico, em Santa Cruz das Palmeiras (na altura do km 229 da Anhanguera), no interior de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (7/3).
A Via Campesina protesta contra a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS). O governo Lula cedeu às pressões das empresas do agronegócio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercialização das variedades Guardian (da linhagem MON810 da Monsanto) e a Libertlink (da alemã Bayer).
A liberação dessas variedades demonstra, mais uma vez, que o governo Lula fez uma opção política pelo agronegócio e pelas grandes empresas estrangeiras da agricultura, deixando de lado a Reforma Agrária e a agricultura familiar.
A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina, que já mobilizou cinco estados contra o agronegócio. Em 2001, o Greenpeace já havia realizado um protesto nessa mesma área e encontrou plantio ilegal de milho geneticamente modificado.
A expansão dos transgênicos por todo o país tira o controle das sementes dos trabalhadores rurais, passa para as empresas transnacionais e pode inviabilizar a produção de alimentos orgânicos. Um relatório do Greenpeace apontou 39 casos de contaminação e cultivo ilegal de variedades geneticamente modificadas em 23 países. A maior parte deles envolve o cultivo de milho. Desde 2005, já foram identificados 216 eventos de contaminação em 57 países.
Também não existem estudos científicos que garantam que os alimentos transgênicos não têm efeitos negativos para a saúde humana e para a natureza. As dúvidas em relação aos alimentos modificados em laboratórios levam 81,9% do povo brasileiro a rejeitar o plantio de OGMs, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Greenpeace.
Atualmente, quatro empresas transnacionais dominam quase todo o mercado de transgênicos no mundo e 49% de todo o mercado de sementes. A Monsanto, por exemplo, detém o controle de 70% da produção de sementes das variedades comerciais de milho no Brasil e agora pode substituí-las por transgênicos.
A Via Campesina denuncia que os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial. A sociedade não está mais diante da agricultura tradicional, mas de grupos que usam transgênicos para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem, privatizando o papel de melhoramento das sementes e cultivo dos camponeses e indígenas.
A proposta das mulheres camponesas para o campo tem base na defesa da soberania alimentar, que prevê que cada país tenha condições de produzir seus alimentos, garantindo sua autonomia e criando condições para o combate à fome e ao desenvolvimento da agricultura.
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A liberação dessas variedades demonstra, mais uma vez, que o governo Lula fez uma opção política pelo agronegócio e pelas grandes empresas estrangeiras da agricultura, deixando de lado a Reforma Agrária e a agricultura familiar.
A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina, que já mobilizou cinco estados contra o agronegócio. Em 2001, o Greenpeace já havia realizado um protesto nessa mesma área e encontrou plantio ilegal de milho geneticamente modificado.
A expansão dos transgênicos por todo o país tira o controle das sementes dos trabalhadores rurais, passa para as empresas transnacionais e pode inviabilizar a produção de alimentos orgânicos. Um relatório do Greenpeace apontou 39 casos de contaminação e cultivo ilegal de variedades geneticamente modificadas em 23 países. A maior parte deles envolve o cultivo de milho. Desde 2005, já foram identificados 216 eventos de contaminação em 57 países.
Também não existem estudos científicos que garantam que os alimentos transgênicos não têm efeitos negativos para a saúde humana e para a natureza. As dúvidas em relação aos alimentos modificados em laboratórios levam 81,9% do povo brasileiro a rejeitar o plantio de OGMs, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Greenpeace.
Atualmente, quatro empresas transnacionais dominam quase todo o mercado de transgênicos no mundo e 49% de todo o mercado de sementes. A Monsanto, por exemplo, detém o controle de 70% da produção de sementes das variedades comerciais de milho no Brasil e agora pode substituí-las por transgênicos.
A Via Campesina denuncia que os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial. A sociedade não está mais diante da agricultura tradicional, mas de grupos que usam transgênicos para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem, privatizando o papel de melhoramento das sementes e cultivo dos camponeses e indígenas.
A proposta das mulheres camponesas para o campo tem base na defesa da soberania alimentar, que prevê que cada país tenha condições de produzir seus alimentos, garantindo sua autonomia e criando condições para o combate à fome e ao desenvolvimento da agricultura.
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SP: Ato-passeata deve reunir mais de cinco mil mulheres no 8 de Março
Concentração da manifestação do Dia Internacional da Mulher tem início às 10h30, na Praça Ramos. A reivindicação dos movimentos feministas é por igualdade, autonomia e soberania popular. Em diálogo com a luta de outros movimentos sociais, as mulheres irão às ruas em defesa da democratização dos meios de comunicação, da reforma agrária, da soberania alimentar, dos processos de integração regional e de uma política econômica que negue o superávit fiscal e primário e o pagamento da dívida.
Reunidas em torno do tema “Mulheres feministas anticapitalistas em luta por igualdade, autonomia e soberania popular!”, mais de cinco mil mulheres devem participar do ato-passeata que marcará o 8 de Março este ano em São Paulo. A manifestação reunirá mulheres de segmentos diversos da sociedade, vindas de todas as regiões metropolitanas e de algumas cidades do interior, e será “contra o imperialismo, o neoliberalismo, o machismo, o racismo, a lesbofobia e todas as formas de fundamentalismo”.
“A concentração começará às 10h30, na Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal, com passeata a partir das 12h por algumas ruas do centro. O ato será marcado por intervenções culturais, música, teatro e dança. Numa ação simbólica, a Praça do Patriarca será rebatizada de “Praça da Matriarca”, onde o ato das mulheres deve encerrar-se no início da tarde.
“Queremos construir um mundo livre de exploração, opressão e discriminação, onde o fato de ser mulher, negra, indígena, lésbica, jovem, idosa ou com deficiência seja apenas um elemento da diversidade e corresponda ao direito à diferença, e não motivo para preconceito ou desigualdade”, afirma a convocatória da manifestação.
Todos os anos, centenas de organizações feministas e movimentos sociais vão às ruas no Dia Internacional da Mulher para mostrar à população que o 8 de março é um dia de luta para as mulheres. Entre as bandeiras reivindicadas historicamente pelo movimento feminista estão a legalização do aborto e a defesa de um Estado laico, democrático e com justiça social, que garanta atendimento digno à saúde integral das mulheres, hoje ameaçada pelas iniciativas de privatização do SUS.
As mulheres também vão às ruas para afirmar seu direito de viver sem violência doméstica e sexual. Elas pedem políticas públicas de prevenção à violência, o cumprimento da Lei Maria Penha, assim como equipamentos públicos como centros de referência à mulher, delegacias e casas-abrigo. Este ano, os movimentos farão uma crítica ao governador de São Paulo, José Serra, que vem se negando a assinar o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.
Outra pauta dos movimentos é a defesa de uma reforma da previdência que mantenha e amplie os direitos das mulheres, incluindo as donas-de-casa e as trabalhadoras em situação de trabalho informal. As feministas defendem a manutenção da diferença de 5 anos entre homens e mulheres para aposentadoria e o fim do fator previdenciário, que, na prática, reduz a aposentadoria das mulheres. A luta pela valorização do salário mínimo e o combate à divisão sexual do trabalho também estarão presentes na manifestação do 8 de março.
Em diálogo com a luta de outros movimentos sociais, as mulheres irão às ruas em defesa da democratização dos meios de comunicação, da reforma agrária, da soberania alimentar, dos processos de integração regional e de uma política econômica que negue o superávit fiscal e primário e o pagamento da dívida. As mulheres se manifestarão ainda contra os processos de privatização em andamento, contra as transnacionais, os transgênicos, o agronegócio e o projeto de desenvolvimento do biodiesel brasileiro, que ameaça o consumo interno de alimentos e as pequenas agricultoras. Contra as guerras, que atingem sobretudo as mulheres, elas seguirão exigindo a retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti.
Dados sobre a situação das mulheres no Brasil
* A cada 15 segundos uma mulher é espancada no Brasil e em mais de 50% dos casos o agressor é o marido ou companheiro.
* Estima-se que 1 milhão de mulheres por ano façam aborto no Brasil. 250 mil mulheres dão entrada nos hospitais com hemorragias ou infecções decorrentes de abortos inseguros.
* As mulheres com carteira assinada ganham em média 28,4% a menos que os homens, no Brasil.
* O trabalho doméstico ainda é a principal ocupação da mulher brasileira, representando 17% da força de trabalho feminina no país. Desse contingente, 55% são mulheres negras, 60% não completaram o ensino fundamental e só 25% têm carteira assinada.
* Na questão de renda, cerca de 31% das famílias chefiadas por mulheres viviam, em 2006, com rendimento mensal de até meio salário mínimo per capita. Nas famílias que têm o homem como pessoa de referência, 26,8% viviam com o mesmo rendimento em todo o país.
Sobre o 8 de março
O Dia Internacional da Mulher é um dia de luta em todo o mundo, fruto da mobilização de operárias no início do século passado. Sua celebração foi proposta por Clara Zetkin, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910, e a partir de então foi comemorado em diferentes datas. Em 1922, passou a ser celebrado no dia 8 de março, data em que as operárias russas deram início às mobilizações da Revolução de 1917. Leia mais clicando aqui.
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Reunidas em torno do tema “Mulheres feministas anticapitalistas em luta por igualdade, autonomia e soberania popular!”, mais de cinco mil mulheres devem participar do ato-passeata que marcará o 8 de Março este ano em São Paulo. A manifestação reunirá mulheres de segmentos diversos da sociedade, vindas de todas as regiões metropolitanas e de algumas cidades do interior, e será “contra o imperialismo, o neoliberalismo, o machismo, o racismo, a lesbofobia e todas as formas de fundamentalismo”.
“A concentração começará às 10h30, na Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal, com passeata a partir das 12h por algumas ruas do centro. O ato será marcado por intervenções culturais, música, teatro e dança. Numa ação simbólica, a Praça do Patriarca será rebatizada de “Praça da Matriarca”, onde o ato das mulheres deve encerrar-se no início da tarde.
“Queremos construir um mundo livre de exploração, opressão e discriminação, onde o fato de ser mulher, negra, indígena, lésbica, jovem, idosa ou com deficiência seja apenas um elemento da diversidade e corresponda ao direito à diferença, e não motivo para preconceito ou desigualdade”, afirma a convocatória da manifestação.
Todos os anos, centenas de organizações feministas e movimentos sociais vão às ruas no Dia Internacional da Mulher para mostrar à população que o 8 de março é um dia de luta para as mulheres. Entre as bandeiras reivindicadas historicamente pelo movimento feminista estão a legalização do aborto e a defesa de um Estado laico, democrático e com justiça social, que garanta atendimento digno à saúde integral das mulheres, hoje ameaçada pelas iniciativas de privatização do SUS.
As mulheres também vão às ruas para afirmar seu direito de viver sem violência doméstica e sexual. Elas pedem políticas públicas de prevenção à violência, o cumprimento da Lei Maria Penha, assim como equipamentos públicos como centros de referência à mulher, delegacias e casas-abrigo. Este ano, os movimentos farão uma crítica ao governador de São Paulo, José Serra, que vem se negando a assinar o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.
Outra pauta dos movimentos é a defesa de uma reforma da previdência que mantenha e amplie os direitos das mulheres, incluindo as donas-de-casa e as trabalhadoras em situação de trabalho informal. As feministas defendem a manutenção da diferença de 5 anos entre homens e mulheres para aposentadoria e o fim do fator previdenciário, que, na prática, reduz a aposentadoria das mulheres. A luta pela valorização do salário mínimo e o combate à divisão sexual do trabalho também estarão presentes na manifestação do 8 de março.
Em diálogo com a luta de outros movimentos sociais, as mulheres irão às ruas em defesa da democratização dos meios de comunicação, da reforma agrária, da soberania alimentar, dos processos de integração regional e de uma política econômica que negue o superávit fiscal e primário e o pagamento da dívida. As mulheres se manifestarão ainda contra os processos de privatização em andamento, contra as transnacionais, os transgênicos, o agronegócio e o projeto de desenvolvimento do biodiesel brasileiro, que ameaça o consumo interno de alimentos e as pequenas agricultoras. Contra as guerras, que atingem sobretudo as mulheres, elas seguirão exigindo a retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti.
Dados sobre a situação das mulheres no Brasil
* A cada 15 segundos uma mulher é espancada no Brasil e em mais de 50% dos casos o agressor é o marido ou companheiro.
* Estima-se que 1 milhão de mulheres por ano façam aborto no Brasil. 250 mil mulheres dão entrada nos hospitais com hemorragias ou infecções decorrentes de abortos inseguros.
* As mulheres com carteira assinada ganham em média 28,4% a menos que os homens, no Brasil.
* O trabalho doméstico ainda é a principal ocupação da mulher brasileira, representando 17% da força de trabalho feminina no país. Desse contingente, 55% são mulheres negras, 60% não completaram o ensino fundamental e só 25% têm carteira assinada.
* Na questão de renda, cerca de 31% das famílias chefiadas por mulheres viviam, em 2006, com rendimento mensal de até meio salário mínimo per capita. Nas famílias que têm o homem como pessoa de referência, 26,8% viviam com o mesmo rendimento em todo o país.
Sobre o 8 de março
O Dia Internacional da Mulher é um dia de luta em todo o mundo, fruto da mobilização de operárias no início do século passado. Sua celebração foi proposta por Clara Zetkin, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910, e a partir de então foi comemorado em diferentes datas. Em 1922, passou a ser celebrado no dia 8 de março, data em que as operárias russas deram início às mobilizações da Revolução de 1917. Leia mais clicando aqui.
Organizações participantes
Marcha Mundial das Mulheres, SOF-Sempreviva Organização Feminista, Centro de Informação à Mulher, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, CIM-Guarulhos, Confederação de Mulheres do Brasil, CMP – Central dos Movimentos Populares, Coletivo Alumia Gênero e Cidadania, Coletivo Dandara, Coletivo de Mulheres Ana Montenegro, Coletivo de Mulheres Apeoesp Tatuapé, Coletivo de Mulheres do PCB, FACESP, Rede de Economia e Feminismo, Fala Negão, Fala Preta, Coletivo de Mulheres PT Campo Limpo, Coletivo Nac. de Mulheres com Deficiência, Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Coordenação Nac. GLBTT-PT, DCE- USP, DCE-Unicamp, FMP, Fórum Centro Vivo, Centro Maria Mariá, Fórum da Trabalhadora Desempregada, Fórum Estadual das Mulheres Negras, Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência – SP, Frente de Luta por Moradia, Fuzarca Feminista, Gemel, Coletivo Jovens Negras-PT, Grupo de Mulheres com Deficiência – CMPDSP, Sociedade Feminista de Mulheres de Ketô, União Nacional de Moradia Popular, Fórum de Mulheres do M’Boi Mirim, Intervozes, Sindicato dos Metroviários, SINPSI, Jornadas pelo Direito ao Aborto, Jovens Feministas de São Paulo, Liga Brasileira de Lésbicas SP, Movimento de Moradia do Centro, MST – Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, AMB – Articulação de Mulheres Brasileiras, APEOESP, Articulação Mulher e Mídia, Associação Frida Kahlo, Secretaria de Mulheres do PCdoB, Secretaria de Mulheres do PCB, Católicas pelo Direito de Decidir, Cedehp, C.M.S.P, União dos Movimentos de Moradia-SP, UNE, UNEGRO, Casas Cidinha Kopcak, Lilith, Sofia, Helenira e Casa Viviane dos Santos,MSTC, Mulheres de: Guarulhos, Várzea Paulista, Ferraz de Vasconcelos, São José dos Campos, Taubaté, Taboão da Serra, Campinas e Diadema, Santo André, São Bernardo, Centro Acadêmico de Serviço Social –PUC-SP, Intersindical, Mulheres Negras de Taipas, NPDM, Comissão da Mulher da Comunidade de Oyá e Ogun, Comunas Urbanas, Conselho Municipal de Mulheres de Tatuí, CONEN, Consulta Popular, Observatório da Mulher, Pastoral da Mulher Marginalizada, Secretaria Estadual da Mulher Trabalhadora-CUT, Secretaria de Mulheres do CTB, Secretaria Estadual de Mulheres do PSOL, Secretaria Estadual e Municipal de Mulheres do PT, SERMULHER, Setorial de Pessoas com Deficiência – PT, UBES, UPES, UEE-SP, UJS, União Brasileira de Mulheres, União de Mulheres-SP.
Assessoria de imprensa
Intervozes: (11) 3877-0824; Bia Barbosa (11) 8151-0046; Michelle Prazeres (11) 8558-0331; Terezinha Vicente Ferreira (11) 9629-4892.
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