"Mudança" mostra algumas tragédias geradas por conta das mudanças climáticas do planeta. Criação da AlmapBBDO para o Greenpeace. A música "My Way", conhecida na voz de Frank Sinatra, embala as imagens de impacto. Ao final: "Lembra como sua geração sonhava em mudar o mundo?", seguido da resposta "Parabéns, vocês conseguiram". Dica de eskaravelho, todos os vídeos aqui.
Observatório Social revela esquema de exportação ilegal de madeira
Reportagem publicada pela revista do Observatório Social mostra como funciona a exportação de madeira oriunda de áreas desmatadas. >>
Estudo reafirma associação entre agrotóxicos e Doença de Parkinson
Por Henrique Cortez, do EcoDebate
Ainda não são conhecidas as causas da Doença de Parkinson, mas as pesquisas mais recentes já identificam fatores de risco, principalmente a associação de fatores ambientais e suscetibilidade genética. >>
Ainda não são conhecidas as causas da Doença de Parkinson, mas as pesquisas mais recentes já identificam fatores de risco, principalmente a associação de fatores ambientais e suscetibilidade genética. >>
Violência policial aumenta e pescadores de Magé (RJ) são detidos
Informações da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ e Agência Petroleira de Notícias (*)
Nessa quinta pela manhã, 14 de maio, o Grupo Aéreo Marítimo e o Batalhão local de Magé (RJ) realizaram uma ação policial completamente arbitrária e violenta contra os pescadores, organizados no Grupo Homens do Mar, que há 36 dias mobilizam uma manifestação pacífica contra a construção do gasoduto, Projeto do Pólo Petroquímico da Petrobrás. Os moradores da região acusam o empreendimento de inviabilizar totalmente a pesca naquela região, além dos diversos impactos ambientais.
O GAM afirmava que estava cumprindo uma decisão judicial, porém não havia presença do oficial de justiça, que é o responsável por cumprir decisões judiciais e, caso seja necessário, é solicitado pelo poder judiciário apoio policial. Tal ação caracteriza uma arbitrariedade, como foi confirmado pela Juíza da Vara Cível de Magé, Dra. Suzana Vogas Tavares Cypriano. A própria juíza só soube da ação policial à tarde e, de imediato, enviou dois oficiais de justiça para verificarem o que houve, conforme a advogada dos pescadores.
Mas as arbitrariedades não pararam aí. Durante a ação policial um pescador foi preso enquanto levava um telefone para o policial para que falasse com o assessor do Sindipetro-RJ que queria pedir calma e informar que a assessoria jurídica estava a caminho.
No momento dessa prisão outro pescador teve princípio de enfarte, foi socorrido pelos próprios pescadores que o levaram para a margem e solicitaram socorro do GAM, que se negou a ajudar. Após 30 minutos depois de muita pressão dos pescadores um carro do canteiro de obras levou o pescador até o Pronto Socorro. Além de não socorrer, o GAM prendeu a pescadora e o pescador que haviam feito o socorro e estavam na areia. Os dois pescadores e a pescadora ficaram presos no camburão por várias horas dentro do canteiro de obras da Empreiteira GDK responsável pelo gasoduto. Após a chegada da advogada, foram levados para delegacia. A defensora ainda foi impedida pelos seguranças da empresa de falar com os policiais e com os pescadores presos.
Em seguida ameaçaram de prisão todos os outros que estavam na mobilização e apreenderam quatro embarcações e redes. Os pescadores preocupados em perder seus meios de sobrevivência foram pedir que liberassem as embarcações e redes, nesse momento um helicóptero do GAM jogou bombas de efeito moral sobre eles.
Os pescadores presos só sairam da 66º Delegacia à noite e as embarcações encontram-se apreendidas na Capitania dos Portos. Essas denúncias já foram feitas a Sub-Procuradoria do MPE e a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ.
Violências anteriores
Essa não é a primeira ação arbitrária do GAM. Os pescadores denunciam que é pelo menos a sexta vez. Porém, essa foi a com maior truculência. Além da ação da polícia, os pescadores estão recebendo ameaças por telefone. E no dia 1º de Maio, Alexandre Anderson, liderança do Grupo Homens do Mar, sofreu um atentado, em que foram disparados quatro tiros na sua direção por duas pessoas que se encontravam próximas ao canteiro de obras da GDK.
(*) Saiba mais em www.apn.org.br
Nessa quinta pela manhã, 14 de maio, o Grupo Aéreo Marítimo e o Batalhão local de Magé (RJ) realizaram uma ação policial completamente arbitrária e violenta contra os pescadores, organizados no Grupo Homens do Mar, que há 36 dias mobilizam uma manifestação pacífica contra a construção do gasoduto, Projeto do Pólo Petroquímico da Petrobrás. Os moradores da região acusam o empreendimento de inviabilizar totalmente a pesca naquela região, além dos diversos impactos ambientais.
O GAM afirmava que estava cumprindo uma decisão judicial, porém não havia presença do oficial de justiça, que é o responsável por cumprir decisões judiciais e, caso seja necessário, é solicitado pelo poder judiciário apoio policial. Tal ação caracteriza uma arbitrariedade, como foi confirmado pela Juíza da Vara Cível de Magé, Dra. Suzana Vogas Tavares Cypriano. A própria juíza só soube da ação policial à tarde e, de imediato, enviou dois oficiais de justiça para verificarem o que houve, conforme a advogada dos pescadores.
Mas as arbitrariedades não pararam aí. Durante a ação policial um pescador foi preso enquanto levava um telefone para o policial para que falasse com o assessor do Sindipetro-RJ que queria pedir calma e informar que a assessoria jurídica estava a caminho.
No momento dessa prisão outro pescador teve princípio de enfarte, foi socorrido pelos próprios pescadores que o levaram para a margem e solicitaram socorro do GAM, que se negou a ajudar. Após 30 minutos depois de muita pressão dos pescadores um carro do canteiro de obras levou o pescador até o Pronto Socorro. Além de não socorrer, o GAM prendeu a pescadora e o pescador que haviam feito o socorro e estavam na areia. Os dois pescadores e a pescadora ficaram presos no camburão por várias horas dentro do canteiro de obras da Empreiteira GDK responsável pelo gasoduto. Após a chegada da advogada, foram levados para delegacia. A defensora ainda foi impedida pelos seguranças da empresa de falar com os policiais e com os pescadores presos.
Em seguida ameaçaram de prisão todos os outros que estavam na mobilização e apreenderam quatro embarcações e redes. Os pescadores preocupados em perder seus meios de sobrevivência foram pedir que liberassem as embarcações e redes, nesse momento um helicóptero do GAM jogou bombas de efeito moral sobre eles.
Os pescadores presos só sairam da 66º Delegacia à noite e as embarcações encontram-se apreendidas na Capitania dos Portos. Essas denúncias já foram feitas a Sub-Procuradoria do MPE e a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ.
Violências anteriores
Essa não é a primeira ação arbitrária do GAM. Os pescadores denunciam que é pelo menos a sexta vez. Porém, essa foi a com maior truculência. Além da ação da polícia, os pescadores estão recebendo ameaças por telefone. E no dia 1º de Maio, Alexandre Anderson, liderança do Grupo Homens do Mar, sofreu um atentado, em que foram disparados quatro tiros na sua direção por duas pessoas que se encontravam próximas ao canteiro de obras da GDK.
(*) Saiba mais em www.apn.org.br
Antibióticos: o mal que entra pela boca do homem
A indústria animal está crescendo rapidamente na Ásia, América Latina e Caribe. E, em 2020, América Latina, Ásia e África serão os líderes na produção industrial de produtos animais. Crescendo? Por quê? Porque nessas “Ilhas de Riqueza” ainda é permitida a produção animal intensiva com técnicas de confinamentos em cubículos insalubres. Por Ana Echevenguá (*). Leia mais.Aquecimento global ruma a níveis críticos
por Ricardo Cabral*
Mesmo depois do Protocolo de Kyoto entrar em vigor, muitos continuam
preocupados com o destino do planeta e lutam por soluções alternativas.
O aquecimento global se aproxima cada vez mais de um ponto crítico: depois de atingi-lo, ocorreriam secas mais fortes, falta de água, as florestas começariam a desaparecer e o nível dos mares aumentaria. Tal ponto sem retorno seria o aumento em dois graus da temperatura média do planeta em 1750 – antes da Revolução Industrial –, de acordo com o jornal britânico "The Independent". Desde 1860, essa temperatura já subiu 0,8%, alcançando 15 graus e a humanidade, ou parte dela, começa a perceber seu dever de preservar o mundo.
Além disso, algumas importantes fontes de água doce, como o rio Amarelo, da China, o Colorado, nos Estados Unidos e o Rio Grande, no México, já estão se tornando escassas e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep) alerta que, dentro de 20 anos, 48 países deverão enfrentar falta de água, o que afetará cerca de 2,8 bilhões de pessoas. E, infelizmente, não pára por aí: se nada for feito, esse número pode alcançar 4 bilhões em 2050, assim como, no mesmo ano, é provável que o número de animais e vegetais condenados à extinção chegue a 1,25 bilhão devido ao efeito estufa.
A fim de tentar amenizar essa situação ameaçadora, entrou em vigor, em 2005, o pacto entre cento e quarenta e um países – tanto desenvolvidos como subdesenvolvidos – que inclui o Brasil e pretende diminuir a emissão de gases poluentes que provocam o efeito estufa, sendo o principal deles o dióxido de carbono (CO2).
O Protocolo de Kyoto, firmado numa conferência na cidade de mesmo nome, no Japão, em 1997, entrou em vigor com um ano de atraso e, inicialmente, a meta é que os níveis de emissão sejam diminuídos em 5,2% em relação aos de 1990, redução que deve ocorrer entre 2008 e 2012: essa será a primeira fase exclusiva aos trinta e nove países mais industrializados. Caso algum deles não a cumpra, segundo um acordo ratificado em 2001, haverá uma multa de mais 30% de cortes nas emissões da segunda fase, que deverá começar em 2013.
Os esforços para que as metas sejam cumpridas são grandes: na União Européia, por exemplo, as fábricas e usinas de energia recebem cotas de emissão de dióxido de carbono e, caso ultrapassem-nas, têm que pagar multas. Porém, mesmo assim, alguns países participantes dessa primeira fase, como Espanha e Portugal, não estão conseguindo implementar as medidas necessárias. Segundo o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) que supervisiona o tratado, os dois países, em 2002, emitiam 40,5% a mais que os níveis de 1990.
O que não foi surpresa para muitos é que o protocolo não conta com a presença do país que emite, sozinho, cerca de 36% do total lançado na atmosfera por todo o mundo: os Estados Unidos. O ex-presidente, George W. Bush, alegou que o pacto era caro demais e que prejudicaria a economia do país, altamente dependente de combustíveis fósseis, negando que as alterações climáticas estivessem relacionadas com a poluição industrial. Resta agora ao novo presidente Barack Obama a pressão de que o país ratifique também o acordo.
O filme de ação “O Dia Depois de Amanhã” (2004), produzido pela Fox, mesmo mostrando de forma exacerbadamente fictícia os possíveis efeitos do aquecimento global faz uma crítica ao posicionamento do país norte-americano quanto ao pacto. No início vemos o Presidente indo contra o protocolo e, no final, o país se redime perante o mundo por seu erro de ser negligente com essa questão. “A ameaça de uma mudança climática global é o único problema grande o suficiente para forçar todos os países do mundo a darem um fim às guerras e trabalharem juntos para salvar o planeta”, declarou Roland Emmerich, diretor do filme.
É necessário que todos colaborem, mesmo que com pouco, e daí surgiu a idéia de se tornar Carbono Neutro, o que significa, em síntese, adotar meios para conservar a energia e fazer o plantio de árvores, o que diminui o lançamento dos poluentes. “O aquecimento global é um fenômeno de dimensões tão impressionantes e complexas que é tentador jogar as mãos para o céu e dizer, ‘o que eu posso fazer a respeito?’”, alerta Mark Gordon, produtor do filme, “Se tornar Carbono Neutro é uma ajuda”.
Portanto, nota-se a importância da conscientização humana sobre os danos que estamos causando ao planeta e às nossas próximas gerações: devem ser feitos investimentos na educação ambiental de modo a se encontrarem soluções, mesmo que pequenas e individuais, para esse problema. É um primeiro e simples passo que pode se tornar a salvação.
(*) Ricardo Cabral é graduando de Comunicação Social da UFRJ - ricardocp@ufrj.br
Consciência.Net presente no FSM Amazônia 2009
A Revista Consciência.Net está com uma rede de colaboradores no Fórum Social Mundial e já começa a publicar a partir desta sexta (30), até o final do mês de fevereiro, as reportagens produzidas durante o FSM Amazônia 2009.Como a quantidade de atividades interessantes é enorme, estaremos publicando pouco a pouco, ao longo do mês, um resumo das nossas impressões – até porque a infra em Belém não é lá das melhores.
Destaque para os textos da nova colaboradora Mariana Borgerth sobre a luta dos povos indígenas da região, a questão do desmatamento e o que os povos brasileiros e indígenas têm feito, bem como a visita à Ilha de Marajó - supostamente um “lugar paradisíaco” -, feita pelo repórter Gustavo Barreto, expondo a sofrida situação do povo local por conta da alta concentração fundiária.
Isso e muito mais clicando aqui!
Manifesto contra retrocesso na legislação espeleológica brasileira
"A Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), entidade ambientalista fundada em 1969, filiada à Federação Espeleológica da América Latina e Caribe (FEALC) e à União Internacional de Espeleologia (UIS), que congrega espeleólogos e grupos de espeleologia dedicados ao estudo e conservação de cavernas em todo o Brasil, participou ativamente do desenvolvimento da legislação relativa ao patrimônio espeleológico brasileiro, em especial da elaboração do Decreto 99.556/1990, um avanço para nossa sociedade.
O Decreto 99.556/90 protege as cavernas brasileiras e impede sua destruição há quase duas décadas, mas tomamos conhecimento que, para liberar algumas grandes obras, a Casa Civil, o Ministério de Minas e Energia e o Ministério do Meio Ambiente, sem qualquer participação da sociedade civil organizada, defendem a alteração deste decreto permitindo a destruição que pode atingir mais de 70% das cavernas brasileiras (...)".
Leia a íntegra do manifesto clicando no título.
O Decreto 99.556/90 protege as cavernas brasileiras e impede sua destruição há quase duas décadas, mas tomamos conhecimento que, para liberar algumas grandes obras, a Casa Civil, o Ministério de Minas e Energia e o Ministério do Meio Ambiente, sem qualquer participação da sociedade civil organizada, defendem a alteração deste decreto permitindo a destruição que pode atingir mais de 70% das cavernas brasileiras (...)".
Leia a íntegra do manifesto clicando no título.
Justiça impede Anvisa de analisar agrotóxicos
Com pareceres favoráveis da pasta da Agricultura, empresas conseguem barrar ação de fiscais com liminares. Por Evandro Éboli, no Portal Globo.com.
Técnicos do governo da Bahia confirmam contaminação por urânio em água de Caetité
Radioatividade acima do limite estabelecido pelo Conama foi constatada em poço usado por cinco famílias do distrito de Juazeiro, confirmando denúncia feita pelo Greenpeace.O Instituto de Gestão das Águas e Clima (Inga), da secretaria de Meio Ambiente da Bahia, divulgou nesta terça-feira (4) o resultado das análises que promoveu em amostras de água da região de Caetité. Dos sete poços analisados, um apresentou contaminação por urânio em limite acima do permitido pela resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) 357/05. O Inga fez a coleta na semana do dia 22 de outubro em pontos usados pela população do município para consumo e uso na lavoura.
O poço em que foi encontrada a água contaminada por técnicos do Inga era utilizado para consumo por cinco famílias do distrito de Juazeiro, no município de Caetité. O governo da Bahia interditou o poço e vai fornecer água para as cerca de 20 pessoas. As famílias terão assistência por parte da Secretaria de Saúde do município e do Estado da Bahia.
O Greenpeace denunciou, no último dia 16 de outubro, a contaminação da água de Caetité por urânio no lançamento do relatório “Ciclo do Perigo – Impactos da Produção de Combustível Nuclear no Brasil”. Foram oito meses de investigação, com a coleta de amostras de água na área de influência direta da mineração e beneficiamento de urânio realizada pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
A coleta das amostras de água para consumo humano e animal foi feita por uma equipe do Greenpeace em abril de 2008, em pontos localizados dentro de um raio de 20 quilômetros ao redor da mineração de urânio da INB em Caetité. As amostras foram encaminhadas a um laboratório independente credenciado no Reino Unido para a realização de análises. Pelo menos duas amostras de água apresentaram contaminação por urânio muito acima dos índices máximos sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
"É mais um indício de que há sérios problemas na região e por isso queremos uma investigação urgente por parte do Ministério Público Federal para identificar a fonte exata e a extensão dessa contaminação", afirma Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia do Greenpeace.
"Os dados levantados pelo Inga confirmam a contaminação e esperamos que os verdadeiros impactos e riscos da produção de urânio em Caetité sejam esclarecidos na audiência pública marcada para o próximo dia 7 (sexta-feira), na cidade."
O Greenpeace contribuiu para a análise feita pelos técnicos do Inga, fornecendo as coordenadas geográficas de onde colheu suas amostras de água, bem como detalhes da metodologia usada nas análises.
Apesar de afirmar que realiza "milhares de testes" na região, a INB até o momento não apresentou dado algum do monitoramento que diz fazer da qualidade da água da região.
Conheça a página sobre o Ciclo do Urânio clicando aqui.
Mais informações:
Jorge Cordeiro
(11) 3035-1180 / 8224-0309
jorge.cordeiro@br.greenpeace.org
_______________________________________
www.consciencia.net
Técnicos do governo da Bahia confirmam contaminação por urânio em água de Caetité
Radioatividade acima do limite estabelecido pelo Conama foi constatada em poço usado por cinco famílias do distrito de Juazeiro, confirmando denúncia feita pelo Greenpeace.O Instituto de Gestão das Águas e Clima (Inga), da secretaria de Meio Ambiente da Bahia, divulgou nesta terça-feira (4) o resultado das análises que promoveu em amostras de água da região de Caetité. Dos sete poços analisados, um apresentou contaminação por urânio em limite acima do permitido pela resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) 357/05. O Inga fez a coleta na semana do dia 22 de outubro em pontos usados pela população do município para consumo e uso na lavoura.
O poço em que foi encontrada a água contaminada por técnicos do Inga era utilizado para consumo por cinco famílias do distrito de Juazeiro, no município de Caetité. O governo da Bahia interditou o poço e vai fornecer água para as cerca de 20 pessoas. As famílias terão assistência por parte da Secretaria de Saúde do município e do Estado da Bahia.
O Greenpeace denunciou, no último dia 16 de outubro, a contaminação da água de Caetité por urânio no lançamento do relatório “Ciclo do Perigo – Impactos da Produção de Combustível Nuclear no Brasil”. Foram oito meses de investigação, com a coleta de amostras de água na área de influência direta da mineração e beneficiamento de urânio realizada pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
A coleta das amostras de água para consumo humano e animal foi feita por uma equipe do Greenpeace em abril de 2008, em pontos localizados dentro de um raio de 20 quilômetros ao redor da mineração de urânio da INB em Caetité. As amostras foram encaminhadas a um laboratório independente credenciado no Reino Unido para a realização de análises. Pelo menos duas amostras de água apresentaram contaminação por urânio muito acima dos índices máximos sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
"É mais um indício de que há sérios problemas na região e por isso queremos uma investigação urgente por parte do Ministério Público Federal para identificar a fonte exata e a extensão dessa contaminação", afirma Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia do Greenpeace.
"Os dados levantados pelo Inga confirmam a contaminação e esperamos que os verdadeiros impactos e riscos da produção de urânio em Caetité sejam esclarecidos na audiência pública marcada para o próximo dia 7 (sexta-feira), na cidade."
O Greenpeace contribuiu para a análise feita pelos técnicos do Inga, fornecendo as coordenadas geográficas de onde colheu suas amostras de água, bem como detalhes da metodologia usada nas análises.
Apesar de afirmar que realiza "milhares de testes" na região, a INB até o momento não apresentou dado algum do monitoramento que diz fazer da qualidade da água da região.
Conheça a página sobre o Ciclo do Urânio clicando aqui.
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Jorge Cordeiro
(11) 3035-1180 / 8224-0309
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O mundo está em crise
Ocorreu entre os dias 19 e 22 de outubro, em Moçambique, a V Conferência Internacional da Via Campesina, onde foi elaborada uma carta apontando as principais questões relacionadas à crise alimentar no mundo frente ao modelo neoliberal que tende a agravá-la, bem como alternativas. Do Jornal Fazendo Media.
O mundo está em crise
Do Jornal Fazendo MediaOcorreu entre os dias 19 e 22 de outubro, em Moçambique, a V Conferência Internacional da Via Campesina, onde foi elaborada uma carta apontando as principais questões relacionadas à crise alimentar no mundo frente ao modelo neoliberal que tende a agravá-la. Nessa perspectiva, surgiu a necessidade de serem apresentadas alternativas, que também foram propostas na conferência e estão expostas ao final da manifestação da Via Campesina.
Dada a concentração do setor alimentício pelas grandes transnacionais através da privatização dos segmentos de produção, a grande maioria da população encontra-se refém e/ou excluída de um modelo cujo direito à alimentação virou mercadoria restrita aos que estão inseridos no mercado de consumo. Leia abaixo a Carta de Maputo.
Carta de Maputo: V Conferência Internacional da Via Campesina
Maputo, Moçambique, 19-22 de Outubro, 2008
Uma crise multi-dimensional. De alimentos, de energia, de clima e de finanças. As soluções que o poder propõe - mais livre comércio, sementes transgênicas, etc - ignoram que a crise resulta do sistema capitalista e do neoliberalismo, e somente aprofundarão seus impactos. Para encontrar soluções reais, temos que olhar para a Soberania Alimentar que propõe a Via Campesina.
Como chegamos na crise?
Nas últimas décadas vimos o avanço do capitalismo financeiro e das empresas transnacionais, sobre todos os aspectos da agricultura e do sistema alimentar dos países e do mundo. Desde a privatização das sementes e a venda de agrotóxicos, até a compra da colheita, o processamento dos alimentos, e seu transporte, distribuição e venda ao consumidor, tudo já está em mãos de um número reduzido de empresas. Os alimentos deixaram de ser um direito de todos e todas, e tornaram-se apenas mercadorias. Nossa alimentação está sendo homogeneizada em todo mundo, com alimentos de má qualidade, preços que as pessoas não podem pagar, e as tradições culinárias de nossos povos estão se perdendo.
Também vemos uma ofensiva do capital sobre os recursos naturais, como nunca se viu desde os tempos coloniais. A crise da margem de lucro do capital os lança numa guerra de privatização que os leva a nos expulsar, camponeses, camponesas, comunidades indígenas, roubando nossa terra, territórios, florestas, biodiversidade, água e minérios. Um roubo privatizador. Os povos rurais e o meio ambiente estão sendo agredidos. O semeio de agrocombustíveis em grandes monocultivos industriais também é razão dessa expulsão, falsamente justificada com argumentos sobre crise energética e climática. A realidade detrás destas últimas facetas da crise tem muito mais a ver com a atual matriz de transporte de longa distância dos bens, e individualizado em automóveis, do que com qualquer outra coisa.
Com a crise dos alimentos e com a crise financeira, a situação torna-se mais grave. A mesma crise financeira e a crise dos alimentos estão vinculados à especulação do capital financeiro com os alimentos e a terra, em detrimento das pessoas. Agora, o capital financeiro está desesperado, assaltando os erários públicos para seus resgates, os quais obrigarão ainda mais os países a fazerem cortes orçamentários, condenado-as a maior pobreza e maior sofrimento. A fome no mundo segue a passos largos. A exploração e todas as violências, em especial a violência contra a mulher, espalham-se pelo mundo. Com a recessão econômica nos países ricos, aumenta a xenofobia contra os trabalhadores e trabalhadoras migrantes, com o racismo tomando grandes proporções e com o aumento da repressão. E com os jovens tendo cada vez menos oportunidades no campo. Isso é o que o modelo dominante oferece.
Ou seja, tudo vai de mal a pior. Contudo, no seio da crise, as oportunidades se fazem presentes. Oportunidades para o capitalismo, que usa a crise para se reinventar e encontrar novas formas de manter suas taxas de lucro, mas também oportunidades para os movimentos sociais, que defendemos a tese de que o neoliberalismo perde legitimidade entre os povos, e que as instituições financeiras internacionais (Banco Mundial, FMI, OMC) estão mostrando sua incapacidade de administrar a crise (além de serem parte dos motivos da crise), criando a possibilidade de que sejam desarticuladas e que outras instituições reguladoras à economia global surjam e que atendam outros interesses.
Está claro que as empresas transnacionais são os verdadeiros inimigos. São os que estão por trás de tudo. Está claro que os governos neoliberais não atendem aos interesses dos povos. Também está claro que a produção mundial de alimentos controlada pelas empresas transnacionais, não se faz capaz de alimentar o grande contingente de pessoas neste planeta, enquanto que a Soberania Alimentar baseada na agricultura camponesa local, faz-se mais necessária do que nunca.
O que defendemos na Via Campesina frente a esta realidade?
* A soberania alimentar: Renacionalizar e tirar o capital especulativo da produção dos alimentos é a única saída para a crise dos alimentos. Somente a agricultura camponesa alimenta os povos, enquanto o agronegócio produz para a exportação e sua produção de agrocombustíveis é para alimentar os automóveis, e não para alimentar gente. A Soberania Alimentar baseada na agricultura camponesa é a solução para a crise.
* Frente às crises energéticas e climáticas: a disseminação de um sistema alimentar local, que não se baseia na agricultura industrial nem no transporte a longa distância, eliminaria até 40% das emissões de gases de efeito estufa. A agricultura industrial aquece o planeta, enquanto a agricultura camponesa desaquece.
Uma mudança no padrão do transporte humano para um transporte coletivo e outras mudanças no padrão de consumo, são os passos a mais necessários para enfrentarmos a crise energética e climática.
* A Reforma Agrária genuína e integral, e a defesa do território indígena são essenciais para reverter o processo de expulsão do campo, e para disponibilizar a terra para a produção de alimentos, e não para produzir para a exportação e para combustíveis.
* A agricultura camponesa sustentável: somente a produção camponesa agroecológica pode desvincular o preço dos alimentos do preço do petróleo, recuperar os solos degradados pela agricultura industrial e produzir alimentos saudáveis e próximos para nossas comunidades.
* O avanço das mulheres é o avanço de todos: o fim de todos os tipos de violência para com as mulheres, seja ela, física, social ou outras. A conquista da verdadeira paridade de gênero em todos os espaços internos e instâncias de debates e tomada de decisões são compromissos imprescindíveis para avançar neste momento como movimentos de transformação da sociedade.
* O direito à semente e à água: a semente e a água são as verdadeiras fontes da vida, e são patrimônios dos povos. Não podemos permitir sua privatização, nem o plantio de sementes transgênicas ou de tecnologia terminator.
* Não à criminalização dos movimentos sociais. Sim à declaração dos Direitos dos Camponeses e Camponesas na ONU, proposta pela Via Campesina. Será um instrumento estratégico no sistema legal internacional para fortalecer nossa posição e nossos direitos como camponeses e camponesas.
* A juventude do campo: É necessário abrir, cada vez mais, espaços em nossos movimentos para incorporar a força e a criatividade da juventude camponesa, com sua luta para construir seu futuro no campo.
* Finalmente, nós produzimos e defendemos os alimentos para todos e todas. Todos e todas participantes da V Conferência da Via Campesina nos comprometemos com a defesa da agricultura camponesa, com a Soberania Alimentar, com a dignidade, com a vida. Nós colocamos à disposição do mundo as soluções reais para a crise global que estamos enfrentando hoje. Temos o direito de continuarmos camponeses e camponesas, e temos a responsabilidade de alimentar nossos povos.
Aqui estamos, nós os camponeses e camponesas do mundo, e nos negamos a desaparecer.
Soberania Alimentar JÁ! Com a luta e a unidade dos povos!
Globalizemos a luta! Globalizemos a esperança
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O mundo está em crise
Do Jornal Fazendo MediaOcorreu entre os dias 19 e 22 de outubro, em Moçambique, a V Conferência Internacional da Via Campesina, onde foi elaborada uma carta apontando as principais questões relacionadas à crise alimentar no mundo frente ao modelo neoliberal que tende a agravá-la. Nessa perspectiva, surgiu a necessidade de serem apresentadas alternativas, que também foram propostas na conferência e estão expostas ao final da manifestação da Via Campesina.
Dada a concentração do setor alimentício pelas grandes transnacionais através da privatização dos segmentos de produção, a grande maioria da população encontra-se refém e/ou excluída de um modelo cujo direito à alimentação virou mercadoria restrita aos que estão inseridos no mercado de consumo. Leia abaixo a Carta de Maputo.
Carta de Maputo: V Conferência Internacional da Via Campesina
Maputo, Moçambique, 19-22 de Outubro, 2008
Uma crise multi-dimensional. De alimentos, de energia, de clima e de finanças. As soluções que o poder propõe - mais livre comércio, sementes transgênicas, etc - ignoram que a crise resulta do sistema capitalista e do neoliberalismo, e somente aprofundarão seus impactos. Para encontrar soluções reais, temos que olhar para a Soberania Alimentar que propõe a Via Campesina.
Como chegamos na crise?
Nas últimas décadas vimos o avanço do capitalismo financeiro e das empresas transnacionais, sobre todos os aspectos da agricultura e do sistema alimentar dos países e do mundo. Desde a privatização das sementes e a venda de agrotóxicos, até a compra da colheita, o processamento dos alimentos, e seu transporte, distribuição e venda ao consumidor, tudo já está em mãos de um número reduzido de empresas. Os alimentos deixaram de ser um direito de todos e todas, e tornaram-se apenas mercadorias. Nossa alimentação está sendo homogeneizada em todo mundo, com alimentos de má qualidade, preços que as pessoas não podem pagar, e as tradições culinárias de nossos povos estão se perdendo.
Também vemos uma ofensiva do capital sobre os recursos naturais, como nunca se viu desde os tempos coloniais. A crise da margem de lucro do capital os lança numa guerra de privatização que os leva a nos expulsar, camponeses, camponesas, comunidades indígenas, roubando nossa terra, territórios, florestas, biodiversidade, água e minérios. Um roubo privatizador. Os povos rurais e o meio ambiente estão sendo agredidos. O semeio de agrocombustíveis em grandes monocultivos industriais também é razão dessa expulsão, falsamente justificada com argumentos sobre crise energética e climática. A realidade detrás destas últimas facetas da crise tem muito mais a ver com a atual matriz de transporte de longa distância dos bens, e individualizado em automóveis, do que com qualquer outra coisa.
Com a crise dos alimentos e com a crise financeira, a situação torna-se mais grave. A mesma crise financeira e a crise dos alimentos estão vinculados à especulação do capital financeiro com os alimentos e a terra, em detrimento das pessoas. Agora, o capital financeiro está desesperado, assaltando os erários públicos para seus resgates, os quais obrigarão ainda mais os países a fazerem cortes orçamentários, condenado-as a maior pobreza e maior sofrimento. A fome no mundo segue a passos largos. A exploração e todas as violências, em especial a violência contra a mulher, espalham-se pelo mundo. Com a recessão econômica nos países ricos, aumenta a xenofobia contra os trabalhadores e trabalhadoras migrantes, com o racismo tomando grandes proporções e com o aumento da repressão. E com os jovens tendo cada vez menos oportunidades no campo. Isso é o que o modelo dominante oferece.
Ou seja, tudo vai de mal a pior. Contudo, no seio da crise, as oportunidades se fazem presentes. Oportunidades para o capitalismo, que usa a crise para se reinventar e encontrar novas formas de manter suas taxas de lucro, mas também oportunidades para os movimentos sociais, que defendemos a tese de que o neoliberalismo perde legitimidade entre os povos, e que as instituições financeiras internacionais (Banco Mundial, FMI, OMC) estão mostrando sua incapacidade de administrar a crise (além de serem parte dos motivos da crise), criando a possibilidade de que sejam desarticuladas e que outras instituições reguladoras à economia global surjam e que atendam outros interesses.
Está claro que as empresas transnacionais são os verdadeiros inimigos. São os que estão por trás de tudo. Está claro que os governos neoliberais não atendem aos interesses dos povos. Também está claro que a produção mundial de alimentos controlada pelas empresas transnacionais, não se faz capaz de alimentar o grande contingente de pessoas neste planeta, enquanto que a Soberania Alimentar baseada na agricultura camponesa local, faz-se mais necessária do que nunca.
O que defendemos na Via Campesina frente a esta realidade?
* A soberania alimentar: Renacionalizar e tirar o capital especulativo da produção dos alimentos é a única saída para a crise dos alimentos. Somente a agricultura camponesa alimenta os povos, enquanto o agronegócio produz para a exportação e sua produção de agrocombustíveis é para alimentar os automóveis, e não para alimentar gente. A Soberania Alimentar baseada na agricultura camponesa é a solução para a crise.
* Frente às crises energéticas e climáticas: a disseminação de um sistema alimentar local, que não se baseia na agricultura industrial nem no transporte a longa distância, eliminaria até 40% das emissões de gases de efeito estufa. A agricultura industrial aquece o planeta, enquanto a agricultura camponesa desaquece.
Uma mudança no padrão do transporte humano para um transporte coletivo e outras mudanças no padrão de consumo, são os passos a mais necessários para enfrentarmos a crise energética e climática.
* A Reforma Agrária genuína e integral, e a defesa do território indígena são essenciais para reverter o processo de expulsão do campo, e para disponibilizar a terra para a produção de alimentos, e não para produzir para a exportação e para combustíveis.
* A agricultura camponesa sustentável: somente a produção camponesa agroecológica pode desvincular o preço dos alimentos do preço do petróleo, recuperar os solos degradados pela agricultura industrial e produzir alimentos saudáveis e próximos para nossas comunidades.
* O avanço das mulheres é o avanço de todos: o fim de todos os tipos de violência para com as mulheres, seja ela, física, social ou outras. A conquista da verdadeira paridade de gênero em todos os espaços internos e instâncias de debates e tomada de decisões são compromissos imprescindíveis para avançar neste momento como movimentos de transformação da sociedade.
* O direito à semente e à água: a semente e a água são as verdadeiras fontes da vida, e são patrimônios dos povos. Não podemos permitir sua privatização, nem o plantio de sementes transgênicas ou de tecnologia terminator.
* Não à criminalização dos movimentos sociais. Sim à declaração dos Direitos dos Camponeses e Camponesas na ONU, proposta pela Via Campesina. Será um instrumento estratégico no sistema legal internacional para fortalecer nossa posição e nossos direitos como camponeses e camponesas.
* A juventude do campo: É necessário abrir, cada vez mais, espaços em nossos movimentos para incorporar a força e a criatividade da juventude camponesa, com sua luta para construir seu futuro no campo.
* Finalmente, nós produzimos e defendemos os alimentos para todos e todas. Todos e todas participantes da V Conferência da Via Campesina nos comprometemos com a defesa da agricultura camponesa, com a Soberania Alimentar, com a dignidade, com a vida. Nós colocamos à disposição do mundo as soluções reais para a crise global que estamos enfrentando hoje. Temos o direito de continuarmos camponeses e camponesas, e temos a responsabilidade de alimentar nossos povos.
Aqui estamos, nós os camponeses e camponesas do mundo, e nos negamos a desaparecer.
Soberania Alimentar JÁ! Com a luta e a unidade dos povos!
Globalizemos a luta! Globalizemos a esperança
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Mundo pode banir energia fóssil em 2090
Da Reuters, via Folha de S. Paulo - O mundo poderia eliminar os combustíveis fósseis em 2090, poupando US$ 18 trilhões e criando uma indústria de energia limpa de US$ 360 bilhões. A conclusão é de um relatório do Conselho Europeu de Energias Renováveis e da ONG Greenpeace. O estudo detalha como mudar a matriz energética para estabilizar o clima. Segundo ele, seria necessário investir US$ 14 trilhões em renováveis até 2030. Nesse período, só o custo do carvão mineral seria de US$ 15,9 trilhões.
Licitação de cartas marcadas para o lixo carioca
Alerta à imprensa e à sociedade: faltando 2 meses para deixar o governo, o Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, na calada da noite promove milionária licitação para o lixo da cidade. O fato é gravíssimo, já que o futuro prefeito, a ser eleito no próximo dia 26 de outubro, vai assumir literalmente "engessado" com uma empresa durante 5 anos, ou seja, todo mandato e ainda mais um ano. Por Sérgio Ricardo.
Licitação de cartas marcadas para o lixo carioca
Por Sérgio Ricardo
Alerta à imprensa e à sociedade: faltando 2 meses para deixar o governo, o Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, na calada da noite promove milionária licitação para o lixo da cidade. O fato é gravíssimo, já que o futuro prefeito, a ser eleito no próximo dia 26 de outubro, vai assumir literalmente "engessado" com uma empresa durante 5 anos, ou seja, todo mandato e ainda mais um ano. Curiosamente os bairros licitados são os que mais produzem lixo na cidade (portanto, tem mais volume).
Teme-se que esta medida favoreça empresa de transportes Júlio Simões Ltda, que já domina 80% dos contratos de Coleta da Prefeitura, e de carros e equipamentos alugados pela Prefeitura carioca, atuando no município em todo período da gestão de César Maia (16 anos!). Além disso, a empresa já possui 100% do destino final de lixo da cidade (aterros sanitários de Gramacho e Gericinó).
Esta medida vai colocar o futuro prefeito de joelhos perante a empresa, é mais uma vitória da máfia do lixo.
A Júlio Simões também detém o milionário contrato, feito sem licitação pelo governo do estado, de aluguel dos novos carros da Polícia Militar.
Apesar de 7 empresas terem apresentado propostas para esta licitação (Delta, Ouro Verde, Engetécnica, Viva Ambiental, Belém Ambiental, Vega e Julio Simões), já sabe-se antecipadamente a vencedora, como há 16 anos: o vencedor Julio Simões.
Concorrência da Comlurb números 02, 03 e 04. Objeto: Locação de veículos, equipamentos e limpeza urbana. Prazo: 60 meses (5 anos). Lote: 02 (Copacabana, Leblon, Botafogo); Lote: 03 (Tijuca, Vila Isabel); Lote: 04 (Campo Grande, Santa Cruz). O orçamento da COMLURB para o próximo ano é de mais de R$ 760 milhões.
A denúncia será encaminhada aos Ministérios Públicos federal e estadual.
Mais informações: Sérgio Ricardo (ambientalista) - Tel. (21) 9734-8088.
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Alerta à imprensa e à sociedade: faltando 2 meses para deixar o governo, o Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, na calada da noite promove milionária licitação para o lixo da cidade. O fato é gravíssimo, já que o futuro prefeito, a ser eleito no próximo dia 26 de outubro, vai assumir literalmente "engessado" com uma empresa durante 5 anos, ou seja, todo mandato e ainda mais um ano. Curiosamente os bairros licitados são os que mais produzem lixo na cidade (portanto, tem mais volume).
Teme-se que esta medida favoreça empresa de transportes Júlio Simões Ltda, que já domina 80% dos contratos de Coleta da Prefeitura, e de carros e equipamentos alugados pela Prefeitura carioca, atuando no município em todo período da gestão de César Maia (16 anos!). Além disso, a empresa já possui 100% do destino final de lixo da cidade (aterros sanitários de Gramacho e Gericinó).
Esta medida vai colocar o futuro prefeito de joelhos perante a empresa, é mais uma vitória da máfia do lixo.
A Júlio Simões também detém o milionário contrato, feito sem licitação pelo governo do estado, de aluguel dos novos carros da Polícia Militar.
Apesar de 7 empresas terem apresentado propostas para esta licitação (Delta, Ouro Verde, Engetécnica, Viva Ambiental, Belém Ambiental, Vega e Julio Simões), já sabe-se antecipadamente a vencedora, como há 16 anos: o vencedor Julio Simões.
Concorrência da Comlurb números 02, 03 e 04. Objeto: Locação de veículos, equipamentos e limpeza urbana. Prazo: 60 meses (5 anos). Lote: 02 (Copacabana, Leblon, Botafogo); Lote: 03 (Tijuca, Vila Isabel); Lote: 04 (Campo Grande, Santa Cruz). O orçamento da COMLURB para o próximo ano é de mais de R$ 760 milhões.
A denúncia será encaminhada aos Ministérios Públicos federal e estadual.
Mais informações: Sérgio Ricardo (ambientalista) - Tel. (21) 9734-8088.
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Licitação de cartas marcadas para o lixo carioca
Por Sérgio Ricardo
Alerta à imprensa e à sociedade: faltando 2 meses para deixar o governo, o Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, na calada da noite promove milionária licitação para o lixo da cidade. O fato é gravíssimo, já que o futuro prefeito, a ser eleito no próximo dia 26 de outubro, vai assumir literalmente "engessado" com uma empresa durante 5 anos, ou seja, todo mandato e ainda mais um ano. Curiosamente os bairros licitados são os que mais produzem lixo na cidade (portanto, tem mais volume).
Teme-se que esta medida favoreça empresa de transportes Júlio Simões Ltda, que já domina 80% dos contratos de Coleta da Prefeitura, e de carros e equipamentos alugados pela Prefeitura carioca, atuando no município em todo período da gestão de César Maia (16 anos!). Além disso, a empresa já possui 100% do destino final de lixo da cidade (aterros sanitários de Gramacho e Gericinó).
Esta medida vai colocar o futuro prefeito de joelhos perante a empresa, é mais uma vitória da máfia do lixo.
A Júlio Simões também detém o milionário contrato, feito sem licitação pelo governo do estado, de aluguel dos novos carros da Polícia Militar.
Apesar de 7 empresas terem apresentado propostas para esta licitação (Delta, Ouro Verde, Engetécnica, Viva Ambiental, Belém Ambiental, Vega e Julio Simões), já sabe-se antecipadamente a vencedora, como há 16 anos: o vencedor Julio Simões.
Concorrência da Comlurb números 02, 03 e 04. Objeto: Locação de veículos, equipamentos e limpeza urbana. Prazo: 60 meses (5 anos). Lote: 02 (Copacabana, Leblon, Botafogo); Lote: 03 (Tijuca, Vila Isabel); Lote: 04 (Campo Grande, Santa Cruz). O orçamento da COMLURB para o próximo ano é de mais de R$ 760 milhões.
A denúncia será encaminhada aos Ministérios Públicos federal e estadual.
Mais informações: Sérgio Ricardo (ambientalista) - Tel. (21) 9734-8088.
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Teme-se que esta medida favoreça empresa de transportes Júlio Simões Ltda, que já domina 80% dos contratos de Coleta da Prefeitura, e de carros e equipamentos alugados pela Prefeitura carioca, atuando no município em todo período da gestão de César Maia (16 anos!). Além disso, a empresa já possui 100% do destino final de lixo da cidade (aterros sanitários de Gramacho e Gericinó).
Esta medida vai colocar o futuro prefeito de joelhos perante a empresa, é mais uma vitória da máfia do lixo.
A Júlio Simões também detém o milionário contrato, feito sem licitação pelo governo do estado, de aluguel dos novos carros da Polícia Militar.
Apesar de 7 empresas terem apresentado propostas para esta licitação (Delta, Ouro Verde, Engetécnica, Viva Ambiental, Belém Ambiental, Vega e Julio Simões), já sabe-se antecipadamente a vencedora, como há 16 anos: o vencedor Julio Simões.
Concorrência da Comlurb números 02, 03 e 04. Objeto: Locação de veículos, equipamentos e limpeza urbana. Prazo: 60 meses (5 anos). Lote: 02 (Copacabana, Leblon, Botafogo); Lote: 03 (Tijuca, Vila Isabel); Lote: 04 (Campo Grande, Santa Cruz). O orçamento da COMLURB para o próximo ano é de mais de R$ 760 milhões.
A denúncia será encaminhada aos Ministérios Públicos federal e estadual.
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A crise econômica é pequena em comparação com a falência ambiental
No dia 10 de outubro, Pavan Sukhdev, economista do "Deutsche Bank", líder de um estudo europeu sobre ecossistemas, relatou que, só com a devastação florestal, estamos perdendo em capital natural valores entre 2 e 5 trilhões de dólares por ano. As perdas acumuladas até agora pelo setor financeiro somam algo entre 1 e 1,5 trilhões. A análise é de George Monbiot, na Agência Carta Maior.
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Crescendo? Por quê? Porque nessas “Ilhas de Riqueza” ainda é permitida a produção animal intensiva com técnicas de confinamentos em cubículos insalubres. As altas temperaturas, a falta de higiene e a superpopulação facilitam a proliferação de bactérias. O professor José Lutzenberger chamava estas granjas de “campos de concentração e extermínio de animais”. Para sanar o problema, os produtores utilizam hormônios e antibióticos que, além de evitar infecções, aceleram o crescimento animal.
Vários países do terceiro mundo já enfrentam bactérias resistentes a antibióticos devido a essa técnica de produção. Com o advento da gripe aviária, a Câmara dos Lordes, na Grã-Bretanha, admitiu, em seu território, a resistência humana aos antibióticos advinda da ingestão de carne tratada com essas drogas. E que tais alimentos viriam dos países latino-americanos. Com a carne do Chile e Argentina fora importada a Escherichia coli 0157 (que provoca problemas renais graves), por exemplo.
Por isso, a antibioticoterapia já está presente em vários países desenvolvidos. A Noruega nunca permitiu o uso de antibióticos para animais de corte. A Suécia proíbe o uso desde 1986; a Austrália, desde 2004. A Dinamarca, produtora de 130 milhões de frangos ao ano, desde meados dos anos 90, baniu o uso de antibióticos para bovinos, aves e porcos. E a União Européia já interditou a utilização de 2 antibióticos na criação de frangos.
Isto é fruto da pressão do consumidor que, ciente dos malefícios desse medicamento ao organismo humano, exige em sua mesa produtos produzidos segundo altos padrões de segurança alimentar, de bem-estar animal e de proteção do meio ambiente. Ou seja, quer alimentos mais naturais, livres de transgênicos, de agrotóxicos, de antibióticos...
Mesmo assim, este consumidor consciente está com problemas. O jornalista Henrique Cortez (**) trouxe à tona uma notícia assustadora: mesmo que você não coma carne, que você exija produtos orgânicos, vai ingerir os antibióticos usados em animais porque estão presentes nos vegetais cultivadas em solo adubado com dejetos animais. Apresentou dados do Environmental Health News:
Mas estes problemas, cuja solução é vital para a exportação brasileira de carne, não estão na pauta das nossas políticas econômicas, ambientais e sanitárias.
E o consumidor brasileiro desses produtos nem pensa em comprar briga com a indústria farmoquímica, nem com os produtores que apostam nessa droga para aumentar o volume de produção.
Se nos EUA a proibição dos antibióticos para animais só ocorreu após uma batalha judicial de 5 anos entre laboratórios e governo, quanto tempo levaria para ser implementada aqui???
Se a proibição parece impossível agora, há outras coisas que podemos fazer.
Acho que podemos brigar por um programa de certificação para granjas que criarem seus animais ao ar livre, com alimentação natural e medicação alopática (já ouviram falar dos probióticos para animais?).
Podemos brigar também por um programa de rastreabilidade de aves e porcos (identificação e monitoramento individual destes do nascimento às prateleiras do supermercado). Não se trata de ficção científica porque já é aplicado ao rebanho bovino (***).
Além disso, podemos brigar por um programa sério de rotulagem que nos informe sobre as técnicas aplicadas na produção dos alimentos expostos para o consumo.