Concurso promove educação por meio de tecnologias sociais

A Fundação Banco do Brasil e a revista Fórum estão promovendo um concurso de abragência nacional, direcionado principalmente para professores da rede pública e educadores de ensino não formal, chamado "Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais". Proposta é resgatar o protagonismo do educador e divulgar as tecnologias sociais que conseguiram mudar a realidade de diversos locais no Brasil.
Agência Consciência.Net; clique aqui


Entende-se por tecnologia social técnicas e métodos simples, de fácil reaplicação e baixo custo, que resolvem problemas de diversas áreas. Exemplos são o soro caseiro, as cisternas ou as mandalas do sertão nordestino. Mas há muitas outras técnicas sendo desenvolvidas e outras já consolidadas no país.

Os 50 melhores projetos em Tecnologia Social serão publicados num livro e os 5 melhores ganharão uma passagem para apresentarem seu projeto no Fórum Social Mundial que acontece em Belém do Pará em 2009.

Objetivo é levar a discussão sobre soluções reaplicáveis de transformação social para as escolas públicas do ensino fundamental

As tecnologias sociais têm mudado a cara de muitas cidades em todas as regiões do Brasil. Com produtos, técnicas e metodologias simples e reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade, é possível encontrar soluções efetivas de transformação social.

São idéias como as cisternas para armazenar água em regiões que convivem com longos períodos de estiagem. Ou transformar o bairro em escola, usando o salão da igreja e a quadra do centro esportivo para atividades educativas fora do horário de aula.

Com o objetivo de difundir o conceito e as práticas de tecnologia social é que foi criado o Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais. Ao final da iniciativa, cinco professores, um de cada região do país, serão premiados com uma viagem para o Fórum Social Mundial 2009, em Belém (PA). A idéia é incentivar professores a levar o tema da Tecnologia Social para a escola, com atividades junto aos estudantes.

Sobre a Revista Fórum

Em bancas desde setembro de 2001, a revista Fórum se consolida como uma das mais confiáveis fontes de informação das organizações da sociedade civil. Inspirada no Fórum Social Mundial, seu projeto editorial destaca temas como educação, alternativas sociais e ambientais e debate sobre as políticas públicas no Brasil e na América Latina. A publicação também é referência entre universitários por dedicar importante espaço ao debate intelectual, realizando sempre entrevistas de impacto com personalidades do mundo acadêmico.

Além de seu conteúdo diferenciado, Fórum é a única revista distribuída mensalmente em bancas impressa 100% em papel reciclado. Com esta opção, feita a partir de setembro de 2005, marca o seu compromisso com a responsabilidade sócio-ambiental. Circula nas 100 mais importantes cidades do país – com uma tiragem de 20 mil exemplares -, incluindo todas as capitais, e atinge um público qualificado e formador de opinião, do qual se destacam professores e profissionais de Educação, que utilizam exemplares da revista inclusive como apoio em sala de aula, além de militantes e ativistas sociais.

Após sete anos de publicação, um conjunto de ações comemorará o aniversário da revista Fórum. Uma delas é o “Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais”, que em parceria com a Fundação Banco do Brasil difundirá, dentro das escolas públicas de ensino fundamental e em espaços de educação não-formal de todo o país, o conceito e as práticas relacionados ao tema.

Inscrições

Professores da rede pública de ensino fundamental e de espaços não-formais de educação podem participar. As inscrições são feitas pela internet, no site www.revistaforum.com.br/ts . No ato da inscrição, o educador ganha uma assinatura da Fórum até fevereiro de 2009 e um exemplar do livro “Geração de Trabalho e Renda”.

Mais informações:
Fernanda Lima
Elizabeth Oliveira
(11) 3813-1836


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www.consciencia.net

Concurso promove educação por meio de tecnologias sociais

A Fundação Banco do Brasil e a revista Fórum estão promovendo um concurso de abragência nacional, direcionado principalmente para professores da rede pública e educadores de ensino não formal, chamado "Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais". Proposta é resgatar o protagonismo do educador e divulgar as tecnologias sociais que conseguiram mudar a realidade de diversos locais no Brasil.
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Entende-se por tecnologia social técnicas e métodos simples, de fácil reaplicação e baixo custo, que resolvem problemas de diversas áreas. Exemplos são o soro caseiro, as cisternas ou as mandalas do sertão nordestino. Mas há muitas outras técnicas sendo desenvolvidas e outras já consolidadas no país.

Os 50 melhores projetos em Tecnologia Social serão publicados num livro e os 5 melhores ganharão uma passagem para apresentarem seu projeto no Fórum Social Mundial que acontece em Belém do Pará em 2009.

Objetivo é levar a discussão sobre soluções reaplicáveis de transformação social para as escolas públicas do ensino fundamental

As tecnologias sociais têm mudado a cara de muitas cidades em todas as regiões do Brasil. Com produtos, técnicas e metodologias simples e reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade, é possível encontrar soluções efetivas de transformação social.

São idéias como as cisternas para armazenar água em regiões que convivem com longos períodos de estiagem. Ou transformar o bairro em escola, usando o salão da igreja e a quadra do centro esportivo para atividades educativas fora do horário de aula.

Com o objetivo de difundir o conceito e as práticas de tecnologia social é que foi criado o Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais. Ao final da iniciativa, cinco professores, um de cada região do país, serão premiados com uma viagem para o Fórum Social Mundial 2009, em Belém (PA). A idéia é incentivar professores a levar o tema da Tecnologia Social para a escola, com atividades junto aos estudantes.

Sobre a Revista Fórum

Em bancas desde setembro de 2001, a revista Fórum se consolida como uma das mais confiáveis fontes de informação das organizações da sociedade civil. Inspirada no Fórum Social Mundial, seu projeto editorial destaca temas como educação, alternativas sociais e ambientais e debate sobre as políticas públicas no Brasil e na América Latina. A publicação também é referência entre universitários por dedicar importante espaço ao debate intelectual, realizando sempre entrevistas de impacto com personalidades do mundo acadêmico.

Além de seu conteúdo diferenciado, Fórum é a única revista distribuída mensalmente em bancas impressa 100% em papel reciclado. Com esta opção, feita a partir de setembro de 2005, marca o seu compromisso com a responsabilidade sócio-ambiental. Circula nas 100 mais importantes cidades do país – com uma tiragem de 20 mil exemplares -, incluindo todas as capitais, e atinge um público qualificado e formador de opinião, do qual se destacam professores e profissionais de Educação, que utilizam exemplares da revista inclusive como apoio em sala de aula, além de militantes e ativistas sociais.

Após sete anos de publicação, um conjunto de ações comemorará o aniversário da revista Fórum. Uma delas é o “Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais”, que em parceria com a Fundação Banco do Brasil difundirá, dentro das escolas públicas de ensino fundamental e em espaços de educação não-formal de todo o país, o conceito e as práticas relacionados ao tema.

Inscrições

Professores da rede pública de ensino fundamental e de espaços não-formais de educação podem participar. As inscrições são feitas pela internet, no site www.revistaforum.com.br/ts . No ato da inscrição, o educador ganha uma assinatura da Fórum até fevereiro de 2009 e um exemplar do livro “Geração de Trabalho e Renda”.

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Jovens da zona rural receberão apoio para intervivência universitária

Está aberto o processo de seleção para projetos de inclusão social de jovens residentes em zona rural, por meio da divulgação do conhecimento e da tecnologia gerado nas instituições de ensino. Os projetos farão parte do Programa Intervivência Universitária, lançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e recursos do Fundo Setorial de Agronegócio (CT-Agro), totalizando um investimento de R$ 6 milhões.

O objetivo do Programa é oferecer a oportunidade aos jovens com idade entre 12 e 18 anos residentes e estudantes na Zona Rural, filhos de agricultores e de empregados rurais, que já participem de atividades educativas, extensionistas e organizativas, a adquirirem o conhecimento disponível nas Universidades, Centros Tecnológicos e Escolas Técnicas Públicas. Clique no título para ler o edital.

CNPq seleciona propostas para cursos em biotecnologia

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) está selecionando propostas para realização de cursos de curta duração, destinados à formação de recursos humanos em biotecnologia em áreas específicas de interesse para o Brasil e a Argentina. Estão disponíveis R$ 500 mil e cada proposta aprovada será financiada com até R$ 50 mil.

Podem apresentar propostas pesquisadores e professores com vínculo empregatício/funcional com instituições de ensino superior (IES), centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento públicos e privados, todos sem fins lucrativos. As propostas devem ser encaminhadas sob a forma de projeto ao CNPq, até o dia 25 de setembro, com o preenchimento do Formulário de Propostas On-Line, disponível no endereço eletrônico http://www.cnpq.br/formularios/index.htm ; Saiba mais detalhes clicando no título.

Governo troca política de inclusão digital ampla por banda larga nas escolas

As teles acabaram de ganhar o monopólio da banda larga em todo o país. O governo negociou a instalação da banda larga nas escolas em troca do abandono da idéia de um backbone estatal e da morte dos pequenos provedores locais. Por Gustavo Gindre (*).

No dia 7 de abril foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto Presidencial 6424 que determina uma mudança nos contratos de concessão com as operadoras do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC): Telefonica, Oi e Brasil Telecom.

Os contratos, assinados em 2005, obrigavam que as empresas instalassem Postos de Serviço Telefônico (PSTs) em cada cidade brasileira. Menos de três anos depois, chegou-se à conclusão que aquelas obrigações estavam erradas e o próprio governo sugeriu a mudança, sem contudo assumir publicamente o equívoco cometido em 2005.

Pelas novas regras, acordadas com as operadoras, estas deixam de estar obrigadas a instalar os PSTs (exceto no caso de cooperativas rurais), mas passam a ter que colocar seus backhauls em todas as sedes municipais brasileiras.

Se a banda larga pudesse ser comparada com árvores, os backbones que as operadoras possuem seriam os troncos, o backhaul os galhos e cada cidade brasileira uma folha. Sem o backhaul, não é possível levar a seiva que vem do tronco para cada folha. Ou seja, o backhaul interliga o backbone da operadora às cidades. No Brasil, mais de 2000 municípios não têm backhaul e, portanto, não podem se conectar à banda larga.

A proposta do governo é digna de mérito, porque, no século XXI, é muito mais importante garantir a universalização da banda larga do que do telefone fixo. Contudo, este adendo aos contratos de 2005 ainda apresenta problemas. São pelo menos dois.

As velocidades mínimas exigidas para cada backhaul são muito baixas. Por exemplo, uma imaginária cidade com 70.000 habitantes teria, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em torno de 20.000 residências, mas contaria com um backhaul de apenas 64 Mbps. Ou seja, se apenas 1.000 casas tiverem dinheiro para contratar o serviço de banda larga oferecido pela tele, ainda haveriam 19.000 excluídas e a velocidade máxima disponível para cada residência conectada à suposta banda larga seria de apenas 64 Kbps, ou igual àquela obtida por uma linha telefônica comum.

E não há a obrigação para que a operadora faça unbundling em seu backhaul. Por detrás desse palavrório técnico, tal obrigação significa que a operadora teria que vender parte da capacidade instalada do seu backhaul a qualquer provedor interessado em competir com a própria tele. E a preços não discriminatórios, regulados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Essa seria a única forma de estimular a concorrência. Do jeito como ficou, o Decreto permite que os backhauls sejam usados exclusivamente pelos próprios serviços de banda larga das operadoras (BrTurbo, Velox e Speedy), matando qualquer possibilidade de concorrência local.

Mas, principalmente, a falta do unbundling dificulta em muito o surgimento de experiências de redes comunitárias, organizadas pelas prefeituras e/ou pela sociedade civil, usando tecnologias sem fio, e que levam a Internet gratuíta a prédios públicos (como bibliotecas e telecentros), mas também às próprias casas, o que já fazem Sud Minucci (SP) e Duas Barras (RJ).

Em resumo, ainda que amplie o alcance da banda larga, o Decreto Presidencial 6424 está longe de garantir a tão sonhada inclusão digital de nossa população e tem como efeito colateral o aprofundamento do monopólio regional exercido por cada tele em sua área de concessão.

O acordo subterrâneo

A mudança dos contratos de concessão teve que contar com a concordância das teles. Caso contrário, ficaria valendo a obrigação inicial dos PSTs. Para convencer as teles, um estudo da Anatel comprovou que o custo de instalação dos backhauls nos municípios que ainda não o possuem seria o mesmo da instalação dos PSTs. Seria trocar seis por meia dúzia, sem onerar o caixa destas empresas. E é óbvio que as teles perceberam, também, que a futura prestação de serviços de banda larga lhes trará muito mais receita do que a administração de postos telefônicos.

Tudo certo, eis que surge um novo elemento. Além da troca dos PSTs pelos backhauls, o governo negociou um segundo acordo com as teles, que prevê a instalação de conexão de 1 Mbps em cada uma das 56 mil escolas públicas urbanas brasileiras, sem custos para os governos (federal, estaduais e municipais) pelo menos até 2025 (quando vencem os atuais contratos de concessão). Até 2010 todas essas escolas deverão estar com a conexão funcionando.

Se as teles brigaram tanto para ter certeza que a obrigação dos backhauls não lhes custaria nada a mais do que a antiga obrigação dos PSTs, se não queriam desembolsar nada além do que fora previsto inicialmente, por que aceitaram tão prontamente este novo acordo, que foi anunciado no dia 8 de abril pelo presidente Lula? Nada as obrigava a este novo acordo. Por que concordaram? Puro patriotismo?

Coincidência ou não, ao mesmo tempo em que começaram as negociações em torno deste segundo acordo, saía de cena o debate no interior do governo sobre o “backbone estatal”. Essa proposta consistia em dois movimentos. Primeiro, unificar a gestão dos cerca de 40 mil Km de fibra óptica que o governo federal já possui, seja através das estatais ou da massa falida da Eletronet. Em segundo lugar, construir sua própria rede de backhaul, levando a conexão deste backbone estatal a cada município brasileiro.

Com isso, o governo estaria em condições de ofertar às cidades (prefeituras e/ou sociedade civil) a possibilidade de construírem redes locais que posteriormente seriam conectadas à infra-estrutura do governo federal. Sem fins lucrativos, este backbone estatal poderia cobrar das cidades apenas o necessário para se manter e crescer (o que é bem menos do que cobram atualmente as teles).

De início, já seria possível prever que as prefeituras e governos estaduais poderiam usar os serviços de telefonia por IP desta rede, deixando de ser usuárias das operadoras privadas. Uma economia de muitos milhões para os cofres públicos. Mas também seria possível construir redes comunitárias, que levassem Internet banda larga, telefonia por IP, webrádio, IPTV e muito mais para todas as comunidades hoje excluídas das estratégias de mercado das teles. Uma ligação local, feita de um telefone conectado a esta rede comunitária para outro igualmente conectado, teria preço igual a zero!

Mas o acordo subterrâneo com as teles foi além. Não bastava apenas garantir que o governo abriria mão de usar sua própria infra-estrutura para fazer inclusão digital. As teles também ganharam o direito de explorar sozinhas a rede que irão construir para chegarem até as escolas. Essa rede passará na porta de milhares de residência e obviamente as teles a usarão para vender seus serviços de banda larga. A proposta do governo não obriga a que as teles tenham que partilhar essa rede com os provedores locais (o tal unbundling).

Com backhauls e redes de “última milha” para uso exclusivo, as teles acabaram de ganhar o monopólio da banda larga em todo o país.

Se tudo isso for mais do que uma simples coincidência, quando o presidente da República inaugurar a primeira escola conectada em banda larga através deste segundo acordo com as operadoras, o que pouca gente saberá é que esse evento festivo também será o funeral de uma idéia muito mais inclusiva. Por esta linha de raciocínio, o governo negociou a instalação da banda larga nas escolas em troca do abandono da idéia de um backbone estatal e da morte dos pequenos provedores locais.

Para as teles, as 56 mil escolas conectadas até que saíram barato...

(*) Artigo publicado no Observatório do Direito à Comunicação


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Governo troca política de inclusão digital ampla por banda larga nas escolas

As teles acabaram de ganhar o monopólio da banda larga em todo o país. O governo negociou a instalação da banda larga nas escolas em troca do abandono da idéia de um backbone estatal e da morte dos pequenos provedores locais. Por Gustavo Gindre (*).

No dia 7 de abril foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto Presidencial 6424 que determina uma mudança nos contratos de concessão com as operadoras do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC): Telefonica, Oi e Brasil Telecom.

Os contratos, assinados em 2005, obrigavam que as empresas instalassem Postos de Serviço Telefônico (PSTs) em cada cidade brasileira. Menos de três anos depois, chegou-se à conclusão que aquelas obrigações estavam erradas e o próprio governo sugeriu a mudança, sem contudo assumir publicamente o equívoco cometido em 2005.

Pelas novas regras, acordadas com as operadoras, estas deixam de estar obrigadas a instalar os PSTs (exceto no caso de cooperativas rurais), mas passam a ter que colocar seus backhauls em todas as sedes municipais brasileiras.

Se a banda larga pudesse ser comparada com árvores, os backbones que as operadoras possuem seriam os troncos, o backhaul os galhos e cada cidade brasileira uma folha. Sem o backhaul, não é possível levar a seiva que vem do tronco para cada folha. Ou seja, o backhaul interliga o backbone da operadora às cidades. No Brasil, mais de 2000 municípios não têm backhaul e, portanto, não podem se conectar à banda larga.

A proposta do governo é digna de mérito, porque, no século XXI, é muito mais importante garantir a universalização da banda larga do que do telefone fixo. Contudo, este adendo aos contratos de 2005 ainda apresenta problemas. São pelo menos dois.

As velocidades mínimas exigidas para cada backhaul são muito baixas. Por exemplo, uma imaginária cidade com 70.000 habitantes teria, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em torno de 20.000 residências, mas contaria com um backhaul de apenas 64 Mbps. Ou seja, se apenas 1.000 casas tiverem dinheiro para contratar o serviço de banda larga oferecido pela tele, ainda haveriam 19.000 excluídas e a velocidade máxima disponível para cada residência conectada à suposta banda larga seria de apenas 64 Kbps, ou igual àquela obtida por uma linha telefônica comum.

E não há a obrigação para que a operadora faça unbundling em seu backhaul. Por detrás desse palavrório técnico, tal obrigação significa que a operadora teria que vender parte da capacidade instalada do seu backhaul a qualquer provedor interessado em competir com a própria tele. E a preços não discriminatórios, regulados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Essa seria a única forma de estimular a concorrência. Do jeito como ficou, o Decreto permite que os backhauls sejam usados exclusivamente pelos próprios serviços de banda larga das operadoras (BrTurbo, Velox e Speedy), matando qualquer possibilidade de concorrência local.

Mas, principalmente, a falta do unbundling dificulta em muito o surgimento de experiências de redes comunitárias, organizadas pelas prefeituras e/ou pela sociedade civil, usando tecnologias sem fio, e que levam a Internet gratuíta a prédios públicos (como bibliotecas e telecentros), mas também às próprias casas, o que já fazem Sud Minucci (SP) e Duas Barras (RJ).

Em resumo, ainda que amplie o alcance da banda larga, o Decreto Presidencial 6424 está longe de garantir a tão sonhada inclusão digital de nossa população e tem como efeito colateral o aprofundamento do monopólio regional exercido por cada tele em sua área de concessão.

O acordo subterrâneo

A mudança dos contratos de concessão teve que contar com a concordância das teles. Caso contrário, ficaria valendo a obrigação inicial dos PSTs. Para convencer as teles, um estudo da Anatel comprovou que o custo de instalação dos backhauls nos municípios que ainda não o possuem seria o mesmo da instalação dos PSTs. Seria trocar seis por meia dúzia, sem onerar o caixa destas empresas. E é óbvio que as teles perceberam, também, que a futura prestação de serviços de banda larga lhes trará muito mais receita do que a administração de postos telefônicos.

Tudo certo, eis que surge um novo elemento. Além da troca dos PSTs pelos backhauls, o governo negociou um segundo acordo com as teles, que prevê a instalação de conexão de 1 Mbps em cada uma das 56 mil escolas públicas urbanas brasileiras, sem custos para os governos (federal, estaduais e municipais) pelo menos até 2025 (quando vencem os atuais contratos de concessão). Até 2010 todas essas escolas deverão estar com a conexão funcionando.

Se as teles brigaram tanto para ter certeza que a obrigação dos backhauls não lhes custaria nada a mais do que a antiga obrigação dos PSTs, se não queriam desembolsar nada além do que fora previsto inicialmente, por que aceitaram tão prontamente este novo acordo, que foi anunciado no dia 8 de abril pelo presidente Lula? Nada as obrigava a este novo acordo. Por que concordaram? Puro patriotismo?

Coincidência ou não, ao mesmo tempo em que começaram as negociações em torno deste segundo acordo, saía de cena o debate no interior do governo sobre o “backbone estatal”. Essa proposta consistia em dois movimentos. Primeiro, unificar a gestão dos cerca de 40 mil Km de fibra óptica que o governo federal já possui, seja através das estatais ou da massa falida da Eletronet. Em segundo lugar, construir sua própria rede de backhaul, levando a conexão deste backbone estatal a cada município brasileiro.

Com isso, o governo estaria em condições de ofertar às cidades (prefeituras e/ou sociedade civil) a possibilidade de construírem redes locais que posteriormente seriam conectadas à infra-estrutura do governo federal. Sem fins lucrativos, este backbone estatal poderia cobrar das cidades apenas o necessário para se manter e crescer (o que é bem menos do que cobram atualmente as teles).

De início, já seria possível prever que as prefeituras e governos estaduais poderiam usar os serviços de telefonia por IP desta rede, deixando de ser usuárias das operadoras privadas. Uma economia de muitos milhões para os cofres públicos. Mas também seria possível construir redes comunitárias, que levassem Internet banda larga, telefonia por IP, webrádio, IPTV e muito mais para todas as comunidades hoje excluídas das estratégias de mercado das teles. Uma ligação local, feita de um telefone conectado a esta rede comunitária para outro igualmente conectado, teria preço igual a zero!

Mas o acordo subterrâneo com as teles foi além. Não bastava apenas garantir que o governo abriria mão de usar sua própria infra-estrutura para fazer inclusão digital. As teles também ganharam o direito de explorar sozinhas a rede que irão construir para chegarem até as escolas. Essa rede passará na porta de milhares de residência e obviamente as teles a usarão para vender seus serviços de banda larga. A proposta do governo não obriga a que as teles tenham que partilhar essa rede com os provedores locais (o tal unbundling).

Com backhauls e redes de “última milha” para uso exclusivo, as teles acabaram de ganhar o monopólio da banda larga em todo o país.

Se tudo isso for mais do que uma simples coincidência, quando o presidente da República inaugurar a primeira escola conectada em banda larga através deste segundo acordo com as operadoras, o que pouca gente saberá é que esse evento festivo também será o funeral de uma idéia muito mais inclusiva. Por esta linha de raciocínio, o governo negociou a instalação da banda larga nas escolas em troca do abandono da idéia de um backbone estatal e da morte dos pequenos provedores locais.

Para as teles, as 56 mil escolas conectadas até que saíram barato...

(*) Artigo publicado no Observatório do Direito à Comunicação


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Governo troca política de inclusão digital ampla por banda larga nas escolas

As teles acabaram de ganhar o monopólio da banda larga em todo o país. O governo negociou a instalação da banda larga nas escolas em troca do abandono da idéia de um backbone estatal e da morte dos pequenos provedores locais. Por Gustavo Gindre (*).

O mundo em sons e imagens, cada vez mais

Gustavo Barreto, da redação - PeerCast é mais uma das inovações que estão deixando as empresas desesperadas, porque o mundo gira rápido demais. Trata-se de um modo simples e gratuito de ouvir rádios e assistir vídeos na Internet. Utiliza a tecnologia P2P, ou Peer-to-Peer (do inglês par ou igual), que estabelece uma espécie de rede virtual de computadores. Cada estação possui capacidades e responsabilidades equivalentes. É inovadora em relação à arquitetura cliente/servidor, em que alguns computadores são dedicados a servirem outros. Mas há outros usos do P2P. Leia mais clicando no título.

Mapas de desmatamento da Amazônia estarão no Google

Mapas de desmatamento da Amazônia estarão na internet. Google põe serviço no ar em 2008, após líder indígena brasileiro pedir ajuda para mapear área. Por Jamil Chade, Genebra, do O Estado de S.Paulo, 09/04/2008. Via Ecodebate, clique no título para ler.

Sem divulgação não há participação

Sabine Righetti, de Madri, Agência FAPESP (11/2) – Cientistas e gestores cada vez mais se dão conta da importância da sociedade nas tomadas de decisão sobre ciência e tecnologia, o que representa um ganho significativo para o funcionamento da democracia. E o Brasil, em especial o Estado de São Paulo, tem concedido importantes contribuições com trabalhos de percepção e de participação pública da ciência e da tecnologia desde o início desta década.

A contextualização desses trabalhos em um cenário mais amplo, em que o estado se insere em pesquisas com outros países ibero-americanos, foi o fio condutor da sessão de encerramento do congresso Cidadania e Políticas Públicas em Ciência e Tecnologia, em Madri, Espanha, coordenada na sexta-feira (8/2) por Carlos Vogt, secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo. O evento, que reuniu especialistas de diversos países, foi promovido pela Fundação Espanhola para Ciência e Tecnologia (Fecyt) e pela Organização dos Estados Iberoamericanos (OEI). Leia aqui na íntegra.
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Ibope lança estudo sobre Internet
O IBOPE Mídia lançou nesta terça-feira (15), em todo o Brasil, a 19ª edição do Internet Pop - um mapeamento completo dos hábitos de uso de Internet dos brasileiros. O grande diferencial da pesquisa é que, diferente de outras disponíveis no mercado, ela mensura também o acesso à Internet em lan houses, celulares, smartphones e computadores de mão (PDAs).

O estudo oferece diversas possibilidades de análises como, por exemplo, o percentual de pessoas que freqüentam lan houses e os respectivos sites mais acessados nestes locais, freqüência de acesso à Internet através de celulares, smartphones e PDAs, além de posse de computador e acesso à Internet no trabalho e em domicílio, entre outros lugares.

O levantamento, que foi realizado de 18 de outubro a 31 de outubro de 2007 em 9 mercados (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Fortaleza), contou com mais de 17 mil entrevistas, com população acima de 10 anos.

Foi detectado que 41% dos internautas costumam freqüentar lan houses, sendo que os sites de relacionamento e comunidades são os mais visitados por este público. A pesquisa também apontou que a maior parte dos freqüentadores de lan houses é do sexo masculino e tem até 19 anos. A 19ª Internet Pop está disponível para aquisição, com um preço salgado, em www.ibope.com.br

5º Curso de Estruturação de Núcleos de Inovação Tecnológica

Organizado pelo Projeto InovaNIT da Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas (Inova Unicamp), o 5º Curso de Estruturação de Núcleos de Inovação Tecnológica será realizado de 11 a 14 de fevereiro, no interior paulista. Os interessados já podem fazer pré-inscrições até 23 de janeiro. O objetivo do curso é contribuir para a estruturação e desenvolvimento de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) em Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs).

“Institucionalização e organização de NIT”, “Estruturação de programas e atividades para os NIT”, “Gestão da Propriedade Intelectual”, “Comercialização de Tecnologias” e “Empreendedorismo” serão assuntos abordados. O treinamento se destina preferencialmente a pessoas vinculadas a NITs e ICTs da região Sudeste do país. Mais informações em www.inova.unicamp.br

Presidente sanciona lei que modifica regulamentação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Objetivo do FNDCT é financiar inovação e desenvolvimento científico e tecnológico nacional. Regionalização e definição de atribuições são algumas das mudanças da lei 11.540, que ratifica mudanças no Conselho Diretor. Plano de investimento em ciência e tecnologia prevê R$ 41 bilhões até 2010. Por Gustavo Barreto, da redação.

O Presidente da República sancionou no último 12 de novembro a lei 11.540, modificando regras de administração e distribuição de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), cujo objetivo é financiar a inovação e o desenvolvimento científico e tecnológico do País. Entre as principais determinações, estão a definição dos membros do Conselho Diretor do Fundo, que contará com representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) - esta na figura do próprio ministro -, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC); do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Defesa; da Educação (MEC); e da Fazenda, bem como os presidentes da Finep, do CNPq, da Embrapa e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e três representantes do setor empresarial, preferencialmente ligados à área tecnológica, sendo um do segmento de micro e pequenas empresas; três representantes da comunidade científica e tecnológica; e um representante dos trabalhadores da área de ciência e tecnologia.

Entre as atribuições do Fundo está a responsabilidade de definir diretrizes e normas para utilização dos recursos do FNDCT nas modalidades previstas na lei, em conjunto com o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e ainda de acordo com as diretrizes da Política Nacional de Ciência, Inovação e Tecnologia, bem como com as prioridades da Política Industrial e Tecnológica Nacional. Também será atribuição do Conselho Diretor aprovar a programação orçamentária e financeira e analisar as prestações de contas, balanços e demonstrativos da execução do Fundo, assim como divulgar amplamente os documentos de diretrizes gerais.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) foi mantida como responsável pela Secretaria-Executiva do FNDCT. O MCT terá 90 dias para instalar todo o Conselho. O mandado dos representantes da comunidade científica, do setor empresarial e dos trabalhadores será de dois anos. A lei sancionada amplia a área das regiões consideradas prioritárias pelo FNDCT. Uma das mudanças é a inclusão de municípios da área de abrangência das Agências de Desenvolvimento Regional, além das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste nos 30% dos recursos do fundo destinados para as ações de financiamento de projetos de implantação e recuperação de infra-estrutura de pesquisa nas instituições públicas de ensino superior e de pesquisa. O benefício também foi regionalizado, com a determinação da aplicação de, no mínimo, 40% dos recursos do Fundo Setorial do Petróleo e Gás (CT-Petro) em programas de fomento à capacitação e ao desenvolvimento científico e tecnológico das regiões Norte e Nordeste, que também inclui as áreas de abrangência das Agências de Desenvolvimento Regional.

Empresas privadas enquadradas na Lei de Inovação

Os recursos do FNDCT poderão ser aplicados no apoio a programas, projetos e atividades de CT&I. O dinheiro poderá ser destinado na modalidade não reembolsável em projetos de instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e de cooperação entre ICTs e empresas; subvenção econômica para empresas; e equalização de encargos financeiros nas operações de crédito. Outra modalidade prevista na lei é a reembolsável que se destina a projetos de desenvolvimento tecnológico de empresas, sob a forma de empréstimo à Finep. Os recursos também poderão ser aplicados como aporte de capital somente nas empresas de propósitos específicos (EPE), criadas pela Lei de Inovação. A EPE é um mecanismo previsto na Lei de Inovação (10.973/2004) que permite às empresas privadas associar-se a universidades ou centros de pesquisa públicos para formar firmas de capital misto com objetivos específicos. A participação de outras empresas nessa modalidade foi vetada pelo presidente. A lei também define regras para estes empréstimos.

Uma outra novidade prevista no texto está na oficialização das chamadas ações transversais, que são realizadas com os recursos de mais de um fundo setorial. A lei considera ação transversal aquela que, relacionada com a finalidade geral do FNDCT, não necessita estar vinculada à destinação setorial específica prevista em lei. Os recursos do FNDCT poderão financiar as ações transversais, identificadas com as diretrizes da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e com as prioridades da Política Industrial e Tecnológica Nacional.

A íntegra da lei você confere clicando aqui e o veto do presidente clicando aqui.

Plano de investimento em ciência e tecnologia prevê R$ 41 bilhões até 2010

O presidente Lula anuncia no último dia 20 de novembro investimentos de R$ 41 bilhões, até 2010, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a área de ciência e tecnologia. A intenção é dar ênfase em áreas prioritárias, como biocombustíveis, defesa nacional, remédios e pesquisa nuclear.

A intenção do governo é fazer com que os gastos do país com pesquisa subam de 1,02% do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,5%, em 2010. Em paralelo, o governo deve ampliar em 68% o número de bolsas de mestrado e doutorado no Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), subindo a oferta de 95 mil para 160 mil bolsas, até 2010.

A ênfase do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (2007-2010) está em melhorar programas que já existem. É o caso da subvenção econômica a empresas que investem em inovação. Outra medida que será intensificada é a utilização do chamado poder de compra do governo, isto é, a aquisição de bens e serviços de empresas que investiram em inovação.

Conforme anunciado no dia 23 de novembro, os 30 mil bolsistas da Capes terão reajuste de 20% no valor das bolsas, a partir de março de 2008. As bolsas de mestrado no país passam de R$ 940,00 para R$ 1.130,00, e as de doutorado, de R$ 1.394,00 para R$ 1.620,00. O reajuste vai representar um investimento de cerca de R$ 180 milhões a mais em 2008, somente no orçamento de bolsas da Capes. Com isto, a agência irá aplicar no próximo ano aproximadamente R$ 885 milhões no financiamento de bolsas no país e no exterior, bem como no custeio da pós-graduação.

A formação de mestres e doutores tem por objetivo suprir o déficit de engenheiros, químicos, físicos e biólogos no país. Em 2006, foram formados cerca de 10 mil doutores no Brasil. A meta é chegar a 16 mil em 2010. Ao estimular os empresários a investir no setor, o governo espera que o número de doutores contratados por empresas aumente dos atuais 26,3% para 33,5%.

Presidente sanciona lei que modifica regulamentação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Objetivo do FNDCT é financiar inovação e desenvolvimento científico e tecnológico nacional. Regionalização e definição de atribuições são algumas das mudanças da lei 11.540, que ratifica mudanças no Conselho Diretor. Plano de investimento em ciência e tecnologia prevê R$ 41 bilhões até 2010. Por Gustavo Barreto, da redação.

O Presidente da República sancionou no último 12 de novembro a lei 11.540, modificando regras de administração e distribuição de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), cujo objetivo é financiar a inovação e o desenvolvimento científico e tecnológico do País. Entre as principais determinações, estão a definição dos membros do Conselho Diretor do Fundo, que contará com representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) - esta na figura do próprio ministro -, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC); do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Defesa; da Educação (MEC); e da Fazenda, bem como os presidentes da Finep, do CNPq, da Embrapa e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e três representantes do setor empresarial, preferencialmente ligados à área tecnológica, sendo um do segmento de micro e pequenas empresas; três representantes da comunidade científica e tecnológica; e um representante dos trabalhadores da área de ciência e tecnologia.

Entre as atribuições do Fundo está a responsabilidade de definir diretrizes e normas para utilização dos recursos do FNDCT nas modalidades previstas na lei, em conjunto com o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e ainda de acordo com as diretrizes da Política Nacional de Ciência, Inovação e Tecnologia, bem como com as prioridades da Política Industrial e Tecnológica Nacional. Também será atribuição do Conselho Diretor aprovar a programação orçamentária e financeira e analisar as prestações de contas, balanços e demonstrativos da execução do Fundo, assim como divulgar amplamente os documentos de diretrizes gerais.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) foi mantida como responsável pela Secretaria-Executiva do FNDCT. O MCT terá 90 dias para instalar todo o Conselho. O mandado dos representantes da comunidade científica, do setor empresarial e dos trabalhadores será de dois anos. A lei sancionada amplia a área das regiões consideradas prioritárias pelo FNDCT. Uma das mudanças é a inclusão de municípios da área de abrangência das Agências de Desenvolvimento Regional, além das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste nos 30% dos recursos do fundo destinados para as ações de financiamento de projetos de implantação e recuperação de infra-estrutura de pesquisa nas instituições públicas de ensino superior e de pesquisa. O benefício também foi regionalizado, com a determinação da aplicação de, no mínimo, 40% dos recursos do Fundo Setorial do Petróleo e Gás (CT-Petro) em programas de fomento à capacitação e ao desenvolvimento científico e tecnológico das regiões Norte e Nordeste, que também inclui as áreas de abrangência das Agências de Desenvolvimento Regional.

Empresas privadas enquadradas na Lei de Inovação

Os recursos do FNDCT poderão ser aplicados no apoio a programas, projetos e atividades de CT&I. O dinheiro poderá ser destinado na modalidade não reembolsável em projetos de instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e de cooperação entre ICTs e empresas; subvenção econômica para empresas; e equalização de encargos financeiros nas operações de crédito. Outra modalidade prevista na lei é a reembolsável que se destina a projetos de desenvolvimento tecnológico de empresas, sob a forma de empréstimo à Finep. Os recursos também poderão ser aplicados como aporte de capital somente nas empresas de propósitos específicos (EPE), criadas pela Lei de Inovação. A EPE é um mecanismo previsto na Lei de Inovação (10.973/2004) que permite às empresas privadas associar-se a universidades ou centros de pesquisa públicos para formar firmas de capital misto com objetivos específicos. A participação de outras empresas nessa modalidade foi vetada pelo presidente. A lei também define regras para estes empréstimos.

Uma outra novidade prevista no texto está na oficialização das chamadas ações transversais, que são realizadas com os recursos de mais de um fundo setorial. A lei considera ação transversal aquela que, relacionada com a finalidade geral do FNDCT, não necessita estar vinculada à destinação setorial específica prevista em lei. Os recursos do FNDCT poderão financiar as ações transversais, identificadas com as diretrizes da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e com as prioridades da Política Industrial e Tecnológica Nacional.

A íntegra da lei você confere clicando aqui e o veto do presidente clicando aqui.

Plano de investimento em ciência e tecnologia prevê R$ 41 bilhões até 2010

O presidente Lula anuncia no último dia 20 de novembro investimentos de R$ 41 bilhões, até 2010, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a área de ciência e tecnologia. A intenção é dar ênfase em áreas prioritárias, como biocombustíveis, defesa nacional, remédios e pesquisa nuclear.

A intenção do governo é fazer com que os gastos do país com pesquisa subam de 1,02% do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,5%, em 2010. Em paralelo, o governo deve ampliar em 68% o número de bolsas de mestrado e doutorado no Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), subindo a oferta de 95 mil para 160 mil bolsas, até 2010.

A ênfase do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (2007-2010) está em melhorar programas que já existem. É o caso da subvenção econômica a empresas que investem em inovação. Outra medida que será intensificada é a utilização do chamado poder de compra do governo, isto é, a aquisição de bens e serviços de empresas que investiram em inovação.

Conforme anunciado no dia 23 de novembro, os 30 mil bolsistas da Capes terão reajuste de 20% no valor das bolsas, a partir de março de 2008. As bolsas de mestrado no país passam de R$ 940,00 para R$ 1.130,00, e as de doutorado, de R$ 1.394,00 para R$ 1.620,00. O reajuste vai representar um investimento de cerca de R$ 180 milhões a mais em 2008, somente no orçamento de bolsas da Capes. Com isto, a agência irá aplicar no próximo ano aproximadamente R$ 885 milhões no financiamento de bolsas no país e no exterior, bem como no custeio da pós-graduação.

A formação de mestres e doutores tem por objetivo suprir o déficit de engenheiros, químicos, físicos e biólogos no país. Em 2006, foram formados cerca de 10 mil doutores no Brasil. A meta é chegar a 16 mil em 2010. Ao estimular os empresários a investir no setor, o governo espera que o número de doutores contratados por empresas aumente dos atuais 26,3% para 33,5%.

Evento fará lançamento do Biolatina 2008

No dia 24 de outubro (quarta-feira), a Fundação Biominas realizará uma cerimônia para fazer o lançamento oficial do Biolatina 2008. O evento acontecerá em Belo Horizonte (MG) e reunirá líderes empresariais, pesquisadores e cientistas. O Biolatina 2008 será um congresso que debaterá e analisará a biotecnologia nos países da América Latina. Os temas que receberão maior enfoque serão biocombustíveis, agricultura e saúde. Além do lançamento do Biolatina, durante a cerimônia será apresentado o Estudo de Empresas de Biotecnologia do Brasil.

De acordo com a Fundação Biominas, entidade que organiza o evento, a expectativa é de que o congresso reúna 1,2 mil pessoas de mais de 20 países. O Biolatina acontecerá nos dias 28, 29 e 30 de setembro de 2008, em São Paulo (SP). A realização é de responsabilidade da Federação Latino-Americana de Associações de Empresas de Biotecnologia (Felaeb) e da Associação Brasileira das Empresas de Biotecnologia (Abrabi). Mais informações pelos telefones (31) 3324-4080 e (11) 3385-3385.

Edital de Apoio à Inovação Tecnológica da Faperj já recebe inscrições

O edital de Apoio à Inovação Tecnológica da Faperj abriu inscrições na segunda-feira, dia 15 de outubro. O programa recebeu um aporte de R$ 8 milhões do orçamento da Fundação. O objetivo é apoiar a introdução de novidades no ambiente produtivo ou social que resultem em novos produtos, processos ou serviços que incorporem aumento de produtividade e modificações no bem-estar da população. O programa é destinado às empresas brasileiras sediadas no estado, aos empresários que exerçam atividades como produtor rural; e às sociedades cooperativas.

Os proponentes deverão estar, necessariamente, em cooperação com instituições científicas e tecnológicas que tenham por missão institucional, dentre outras, executar atividades de pesquisa básica ou aplicada para o desenvolvimento científico e tecnológico. O prazo para inscrições é 9 de novembro. Informações em http://www.faperj.br/interna.phtml?obj_id=3835

Google fará parceria com ONGs para controlar Orkut; serviço está ameaçado por excessos de brasileiros

A Google Brasil anunciou que, a partir de setembro, passará a responder como procuradora de sua matriz, o Google Inc., com sede nos Estados Unidos. Nos últimos anos, as autoridades brasileiras enfrentaram dificuldades para entrar em contato com a Google Inc. quando precisaram obter informações sobre crimes no Orkut. "Os dados continuarão sendo armazenados nos EUA, mas isso vai agilizar o processo de identificação dos responsáveis pela publicação dessas informações", afirmou o diretor geral da Google Brasil, Alexandre Hohagen.

A iniciativa mostra uma mudança de postura da empresa, acusada de dificultar a punição de crimes cometidos via internet. A subsidiária brasileira sempre alegou que não poderia repassar dados solicitados pela Justiça, porque as informações estavam nos servidores da Google Inc. nos EUA. Por isso dizia que as solicitações deveriam ser feitas à matriz, o que atrasava a obtenção dos dados solicitados pelas autoridades. Saiba mais no Em Dia Com A Cidadania.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o Orkut poderia fechar suas atividades no Brasil ou pelo menos limitar o acesso de internautas brasileiros. A informação foi obtida pela Folha na sede da empresa em Mountain View, na Califórnia. As pessoas ouvidas pediram anonimato por se tratar indiretamente de uma questão jurídica em andamento. Em conversa por telefone, a diretora jurídica do Google, Nicole Wong, disse que "nenhuma hipótese está descartada", mas que a empresa "está muito feliz em prover esse serviço ao Brasil e gostaria muito de poder continuar a fazê-lo". Leia mais aqui.

Ministério da Saúde prepara evento sobre inovação para o SUS

A Secretaria de C&T e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde está promovendo para a segunda quinzena de outubro, em Brasília, o evento “Saúde e Pesquisa: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para o SUS”. Voltado para gestores da saúde, ciência e tecnologia; comunidade científica e tecnológica; e empresários da saúde, o encontro tem como pauta os seguintes temas: avaliação da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde; apresentação da nova Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde; discussão sobre o Sistema Nacional de Inovação e o Complexo Industrial da Saúde; e apresentação do Sistema de Informação em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.

Outros eventos paralelos também ocorrerão. O encontro tem como objetivo pactuar para a XIII Conferência Nacional de Saúde a realização da 3ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde; pactuar a nova Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa; e definir o novo paradigma da Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. Mais informações pelo e-mail sctie@saude.gov.br

Ronaldo Lemos: “Produção colaborativa está revolucionando o mercado”

Atuando na Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ronaldo Lemos da Silva Jr. é diretor do projeto Creative Commons no Brasil e membro da Comissão de Proteção ao Consumidor no Comércio Eletrônico, apontada pelo Ministério da Justiça. É mestre em direito pelo Universidade de Harvard, onde trabalhou no Berkman Center, em projetos como o Chilling Effects e I-Law, seminário realizado no Brasil em março de 2003. No último 13 de março, Lemos foi convidado para dar a aula inaugural da Escola de Comunicação da UFRJ. O boletim ECO Notícias entrevistou Ronaldo.