OAB repudia preconceito da TV Globo contra pessoas com deficiência

No quadro “Otário Eleitoral Gratuito” do ‘Casseta & Planeta’, um dos candidatos, sem braços nem pernas, declara: “Vote em mim, que eu não vou meter a mão (...)”. Em outro trecho, o programa continua a zombar das pessoas com deficiência: “Com Mudinho, você vai ter voz na câmara municipal”. Clique no título para ler.

O que não sairá na mídia sobre Daniel Dantas e sua organização criminosa

Gustavo Barreto, da redação

O site Em Dia Com A Cidadania disponibilizou na última quarta-feira (16) o relatório completo da Polícia Federal que investiga Daniel Dantas e o Opportunity. Na página 6, o relatório destaca que “o conceito de organização criminosa não conta com definição legal e também não se encontra sedimentado na doutrina ou na jurisprudência”.

No entanto, destaca que “podemos constatar uma série de elementos na composição de quase todas as definições, quais sejam: a) previsão de lucros; b) hierarquia entre seus membros; c) planejamento empresarial; d) divisão de trabalhos; e) ingerência no poder estatal; d) mescla de atividades lícitas e ilícitas para dificultar a atuação dos órgãos públicos encarregados da persecução penal”. E conclui: “No caso em tela, encontram-se presentes todas estas características como demonstraremos no corpo da presente representação”.

Ressaltamos aqui ao leitor, telespectador, radiouvinte e “consumidor” da mídia em geral, na mesma página, uma nota em que se destaca: “Ao longo da investigação notamos a constante aproximação do Grupo com autoridades públicas, lobistas, jornalistas, grandes empresários, pessoas muito bem articuladas, uma vez que esses contatos nas diversas esferas públicas e privadas são necessários para que esta organização criminosa continue atuando de forma protegida”.

Leia o relatório clicando aqui.

O grande Luis Nassif já descobriu quem são os jornalistas que fazem parte do esquemão, clica aqui pra ler.

Comentário: A ética dos brancos

Gustavo Barreto, da redação - No blog do Mello, um breve texto demonstra a hipocrisia do jornal O Globo ao dizer que preservou as imagens de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, assassinada no dia 29 de março, diante do entendimento de que "sem acusação formal e sem laudos técnicos que dessem base para qualquer decisão, seria precipitado expor publicamente pessoas que, se posteriormente inocentadas, já poderiam ter sido “julgadas” pela imprensa e pela opinião pública".

O exemplo de ética do jornal O Globo vale, pelo exemplo citado, apenas para brancos da classe média. Na página 26 da edição de 16 de abril, pobres, todos eles negros, moradores do Complexo do Alemão, favelados, amarrados como réstias de cebola ou alho, humilhados e ameaçados com fuzis posam para uma foto do jornal, ameaçados por PMs fortamente armados. Todos eles não tinham sequer acusação formal. Estavam apenas detidos.


Que beleza de ética, heim?

Pega na mentira (ou na manipulação)!

Ivson Alves, Coleguinhas

Leitor anônimo parece ter pegado o Josias de Souza, da Folha, numa mentira (não seria de admirar, dada a folha corrida do rapaz). Veja o que nos informa a fonte, em comentário ao post sobre a surtada do Globo no sábado:

No blog do Josias, ele postou isso aqui:

"Acórdão do TCU contradiz versão de Dilma Rousseff"
http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2008-03-30_2008-04-05.html#2008_03-30_01_15_12-10045644-0

Mas é mentira. Ele está linkando um documento que não é o que a Ministra Dilma se refere.

Tentei comentar no blog dele mas vem a estranha mensagem "Erro Interno do Sistema" e não publica o comentário, que é este:

"Deixe de sofismas, Josias.

Posta aí o documento correto do TCU a que a Ministra Dilma se refere, este aqui:

http://contas.tcu.gov.br/portaltextual/MostraDocumento?lnk=(acordao+adj+230/2006+adj+plenario)[idtd][b001]

No documento correto aparecem muitas menções às prestações de contas retroativas ao governo anterior. O TCU pede para o atual governo prestação de contas do cartão corporativo da época do governo anterior, isso está claro. E como fazer isso sem informatizar criando o SUPRIM? Você somaria as despesas na mão, Josias? Há até elogios do TCU quanto ao aprimoramento da prestação de contas através da criação do banco de dados SUPRIM tais como no capítulo "Voto do Ministro Relator", item 12 parte I, que abrange 2002.

Quem ler o documento correto vai perceber que você está manipulando e "escandalizando o nada".

Banco de dados oficial reconhecido e elogiado pelo TCU não é dossiê."

Abraços, Coleguinha!


Além do item 12, citado pelo leitor, tem ainda o item 5, no qual o ministro Ubiratan Aguiar, relator da auditoria, fala também que o serviço da Suprim abrange 2002 e nada obsta ao fato. Aliás, seria estranho que o fizesse - o TCU nunca se queixa de informações de mais, só o contrário.

Agora, caro Anônimo, você já postou esse comentário no blog do Nassif? Ou mesmo mandá-lo para o colegão? Seria uma boa.

Requião: "A Globo frauda reportagens"


Em entrevista concedida à Record News na noite de terça-feira (29), o governador do Paraná, Roberto Requião, denunciou a chantagem das corporações de mídia, "sobretudo da famosa Rede Globo, que é insaciável". Disse ainda: "Eles estão revoltados porque o governo anterior dava 1,5 bilhão em verba publicitária e eu reduzi a zero esse valor. O Estado do Paraná é próspero, mas não tenho dinheiro para jogar fora. Tenho escolas e hospitais para construir", completou o governador. Requião ainda acusou a Globo de fraude: "A Rede Globo frauda reportagens para desmoralizar o governo do Paraná, para desconstruir a imagem do governador", disse. (Marcelo Salles, Fazendo Media)

Folha e Globo hoje, cada 1 diz uma coisa absolutamente diferente

Julio Hungria escreve no BlueBus na quarta 30: "Manchetes de hoje na Folha e no Globo dao numeros do estudo 'Mapa da Violência dos Municípios' e oferecem aos leitores informaçoes absolutamente conflitantes. A Folha diz 'Cai o numero de homicidios do país'. O Globo estampa 'Homicidios crescem mais que a populaçao'. Para entender a confusao, só mesmo lendo as duas materias. Segundo a Folha, a violência vem em declinio desde 2004 e essa tendência continuou em 2006, embora o ritmo da queda tenha se reduzido.

O Globo por sua vez, diante dos mesmos dados, optou por ir mais para o passado e assim constroi a informaçao negativa. Diz que o numero de assassinatos cresceu nos ultimos 10 anos - e compara o percentual de aumento da violência nesse periodo com o percentual de crescimento da populaçao. No meio do 1o parágrafo, contudo, a materia admite - "O estudo registra, no entanto, que entre 2003 e 2006 houve queda de 8% no numero de assassinatos". Os infograficos que ilustram a materia deixam clara a tendência de queda desde 2003. Para o leitor que pára diante da banca para ler as 1as paginas ficou o choque da manchete que privilegia a informaçao negativa. Perguntas para refletir - O jornal é tendencioso? A quem favorece a informaçao distorcida?" (Original aqui)

MP de Pernambuco entra com ação contra programas que violam direitos humanos

“Oh dúvida cruel, é do marido ou é do outro? Será que ele é filho de tiquim? Tiquim de um, tiquim de outro?”. A frase acima, pronunciada no quadro “Investigação de Paternidade”, veiculado no programa Bronca Pesada, de Recife, tinha o objetivo de fazer rir. Mas de engraçada não tem nada.

Transmitido diariamente às 7h e às 12h25 pela TV Jornal do Commercio - que alcança a maior parte dos municípios do estado de Pernambuco, do litoral ao sertão - e conduzido pelo apresentador popularmente conhecido em Pernambuco por Cardinot, recordista em audiência na programação local, o programa é alvo de uma Ação Civil Pública (ACP) contra violações de direitos humanos na mídia.

Protocolada no último dia 10 de dezembro, a ACP também trata do “Papeiro da Cinderela”, apresentadopor Jeison Wallace, supostamente um programa humorístico, veiculado às 11h25, que diariamente ridiculariza os homossexuais. Leia matéria de Bia Barbosa no Observatório do Direito à Comunicação.

Globo volta a apostar no erotismo barato com 'BBB 8'

Deu na Folha Online (via FNDC) em 03/01/2008: A Globo evitou riscos na escalação dos 14 participantes da oitava edição do 'Big Brother Brasil', que começa na próxima terça-feira. Com base na divulgação das imagens e dos dados sobre os escolhidos, será, mais uma vez, um programa voltado para o erotismo barato. Para vender a assinatura do programa na TV fechada, a Net escancara o espírito do reality show: o telespectador terá compactos de cenas de banho, barracos e os melhores closes nos corpos de sarados e gostosas.

Não é de se espantar a repetição do formato. A história da Globo mostra que, em momentos de crise no ibope, a baixaria é a fórmula mais adotada pelo canal para reagir, estimulando aquilo que os comunicólogos chamam de 'cultura do grotesco'. Em 2007, a Globo perdeu espaço para a Record, que também não é santa e vive injetando doses de erotismo em sua programação - cenas de sexo e violência enchem, por exemplo, as novelas do canal dos bispos.

A seleção do 'BBB 8' descartou os elementos que possam, na visão da Globo, atrapalhar o cenário para o onanismo eletrônico. Nada de gente feia, gorda nem pobre à beira da piscina, lembrando que o Brasil é uma terra de mestiços, assalariados e gente fora dos padrões de estética ditados pela publicidade. Talvez, o 'gênio' e diretor do programa Boninho - aquele que se deixa flagrar em vídeo confessando o esporte de jogar ovos em prostitutas - merecesse uma resposta contundente do telespectador esclarecido. Desligue a TV.

Santiago e "ética" da Revista Veja

A revista Veja publicou, sem autorização, um trabalho do desenhista Santiago. Pior ainda, publicou mesmo tendo sido desautorizada a fazê-lo. É o próprio Santiago quem relata: "Dois dias antes da eleição (segundo turno), recebi um telefonema de um funcionário da redação da revista Veja pedindo autorização para usar este desenho. Respondi que não autorizava pois não concordava com a linha editorial da revista. Repeti que não gostaria de ver trabalho meu nesse momento histórico nas páginas dessa publicação. Pois no sábado fui à banca, abri a revista e lá estava a minha charge publicada na página de apresentação da edição. Mais do que usar um trabalho sem autorização, Veja usou um trabalho que havia sido verbalmente desautorizado pelo autor. Um belo exemplo da arrogância da grande imprensa".

O segundo governo Lula nem iniciou e a Veja já tenta vitaminar a tese da "ameaça à liberdade de imprensa". O depoimento de três jornalistas da publicação na Polícia Federal foi transformado em denúncia de "abuso, constrangimento e ameaças". Três assuntos, aliás, dos quais a revista entende muito bem. A nota divulgada pela direção da revista falando em jornalismo "ético e independente" é uma piada. A "ética" de Veja, conforme ilustra bem o relato de Santiago na nota abaixo, é não ter nenhum escrúpulo na hora de forjar suas "denúncias" bombásticas baseadas em ilações, especulações e boatos. (matéria de Marco Weissheimer no seu blog RS Urgente)