Ato ecumênico em antiga área da Syngenta Seeds homenageia Keno

Cerca de oitocentas pessoas ligados à Via Campesina do Paraná, movimentos sociais e entidades participaram de um ato ecumênico para lembrar a morte de Valmir Mota de Oliveira, o Keno, que completou um ano no dia 21 de outubro. Eles saíram em caminhada do Acampamento Terra Livre, localizado no Assentamento Olga Benário, em direção à área onde aconteceu o assassinato, antes pertencente à Syngenta Seeds.

Uma cruz de cedro foi colocada no local para lembrar a morte de Keno. Dentro da fazenda, eles realizaram um ato ecumênico com a participação do integrante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Padre Diego Pelizzari, e do reverendo da Igreja Episcopal Anglicana de Cascavel (PR), Luiz Carlos Gabas. Além de homenagear Keno, o ato também teve o objetivo de cobrar a punição dos responsáveis pela morte do trabalhador rural.

A Brigada de Audiovisual da Via Campesina produziu um documentário sobre o assassinato de Valmir Mota de Oliveira. “Nem um minuto de silêncio! Fora Syngenta do Brasil!” está disponível clicando aqui.

Assassinato de Valmir Mota de Oliveira completa um ano

Há um ano, em 21 de outubro de 2007, uma milícia armada travestida de empresa de segurança assassinou o trabalhador rural sem terra Valmir Mota de Oliveira durante a ocupação da transnacional Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná. O assassinato de Keno, apelido pelo qual ele era conhecido, tornou-se símbolo da luta do homem do campo contra as empresas estrangeiras símbolos do agronegócio.

Protestos contra o assassinato e manifestações de apoio à família de Keno estenderam-se por todo o mundo. Movimentos sociais contra transgênicos foram à Europa para um ato público em frente à sede francesa da Syngenta Seeds, localizada em Toulouse. No Brasil, trabalhadores rurais realizaram inúmeras manifestações para não deixar que os assassinos ficassem impunes. Clique no título para saber mais.

III Fórum Humanista Brasileiro será em agosto

Em 22, 23 e 24 de agosto de 2008, em Curitiba, será realizado o III Fórum Humanista Brasileiro, “Pela Construção da Não-Violência Ativa”. Participam pessoas, instituições, organizações sociais, políticas e culturais.
Agência Consciência.Net; clique aqui


Estarão reunidas pessoas, instituições, organizações sociais, políticas e culturais que queiram trabalhar para construir metodologias e propostas de ações que caminhem na direção de uma profunda mudança pessoal e social simultâneas, tendo como base os preceitos humanistas de não-violência, não-discriminação e posicionamento do ser humano como valor central. O evento também prepara para o III Fórum Humanista Latinoamericano, que ocorrerá dias 7, 8 e 9 de novembro de 2008 em Buenos Aires.

Confira um trecho do texto de divulgação: "Há tempos declaramos que a construção de uma nova sociedade acontecerá quando esses temas de fundo forem verdadeiramente considerados. A resolução dos conflitos pela forma repressiva ou igualmente violenta, além de não gerar resultados a curto prazo, com o tempo tendem a ampliar o problema. Isso se dá por ignorância, mecanicidade ou má-fé de grandes grupos que se beneficiam econômica e politicamente e exercem a manipulação para omitir e impor seus interesses.

Quando os governos nacionais e os organismos internacionais tomarem a firme decisão de assumir que a não-violência é a única saída e que o progresso de uns poucos termina no progresso de ninguém, contribuirão para a construção dessa sociedade que aspiramos.

Ao contrário, a atitude não-violenta gera referências que abrem o futuro, arejam as possibilidades e tiram os povos desse aparente circuito fechado de ação e reação ao qual muitos pensam estar submetidos. Portanto, para aqueles que acreditam nessa postura, torna-se cada vez mais necessário o intercâmbio constante sobre como é possível implementar essa forma de pensar, sentir e atuar no mundo".

Saiba tudo sobre o evento em www.forumhumanistabrasileiro.org

Abaixo, o convite (clique na imagem para ampl.


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III Fórum Humanista Brasileiro será em agosto

Em 22, 23 e 24 de agosto de 2008, em Curitiba, será realizado o III Fórum Humanista Brasileiro, “Pela Construção da Não-Violência Ativa”. Participam pessoas, instituições, organizações sociais, políticas e culturais.
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Estarão reunidas pessoas, instituições, organizações sociais, políticas e culturais que queiram trabalhar para construir metodologias e propostas de ações que caminhem na direção de uma profunda mudança pessoal e social simultâneas, tendo como base os preceitos humanistas de não-violência, não-discriminação e posicionamento do ser humano como valor central. O evento também prepara para o III Fórum Humanista Latinoamericano, que ocorrerá dias 7, 8 e 9 de novembro de 2008 em Buenos Aires.

Confira um trecho do texto de divulgação: "Há tempos declaramos que a construção de uma nova sociedade acontecerá quando esses temas de fundo forem verdadeiramente considerados. A resolução dos conflitos pela forma repressiva ou igualmente violenta, além de não gerar resultados a curto prazo, com o tempo tendem a ampliar o problema. Isso se dá por ignorância, mecanicidade ou má-fé de grandes grupos que se beneficiam econômica e politicamente e exercem a manipulação para omitir e impor seus interesses.

Quando os governos nacionais e os organismos internacionais tomarem a firme decisão de assumir que a não-violência é a única saída e que o progresso de uns poucos termina no progresso de ninguém, contribuirão para a construção dessa sociedade que aspiramos.

Ao contrário, a atitude não-violenta gera referências que abrem o futuro, arejam as possibilidades e tiram os povos desse aparente circuito fechado de ação e reação ao qual muitos pensam estar submetidos. Portanto, para aqueles que acreditam nessa postura, torna-se cada vez mais necessário o intercâmbio constante sobre como é possível implementar essa forma de pensar, sentir e atuar no mundo".

Saiba tudo sobre o evento em www.forumhumanistabrasileiro.org

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Terror no Oeste do Paraná: Milícia Privada da Sociedade Rural e NF voltam a atacar trabalhadores sem terra

Pistoleiros destruíram lavouras, escola e até igreja, utilizando caminhão semelhante ao "caveirão". Da Terra de Direitos.
Agência Consciência.Net; clique aqui


Na madrugada desta quinta-feira, 08/05/2008, uma milícia privada atacou o acampamento do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), com mais de 150 famílias, localizado na BR 369, entre os municípios de Cascavel e Corbélia.

O ataque começou às 4h da manhã, quando homens fortemente armados invadiram o acampamento Primeiros Passos, com tratores e retro-escavadeiras, destruindo toda a plantação e estruturas do acampamento, inclusive uma escola e uma igreja. A milícia também chegou em um caminhão que possuía uma grade de ferro conhecida como quebra-mato, utilizada para destruir os barracões, e uma carroceria blindada com pequenas janelas, de onde efetuavam os disparos. Uma espécie de "caveirão" - um verdadeiro caveirão do agronegócio.

Mesmo com a chegada da Polícia, a milícia continuou o ataque. Com a chegada de reforço, dez pistoleiros foram presos em flagrante. Dentre elas estava Luciano Gomes Resende, um dos seguranças da empresa NF, que também presta serviços à Socieade Rural do Oeste do Paraná, acusado pelo ataque ao acampamento do MST na Fazenda da Syngenta, em outubro de 2007, onde foi assassinado o camponês Valmir Mota de Oliveira, e pelo despejo ilegal do acampamento do MLST na Fazenda Gasparetto, em abril do ano passado.

A região de Cascavel já é conhecida pela violência contra camponeses praticadas por esta milícia. Todavia, a certeza da impunidade, já demonstrada nos outros casos, fez com que as ações se tornassem mais ousadas e planejadas, inclusive com o uso de instrumentos mais sofisticados para as ações de destruição dos acampamentos e de terrorismo contra camponeses.

As reiteradas violações de direitos humanos praticadas contra os trabalhadores rurais sem terra na região de Cascavel estão sendo alvo de indignação das entidades da sociedade civil e da Igreja. O Arcebispo da Arquidiocese de Cascavel, Dom Mauro Aparecido dos Santos, foi até o acampamento prestar solidariedade às famílias e exigiu que os fatos fossem apurados e os mandantes responsabilizados.

"Vim até o local constatar o que aconteceu para que depois possamos cobrar dos órgãos responsáveis uma providência concreta. Não podemos deixar que esse fato de desrespeito à pessoa humana e às leis seja esquecido. Não podemos permitir que o Paraná se torne uma terra onde o que vale é a lei da bala e funcionários de empresa de segurança escondem a cara dos verdadeiros mandantes", declarou Dom Mauro Aparecido dos Santos.

Os agricultores, vítimas do ataque, passaram o dia sendo ouvidos pela polícia civil de Cascavel, enquanto 10 integrantes da milícia permaneciam presos. Numa demonstração de força e afronta, mais de 20 fazendeiros foram até a Delegacia para pressionar a polícia. As famílias que tiveram seus barracos destruídos permanecem no acampamento Primeiros Passos, próximo à Fazenda Bom Sucesso, de Orlando Carneiro, temendo que possam ser atacadas novamente. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná prometeu que vai manter policiais no local.

Curitiba, 08 de março de 2008.

Terra de Direitos
Contato: Gisele (41) 9916-3863


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Terror no Oeste do Paraná: Milícia Privada da Sociedade Rural e NF voltam a atacar trabalhadores sem terra

Pistoleiros destruíram lavouras, escola e até igreja, utilizando caminhão semelhante ao "caveirão". Da Terra de Direitos.
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Na madrugada desta quinta-feira, 08/05/2008, uma milícia privada atacou o acampamento do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), com mais de 150 famílias, localizado na BR 369, entre os municípios de Cascavel e Corbélia.

O ataque começou às 4h da manhã, quando homens fortemente armados invadiram o acampamento Primeiros Passos, com tratores e retro-escavadeiras, destruindo toda a plantação e estruturas do acampamento, inclusive uma escola e uma igreja. A milícia também chegou em um caminhão que possuía uma grade de ferro conhecida como quebra-mato, utilizada para destruir os barracões, e uma carroceria blindada com pequenas janelas, de onde efetuavam os disparos. Uma espécie de "caveirão" - um verdadeiro caveirão do agronegócio.

Mesmo com a chegada da Polícia, a milícia continuou o ataque. Com a chegada de reforço, dez pistoleiros foram presos em flagrante. Dentre elas estava Luciano Gomes Resende, um dos seguranças da empresa NF, que também presta serviços à Socieade Rural do Oeste do Paraná, acusado pelo ataque ao acampamento do MST na Fazenda da Syngenta, em outubro de 2007, onde foi assassinado o camponês Valmir Mota de Oliveira, e pelo despejo ilegal do acampamento do MLST na Fazenda Gasparetto, em abril do ano passado.

A região de Cascavel já é conhecida pela violência contra camponeses praticadas por esta milícia. Todavia, a certeza da impunidade, já demonstrada nos outros casos, fez com que as ações se tornassem mais ousadas e planejadas, inclusive com o uso de instrumentos mais sofisticados para as ações de destruição dos acampamentos e de terrorismo contra camponeses.

As reiteradas violações de direitos humanos praticadas contra os trabalhadores rurais sem terra na região de Cascavel estão sendo alvo de indignação das entidades da sociedade civil e da Igreja. O Arcebispo da Arquidiocese de Cascavel, Dom Mauro Aparecido dos Santos, foi até o acampamento prestar solidariedade às famílias e exigiu que os fatos fossem apurados e os mandantes responsabilizados.

"Vim até o local constatar o que aconteceu para que depois possamos cobrar dos órgãos responsáveis uma providência concreta. Não podemos deixar que esse fato de desrespeito à pessoa humana e às leis seja esquecido. Não podemos permitir que o Paraná se torne uma terra onde o que vale é a lei da bala e funcionários de empresa de segurança escondem a cara dos verdadeiros mandantes", declarou Dom Mauro Aparecido dos Santos.

Os agricultores, vítimas do ataque, passaram o dia sendo ouvidos pela polícia civil de Cascavel, enquanto 10 integrantes da milícia permaneciam presos. Numa demonstração de força e afronta, mais de 20 fazendeiros foram até a Delegacia para pressionar a polícia. As famílias que tiveram seus barracos destruídos permanecem no acampamento Primeiros Passos, próximo à Fazenda Bom Sucesso, de Orlando Carneiro, temendo que possam ser atacadas novamente. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná prometeu que vai manter policiais no local.

Curitiba, 08 de março de 2008.

Terra de Direitos
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Terror no Oeste do Paraná: milícia privada volta a atacar trabalhadores sem terra

Na madrugada desta quinta-feira, 08/05/2008, uma milícia privada atacou o acampamento do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), com mais de 150 famílias, localizado na BR 369, entre os municípios de Cascavel e Corbélia. Pistoleiros destruíram lavouras, escola e até igreja, utilizando caminhão semelhante ao "caveirão". Clique no título para ler.

Milícias armadas assassinam sem-terra no Paraná

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) vem a público manifestar sua indignação diante de mais um bárbaro assassinato ocorrido na noite de ontem, 30 de março, no assentamento Libertação Camponesa, município de Ortigueira, Paraná. Por volta das 19h30, dois homens encapuzados invadiram a casa de Eli Dallemole, 42 anos, liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e o executaram na frente da família. Ele vivia com a mulher e três filhos.

Milícias armadas assassinam sem-terra no Paraná

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) vem a público manifestar sua indignação diante de mais um bárbaro assassinato ocorrido na noite de ontem, 30 de março, no assentamento Libertação Camponesa, município de Ortigueira, Paraná. Por volta das 19h30, dois homens encapuzados invadiram a casa de Eli Dallemole, 42 anos, liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e o executaram na frente da família. Ele vivia com a mulher e três filhos.
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Eli era liderança do acampamento Terra Livre, na fazenda Compramil, em Ortigueira (próximo ao pedágio da BR 376), ocupada desde 2003. Há mais de dois anos, vinha recebendo ameaças de morte. No último dia 08 de março, aproximadamente 15 pistoleiros aterrorizaram as 35 famílias acampadas na área e queimaram todos os seus pertences. Crianças foram ameaçadas e arrastadas, e mulheres e homens espancados, ficando apenas com a roupa do corpo. As famílias expulsas foram acolhidas em assentamentos vizinhos.

Após o ataque, sete pistoleiros foram presos em flagrante pela polícia e levados à delegacia de Ortigueira. Desde então, as ameaças de morte contra Eli se tornaram mais freqüentes.

As famílias sem terra já vinham denunciando a atuação de milícias armadas na região, e haviam encaminhado denúncias à Secretaria Especial de Direitos Humanos do Governo Federal e à Polícia.

A Coordenação Nacional da CPT exige rápida investigação deste crime e a punição exemplar dos responsáveis pelo mesmo. Não é admissível que em pleno século XXI os instrumentos da barbárie ainda sejam utilizados contra os pobres do campo e que os proprietários da terra criem e mantenham milícias privadas para garantir propriedades que não cumprem sua função social como determina a Constituição Nacional.

A coordenação da CPT aproveita, ainda, para externar sua solidariedade à família de Eli e ao MST. Apesar de tudo, temos a certeza de que o sangue de Eli não foi derramado em vão. Está sendo semente de uma terra nova, pois ecoa em nossos ouvidos a palavra de Deus dirigida a Caim: “Ouço o sangue do seu irmão, clamando da terra para mim.” (Gn 4,10)

Goiânia, 31 de março de 2008
Coordenação Nacional da CPT

Mais informações:
Rogério Nunes – (41) 3224-7453 / 9661-2395

Assessoria de Comunicação
Comissão Pastoral da Terra
Secretaria Nacional - Goiânia, Goiás.
Fone: (62) 4008-6406/6412/6400
www.cptnacional.org.br


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Milícias armadas assassinam sem-terra no Paraná

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) vem a público manifestar sua indignação diante de mais um bárbaro assassinato ocorrido na noite de ontem, 30 de março, no assentamento Libertação Camponesa, município de Ortigueira, Paraná. Por volta das 19h30, dois homens encapuzados invadiram a casa de Eli Dallemole, 42 anos, liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e o executaram na frente da família. Ele vivia com a mulher e três filhos.
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Eli era liderança do acampamento Terra Livre, na fazenda Compramil, em Ortigueira (próximo ao pedágio da BR 376), ocupada desde 2003. Há mais de dois anos, vinha recebendo ameaças de morte. No último dia 08 de março, aproximadamente 15 pistoleiros aterrorizaram as 35 famílias acampadas na área e queimaram todos os seus pertences. Crianças foram ameaçadas e arrastadas, e mulheres e homens espancados, ficando apenas com a roupa do corpo. As famílias expulsas foram acolhidas em assentamentos vizinhos.

Após o ataque, sete pistoleiros foram presos em flagrante pela polícia e levados à delegacia de Ortigueira. Desde então, as ameaças de morte contra Eli se tornaram mais freqüentes.

As famílias sem terra já vinham denunciando a atuação de milícias armadas na região, e haviam encaminhado denúncias à Secretaria Especial de Direitos Humanos do Governo Federal e à Polícia.

A Coordenação Nacional da CPT exige rápida investigação deste crime e a punição exemplar dos responsáveis pelo mesmo. Não é admissível que em pleno século XXI os instrumentos da barbárie ainda sejam utilizados contra os pobres do campo e que os proprietários da terra criem e mantenham milícias privadas para garantir propriedades que não cumprem sua função social como determina a Constituição Nacional.

A coordenação da CPT aproveita, ainda, para externar sua solidariedade à família de Eli e ao MST. Apesar de tudo, temos a certeza de que o sangue de Eli não foi derramado em vão. Está sendo semente de uma terra nova, pois ecoa em nossos ouvidos a palavra de Deus dirigida a Caim: “Ouço o sangue do seu irmão, clamando da terra para mim.” (Gn 4,10)

Goiânia, 31 de março de 2008
Coordenação Nacional da CPT

Mais informações:
Rogério Nunes – (41) 3224-7453 / 9661-2395

Assessoria de Comunicação
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Nem o embaixador da Suíça é notícia

Marcelo Salles, Fazendo Media - "Em nome do governo do meu país, eu quero pedir desculpas". Foi com essas palavras que o embaixador da Suíça, Rudolf Bärfuss, terminou a reunião com uma comissão de mulheres da Via Campesina ocorrida nesta sexta-feira (7/4), em Brasília. Pausa. Você, leitor bem informado pelas corporações de mídia, tomou conhecimento desta informação pelas vias tradicionais? Não?

Então quer dizer que o representante maior da Suíça no país pede desculpas a uma comissão de mulheres da Via Campesina e ninguém publica nada? Isto não seria um fato jornalístico? Segue abaixo a íntegra da nota divulgada hoje pela assessoria do MST, que também desmentiu a versão da Vale do Rio Doce de que o movimento teria feito reféns ontem durante o bloqueio de uma ferrovia que serve para escoar a riqueza brasileira para o exterior:

"Em nome do governo do meu país, eu quero pedir desculpas". Foi com essas palavras que o embaixador da Suíça, Rudolf Bärfuss, terminou a reunião com uma comissão de mulheres da Via Campesina ocorrida nesta sexta-feira (7/4), em Brasília.

O pedido foi direcionado a Íris Oliveira, esposa de Valmir Mota de Oliveira - conhecido como Keno, morto em outubro de 2007, durante um ataque armado à área de experimento transgênico da transnacional suíça Syngenta no Paraná, ocupada pacificamente pela Via Campesina como forma de denúncia.

Emocionada, Íris entregou uma carta ao embaixador, exigindo que o governo Suíço ajude a punir a Syngenta pelo ato de violência e pelos crimes ambientais dos quais é acusada. "Peço que a embaixada se mobilize para ajudar a retirar a Syngenta do país e impedir que outros crimes como o que vitimou Keno voltem a acontecer. Ele foi morto de uma maneira covarde por jagunços que chegaram atirando violentamente", disse. Em resposta, Bärfuss afirmou querer que a Justiça brasileira investigue o caso o mais rapidamente possível. "Irei acompanhar o caso para exigir uma resposta para tal crime, pois nada justifica uma execução como essa, da forma violenta como ocorreu".

Para Maria da Costa, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o pedido de desculpas do embaixador não foi suficiente. "Queremos a responsabilização da Syngenta pelos crimes que ela comete no Brasil descritos na pauta de reivindicações. Em muitos lugares do país, as mulheres estão mobilizadas contra as transnacionais que massacram, violentam e assassinam homens e mulheres em todo o mundo. Queremos garantir que isto não acontecerá novamente".


Trocando em miúdos, quando se trata de preservar interesses políticos e econômicos, nem o embaixador da Suíça é notícia para essa mídia. Pelo contrário, o que eles publicam como verdade são as mentiras de um diretor da Vale. E tem gente que ainda acredita nas corporações brasileiras de mídia.

Via Campesina realiza atos em todo o país no dia das mulheres

Mulheres da Via Campesina se mobilizaram em todo o país nesta sexta-feira, 7 de março, para exigir justiça social e protestar contra a ação violenta das transnacionais e recentes decisões da CTNBio em relação aos transgênicos. Acompanhe como foram as ações.
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Na sexta 7, as mulheres da Via Campesina realizaram ato contra a transnacional Syngenta Seeds no Consulado da Suíça no Rio de Janeiro, país sede desta empresa. As mulheres entregaram uma carta ao Cônsul, exigindo do governo suíço que tome atitudes em relação a esta empresa, sendo responsabilizada pelo ato de violência, crimes ambientais e o apoio na desapropriação da terra onde houve o conflito.

A manifestação faz referência ao fato de a Syngenta Seeds ser responsável pelo assassinato do trabalhador Valmir Mota de Oliveira e pelo ataque ao acampamento da Via Campesina, por via de milícias privadas.

Em São Paulo, as mulheres da Via Campesina ocuparam uma unidade de pesquisa biotecnológico da empresa americana Monsanto e destruíram um viveiro e o campo experimental de milho transgênico, em Santa Cruz das Palmeiras (na altura do km 229 da Anhanguera), no interior de São Paulo, na manhã do mesmo dia.

A Via Campesina protestou contra a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CTNBio). O governo Lula cedeu às pressões das empresas do agronegócio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercialização das variedades Guardian (da linhagem MON810 da Monsanto) e a Libertlink (da alemã Bayer).

Segundo a Via Campesina, a liberação dessas variedades demonstra, mais uma vez, que o governo Lula fez uma opção política pelo agronegócio e pelas grandes empresas estrangeiras da agricultura, deixando de lado a Reforma Agrária e a agricultura familiar.

No Paraná, cerca de 1.500 mulheres da Via Campesina realizaram protestos e mobilizações para denunciar os crimes da Syngenta Seeds, lembrando também a responsabilidade pelo assassinato do trabalhador Valmir Mota de Oliveira e o ataque ao acampamento da Via Campesina, em outubro passado, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná. As mulheres se mobilizaram com o lema "Mulheres da Via Campesina em Defesa da Saúde, da Biodiversidade e da Vida!"

Em Londrina, cerca de 300 camponesas protestaram durante todo o dia em frente ao escritório regional da Syngenta, na Av. Tiradentes, esquina com Av. Maringá. À tarde fizeram um ato público, no centro da cidade. No município de Campo Mourão, 300 camponesas também realizaram protestos e ato público em frente ao escritório da empresa, na R. Harrison José Borges, 1201, próximo ao centro.

Na região Oeste, 600 mulheres realizaram uma caminhada entre o trevo de Santa Tereza do Oeste e o campo de experimentos da Syngenta, local do ataque contra os trabalhadores da Via Campesina, que permanecem acampados na área. Durante todo o dia estão previstos depoimentos de viúvas que perderam seus maridos, vítimas da violência do latifúndio no Estado.

Em Ponta Grossa, 200 camponesas protestaram em frente ao escritório regional da Syngenta, na Pça. Marechal Floriano Peixoto. As trabalhadoras distribuiram milho verde crioulo à população em protesto a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança.

Na região Centro-Sul, em União da Vitória, 250 camponesas realizam à tarde a Marcha das Mulheres em Defesa da Biodiversidade e contra o Deserto Verde, até a madeireira Miforte, que produz pasta de celulose para exportação. A mobilização denuncia a destruição da mata nativa, que vem sendo praticada há 90 anos pela madeireira, principal responsável pela destruição da Araucária (árvores símbolo do Estado) e Imbuía na região.

Em Brasília, cerca de 400 mulheres também realizaram ato em frente à embaixada da Suíça no Brasil, para manifestar preocupação e indignação com a atuação da transnacional Syngenta Seed no Brasil.

Estava marcada para 9h uma reunião com o embaixador suíço Rudolf Bärfuss. No encontro, as trabalhadoras rurais entregariam uma carta exigindo do governo deste país que responsabilize a Syngenta pelo ato de violência, crimes ambientais e apóie a medida de desapropriação da terra onde houve o conflito.

Os Transgênicos e as transnacionais no Brasil

A expansão dos transgênicos por todo o país tira o controle das sementes dos trabalhadores rurais, passa para as empresas transnacionais e pode inviabilizar a produção de alimentos orgânicos. Um relatório do Greenpeace apontou 39 casos de contaminação e cultivo ilegal de variedades geneticamente modificadas em 23 países. A maior parte deles envolve o cultivo de milho. Desde 2005, já foram identificados 216 eventos de contaminação em 57 países.

Também não existem estudos científicos que garantam que os alimentos transgênicos não têm efeitos negativos para a saúde humana e para a natureza. As dúvidas em relação aos alimentos modificados em laboratórios levam 81,9% do povo brasileiro a rejeitar o plantio de OGMs, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Greenpeace.

Atualmente, quatro empresas transnacionais dominam quase todo o mercado de transgênicos no mundo e 49% de todo o mercado de sementes. A Monsanto, por exemplo, detém o controle de 70% da produção de sementes das variedades comerciais de milho no Brasil e agora pode substituí-las por transgênicos.

A Via Campesina denuncia que os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial. A sociedade não está mais diante da agricultura tradicional, mas de grupos que usam transgênicos para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem, privatizando o papel de melhoramento das sementes e cultivo dos camponeses e indígenas.

A proposta das mulheres camponesas para o campo tem base na defesa da soberania alimentar, que prevê que cada país tenha condições de produzir seus alimentos, garantindo sua autonomia criando condições para o combate à fome e ao desenvolvimento da agricultura.

Informações à imprensa:
Rio de Janeiro: Mariana Duque - (21) 9736-3678 / Nívia - (21) 9738-6565 / Bia - (21) 9935-3588
São Paulo: Igor Felippe - (11) 8276-6393 ou (11) 3361-3866
Paraná: Solange (41) 3324-7000 /ou (41) 9900-4971 / Jakeline - (41) 9676-5239
Brasília: Maria Mello - (61) 8464-6176 ou 3322-5035 / Mayrá Lima - (61) 9966-4842


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Via Campesina realiza atos em todo o país no dia das mulheres

Mulheres da Via Campesina se mobilizaram em todo o país nesta sexta-feira, 7 de março, para exigir justiça social e protestar contra a ação violenta das transnacionais e recentes decisões da CTNBio em relação aos transgênicos. Acompanhe como foram as ações.
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Na sexta 7, as mulheres da Via Campesina realizaram ato contra a transnacional Syngenta Seeds no Consulado da Suíça no Rio de Janeiro, país sede desta empresa. As mulheres entregaram uma carta ao Cônsul, exigindo do governo suíço que tome atitudes em relação a esta empresa, sendo responsabilizada pelo ato de violência, crimes ambientais e o apoio na desapropriação da terra onde houve o conflito.

A manifestação faz referência ao fato de a Syngenta Seeds ser responsável pelo assassinato do trabalhador Valmir Mota de Oliveira e pelo ataque ao acampamento da Via Campesina, por via de milícias privadas.

Em São Paulo, as mulheres da Via Campesina ocuparam uma unidade de pesquisa biotecnológico da empresa americana Monsanto e destruíram um viveiro e o campo experimental de milho transgênico, em Santa Cruz das Palmeiras (na altura do km 229 da Anhanguera), no interior de São Paulo, na manhã do mesmo dia.

A Via Campesina protestou contra a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CTNBio). O governo Lula cedeu às pressões das empresas do agronegócio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercialização das variedades Guardian (da linhagem MON810 da Monsanto) e a Libertlink (da alemã Bayer).

Segundo a Via Campesina, a liberação dessas variedades demonstra, mais uma vez, que o governo Lula fez uma opção política pelo agronegócio e pelas grandes empresas estrangeiras da agricultura, deixando de lado a Reforma Agrária e a agricultura familiar.

No Paraná, cerca de 1.500 mulheres da Via Campesina realizaram protestos e mobilizações para denunciar os crimes da Syngenta Seeds, lembrando também a responsabilidade pelo assassinato do trabalhador Valmir Mota de Oliveira e o ataque ao acampamento da Via Campesina, em outubro passado, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná. As mulheres se mobilizaram com o lema "Mulheres da Via Campesina em Defesa da Saúde, da Biodiversidade e da Vida!"

Em Londrina, cerca de 300 camponesas protestaram durante todo o dia em frente ao escritório regional da Syngenta, na Av. Tiradentes, esquina com Av. Maringá. À tarde fizeram um ato público, no centro da cidade. No município de Campo Mourão, 300 camponesas também realizaram protestos e ato público em frente ao escritório da empresa, na R. Harrison José Borges, 1201, próximo ao centro.

Na região Oeste, 600 mulheres realizaram uma caminhada entre o trevo de Santa Tereza do Oeste e o campo de experimentos da Syngenta, local do ataque contra os trabalhadores da Via Campesina, que permanecem acampados na área. Durante todo o dia estão previstos depoimentos de viúvas que perderam seus maridos, vítimas da violência do latifúndio no Estado.

Em Ponta Grossa, 200 camponesas protestaram em frente ao escritório regional da Syngenta, na Pça. Marechal Floriano Peixoto. As trabalhadoras distribuiram milho verde crioulo à população em protesto a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança.

Na região Centro-Sul, em União da Vitória, 250 camponesas realizam à tarde a Marcha das Mulheres em Defesa da Biodiversidade e contra o Deserto Verde, até a madeireira Miforte, que produz pasta de celulose para exportação. A mobilização denuncia a destruição da mata nativa, que vem sendo praticada há 90 anos pela madeireira, principal responsável pela destruição da Araucária (árvores símbolo do Estado) e Imbuía na região.

Em Brasília, cerca de 400 mulheres também realizaram ato em frente à embaixada da Suíça no Brasil, para manifestar preocupação e indignação com a atuação da transnacional Syngenta Seed no Brasil.

Estava marcada para 9h uma reunião com o embaixador suíço Rudolf Bärfuss. No encontro, as trabalhadoras rurais entregariam uma carta exigindo do governo deste país que responsabilize a Syngenta pelo ato de violência, crimes ambientais e apóie a medida de desapropriação da terra onde houve o conflito.

Os Transgênicos e as transnacionais no Brasil

A expansão dos transgênicos por todo o país tira o controle das sementes dos trabalhadores rurais, passa para as empresas transnacionais e pode inviabilizar a produção de alimentos orgânicos. Um relatório do Greenpeace apontou 39 casos de contaminação e cultivo ilegal de variedades geneticamente modificadas em 23 países. A maior parte deles envolve o cultivo de milho. Desde 2005, já foram identificados 216 eventos de contaminação em 57 países.

Também não existem estudos científicos que garantam que os alimentos transgênicos não têm efeitos negativos para a saúde humana e para a natureza. As dúvidas em relação aos alimentos modificados em laboratórios levam 81,9% do povo brasileiro a rejeitar o plantio de OGMs, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Greenpeace.

Atualmente, quatro empresas transnacionais dominam quase todo o mercado de transgênicos no mundo e 49% de todo o mercado de sementes. A Monsanto, por exemplo, detém o controle de 70% da produção de sementes das variedades comerciais de milho no Brasil e agora pode substituí-las por transgênicos.

A Via Campesina denuncia que os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial. A sociedade não está mais diante da agricultura tradicional, mas de grupos que usam transgênicos para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem, privatizando o papel de melhoramento das sementes e cultivo dos camponeses e indígenas.

A proposta das mulheres camponesas para o campo tem base na defesa da soberania alimentar, que prevê que cada país tenha condições de produzir seus alimentos, garantindo sua autonomia criando condições para o combate à fome e ao desenvolvimento da agricultura.

Informações à imprensa:
Rio de Janeiro: Mariana Duque - (21) 9736-3678 / Nívia - (21) 9738-6565 / Bia - (21) 9935-3588
São Paulo: Igor Felippe - (11) 8276-6393 ou (11) 3361-3866
Paraná: Solange (41) 3324-7000 /ou (41) 9900-4971 / Jakeline - (41) 9676-5239
Brasília: Maria Mello - (61) 8464-6176 ou 3322-5035 / Mayrá Lima - (61) 9966-4842


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Via Campesina realiza atos em todo o país no dia das mulheres

Mulheres da Via Campesina se mobilizaram em todo o país nesta sexta-feira, 7 de março, para exigir justiça social e protestar contra a ação violenta das transnacionais e recentes decisões da CTNBio em relação aos transgênicos. Acompanhe como foram as ações. Clique no título.

Requião: "A Globo frauda reportagens"


Em entrevista concedida à Record News na noite de terça-feira (29), o governador do Paraná, Roberto Requião, denunciou a chantagem das corporações de mídia, "sobretudo da famosa Rede Globo, que é insaciável". Disse ainda: "Eles estão revoltados porque o governo anterior dava 1,5 bilhão em verba publicitária e eu reduzi a zero esse valor. O Estado do Paraná é próspero, mas não tenho dinheiro para jogar fora. Tenho escolas e hospitais para construir", completou o governador. Requião ainda acusou a Globo de fraude: "A Rede Globo frauda reportagens para desmoralizar o governo do Paraná, para desconstruir a imagem do governador", disse. (Marcelo Salles, Fazendo Media)

Na Paraíba, MST fecha estrada contra Syngenta e em memória de Keno

O MST e a Via Campesina realizaram uma série de mobilizações em quatro municípios da Paraíba, na manhã desta segunda-feira (10/12), dentro da campanha "Syngenta Fora do Brasil", lançada com o assassinato de Valmir Mota de Oliveira, o Keno, por uma milícia armada, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná, em 21 de outubro. No município de Sapé, foi fechada a BR-230, na altura do café do vento, com 500 pessoas. Em João Pessoa, aconteceu uma mobilização na avenida D. Pedro II com 200 pessoas. Em Campina Grande, na região da Borborema, houve uma planfletagem e uma passeata com 200 pessoas. Em Patos, no médio sertão, 300 pessoas entregaram materiais sobre a morte de Keno.

Na semana passada, a Justiça Federal do Estado do Paraná julgou ilegais as atividades desenvolvidas pela Syngenta no extremo oeste do estado, como denuncia a Via Campesina desde a primeira ocupação, em março do ano de 2006. A decisão obriga a empresa a pagar multa de R$ 1 milhão, como determinou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), pela realização de experimentos transgênicos na zona de amortecimento de 10 km da área do entorno do Parque Nacional do Iguaçu, no ano passado. Até agora, nove seguranças privados e o proprietário da NF Segurança, Nerci Freitas, foram responsabilizados no inquérito policial sobre a tentativa de expulsão sem autorização judicial de 200 famílias que tinham ocupado laboratório de experimentos ilegais da empresa suíça.

Via Campesina ocupa Syngenta no litoral do Ceará

Cerca de 250 trabalhadores rurais da Via Campesina fizeram um protesto na área da empresa transnacional Syngenta Seeds, na localidade de Cajazeiras, no município de Aracati, no litoral leste do Ceará, na manhã desta segunda-feira (10/12), o Dia Internacional dos Direitos Humanos. O protesto faz parte da campanha "Syngenta Fora do Brasil", lançada com o assassinato de Valmir Mota de Oliveira, o Keno, por uma milícia armada, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná, em 21 de outubro. Até agora, nove seguranças privados e o proprietário da NF Segurança, Nerci Freitas, foram responsabilizados no inquérito policial sobre a tentativa de expulsão sem autorização judicial de 200 famílias que tinham ocupado laboratório de experimentos ilegais da empresa suíça.

"A Syngenta assassinou com sua milícia armada um trabalhador rural, deixou mais seis feridos e segue ameaçando a nossa biodiversidade com experimentos transgênicos ilegais. Queremos essa empresa fora do Brasil", afirma Roberto Baggio, da coordenação nacional da Via Campesina. Na semana passada, a Justiça Federal do Estado do Paraná julgou ilegais as atividades desenvolvidas pela Syngenta no extremo oeste do estado, como denuncia a Via Campesina desde a primeira ocupação, em março do ano de 2006.

A decisão obriga a empresa a pagar multa de R$ 1 milhão, como determinou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), pela realização de experimentos transgênicos na zona de amortecimento de 10 km da área do entorno do Parque Nacional do Iguaçu, no ano passado.
Agência Consciência.Net; clique aqui

Em Tucuruí (PA), atingidos ocupam obra de eclusa novamente
Após dois meses da primeira ocupação, cerca de 300 pescadores e ribeirinhos voltaram a ocupar o canteiro de obras de uma das eclusas da hidrelétrica de Tucuruí, desde às 3h desta terça-feira (4/12). “Resolvemos voltar ao local e impedir a continuação da obra até que nossa pauta seja atendida pelos órgãos responsáveis, como nos foi prometido anteriormente”, explicou Euvanice Furtado, da coordenação estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) no Pará.

Justiça do Paraná mantém multa de 1 milhão para Syngenta
A Justiça Federal do Estado do Paraná decidiu que as atividades desenvolvidas pela empresa transnacional de sementes Syngenta Seeds em Santa Tereza do Oeste, na área de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, são ilegais, confirmando a multa dada em março de 2006 pelo Ibama.

Lideranças Guarani Kaiowá pedem que STF julgue processo sobre terra do povo no Mato Grosso do Sul
Efeitos da homologação foram suspensos por decisão liminar do Supremo em 2005. O cacique Lorentito Vilalva, o professor Dário Peralta e Hamilton Lopes entregarão amanhã (6/12), às 16h, ao Ministro César Peluso, relator do processo no STF, um dossiê sobre as violências praticadas pelos fazendeiros que estão na terra indígena.

Funerária entra na luta pelo meio ambiente

"Uma Vida. Uma árvore". Este é o mote da campanha que a Funerária Vaticano, de Curitiba (PR), lança agora, na semana do feriado religioso de Finados. O objetivo é fazer uma homenagem às pessoas falecidas, com a presença de familiares e amigos, e ajudar o meio ambiente com uma ação de neutralização de CO2. Leia no Em Dia Com a Cidadania.