Exemplo chinês

O crescimento da economia chinesa é proporcional à degradação ambiental do país, cuja situação serve de alerta para outras nações emergentes. Por João Reis (*), da redação.

A China enfrenta hoje uma grave crise ambiental. Seus dois principais rios – o Azul e o Amarelo –, que cortam boa parte do vasto território chinês, estão poluídos, assim como o ar do país, que chega a afetar nações vizinhas, como as Coréias do Sul e do Norte.

Tais condições vêm provocando uma série de problemas à sociedade chinesa, traduzindo-se em perdas à economia - em 2007, foram gastos 64 bilhões de dólares com problemas decorrentes da degradação de seu meio ambiente, o equivalente a 3% de seu PIB - conseqüentemente, num empecilho ao próprio desenvolvimento da China.

Desde a eclosão do “boom” econômico chinês, há aproximadamente 10 anos, políticos, ambientalistas, entre outros, não deixam calar a pergunta: e se os chineses começarem a consumir na proporção em que crescem? Preocupam-se porque sabem que o mundo não suportaria um novo Estados Unidos. Não há “infra-estrutura natural” para dar conta de mais de 1 bilhão de indivíduos, em apenas um das centenas de países, vivendo como o american way of life designa.

As autoridades chinesas, aparentemente, já tomam providências, ainda que tais ações reflitam a iminência das olimpíadas de Pequim, em 2008, podendo ser apenas provisórias, sem projeções a longo prazo. Se for o caso, a preocupação persiste: se as atividades chinesas já prejudicam países próximos, dentro de alguns anos poderão ter implicações em todo o ecossistema terrestre.

A situação vivida pela China serve de lição a outros países emergentes, incluindo o Brasil. Regidos ainda por um modelo de desenvolvimento insustentável, por serem utilizados pelas nações mais desenvolvidas como zonas industriais, fazendas, plantações e, atualmente, até como reservas de oxigênio, esses países gabam-se por seus superávits e pelo crescimento na produção e exportação, enquanto superexploram seus recursos naturais. Ao invés de perpetuarem tais condições - quase que de subserviência - os países emergentes deveriam investir em educação, em pesquisas, formalizar patentes e, principalmente, planejar seu desenvolvimento com responsabilidade socioambiental.

Caso não haja uma mudança de paradigma, com a aplicação de modelos que conciliem as necessidades humanas e a preservação ambiental, tanto a China como o Brasil e a Índia poderão seguir o mesmo caminho que os países desenvolvidos já vem trilhando há algum tempo, deixando um ‘rastro de sujeira’ que é responsável pelas atuais condições do meio ambiente terrestre.

É preciso, portanto, que os países emergentes se unam para pressionar o resto do mundo a adotar práticas sustentáveis, principalmente os países desenvolvidos. Afinal, num mundo globalizado, em que o fluxo internacional de capitais dita o ritmo de desenvolvimento de países em todo o planeta, aqueles que não adotam estratégias de crescimento agressivas, quase sempre prejudiciais ao meio ambiente, saem perdendo (recebem menos investimentos; são considerados rústicos e obsoletos). Daí a importância de se promover uma transformação radical nos modelos que regem as relações produtivas em escala planetária, a começar pelas principais potências mundiais.
(*) João Reis é estudante de jornalismo e colaborador da Revista Consciência.Net



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Exemplo chinês

O crescimento da economia chinesa é proporcional à degradação ambiental do país, cuja situação serve de alerta para outras nações emergentes. Por João Reis (*), da redação.

A China enfrenta hoje uma grave crise ambiental. Seus dois principais rios – o Azul e o Amarelo –, que cortam boa parte do vasto território chinês, estão poluídos, assim como o ar do país, que chega a afetar nações vizinhas, como as Coréias do Sul e do Norte.

Tais condições vêm provocando uma série de problemas à sociedade chinesa, traduzindo-se em perdas à economia - em 2007, foram gastos 64 bilhões de dólares com problemas decorrentes da degradação de seu meio ambiente, o equivalente a 3% de seu PIB - conseqüentemente, num empecilho ao próprio desenvolvimento da China.

Desde a eclosão do “boom” econômico chinês, há aproximadamente 10 anos, políticos, ambientalistas, entre outros, não deixam calar a pergunta: e se os chineses começarem a consumir na proporção em que crescem? Preocupam-se porque sabem que o mundo não suportaria um novo Estados Unidos. Não há “infra-estrutura natural” para dar conta de mais de 1 bilhão de indivíduos, em apenas um das centenas de países, vivendo como o american way of life designa.

As autoridades chinesas, aparentemente, já tomam providências, ainda que tais ações reflitam a iminência das olimpíadas de Pequim, em 2008, podendo ser apenas provisórias, sem projeções a longo prazo. Se for o caso, a preocupação persiste: se as atividades chinesas já prejudicam países próximos, dentro de alguns anos poderão ter implicações em todo o ecossistema terrestre.

A situação vivida pela China serve de lição a outros países emergentes, incluindo o Brasil. Regidos ainda por um modelo de desenvolvimento insustentável, por serem utilizados pelas nações mais desenvolvidas como zonas industriais, fazendas, plantações e, atualmente, até como reservas de oxigênio, esses países gabam-se por seus superávits e pelo crescimento na produção e exportação, enquanto superexploram seus recursos naturais. Ao invés de perpetuarem tais condições - quase que de subserviência - os países emergentes deveriam investir em educação, em pesquisas, formalizar patentes e, principalmente, planejar seu desenvolvimento com responsabilidade socioambiental.

Caso não haja uma mudança de paradigma, com a aplicação de modelos que conciliem as necessidades humanas e a preservação ambiental, tanto a China como o Brasil e a Índia poderão seguir o mesmo caminho que os países desenvolvidos já vem trilhando há algum tempo, deixando um ‘rastro de sujeira’ que é responsável pelas atuais condições do meio ambiente terrestre.

É preciso, portanto, que os países emergentes se unam para pressionar o resto do mundo a adotar práticas sustentáveis, principalmente os países desenvolvidos. Afinal, num mundo globalizado, em que o fluxo internacional de capitais dita o ritmo de desenvolvimento de países em todo o planeta, aqueles que não adotam estratégias de crescimento agressivas, quase sempre prejudiciais ao meio ambiente, saem perdendo (recebem menos investimentos; são considerados rústicos e obsoletos). Daí a importância de se promover uma transformação radical nos modelos que regem as relações produtivas em escala planetária, a começar pelas principais potências mundiais.
(*) João Reis é estudante de jornalismo e colaborador da Revista Consciência.Net



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Exemplo chinês

O crescimento da economia chinesa é proporcional à degradação ambiental do país, cuja situação serve de alerta para outras nações emergentes. Por João Reis (*), da redação.

Publicado também na revista NOVAE e no blog do IZB.

Artigo: O que está em jogo

Publicado no jornal O Dia em 18/04/2008

Têm chamado atenção os protestos a nível global contra o governo da China, pouco antes do início dos Jogos Olímpicos de Pequim. O evento entrou no palco do debate público por meio das manifestações de monges budistas adeptos da não-violência e de outras minorias, que exigem respeito aos direitos fundamentais.

A participação nos Jogos é o maior feito possível para um atleta e um boicote pleno poderia representar a ruína de milhares de sonhos. Por outro lado, os esportistas não podem ignorar o contexto social e a força dos protestos mundiais. O governo chinês, que considera o boicote um "show político", argumenta que oportunistas se aproveitam de sentimentos de identidade cultural para obter benefícios particulares.

O Tibete, invadido pela China em 1951, tem 2.300 anos, e a população possui idioma, legislação, etnia e religião próprias. Não são meros rebeldes que protestam contra um governo central e poderiam ser cooptados por líderes mal-intencionados. O território é riquíssimo em minerais e os rios que lá nascem banham praticamente toda a Ásia Central. Estão em jogo a soberania de um povo e interesses econômicos.

Cada povo possui raízes históricas para realizar ações de desobediência civil, tal como fez Mahatma Gandhi na Índia. É preciso um esforço para entender cada situação. Não cabe, portanto, a um ou outro intelectual iluminado determinar o que é válido, pois a idéia do boicote aos Jogos está consolidada em todo o mundo — ao ponto de os maiores líderes serem obrigados a se posicionar a respeito, contra ou a favor. O pano de fundo é uma cultura milenar de um povo que não se submete ao imperialismo cultural, militar ou político.

GUSTAVO BARRETO é jornalista e integrante do Movimento Humanista. Leia no Jornal O Dia, Revista Nova-e, Portal Tem Notícia,

Olimpíadas na China e o Tibet

Em 1896 iniciaram-se as olimpíadas modernas que se realizam a cada quatro anos, promovendo a paz mundial. Em agosto a China será a sede da versão número 29 dos jogos. Porém, três olimpíadas foram suspensas devido às guerras mundiais e três versões consecutivas foram boicotadas por muitos países (Montreal 1976, Moscou 1980, Los Angeles 1984). Leia o artigo de Isaac Bigio clicando no título.

Olimpíadas na China e o Tibet

Por Isaac Bigio

Em 1896 iniciaram-se as olimpíadas modernas que se realizam a cada quatro anos, promovendo a paz mundial. Em agosto a China será a sede da versão número 29 dos jogos.

Porém, três olimpíadas foram suspensas devido às guerras mundiais e três versões consecutivas foram boicotadas por muitos países (Montreal 1976, Moscou 1980, Los Angeles 1984).

Na única olimpíada realizada fora do mundo capitalista (Moscou 1980) não participaram cerca de 65 nações (como EUA, China, nações do Cone Sul etc). Porém, a versão que Hitler manipulou em Berlim (1936) foi até então a que congregou mais países.

As próximas olimpíadas serão as segundas feitas numa ‘república comunista’, mas hoje não há nenhuma potência que promova seu boicote. A China não invade nenhum país e, ao contrário, se vem se ligando ao mundo capitalista ao abrir sua economia ao mercado.

Nacionalistas do Tibet, Taiwan e outras regiões da grande China querem aproveitar as olimpíadas para promover seus protestos, sabendo que Beijing temerá usar muita força contra eles, para não dar argumentos a novos boicotes.

O Tibet está entre os dois colossos asiáticos (Índia e China). É parte de China, mas com sua própria autonomia, língua e cultura. Até os anos de 1950, o Tibet era regido por uma teocracia totalitária (que se uniu aos nazistas) e tinha uma das sociedades mais obscurantistas, feudais e atrasadas da região.

Mao repartiu as terras do clero e iniciou a industrialização e popularização do Tíbet. Também colocou a sua própria autoridade religiosa (Pachen Lamba) em contraposição ao Dalai Lama, exilado na Índia e cortejado pelo Ocidente.

Aproveitando-se da proximidade das olimpíadas, muitos sacerdotes budistas iniciaram marchas que se estenderam a Gansu, Qinghai e Sichuan e que geraram saques às empresas chinesas e muçulmanas.

Apesar de o Dalai Lama falar em cerca de cem mortos, o único veículo ocidental ali presente (o The Economist) duvida desse número ou de que tenha havido um grande massacre tipo Tien Nam Men.

Moscou apóia Beijing, mas o Ocidente quer aproveitar os incidentes para pressionar a China para se “des-socializar” seu sistema econômico e político. (Tradução: Pepe Chaves)

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Olimpíadas na China e o Tibet

Por Isaac Bigio

Em 1896 iniciaram-se as olimpíadas modernas que se realizam a cada quatro anos, promovendo a paz mundial. Em agosto a China será a sede da versão número 29 dos jogos.

Porém, três olimpíadas foram suspensas devido às guerras mundiais e três versões consecutivas foram boicotadas por muitos países (Montreal 1976, Moscou 1980, Los Angeles 1984).

Na única olimpíada realizada fora do mundo capitalista (Moscou 1980) não participaram cerca de 65 nações (como EUA, China, nações do Cone Sul etc). Porém, a versão que Hitler manipulou em Berlim (1936) foi até então a que congregou mais países.

As próximas olimpíadas serão as segundas feitas numa ‘república comunista’, mas hoje não há nenhuma potência que promova seu boicote. A China não invade nenhum país e, ao contrário, se vem se ligando ao mundo capitalista ao abrir sua economia ao mercado.

Nacionalistas do Tibet, Taiwan e outras regiões da grande China querem aproveitar as olimpíadas para promover seus protestos, sabendo que Beijing temerá usar muita força contra eles, para não dar argumentos a novos boicotes.

O Tibet está entre os dois colossos asiáticos (Índia e China). É parte de China, mas com sua própria autonomia, língua e cultura. Até os anos de 1950, o Tibet era regido por uma teocracia totalitária (que se uniu aos nazistas) e tinha uma das sociedades mais obscurantistas, feudais e atrasadas da região.

Mao repartiu as terras do clero e iniciou a industrialização e popularização do Tíbet. Também colocou a sua própria autoridade religiosa (Pachen Lamba) em contraposição ao Dalai Lama, exilado na Índia e cortejado pelo Ocidente.

Aproveitando-se da proximidade das olimpíadas, muitos sacerdotes budistas iniciaram marchas que se estenderam a Gansu, Qinghai e Sichuan e que geraram saques às empresas chinesas e muçulmanas.

Apesar de o Dalai Lama falar em cerca de cem mortos, o único veículo ocidental ali presente (o The Economist) duvida desse número ou de que tenha havido um grande massacre tipo Tien Nam Men.

Moscou apóia Beijing, mas o Ocidente quer aproveitar os incidentes para pressionar a China para se “des-socializar” seu sistema econômico e político. (Tradução: Pepe Chaves)

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Año de la rata, año de China

En el lejano oriente y en todos los barrios chinos del mundo se celebra el advenimiento del año de la rata. En el calendario lunar oriental hay ciclos de doce años (cada uno de los cuales lleva el nombre de un animal) los mismos que se inician con el de la rata. Por Isaac Bigio.

Jornalistas da TV estatal chinesa recebem recomendações sobre o quê noticiar

Portal Imprensa - Recentemente, na China, jornalistas receberam recomendações para que não fossem publicadas notícias sobre um escândalo no setor da saúde, além de não poder divulgar informações sobre a morte da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto e não comentar a polêmica gerada por um filme norte-americano. Estes atos de censura foram instaurados no cotidiano jornalístico chinês desde o período em que o Partido Comunista chegou ao poder. Estes episódios fazem parte da rotina de censuras denunciadas por jornalistas do país e correspondentes de agências de notícias. Leia na íntegra no site do FNDC.