Fórum de Direitos Humanos da UNICAP discute a homossexualidade

O III Fórum de Direitos Humanos da Cidade do Recife discute, neste mês de setembro, a "Lesbofobia e Homofobia: preconceitos e violências". O debate ocorreu nesta quarta-feira (24), das 9h às 12h, no auditório G1. Como ocorre em todas as edições do Fórum, a Universidade recebe, uma vez por mês, representantes do poder público, instituições privadas e de movimentos sociais para uma troca de idéias sobre temas ligados aos direitos humanos. Saiba mais clicando no título.

Depois de embarracar o PL 122, que criminaliza a homofobia, Crivella dá voto separado

Em Dia com a Cidadania - Depois de fechar acordo com Anthony Garotinho, indiciado por formação de quadrilha dois dias depois, e usar o papel timbrado do Senado, e a nossa grana, para enviar corresponência privada, Marcelo Crivella apresenta voto em separado com mudanças ao PLC 122/06. Leia no Em Dia com a Cidadania clicando no título.

Campinas aprova Dia da Luta Contra a Homofobia

Após receber parecer contrário da Comissão de Cultura e Esportes, o projeto que institui o Dia de Luta contra a Homofobia foi aprovado na quarta-feira (12/3). De autoria da vereadora pró-gay Marcela Moreira (PSOL), o projeto prevê que o dia seja marcado no dia 17 de maio no município.

A maioria dos vereadores foram a favor e oito vereadores votaram contra o projeto e suas emendas: Rafael Zimbaldi (PP); Antonio Flôres (PDT); Pastor Luiz Franco (PP); Cid Ferreira (PMDB); Campos Filho (DEM); Paulo Oya (PDT); Jorge Schnneider (PTB) e Carlão Chiminazzo (PDT). A data é referência ao dia 17 de maio de 1990, quando a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do rol de doenças.

Grupo atua pelo direito dos alunos gays dentro da UFRJ

Diego Castro, Mix Brasil - A Faculdade Nacional de Direito da UFRJ (FND/UFRJ) agora conta com um núcleo GLBT de representação de alunos. Porém, nem tudo são flores; e mesmo numa faculdade que forma futuros advogados, juízes e promotores, o respeito às diferenças nem sempre existe. Prova disso são os constantes ataques sofridos dentro da própria faculdade, muitos deles evidenciados pela depredação do mural montado pelo grupo. O Mix conversou com o fundador do núcleo GLBT, João S., de 19 anos, pra saber mais da idéia e como os problemas estão sendo enfrentados. Clique no título para ler.

Maré sem homofobia

Viva Favela, Fabiana Oliveira - Assumir-se gay numa sociedade onde a homofobia ainda é marcante não é tarefa fácil. Para tentar amenizar a situação, moradores do Complexo da Maré realizaram o primeiro evento GLBT em favela carioca com direito até a inauguração de um mural de memória gay da região. Moradora de uma das comunidades da Maré, a travesti Silvana, 33 anos, “batalha”, como ela mesma diz, diariamente, há seis anos na Avenida Brasil. Segundo ela, mais pela dificuldade que as travestis têm para arrumar emprego, devido aos corpos transformados, do que por opção. Clique no título para ler a matéria.

Governo do RJ lança campanha contra homofobia

Portal G1 - Depois de apresentar ação no Supremo Tribunal Federal pedindo o reconhecimento da união afetiva entre homossexuais, o governo estadual vai lançar o programa “Rio sem Homofobia”, que pretende pôr em prática iniciativas nas áreas de educação, saúde, justiça, segurança pública, assistência social, trabalho e renda. O superintendente estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, Cláudio Nascimento, informa que, entre os dias 21 e 23 de março, o governo do Rio de Janeiro vai organizar a primeira conferência para discutir políticas públicas e o plano estadual da cidadania homossexual. Leia mais clicando no título.

Lésbicas fazem protesto na África por cidadania gay

AthosGLS e BBC - Mulheres lésbicas de vários países da África fizeram nesta quarta-feira, dia 27, pedidos em público para que os governos párem de tratar os homossexuais como criminosos. Elas se reuniram convocadas por 75 ativistas que se reuniram em uma conferência na cidade de Maputo, a capital de Moçambique. A Coalisão de Lésbicas Africanas pediu na conferência que o debate sobre a discriminação contra gays no continente fosse destaque. A porta-voz do evento, Fikile Vilakazi, disse à reportagem da BBC que o protesto é necessário como resposta à homofobia que predomina na África. Leia clicando no título.

I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT) será em maio

Com a temática “Direitos Humanos e Políticas Públicas: O caminho para garantir a cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais", a Conferência Nacional será realizada em Brasília de 9 a 11 de maio de 2008, com 60% de participação da sociedade civil e 40% participação do governo. Espera-se a participação de aproximadamente 700 pessoas.

O objetivo da Conferência é propor as diretrizes para a implementação de políticas públicas e o plano nacional de promoção da cidadania e direitos humanos de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, bem como avaliar e propor estratégias para fortalecer o Programa Brasil Sem Homofobia. Saiba mais clicando aqui.

Ação anti-homofobia na favela da Maré

Ativistas do Grupo Conexão G, formado por militantes gays moradores do complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e a ONG Fase combatem preconceito dentro da comunidade. Do site Mix Brasil. Leia aqui.

Três rapazes gays são espancados por seguranças da Banda de Ipanema, no Rio

Neste sábado, 19 de janeiro, começava debaixo de chuva mais uma edição da Banda de Ipanema, famoso bloco do Carnaval do Rio de Janeiro. Mas a noite não acabou nada bem, pelo menos para Alexandre Bortolini, 27 anos, Leandro Lopes, 31 anos e Gabriel Bortolini, 19 anos. Os três foram violentamente agredidos por seguranças da própria Banda de Ipanema. Leia aqui.

Três rapazes gays são espancados por seguranças da Banda de Ipanema, no Rio

Neste sábado, 19 de janeiro, começava debaixo de chuva mais uma edição da Banda de Ipanema, famoso bloco do Carnaval do Rio de Janeiro. Mas a noite não acabou nada bem, pelo menos para Alexandre Bortolini, 27 anos, Leandro Lopes, 31 anos e Gabriel Bortolini, 19 anos. Os três foram violentamente agredidos por seguranças da própria Banda de Ipanema.
Agência Consciência.Net; clique aqui


Como em todos os eventos, ao redor da orquestra, um cordão de seguranças acompanha o desfile. "Os seguranças sempre empurram as pessoas para que o bloco ande, mas eles começaram a machucar mesmo as pessoas, imprensando todo mundo", conta Alexandre. Nesse momento Gabriel Bortolini teria começado a reclamar com os seguranças, junto com outras pessoas. "Ele se exaltou um pouco mais - as pessoas estavam se machucando mesmo - e um segurança acabou dando um empurrão nele. Quando ele reagiu o segurança avançou pra cima dele".

Daí para frente Alexandre descreve uma atitude incompreensível. "Veio um, dois, três, seis, oito, vários seguranças começaram a espancar o meu sobrinho. Quando tentei me jogar na frente dele para tirá-lo dali, os seguranças começaram a me agredir violentamente. Foram socos, pontapés, chutes, tudo o que você pode imaginar". O companheiro de Alexandre, Leandro Lopes, 27 anos, conta que, quando foi tentar falar com um dos seguranças para que parassem de bater, a única resposta foi um soco violento no rosto, que o atirou à distância e deixou sua vista ensangüentada.

Segundo os três rapazes, a reação dos seguranças foi completamente despropositada e incompreensível. "Eles batiam na gente não como quem quer controlar um tumulto nem nada. Batiam de uma forma enlouquecida. Pareciam que queria nos matar ali", conta Alexandre. "Quando a confusão acabou eu ainda passei uns cinco minutos gritando desesperadamente para tentar encontrar o meu namorado e o meu sobrinho. Tinha cada um ido parar num canto". Uma das testemunhas contou que foliões revoltados com a covardia xingaram e discutiram ainda com os seguranças.

Os jovens procuraram os policiais presentes no evento, mas só conseguiram ser realmente atendidos pelo comandante no local, depois de passarem por vários PMs, já 40 minutos depois do ocorrido, quando a Banda já tinha encerrado o desfile. O chefe da segurança da Banda de Ipanema foi chamado e apresentou um suposto grupo de seguranças para reconhecimento. "É claro que naquela hora os seguranças que agrediram a gente já não estavam mais ali".

Os três rapazes registraram a ocorrência na 14° DP, no Leblon e seguiram para atendimento médico e exame de corpo de delito. Os três estavam com escoriações por todo o corpo, feridas no rosto e sangramento na perna e no nariz. Leandro teve de ser levado com urgência para atendimento médico pelo machucado na vista.

Fernando Carvalho, 47 anos, que se apresentou como representante da Banda de Ipanema e responsável pela segurança, também foi arrolado no processo. Duas testemunhas que estavam no local se ofereceram e acompanharam os rapazes à delegacia.

O Superintendente Estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Ação Social do Governo do Estado, Cláudio Nascimento, foi notificado do fato e apoiou os rapazes mesmo à distância.

Leandro é professor de Literatura, Gabriel é estudante e Alexandre coordena um projeto que realiza oficinas sobre diversidade sexual na escola com educadores. "O bloco é notoriamente freqüentado por homossexuais, mas a organização oficial nunca reconheceu esse fato. Parece mesmo que eles não gostam de ter gays e lésbicas na Banda", afirma Alexandre. "Depois do que aconteceu nós falamos com várias pessoas da organização e ninguém fez absolutamente nada. Alguns reagiram ironicamente mesmo."

Este não é o primeiro registro de situações de violência na Banda de Ipanema. E talvez não seja o último.

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Lembre-se que você tem quatro opções de entrega: (I) Um email de cada vez; (II) Resumo diário; (III) Email de compilação; (IV) Sem emails (acesso apenas online). Para cancelar, responda solicitando. [www.consciencia.net]

Três rapazes gays são espancados por seguranças da Banda de Ipanema, no Rio

Neste sábado, 19 de janeiro, começava debaixo de chuva mais uma edição da Banda de Ipanema, famoso bloco do Carnaval do Rio de Janeiro. Mas a noite não acabou nada bem, pelo menos para Alexandre Bortolini, 27 anos, Leandro Lopes, 31 anos e Gabriel Bortolini, 19 anos. Os três foram violentamente agredidos por seguranças da própria Banda de Ipanema.
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Como em todos os eventos, ao redor da orquestra, um cordão de seguranças acompanha o desfile. "Os seguranças sempre empurram as pessoas para que o bloco ande, mas eles começaram a machucar mesmo as pessoas, imprensando todo mundo", conta Alexandre. Nesse momento Gabriel Bortolini teria começado a reclamar com os seguranças, junto com outras pessoas. "Ele se exaltou um pouco mais - as pessoas estavam se machucando mesmo - e um segurança acabou dando um empurrão nele. Quando ele reagiu o segurança avançou pra cima dele".

Daí para frente Alexandre descreve uma atitude incompreensível. "Veio um, dois, três, seis, oito, vários seguranças começaram a espancar o meu sobrinho. Quando tentei me jogar na frente dele para tirá-lo dali, os seguranças começaram a me agredir violentamente. Foram socos, pontapés, chutes, tudo o que você pode imaginar". O companheiro de Alexandre, Leandro Lopes, 27 anos, conta que, quando foi tentar falar com um dos seguranças para que parassem de bater, a única resposta foi um soco violento no rosto, que o atirou à distância e deixou sua vista ensangüentada.

Segundo os três rapazes, a reação dos seguranças foi completamente despropositada e incompreensível. "Eles batiam na gente não como quem quer controlar um tumulto nem nada. Batiam de uma forma enlouquecida. Pareciam que queria nos matar ali", conta Alexandre. "Quando a confusão acabou eu ainda passei uns cinco minutos gritando desesperadamente para tentar encontrar o meu namorado e o meu sobrinho. Tinha cada um ido parar num canto". Uma das testemunhas contou que foliões revoltados com a covardia xingaram e discutiram ainda com os seguranças.

Os jovens procuraram os policiais presentes no evento, mas só conseguiram ser realmente atendidos pelo comandante no local, depois de passarem por vários PMs, já 40 minutos depois do ocorrido, quando a Banda já tinha encerrado o desfile. O chefe da segurança da Banda de Ipanema foi chamado e apresentou um suposto grupo de seguranças para reconhecimento. "É claro que naquela hora os seguranças que agrediram a gente já não estavam mais ali".

Os três rapazes registraram a ocorrência na 14° DP, no Leblon e seguiram para atendimento médico e exame de corpo de delito. Os três estavam com escoriações por todo o corpo, feridas no rosto e sangramento na perna e no nariz. Leandro teve de ser levado com urgência para atendimento médico pelo machucado na vista.

Fernando Carvalho, 47 anos, que se apresentou como representante da Banda de Ipanema e responsável pela segurança, também foi arrolado no processo. Duas testemunhas que estavam no local se ofereceram e acompanharam os rapazes à delegacia.

O Superintendente Estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Ação Social do Governo do Estado, Cláudio Nascimento, foi notificado do fato e apoiou os rapazes mesmo à distância.

Leandro é professor de Literatura, Gabriel é estudante e Alexandre coordena um projeto que realiza oficinas sobre diversidade sexual na escola com educadores. "O bloco é notoriamente freqüentado por homossexuais, mas a organização oficial nunca reconheceu esse fato. Parece mesmo que eles não gostam de ter gays e lésbicas na Banda", afirma Alexandre. "Depois do que aconteceu nós falamos com várias pessoas da organização e ninguém fez absolutamente nada. Alguns reagiram ironicamente mesmo."

Este não é o primeiro registro de situações de violência na Banda de Ipanema. E talvez não seja o último.

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Ação anti-homofobia na favela da Maré

Ativistas do Grupo Conexão G, formado por militantes gays moradores do complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e a ONG Fase combatem preconceito dentro da comunidade. Do site Mix Brasil.

O Grupo Conexão G, formado por militantes gays moradores do complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e a ONG Fase estão desenvolvendo uma campanha com o objetivo de combater a homofobia e a violência contra homossexuais na comunidade. Com esta campanha, que consiste em uma ação a ser realizada dentro da comunidade, o grupo pretende chamar a atenção para a necessidade de incluir a luta contra o preconceito na agenda política dos movimentos de favela, combatendo também a exclusão dos líderes GLBTs desses espaços.

"A Maré contra a homofobia! Diversidade sexual e paz nas favelas". Com este tema, organizadores convidam instituições, ativistas de movimentos sociais, associações de saúde e interessados no assunto a participarem das atividades que ocorrerão no dia 23 de fevereiro. Uma delas será um seminário sobre Poderes Públicos e Políticas Sociais, com a participação de convidados que darão depoimentos e debaterão sobre as novas pespectivas para as comunidades. Após o seminário, e durante o dia todo, atividades de recreação também estão previstas, como shows de drag-queens, coquetel, apresentação de DJ's e MC's.

Para Gilmar Santos, fundador e presidente do Grupo Conexão G, "esta é uma ação muito ousada porque propõe uma luta por igualdade e inclusão jamais vista dentro de uma comunidade de baixa renda". Fato novo e necessário, como ele mesmo definiu, Gilmar vai mais longe ao dizer que as "paradas, manifestações e seminários, quando ocorrem são sempre nos grandes centros; em Ipanema ou Copacabana".

Ele afirma que preconceito e atitudes homofóbicas são recorrentes dentro da Maré, e que é comum homossexuais sofrerem maus tratos ou serem alvos de intolerância por parte dos moradores do complexo, principalmente por representantes do 'poder paralelo'.

A ncessidade de convocar a todos para uma luta por paz e justiça dentro do ambiente em que vivem, e transformar este lugar, é o desejo que move os membros do Conexão G. Fundado há cerca de 2 anos, o grupo é composto por pessoas de 18 a 25 anos moradoras do complexo da Maré, comunidade localizada em Bonsucesso.

Para os idealizadores da campanha, enfrentar as questões sobre diversidade sexual como questões de Direitos Humanos é fundamental. Eles vêem esta ação como uma oportunidade de homossexuais tornarem-se lideranças dentro das comunidades e de serem vistos como profissionais que merecem respeito, pois lutam pela melhoria do local em que moram. (Original aqui)

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Ação anti-homofobia na favela da Maré

Ativistas do Grupo Conexão G, formado por militantes gays moradores do complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e a ONG Fase combatem preconceito dentro da comunidade. Do site Mix Brasil.

O Grupo Conexão G, formado por militantes gays moradores do complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e a ONG Fase estão desenvolvendo uma campanha com o objetivo de combater a homofobia e a violência contra homossexuais na comunidade. Com esta campanha, que consiste em uma ação a ser realizada dentro da comunidade, o grupo pretende chamar a atenção para a necessidade de incluir a luta contra o preconceito na agenda política dos movimentos de favela, combatendo também a exclusão dos líderes GLBTs desses espaços.

"A Maré contra a homofobia! Diversidade sexual e paz nas favelas". Com este tema, organizadores convidam instituições, ativistas de movimentos sociais, associações de saúde e interessados no assunto a participarem das atividades que ocorrerão no dia 23 de fevereiro. Uma delas será um seminário sobre Poderes Públicos e Políticas Sociais, com a participação de convidados que darão depoimentos e debaterão sobre as novas pespectivas para as comunidades. Após o seminário, e durante o dia todo, atividades de recreação também estão previstas, como shows de drag-queens, coquetel, apresentação de DJ's e MC's.

Para Gilmar Santos, fundador e presidente do Grupo Conexão G, "esta é uma ação muito ousada porque propõe uma luta por igualdade e inclusão jamais vista dentro de uma comunidade de baixa renda". Fato novo e necessário, como ele mesmo definiu, Gilmar vai mais longe ao dizer que as "paradas, manifestações e seminários, quando ocorrem são sempre nos grandes centros; em Ipanema ou Copacabana".

Ele afirma que preconceito e atitudes homofóbicas são recorrentes dentro da Maré, e que é comum homossexuais sofrerem maus tratos ou serem alvos de intolerância por parte dos moradores do complexo, principalmente por representantes do 'poder paralelo'.

A ncessidade de convocar a todos para uma luta por paz e justiça dentro do ambiente em que vivem, e transformar este lugar, é o desejo que move os membros do Conexão G. Fundado há cerca de 2 anos, o grupo é composto por pessoas de 18 a 25 anos moradoras do complexo da Maré, comunidade localizada em Bonsucesso.

Para os idealizadores da campanha, enfrentar as questões sobre diversidade sexual como questões de Direitos Humanos é fundamental. Eles vêem esta ação como uma oportunidade de homossexuais tornarem-se lideranças dentro das comunidades e de serem vistos como profissionais que merecem respeito, pois lutam pela melhoria do local em que moram. (Original aqui)

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Pesquisa aponta crescimento do número de páginas com temática neonazista na internet

Ciência Hoje - Nos últimos anos, cresceu o número de páginas na internet, blogs e chats destinados à exaltação da superioridade da ‘raça’ ariana e à disseminação do ódio a outras etnias e grupos sociais, como homossexuais e judeus. Uma análise detalhada do discurso ideológico presente em páginas virtuais neonazistas, feita por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra como elas conseguem conquistar cada vez mais simpatizantes.

O estudo, fruto da tese de mestrado da antropóloga Adriana Dias no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, identificou quem são os neonazistas na internet, como eles operam na rede e em que páginas se encontram. Segundo a pesquisadora, há na internet mais de doze mil páginas e aproximadamente 200 comunidades no Orkut (uma página virtual de relacionamentos) associadas a temáticas racistas, neonazistas e revisionistas (que negam a existência do holocausto na Segunda Guerra Mundial). Leia aqui.

Jovem homossexual é espancado ao sair de boate no Rio

O jovem homossexual Ferrucio Silvestro, de 19 anos, foi espancado até ficar com o rosto desfigurado depois de sair de uma boate GLS em Niterói, na região metropolitana do Rio, no último dia 29. Ele passou quatro dias internado no Hospital Universitário Antônio Pedro e apenas ontem fez o registro da agressão na 76ª Delegacia de Polícia.

Ele estava com amigos saindo da boate, quando o grupo de agressores se aproximou perguntando se eles eram gays. Alguns amigos do jovem conseguiram fugir. Silvestro se escondeu no banheiro de um posto de gasolina, mas teve de sair porque funcionários do local ficaram com medo da confusão. O jovem apanhou de três rapazes.

A polícia ainda não tem pistas dos agressores. Não é o primeiro caso de agressão a homossexuais na cidade. Em agosto, um casal de homens foi agredido por quatro rapazes quando iam para a Parada do Orgulho Gay, na praia de Icaraí. (Talita Figueiredo, Agência Estado)

Projeto de Lei que criminaliza homofobia vai ter audiência pública

Por mais incrível que pareça, ainda falta um pedaço de chão para se ter criminalizada a homofobia. Depois de séculos parado no Senado, dia 6 de setembro foi aprovado o Requerimento nº 51/2007-CDH, de autoria da senadora Serys Slhessarenko, para realização de Audiência Pública, visando orientação sobre a matéria. De qualquer maneira, é melhor do que o Senado ter sucumbido às pressões do senador Marcelo Crivella (PRB/RJ), que promete o inferno para quem aprovar o projeto 122/2006. Saiba mais em www.emdiacomacidadania.com.br

MS: Juiz determina apreensão de livro homofóbico

Mix Brasil - O juiz Dorival Moreira dos Santos, da Vara de Direitos Difusos, Coleivos e Individuais da comarca de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, mandou apreender todos os exemplares em venda do livro "A Maldição de Deus sobre o Homossexual: o homossexual precisa conhecer a maldição divina que está sobre ele", do pastor evangélico Naurio Martins França. O pedido de apreensão partiu da Defensoria Pública do Estado. Na argumentação do juiz, o livro perpetua a discriminação contra os homossexuais, "extrapolando seu direito de manifestação de pensamento ao atribuir conceitos próprios e adjetivos pejorativos à pessoa homossexual". (Original aqui)

MS: Juiz determina apreensão de livro homofóbico

O juiz Dorival Moreira dos Santos, da Vara de Direitos Difusos, Coleivos e Individuais da comarca de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, mandou apreender todos os exemplares em venda do livro "A Maldição de Deus sobre o Homossexual: o homossexual precisa conhecer a maldição divina que está sobre ele", do pastor evangélico Naurio Martins França. O pedido de apreensão partiu da Defensoria Pública do Estado. Na argumentação do juiz, o livro perpetua a discriminação contra os homossexuais, "extrapolando seu direito de manifestação de pensamento ao atribuir conceitos próprios e adjetivos pejorativos à pessoa homossexual". (Mix Brasil)

Governo Federal apóia Projeto de lei para criminalizar a homofobia

Observatório do Brasil Sem Homofobia, maio de 2007

Como parte das estratégias para aprovação do PLC 122/06, projeto de lei da Câmara dos Deputados que propõe a criminalização das práticas de discriminação e violência contra GLBT, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) solicitou e foi atendida num pedido de audiência com ministros do governo federal. O encontro teve como objetivo obter um posicionamento oficial do governo brasileiro sobre o Projeto de Lei. O PLC 122/06 atualmente tramitando na comissão de direitos humanos do Senado Federal.

Na audiência, que ocorreu no dia 17 de maio às 17h na sala de reuniões do Ministro da Justiça, o governo federal esteve representado pelos ministros dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi; da Justiça, Tarso Genro; do Turismo, Marta Suplicy; da Saúde (interina), Márcia Bassit; e pelo secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti, representando o ministro da Cultura, Gilberto Gil. Também estiveram presentes a deputada federal e coordenadora geral da frente parlamentar mista pela cidadania GLBT do Congresso, Cida Diogo (PT/RJ) e a senadora Fátima Cleide (PT/RO), relatora do projeto; além dos deputados federais Manuela Dávila (PCdoB/RS), Maria do Rosário (PT/RS) e a senadora Janete Caperibe (PSB/AM).

Representando a ABGLT, estiveram presentes o secretário geral, Cláudio Nascimento, que foi o porta-voz da entidade na audiência, as vice-presidentes, Yone Lindgren e Lili Andersen, a secretária de Direitos Humanos, Cris Simões e os militantes Marisa Fernandes (SP), Julian Rodrigues (SP), Melissa Navarro (DF), Caio Varela (DF), Igo Martini (PR), Simone Valêncio (PR) e Rodrigo Canuto (RJ).

Os ministros e autoridades do governo federal presentes se posicionaram favoráveis à aprovação da lei. O ministro Tarso Genro declarou que o Ministério da Justiça enviará esforços para que o projeto de lei seja aprovado. Para isso, propôs a criação de uma "força-tarefa" com técnicos do Ministério, ABGLT e a Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT para articular esforços conjuntos.