Agricultores paralisam obras da Usina Hidrelétrica Foz de Chapecó

Cerca de 200 atingidos pela barragem de Foz de Chapecó, organizados no MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), estão acampados, desde segunda-feira (21/7), na entrada do canteiro de obras da usina, na divisa dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Empresas não cumpriram acordos.
Agência Consciência.Net; clique aqui


Segundo o Movimento, o consórcio Foz de Chapecó, formado pelas empresas Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e Furnas, não cumpriu os acordos estabelecidos em negociações anteriores.

Entre eles, o reconhecimento dos direitos dos pescadores, que não foram considerados como atingidos pela barragem, mas que perderam seu meio de sustento; e a implantação de um projeto de recuperação e desenvolvimento das comunidades atingidas, que seja aprovado pelas famílias e executado sob a coordenação das mesmas.

Os atingidos estavam reunidos em Assembléia, na comunidade Nossa Senhora das Graças, no município de Águas de Chapecó por ocasião do dia do agricultor (dia 25), comemorado essa semana. “O objetivo da assembléia foi fazer uma análise da questão da agricultura e as perspectivas para o próximo período, além de reafirmar a pauta de reivindicações dos atingidos”, afirmou Ivonei da Luz, do MAB.

Os atingidos entregaram uma pauta de reivindicação ao consórcio, exigindo, entre outras coisas, uma reunião com lideranças do MAB. Eles ainda permanecem no local.

Contatos
Telefone no local: (49) 9116-8570
MAB - Setor de Comunicação: Fone/fax (11) 3392-2660
Site: www.mabnacional.org.br


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Cerca de 200 atingidos pela barragem de Foz de Chapecó, organizados no MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), estão acampados, desde segunda-feira (21/7), na entrada do canteiro de obras da usina, na divisa dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Empresas não cumpriram acordos.
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Segundo o Movimento, o consórcio Foz de Chapecó, formado pelas empresas Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e Furnas, não cumpriu os acordos estabelecidos em negociações anteriores.

Entre eles, o reconhecimento dos direitos dos pescadores, que não foram considerados como atingidos pela barragem, mas que perderam seu meio de sustento; e a implantação de um projeto de recuperação e desenvolvimento das comunidades atingidas, que seja aprovado pelas famílias e executado sob a coordenação das mesmas.

Os atingidos estavam reunidos em Assembléia, na comunidade Nossa Senhora das Graças, no município de Águas de Chapecó por ocasião do dia do agricultor (dia 25), comemorado essa semana. “O objetivo da assembléia foi fazer uma análise da questão da agricultura e as perspectivas para o próximo período, além de reafirmar a pauta de reivindicações dos atingidos”, afirmou Ivonei da Luz, do MAB.

Os atingidos entregaram uma pauta de reivindicação ao consórcio, exigindo, entre outras coisas, uma reunião com lideranças do MAB. Eles ainda permanecem no local.

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Famílias marcham por desconto na luz e postos de trabalho na capital gaúcha

Cerca de 250 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), ao Movimento Levante da Juventude e ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) marcharam nesta sexta-feira (14), em Porto Alegre, em protesto pelos altos preços da energia elétrica e reivindicando a implementação da tarifa social da energia e a criação de pontos populares de trabalho.
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Os manifestantes estiveram mobilizados na sede da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), localizada na avenida Ipiranga. No local foram recebidos por representantes da empresa, para o quais entregaram cerca de 100 autodeclarações para fins de recebimento de desconto na tarifa de energia elétrica. Segundo os funcionários da CEEE, a empresa ainda não conhecia a decisão do Desembargador Federal de Brasília, Sr. Catão Alves.

Conforme a decisão, basta que as famílias que consomem abaixo de 220 kwh/mês de energia elétrica entreguem uma autodeclaração na distribuidora de sua região para que recebam os descontos referentes à Tarifa Social Baixa Renda. No caso do Rio Grande do Sul, a medida vale para quem consome até 160kwh/ mês. Conforme definição do encontro, em 15 dias a CEEE dará uma retorno para o movimento sobre as autodeclarações entregues.

Logo após, os manifestantes se dirigiram até a empresa AES Sul, também em Porto Alegre, onde também houve a entrega de outras 100 autodeclarações. Neste momento, estão reunidos em assembléia e planejam dirigir-se ao, centro da cidade onde fazem novo protesto.

A marcha integra a Jornada de Lutas do Dia 14 de Março, Dia Internacional de Lutas Contra as Barragens. Durante a semana, o MAB e demais organizações que integram a Via Campesina realizaram ações em outros 10 estados contra o preço abusivo da energia elétrica e a construção das grandes usinas hidrelétricas, que geram grandes impactos nas comunidades locais e no meio ambiente, entre outros temas.

Informações adicionais:
Antônio: (51) 8423-6673


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Lembre-se que você tem quatro opções de entrega: (I) Um email de cada vez; (II) Resumo diário; (III) Email de compilação; (IV) Sem emails (acesso apenas online). Para cancelar, responda solicitando. [www.consciencia.net]

Famílias marcham por desconto na luz e postos de trabalho na capital gaúcha

Cerca de 250 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), ao Movimento Levante da Juventude e ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) marcharam nesta sexta-feira (14), em Porto Alegre, em protesto pelos altos preços da energia elétrica e reivindicando a implementação da tarifa social da energia e a criação de pontos populares de trabalho.
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Os manifestantes estiveram mobilizados na sede da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), localizada na avenida Ipiranga. No local foram recebidos por representantes da empresa, para o quais entregaram cerca de 100 autodeclarações para fins de recebimento de desconto na tarifa de energia elétrica. Segundo os funcionários da CEEE, a empresa ainda não conhecia a decisão do Desembargador Federal de Brasília, Sr. Catão Alves.

Conforme a decisão, basta que as famílias que consomem abaixo de 220 kwh/mês de energia elétrica entreguem uma autodeclaração na distribuidora de sua região para que recebam os descontos referentes à Tarifa Social Baixa Renda. No caso do Rio Grande do Sul, a medida vale para quem consome até 160kwh/ mês. Conforme definição do encontro, em 15 dias a CEEE dará uma retorno para o movimento sobre as autodeclarações entregues.

Logo após, os manifestantes se dirigiram até a empresa AES Sul, também em Porto Alegre, onde também houve a entrega de outras 100 autodeclarações. Neste momento, estão reunidos em assembléia e planejam dirigir-se ao, centro da cidade onde fazem novo protesto.

A marcha integra a Jornada de Lutas do Dia 14 de Março, Dia Internacional de Lutas Contra as Barragens. Durante a semana, o MAB e demais organizações que integram a Via Campesina realizaram ações em outros 10 estados contra o preço abusivo da energia elétrica e a construção das grandes usinas hidrelétricas, que geram grandes impactos nas comunidades locais e no meio ambiente, entre outros temas.

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Marcha Mundial das Mulheres apóia mulheres da Via Campesina

A organização Marcha Mundial das Mulheres divulgou na última quarta (5) nota de solidariedade às mulheres da Via Campesina. "Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, um dia de luta para mulheres de todo o mundo, as companheiras da Via Campesina cumprem o importante papel de denunciar a toda a sociedade gaúcha e brasileira os desmandos que o latifúndio e as transnacionais promovem no campo", destaca a nota.
Agência Consciência.Net; clique aqui


Leia abaixo a nota:

Nota de solidariedade da Marcha Mundial das Mulheres às mulheres da Via Campesina

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, um dia de luta para mulheres de todo o mundo, as companheiras da Via Campesina cumprem o importante papel de denunciar a toda a sociedade gaúcha e brasileira os desmandos que o latifúndio e as transnacionais promovem no campo, numa ação que destaca o protagonismo das mulheres na luta por igualdade, autonomia e soberania popular.

Ao ocupar área ilegal de uma poderosa transnacional (Stora Enso), a ação das mulheres da Via Campesina questiona o sistema capitalista, que concentra terra e riquezas e aprofunda a miséria no campo e na cidade. A ação denuncia a ordem capitalista e machista que não reconhece e não valoriza o trabalho das mulheres no campo, relegando-as a um lugar de subordinação.

Repudiamos a ação da brigada militar gaúcha sob ordens do governo do estado do Rio Grande do Sul, comandado por Yeda Crusius, que agiu violentamente a serviço da ilegalidade operada pela transnacional. E exigimos a libertação da companheira Irma Ostroski, detida covardemente ao realizar exames de corpo de delito, após ser agredida na ação violenta da polícia.

Apoiamos as companheiras da Via Campesina: pela anulação da compra ilegal de terras pela Stora Enso na faixa de fronteira e sua expropriação para fins de reforma agrária; e pela retirada do projeto, da Câmara e do Senado, que propõe a redução da faixa de fronteira.

Dizer não à ação das transnacionais e ao agronegócio é uma tarefa inadiável de todas e todos que lutam por um mundo de igualdade.

TOTAL SOLIDARIEDADE A LUTA DAS MULHERES DA VIA CAMPESINA!

Marcha Mundial das Mulheres
05/03/2008

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Marcha Mundial das Mulheres apóia mulheres da Via Campesina

A organização Marcha Mundial das Mulheres divulgou na última quarta (5) nota de solidariedade às mulheres da Via Campesina. "Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, um dia de luta para mulheres de todo o mundo, as companheiras da Via Campesina cumprem o importante papel de denunciar a toda a sociedade gaúcha e brasileira os desmandos que o latifúndio e as transnacionais promovem no campo", destaca a nota.
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Leia abaixo a nota:

Nota de solidariedade da Marcha Mundial das Mulheres às mulheres da Via Campesina

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, um dia de luta para mulheres de todo o mundo, as companheiras da Via Campesina cumprem o importante papel de denunciar a toda a sociedade gaúcha e brasileira os desmandos que o latifúndio e as transnacionais promovem no campo, numa ação que destaca o protagonismo das mulheres na luta por igualdade, autonomia e soberania popular.

Ao ocupar área ilegal de uma poderosa transnacional (Stora Enso), a ação das mulheres da Via Campesina questiona o sistema capitalista, que concentra terra e riquezas e aprofunda a miséria no campo e na cidade. A ação denuncia a ordem capitalista e machista que não reconhece e não valoriza o trabalho das mulheres no campo, relegando-as a um lugar de subordinação.

Repudiamos a ação da brigada militar gaúcha sob ordens do governo do estado do Rio Grande do Sul, comandado por Yeda Crusius, que agiu violentamente a serviço da ilegalidade operada pela transnacional. E exigimos a libertação da companheira Irma Ostroski, detida covardemente ao realizar exames de corpo de delito, após ser agredida na ação violenta da polícia.

Apoiamos as companheiras da Via Campesina: pela anulação da compra ilegal de terras pela Stora Enso na faixa de fronteira e sua expropriação para fins de reforma agrária; e pela retirada do projeto, da Câmara e do Senado, que propõe a redução da faixa de fronteira.

Dizer não à ação das transnacionais e ao agronegócio é uma tarefa inadiável de todas e todos que lutam por um mundo de igualdade.

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Marcha Mundial das Mulheres
05/03/2008

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Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso no RS

Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de 2.100 hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto Alegre, na manhã desta terça-feira (4/3), quando iniciaram o corte de eucaliptos e o plantio de árvores nativas, em área que pertence à empresa sueco-finlandesa Stora Enso.
Agência Consciência.Net; clique aqui


A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634 de 1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países. No entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no Rio Grande do Sul, próximo à fronteira com o Uruguai, onde a empresa também tem plantios. A meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar fábricas na região.

Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte: “Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez mais sem terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho”.

Multinacional age ilegalmente

A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o braço da multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também é estrangeira, não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso criou uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de dois brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal e vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, respectivamente). Eles são atualmente os maiores latifundiários do RS.

Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está a Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua agindo livremente.

A seguir, leia a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto das mulheres da Via Campesina.

Manifesto das Mulheres da Via Campesina

Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vez mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta contra o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.

A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região. Hoje em nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso à terra, à água e aos alimentos.

Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agrícolas nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em uma agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas do agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir lucro transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana). Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto para celulose.

As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e na Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água, clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90% da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim, reduzimos a produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e a desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo de vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasil cumpre hoje no mundo.

Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio Grande do Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileira estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares de hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira gaúcha com este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares.

Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que por ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.

Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa laranja que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever Ltda, cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo “proprietários” de mais de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal, mas nada de concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde. Decidimos então romper o silêncio que paira sobre esse crime.

Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.

Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar o crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimento econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem que a Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das monoculturas. Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado e nessa região a economia é dinâmica.

As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas onde elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos que geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições precárias. Um exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares onde a Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos temporários.

Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas 100 famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, a Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor alternativa para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a população do campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas cidades.

O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma ameaça para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira irá aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros são importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser preservados.

Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras:

- Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixa de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Somente nos 45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a Agropecuária Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias, gerando 6 mil empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão acampadas no Rio Grande do Sul e o Incra alega não ter terras para fazer assentamento.

- Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a redução da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas como a Stora Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las em deserto verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero guarani e o bioma Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só vai provocar aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição ambiental e o fim soberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.

Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão do governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais como criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamos resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente. Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragem das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra a mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheira sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui no Rio Grande do Sul, “preferimos morrer lutando do que morrer de fome!”.

Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul,
Brasil, 04 de março de 2008.


Assessoria de Comunicação da Via Campesina
Porto Alegre: (51) 9994-6156
Rosário do Sul: (51) 9992-7674

Assessoria de Imprensa do MST
Igor Felippe Santos
Secretaria Nacional - SP
Tel/fax: (11) 3361-3866
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imprensa@mst.org.br


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Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso no RS

Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de 2.100 hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto Alegre, na manhã desta terça-feira (4/3), quando iniciaram o corte de eucaliptos e o plantio de árvores nativas, em área que pertence à empresa sueco-finlandesa Stora Enso.
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A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634 de 1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países. No entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no Rio Grande do Sul, próximo à fronteira com o Uruguai, onde a empresa também tem plantios. A meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar fábricas na região.

Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte: “Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez mais sem terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho”.

Multinacional age ilegalmente

A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o braço da multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também é estrangeira, não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso criou uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de dois brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal e vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, respectivamente). Eles são atualmente os maiores latifundiários do RS.

Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está a Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua agindo livremente.

A seguir, leia a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto das mulheres da Via Campesina.

Manifesto das Mulheres da Via Campesina

Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vez mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta contra o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.

A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região. Hoje em nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso à terra, à água e aos alimentos.

Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agrícolas nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em uma agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas do agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir lucro transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana). Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto para celulose.

As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e na Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água, clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90% da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim, reduzimos a produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e a desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo de vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasil cumpre hoje no mundo.

Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio Grande do Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileira estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares de hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira gaúcha com este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares.

Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que por ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.

Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa laranja que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever Ltda, cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo “proprietários” de mais de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal, mas nada de concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde. Decidimos então romper o silêncio que paira sobre esse crime.

Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.

Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar o crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimento econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem que a Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das monoculturas. Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado e nessa região a economia é dinâmica.

As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas onde elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos que geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições precárias. Um exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares onde a Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos temporários.

Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas 100 famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, a Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor alternativa para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a população do campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas cidades.

O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma ameaça para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira irá aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros são importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser preservados.

Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras:

- Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixa de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Somente nos 45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a Agropecuária Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias, gerando 6 mil empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão acampadas no Rio Grande do Sul e o Incra alega não ter terras para fazer assentamento.

- Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a redução da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas como a Stora Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las em deserto verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero guarani e o bioma Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só vai provocar aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição ambiental e o fim soberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.

Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão do governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais como criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamos resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente. Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragem das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra a mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheira sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui no Rio Grande do Sul, “preferimos morrer lutando do que morrer de fome!”.

Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul,
Brasil, 04 de março de 2008.


Assessoria de Comunicação da Via Campesina
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ONU recebeu denúncias de violência da Brigada Militar em 2006

O relator especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para os Direitos Humanos, Jean Ziegler, recebeu dois anos atrás nota pedindo providências em relação aos casos de violações aos direitos humanos sofridas pelos Sem Terra no Rio Grande do Sul em ações da Brigada Militar, que cercou com um efetivo de 1.000 soldados assentamento do MST na Fazenda Anoni, na manhã desta quinta-feira (17/01), nos municípios de Pontão e Sarandi, no norte do Rio Grande do Sul.
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As denúncias foram enviadas pelo Relator Nacional para os Direitos Humanos à Alimentação, Água e Terra Rural, Flávio Valente, em 2006. Ele também enviou cópias dos documentos e da filmagem feita pelos Sem Terra, que mostra a queima de alimentos, a noite de tortura em que as famílias foram submetidas a intensos barulhos e as ofensas realizadas pelos policiais, em ação da Brigada Militar em 2006.

Para o relator, as imagens e os depoimentos comprovam, mais uma vez, a criminalização dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada no Brasil. "Realmente é inaceitável, é uma situação absurda. É fundamental que haja uma investigação urgente do caso, a identificação dos responsáveis e medidas que sejam tomadas, tanto na punição dos responsáveis como em evitar que acontecimentos como este possam ocorrer. Existem estados que, independentemente da questão política, têm treinado seus funcionários pra fazer uma negociação de conflitos totalmente diferente da que foi feita no Rio Grande do Sul", afirma Valente.

Na nota entregue à ONU, o relator descreveu as denúncias feitas pelos integrantes do MST e a morosidade do Ministério Público Estadual, especialmente a comarca de Carazinho, em investigar o caso. Ao mesmo tempo, ele ressaltou o papel conivente da mídia, na medida em que não abre espaço para divulgar as ações arbitrárias do estado.

A mesma nota e cópias dos documentos e da filmagem foram entregues para o secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Investigação no país

O Comitê Estadual contra a Tortura investiga a Brigada Militar do Rio Grande do Sul a respeito de denúncias de violência e tortura contra trabalhadores rurais Sem Terra. O processo foi aberto junho de 2006 por conta das ações da polícia contra lavradores acampados em Coqueiros do Sul), durante a desocupação da Fazenda Guerra.

À época, a promotora de Justiça e Direito Humanos, Miran Balestro, junto com representantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e da Ordem dos Advogados do Brasil, assistiu fitas de vídeo dessa ocupação que mostram policiais ofendendo os acampados, impedindo as pessoas de dormir com sirenes ligadas e ameçando as famílias Sem Terra.

Para o advogado Carlos Cesar D'elia, da OAB do Rio Grande do Sul, isso reforça os indícios de violação de direitos humanos promovidos pela Brigada Militar. "As provas colhidas apresentam novos detalhes sobre a situação das famílias. São provas bastante fortes, que estão consolidando a situação apresentada pela denúncia, que teve como base o vídeo produzido pelos próprios acampados no momento da desocupação da Fazenda Guerra".

Já a integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia, Patrícia Couto, afirma que a atuação dos policiais não foi condizente com a missão da Brigada Militar. "É incompátivel com o trabalho que deveria ser feito, que era se limitar a acompanhar a situação, sem abuso de poder. Mas houve várias humilhações, ficaram a noite toda com sirenes ligadas, música em alto volume, batiam em latas, todo o momento fazendo um processo intimidatório e até de humilhação para com aquelas pessoas acampadas", diz.

Para o advogado Carlos César D'elia, "precisamos verificar ainda se se trata de uma situação episódica, em que houve descontrole, ou se faz parte de algum tipo de técnica institucional usada pela Brigada Militar para ser usada em situação de conflito social".

Informações à imprensa:
Igor Felippe Santos - Assessoria de Imprensa do MST
Tel/fax: (11) 3361-3866
Correio - imprensa@mst.org.br
Página - www.mst.org.br

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ONU recebeu denúncias de violência da Brigada Militar em 2006

O relator especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para os Direitos Humanos, Jean Ziegler, recebeu dois anos atrás nota pedindo providências em relação aos casos de violações aos direitos humanos sofridas pelos Sem Terra no Rio Grande do Sul em ações da Brigada Militar, que cercou com um efetivo de 1.000 soldados assentamento do MST na Fazenda Anoni, na manhã desta quinta-feira (17/01), nos municípios de Pontão e Sarandi, no norte do Rio Grande do Sul.
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As denúncias foram enviadas pelo Relator Nacional para os Direitos Humanos à Alimentação, Água e Terra Rural, Flávio Valente, em 2006. Ele também enviou cópias dos documentos e da filmagem feita pelos Sem Terra, que mostra a queima de alimentos, a noite de tortura em que as famílias foram submetidas a intensos barulhos e as ofensas realizadas pelos policiais, em ação da Brigada Militar em 2006.

Para o relator, as imagens e os depoimentos comprovam, mais uma vez, a criminalização dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada no Brasil. "Realmente é inaceitável, é uma situação absurda. É fundamental que haja uma investigação urgente do caso, a identificação dos responsáveis e medidas que sejam tomadas, tanto na punição dos responsáveis como em evitar que acontecimentos como este possam ocorrer. Existem estados que, independentemente da questão política, têm treinado seus funcionários pra fazer uma negociação de conflitos totalmente diferente da que foi feita no Rio Grande do Sul", afirma Valente.

Na nota entregue à ONU, o relator descreveu as denúncias feitas pelos integrantes do MST e a morosidade do Ministério Público Estadual, especialmente a comarca de Carazinho, em investigar o caso. Ao mesmo tempo, ele ressaltou o papel conivente da mídia, na medida em que não abre espaço para divulgar as ações arbitrárias do estado.

A mesma nota e cópias dos documentos e da filmagem foram entregues para o secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Investigação no país

O Comitê Estadual contra a Tortura investiga a Brigada Militar do Rio Grande do Sul a respeito de denúncias de violência e tortura contra trabalhadores rurais Sem Terra. O processo foi aberto junho de 2006 por conta das ações da polícia contra lavradores acampados em Coqueiros do Sul), durante a desocupação da Fazenda Guerra.

À época, a promotora de Justiça e Direito Humanos, Miran Balestro, junto com representantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e da Ordem dos Advogados do Brasil, assistiu fitas de vídeo dessa ocupação que mostram policiais ofendendo os acampados, impedindo as pessoas de dormir com sirenes ligadas e ameçando as famílias Sem Terra.

Para o advogado Carlos Cesar D'elia, da OAB do Rio Grande do Sul, isso reforça os indícios de violação de direitos humanos promovidos pela Brigada Militar. "As provas colhidas apresentam novos detalhes sobre a situação das famílias. São provas bastante fortes, que estão consolidando a situação apresentada pela denúncia, que teve como base o vídeo produzido pelos próprios acampados no momento da desocupação da Fazenda Guerra".

Já a integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia, Patrícia Couto, afirma que a atuação dos policiais não foi condizente com a missão da Brigada Militar. "É incompátivel com o trabalho que deveria ser feito, que era se limitar a acompanhar a situação, sem abuso de poder. Mas houve várias humilhações, ficaram a noite toda com sirenes ligadas, música em alto volume, batiam em latas, todo o momento fazendo um processo intimidatório e até de humilhação para com aquelas pessoas acampadas", diz.

Para o advogado Carlos César D'elia, "precisamos verificar ainda se se trata de uma situação episódica, em que houve descontrole, ou se faz parte de algum tipo de técnica institucional usada pela Brigada Militar para ser usada em situação de conflito social".

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Igor Felippe Santos - Assessoria de Imprensa do MST
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Brigada Militar cerca assentamento do MST no RS

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul cercou com um efetivo de 1.000 soldados assentamento do MST na Fazenda Anoni, na manhã desta quinta-feira (17/1), nos municípios de Pontão e Sarandi, no norte do Rio Grande do Sul. Dois acampamentos do movimento também foram invadidos por 800 policiais nesta manhã na região.
Agência Consciência.Net; clique aqui

“A ação da Brigada é arbitrária e, pelo histórico de violência da polícia no Estado, tememos que aconteça um massacre e a responsabilidade será do governo de Yeda Crusius e do governo Lula, uma vez que a área do assentamento é de responsabilidade federal”, disse Claudir Gaiado, integrante da coordenação estadual do MST e assentado na fazenda 20 atrás.

O MST realiza no assentamento o 24º Encontro Estadual, com a participação de 1.200 militantes (que levaram 200 crianças para poder participar), desde segunda-feira, quando foi realizada a ocupação simbólica da Fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul, que possui o tamanho de 9.000 campos de futebol improdutivos.

A PM tem um mandato de busca e apreensão por um rádio de carro, um anel (sem qualquer especificação), uma máquina fotográfica (sem qualquer especificação) e R$ 200,00 referentes a essa ocupação, dado pela Justiça Estadual. Para fazer a operação na Fazenda Anoni, um assentamento criado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) há 22 anos, a polícia precisa de autorização da Justiça Federal.

O ministro da Justiça Tarso Genro e os responsáveis por direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) foram informados do cerco da polícia na área do encontro. “A área é de assentamento e o mandado de busca de apreensão não justifica a mobilização de um efetivo de 2.000 homens para cercar um assentamento e invadir dois acampamentos. Isso é uma forma de perseguição política aos trabalhadores rurais que lutam pela Reforma Agrária”, afirma Gaiado.
Informações à imprensa:
Cristiane / Raquel: (51) 9697-1712

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Brigada Militar cerca assentamento do MST no RS

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul cercou com um efetivo de 1.000 soldados assentamento do MST na Fazenda Anoni, na manhã desta quinta-feira (17/1), nos municípios de Pontão e Sarandi, no norte do Rio Grande do Sul. Dois acampamentos do movimento também foram invadidos por 800 policiais nesta manhã na região.
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“A ação da Brigada é arbitrária e, pelo histórico de violência da polícia no Estado, tememos que aconteça um massacre e a responsabilidade será do governo de Yeda Crusius e do governo Lula, uma vez que a área do assentamento é de responsabilidade federal”, disse Claudir Gaiado, integrante da coordenação estadual do MST e assentado na fazenda 20 atrás.

O MST realiza no assentamento o 24º Encontro Estadual, com a participação de 1.200 militantes (que levaram 200 crianças para poder participar), desde segunda-feira, quando foi realizada a ocupação simbólica da Fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul, que possui o tamanho de 9.000 campos de futebol improdutivos.

A PM tem um mandato de busca e apreensão por um rádio de carro, um anel (sem qualquer especificação), uma máquina fotográfica (sem qualquer especificação) e R$ 200,00 referentes a essa ocupação, dado pela Justiça Estadual. Para fazer a operação na Fazenda Anoni, um assentamento criado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) há 22 anos, a polícia precisa de autorização da Justiça Federal.

O ministro da Justiça Tarso Genro e os responsáveis por direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) foram informados do cerco da polícia na área do encontro. “A área é de assentamento e o mandado de busca de apreensão não justifica a mobilização de um efetivo de 2.000 homens para cercar um assentamento e invadir dois acampamentos. Isso é uma forma de perseguição política aos trabalhadores rurais que lutam pela Reforma Agrária”, afirma Gaiado.
Informações à imprensa:
Cristiane / Raquel: (51) 9697-1712

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Área com trabalho escravo no RS produzia para ALL

Por Raquel Casiragh, da Agência de Noticias Chasque

A fazenda que mantinha trabalhadores em condições de escravidão em Cacequi, região central do Rio Grande do Sul, é fornecedora de madeira para a América Latina Logística (ALL). No último sábado (14/11), fiscais do Ministério do Trabalho libertaram 32 pessoas que trabalhavam em condições degradantes em uma lavoura de eucalipto. A madeira era usada para a produção de dormentes, madeira que dá sustentação aos trilhos do trem.

Em 2004, a ALL anunciou a compra de áreas para o plantio de eucalipto em Cacequi, São Gabriel e Alegrete. No entanto, a assessoria de imprensa da empresa nega que a área fiscalizada no final de semana seja de sua propriedade.

A ALL confirma que comprava madeira da empresa autuada. A multinacional alega que sua responsabilidade é com a qualidade da madeira e não com os vínculos empregatícios que a empresa de eucalipto tinha com os seus funcionários.

A empresa que for flagrada pelo Ministério do Trabalho usando mão-de-obra escrava pode entrar na lista suja, que implica na perda de obtenção de crédito. Porém, desde a descoberta do caso em Cacequi, os fiscais não citam o nome da empresa. A reportagem entrou em contato, mas a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) não quis se pronunciar.

Área com trabalho escravo no RS produzia para ALL

Por Raquel Casiragh, da Agência de Noticias Chasque

A fazenda que mantinha trabalhadores em condições de escravidão em Cacequi, região central do Rio Grande do Sul, é fornecedora de madeira para a América Latina Logística (ALL). No último sábado (14/11), fiscais do Ministério do Trabalho libertaram 32 pessoas que trabalhavam em condições degradantes em uma lavoura de eucalipto. A madeira era usada para a produção de dormentes, madeira que dá sustentação aos trilhos do trem.

Em 2004, a ALL anunciou a compra de áreas para o plantio de eucalipto em Cacequi, São Gabriel e Alegrete. No entanto, a assessoria de imprensa da empresa nega que a área fiscalizada no final de semana seja de sua propriedade.

A ALL confirma que comprava madeira da empresa autuada. A multinacional alega que sua responsabilidade é com a qualidade da madeira e não com os vínculos empregatícios que a empresa de eucalipto tinha com os seus funcionários.

A empresa que for flagrada pelo Ministério do Trabalho usando mão-de-obra escrava pode entrar na lista suja, que implica na perda de obtenção de crédito. Porém, desde a descoberta do caso em Cacequi, os fiscais não citam o nome da empresa. A reportagem entrou em contato, mas a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) não quis se pronunciar.

Em Erechim (RS), igreja e movimentos sociais populares se unem por nulidade do leilão da Vale

Dia 1° de setembro inicia em Erechim (RS) e no restante do Brasil o plebiscito popular que pede a nulidade do leilão da Companhia Vale do Rio Doce.

A Vale do Rio Doce era uma empresa estatal que em 1997 foi privatizada por pouco mais de três bilhões de reais, enquanto que o seu patrimônio estava avaliado em 92 bilhões de reais. Além disso, o banco Bradesco foi um dos avaliadores do patrimônio da Vale e hoje é o principal acionista privado da empresa, o que por lei é proibido.

Portanto, o leilão que privatizou a Vale do Rio Doce foi um crime de lesa-pátria, como afirma Dom Demétrio Valentini, Bispo da Comissão Episcopal Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB: “A Vale é nossa porque ela se identifica com a soberania nacional. Ela não pode ser privatizada, não pode ser vendida e nem negociada”, diz ele.

Além de consultar sobre nulidade do leilão, o plebiscito também quer consultar a população sobre a prioridade do governo sobre o pagamento dos juros da dívida externa e interna, sobre o alto preço pago pela população sobre a energia elétrica, sobre a reforma da previdência e sobre a renovação da concessão às praças de pedágio no Rio Grande do Sul.

O plebiscito, que vai do dia 1º ao dia 9º de setembro, está sendo organizado nos municípios e todos terão a possibilidade de manifestar sua opinião. Crianças e adultos também podem votar, basta levar um documento e apresentar nos pontos onde estão instaladas as urnas. Procure o comitê municipal e se informe, é um dever de todo cidadão se manifestar em favor do futuro do Brasil, faça sua parte!

Mais informações sobre o plebiscito em Erechim: (54) 3522-1857 ou mab_sul@mabnacional.org.br

Em Erechim (RS), igreja e movimentos sociais populares se unem por nulidade do leilão da Vale

Dia 1° de setembro inicia em Erechim (RS) e no restante do Brasil o plebiscito popular que pede a nulidade do leilão da Companhia Vale do Rio Doce.

A Vale do Rio Doce era uma empresa estatal que em 1997 foi privatizada por pouco mais de três bilhões de reais, enquanto que o seu patrimônio estava avaliado em 92 bilhões de reais. Além disso, o banco Bradesco foi um dos avaliadores do patrimônio da Vale e hoje é o principal acionista privado da empresa, o que por lei é proibido.

Portanto, o leilão que privatizou a Vale do Rio Doce foi um crime de lesa-pátria, como afirma Dom Demétrio Valentini, Bispo da Comissão Episcopal Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB: “A Vale é nossa porque ela se identifica com a soberania nacional. Ela não pode ser privatizada, não pode ser vendida e nem negociada”, diz ele.

Além de consultar sobre nulidade do leilão, o plebiscito também quer consultar a população sobre a prioridade do governo sobre o pagamento dos juros da dívida externa e interna, sobre o alto preço pago pela população sobre a energia elétrica, sobre a reforma da previdência e sobre a renovação da concessão às praças de pedágio no Rio Grande do Sul.

O plebiscito, que vai do dia 1º ao dia 9º de setembro, está sendo organizado nos municípios e todos terão a possibilidade de manifestar sua opinião. Crianças e adultos também podem votar, basta levar um documento e apresentar nos pontos onde estão instaladas as urnas. Procure o comitê municipal e se informe, é um dever de todo cidadão se manifestar em favor do futuro do Brasil, faça sua parte!

Mais informações sobre o plebiscito em Erechim: (54) 3522-1857 ou mab_sul@mabnacional.org.br